Adventures beyond Sylph
20 Capítulo 20: Nikko, Bonie, Faby e a máquina dos sonhos ! Parte III
Notas iniciais
Após Erick ligar a Sala-placa-mãe por comando de voz, seu traje começa à brilhar em verde claro e a viseira brilha esbranquiçada. A sala toda brilha da mesma cor do traje, então, Lyar fica inconsciente, pois seu corpo estaria conectado. O professor liga um holograma que aparece apenas na viseira de Lyar.
– Lyar ? Lyar, Consegue me ouvir ?
– Sim, professor ... Mas aonde eu estou ?
– Provávelmente em um sonho. Talvez. Duh.
– Cadê aquela sua preocupação ? Converteu — se em ironia ?
– Tem razão. Não há tempo para isso. O que eu devo fazer ?
– Bem ... Eu não sei.
– Como assim o senhor não sabe ?!
– Não dá para ver aonde você está. Eu não vejo o cenário em volta de você. Por isso não queria que você fosse. Era muito arriscado !
– Professor, porque não procura nos vídeos dos sonhos ?
– Não vai adiantar ! Esqueceu dos robôs ?
– Ah ... Que droga. Tudo bem, eu me viro.
[ OBS: Itálico é no sonho. Letras normais são na realidade ]
Lyar começa à andar pelo sonho de alguém. O cenário ao redor dele era uma floresta, e ele começa à andar entre as árvores, procurando por pistas. Então, ele vê uma sombra longe e começa à correr na direção da sombra. Quando chega perto, percebe que é apenas uma criança por volta de 3 anos.
– Huh ?
– Oi, moço !
– Oi, garotinha. Você é a Bonie ?
– Sou sim. Como você sabe meu nome ?
– Bem ... Depois eu explico. O que você faz aqui na floresta, sozinha ?
– Floresta ? Mas eu não estou numa floresta. Nem você está. Não sei nem como entrou aqui.
– Entrar, como assim entrar ? Aqui não tem porta para entrar em lugar nenhum ! É uma floresta !
– Aqui não é uma floresta. Aqui é minha casa.
Do nada, o cenário converteu — se de floresta à uma casa.
– C — Como você ... Fez isso ?
– Fiz o quê ?
– Isso. Estávamos na floresta e agora estamos nessa casa e ...
– Mas não estávamos na floresta ! Ah, vou parar de discutir.
– É melhor eu parar também ... — Sussurrou Lyar, para si mesmo.
– Lyar, alguma coisa ?
– Garotinha, me dá licença ?
– Tudo bem !
– Professor, consegue me ouvir ?
– Consigo, Lyar. Alguma pista ?
– Sim. Aparentemente, encontrei com uma Bonie-criança. Ela tem aparentemente 3 anos ...
– Só isso ?
– Ela tem o dom, não sei, de alterar tudo ao redor. Tipo, estávamos numa floresta e do nada ela transformou a floresta na casa dela ... Estranho.
– Caramba, Lyar ! Como ela faz isso ? Tente conseguir a ajuda dela !
– Tudo bem. Câmbio, desligo.
– Já terminou, moço ?
– Não precisa me chamar de moço. Pode em chamar de ...
– Lyar. Eu sei o seu nome, só quero te chamar de moço.
– Me dê mais uma licençinha por favor ?
– Er ... Ok.
– Professor ! Ela sabe meu nome ! E eu nem falei para ela !
– Tente não fazer nada tão suspeito. Ela pode saber tudo da sua vida.
– Tudo bem ... Câmbio, desligo.
– Com quem estava falando, moço ?
– Falando ? Eu não estava falando com ninguém.
– Estava sim. Mas com quem era ?
– Bem ... Isso não importa agora. Preciso de sua ajuda para procurar meus amigos. Preciso procurar a Bonie jovem e o Nikko.
– Eu SOU a Bonie " jovem ", e não repita esse nome com " N " .
– Porque não posso repetir ? Nikko é meu amigo.
– EU FALEI PARA NÃO REPETIR !
Disse a pequena garota, transformando — se num monstro preto e grande, com 4 feixes vermelhos no lugar dos olhos. Então, o " monstro-Bonie " criou uma mão de sombras e segurou o garoto contra a parede.
– AH ! BONIE ! ME LARGA, BONIE !
– Você acha que você é páreo para mim ? Eu sou muito melhor que você, e você não é nada. — O monstro dizia, mudando sua voz fina e fofa pra uma voz grave e assustadora.
– AH ! SE A BONIE DE VERDADE E O NIKKO DE VERDADE ESTIVESSEM AQUI, ELES IAM ACABAR COM VOCÊ !
O monstro se contraiu, então voltou à atacar Lyar.
– Huh? Então você não gosta que eu fale o nome do Nikko ?
– Pare ! Ou eu acabo com você ! — Disse o monstro, se contraindo novamente.
– Nikko ! Nikko ! Nikko ! — E Lyar repetiu " Nikko " frenéticamente, até o monstro cair no chão.
– Você realmente achou que isso me mataria ? Essas palavras só me fortalecem ... Eu te enganei.
– Não ... Você não pode estar falando sério ... Eu vi você ... caindo ...
– Você não viu nada, e agora você vai morrer !
O monstro pressionou uma mão grande contra Lyar. Lyar deixou uma pokebola cair de seu jaleco ( na realidade ele estava com o traje, no sonho, roupa comum ), então, quando a pokebola caiu no chão, ela se abriu e Porygon foi liberto.
– Porygon ! Acabe com ela ! Ataque-Triplo !
Porygon lançou uma rajada de fogo, um raio de gelo e um choque de trovão no monstro, que começou à brilhar e depois transformou — se em uma capa. Lyar caiu no chão.
– Porygon ! Obrigado.
– Pooory !
– Hmmm.
– Huh ?
Lyar correu até a capa, e segurou uma de suas pontas. Era a Bonie, e ela havia voltado à sua idade normal.
– Bonie ! Você está bem ?
– Huh ? Lyar ! O que faz aqui na minha casa ?
– Bonie, não estamos na sua casa, estamos num sonho !
– Num ... Sonho ?
– Você não lembra ?
– Não. O que aconteceu ?
– Vocês decidiram servir de cobaia para o professor para uma máquina de sonhos e agora estão presos aqui.
– O quê ?! E agora?
– Calma, eu vim salvar vocês, mas precisamos achar o Nikko, e depressa.
– Como ?
– Eu posso hackear a máquina e atravessar de sonho em sonho. Porygon, use o ataque trio !
Porygon criou três esferas e lançou na parede, que formaram um triângulo. O triângulo virou um portal, e Lyar, com Bonie e Porygon pularam nele, entrando numa longa estrada.
– Uma ... estrada ? O que estamos fazendo aqui ? Acho que seu hackeamento não funcionou, Lyar.
– Espera ... Funcionou sim ! Eu lembro daqui. É o sonho do Nikko ! Precisamos achá — lo e procurá — lo, rápido !
– Ah, acho que ele está lá ! Vamos !
Eles começaram à correr, e rapidamente alcançaram Nikko, que não estava andando muito rápido. Nikko percebeu a aproximação deles e criou uma barreira de gelo na frente do caminho.
– Vocês não são reais ! Vocês não existem ! — Disse Nikko, correndo rápidamente, e sem olhar para trás.
– Ah, droga !
– Nikko ! Volta aqui, Nikko ! ... Lyar ... E agora, o que podemos fazer ?
– Não sei ... Eu não me preparei para isso. Porygon, o que acha ?
– Porygon ...
Porygon se revestiu em chamas e derreteu a barreira de gelo. Porygon usou o Carga de Chamas ! ( Flame Charge ! )
– Porygon ! Você aprendeu o Flame Charge !
– Não, mas eu entendi isso ! É na imaginação ! É só imaginar que acontesse !
– Então é assim que a gente te ouve, certo ?
– Exato.
– Tudo bem, acho que agora fiquei mais calma. Vamos atrás deles ! E eu sei como ! Agora nós todos temos o Speed Boost e sabemos o Extreme Speed !
Bonie, Lyar e Porygon começaram à correr supersônicamente até Nikko, que corria cada vez mais rápido. Eles corriam tão rápido, que mal dava para verem às memórias, até que chegaram no portal branco no final do sonho de Nikko.
– E agora ? Nós pulamos ?
– Eu não sei ! Nessa parte do sonho, a máquina pifou ! Não sabemos o que vai acontecer !
– Ah ... Nada de medo Bonie ! É por você ! É por você ! ... E pelo Nikko. — Sussurrou —
– 3 ... 2 ... 1 ... PULA !
Eles pularam e foram liberados em uma última memória: A memória em que Nikko e Bonie estariam pegando no sono na máquina.
– Ah, meu Arceus ! Aquela sou eu ! E o Nikko !
– Só pode ser isso ! Temos que hackear a máquina imaginária para acordar !
– Vamos rápido !
– Porygon, use o ataque triplo !
Porygon tenta hackear a máquina com seu ataque triplo, mas cria um novo portal, que não permitiria que a máquina fosse hackeada. O portal tentava sugá-los para dentro, mas eles se seguraram na parede, mas continuavam quase sendo sugados.
– AH ! ELE ESTÁ NOS SUGANDO !
– Bonie ! Você tem que ir !
– Como assim ?
– Duas Bonies não podem existir ao mesmo tempo ! Você tem que entrar no portal e deixar de existir !
– Mas eu não quero deixar de existir.
– Mas você não vai deixar de existir. Você será aquela Bonie que está ali, dormindo !
– Mas ... — Disse Bonie, virando o rosto para a direção contrária de Lyar e logo, virando novamente para Lyar, com o rosto do monstro — EU NÃO QUERO SUMIR !
– AAAAAH ! — Lyar deu um grito de desespero, mas logo, chutou as mãos da Bonie-monstro. Ela largou a parede e foi sugada pelo portal. O portal se fechou e a máquina foi hackeada com sucesso. A Bonie e o Nikko da imaginação abriram os olhos. De repente, um buraco negro surgiu, que sugou tudo e todos no sonho.
– Professor ! Socorro !
– Huh ? Lyar ! Desativar traje digital !
[ Sala-placa-mãe ] Traje digital desativado.
– Eu tenho que ver !
– Espera, Lyar !
Lyar saiu correndo da sala-placa-mãe. Lyar entrou na sala dos sonhos, onde Nikko e Bonie estavam acordados.
– Nikko ! Bonie !
– Lyar !
– Lyar ! Que surpresa ! Pode nos tirar daqui, por favor ?
– Claro !
Lyar retirava, com cuidado, todos os aparelhos plugados em Bonie e Nikko. Professor Erick chega na sala, surpreso:
– Espera ... O quê ?! Como você passou pelos robôs ...
– Você realmente achou que eu ia ficar parada sabendo do perigo que estávamos correndo, Erick ?
– Ah, Faby. Eu devia ter imaginado.
– Ah, Professor, foi horrível ! Pensei que eu ia ficar presa eternamente naquele sonho !
– Foi horrível ! Correr eternamente ... Numa estrada longa ... Foi muito estranho.
– É melhor vocês dormirem um pouco, e se acalmarem ...
– DE JEITO NENHUM — Falaram ambos Nikko e Bonie, juntos.
– Então é melhor vocês ficarem acordados e tomarem um cházinho.
– Um cházinho ? Então tá. Isso serve.
– É. Um cházinho não cairízia nada mal.
– Erick, o presente deles está pronto ?
– Não, Faby. Ainda não. Mas amanhã de manhã já deve estar.
– Presente?
– Que presente ?
– É uma surpresa. Só vão descobrir amanhã.
– Aff, Faby, conta logo !
– Não. Já disse que não. Não é não e ponto final.
E, nesse clima de leve suspense e alívio por finalmente sairem do sonho, que eles preferem chamar de pesadelo, é que eles terminam a noite.
Continua no próximo capítulo.
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