Adventures beyond Sylph
9 Capítulo 9: Nikko, Bonie e a entrada secreta !
Notas iniciais
Nikko, Bonie, Goo, Tyle, Cotton e Wiggly entraram na passagem que Bunny havia feito. Era um buraco grande, mas à medida que iam mais longe, mais apertado e menor o buraco ficava.
– Nikko, notou que aqui está ficando menor ?
– Notei. Será que esse buraco tem saída, afinal ? Tomara que ... Ai ! Minha cabeça !
– É melhor nós irmos engatinhando para não se machucar ...
– Ok ...
Nikko e Bonie começaram à engatinhar, e o buraco ficando cada vez menor, até que em um ponto, eles tiveram que retornar todos os pokémons, deixando apenas os menores ( Goo, Bunny e Wiggly ) para fora, pois o buraco já estava grande demais para passarem. Nesse mesmo ponto, eles tiveram que se arrastar deitados.
– Nikko, aqui está muito apertado ... Estou com medo de ficar presa !
– Calma, Bonie. Calma. Vamos conseguir e também vamos achar Fennekin e Chimchar.
– Tudo ... Bem ...
Depois do ponto extremamente extreito, o buraco ficou mais largo, mas continuou com a mesma altura. Bonie e Nikko puderam se arrastar um do lado do outro, até que chegaram no ponto final do buraco, que era um monte de pedras.
– Não estou acreditando que eu vim até aqui ... Para ver um monte de pedras. NIKKO, ISSO É TUDO CULPA SUA !
– Você acha que estamos presos ? Olha isso, então.
Nikko virou — se e deu um chute na pedra. A pedra rolou para longe, deixando a passagem livre para todos.
– Errr ... Então vamos.
– Ok.
Ambos sairam, junto com seus pokémons. Grovyle e Altaria voltaram para fora de suas pokébolas, e Altaria deixava o rastro de tufos de algodão. Quando pararam, perceberam que estavam em cima de uma espécie de barranco. Não havia outros buracos, apenas uma ladeira enorme.
– E agora ? Não tem saída ! NIKKO, ISSO É ...
– Bonie ... Tem sim.
– T — Tem ?! Aonde ?!
– Ali em baixo.
– Não ... Você está querendo dizer que eu vou descer isso ? Não.
– Você vai. E vai agora.
– Não ! Eu não vou, e você não pode me obrigar.
Nikko pega Bonie e deixa — a " pendurada " em seu ombro, enquanto segurava — a para não cair.
– ME SOLTA, SEU BRUTO ! ME BOTA NO CHÃO !
– Bonie, quer ver sua Fennekin de novo ou não ?
– Qu — Quero ...
– Quer sair daqui e ir para Icycle ou não ?
– Qu — Quero ...
– Então nós vamos descer agora.
– Espera, calma. Calma ... Calma, NIKKO, NÃO !
No meio tempo dessas palavras, Nikko pegou começou à correr pelo barranco, e ia muito rápido.
– NIKKO, EU MUDEI DE IDÉIA, NÃO QUERO MAIS IR ! EU NÃO QUERO MORRER ! SOU MUITO NOVA PRA ISSO !
– Agora ? Agora não dá mais ! Cotton, Esporos de algodão.
Cotton lançou suas plumas no chão, que serviu como amortecedor do impacto de ambos Bonie e Nikko.
– Nunca mais ... Faça isso.
– Olha isso, Bonie.
– Espera ... Isso é ...
– Sim. Isso é gelo.
– Mas como gelo aqui ?
– Aparentemente, isso é um rio congelado ... Isso significa que estamos salvos !
– Porquê ?
– A maioria dos rios tem um deságue, então é só seguir esse rio até o final, que achamos !
– Ai ! Vamos logo !
Todos começaram à deslizar pelo rio congelado, esperando chegar até o final e achar a saída, ou seus próprios pokémons. Quando chegaram ao final, não conseguiram achar a saída, apenas mais e mais pedras e o " teto " daquela parte da caverna era todo de gelo.
– Não ... Não, Não, Não ! Você me fez atravessas um buraco engatinhando e me arrastando ... Me " sequestrou " e me fez descer aquela ladeira ... Me fez deslizar num rio congelado que poderia quebrar ... PRA CHEGAR AQUI E VER MAIS PEDRAS E MAIS GELO ? VOCÊ ME FEZ FAZER TUDO ISSO, E NO FINAL, VEMOS QUE É EM VÃO ? EU TE ODEIO !
– ...
Nikko não respondeu Bonie, apenas abaixo a cabeça e se sentou em um lado isolado da caverna, de costas para Bonie.
– ...
Bonie foi se aproximando lentamente, então colocou a mão no ombro de Nikko.
– Nikko ? Você está bem ?
– Sim ... Quer dizer, Não ! — Nikko vira — se para Bonie, e fala, chorando — Eu estou fazendo tudo para continuar com a calma, ser sensato, e você só reclama, me dá ordens e não dá uma solução, só mais e mais problemas ! Você antes era tão legal, agora parece que nem quer ser minha amiga ...
– ... O pior é que é verdade ...
Nikko, arrasado pelas palavras da " amiga ", levanta e olha para ela.
– É mesmo verdade que você não quer ser minha amiga ?
– Sim ...
– Mas então porque você foi tão legal quando nos conhecemos e tudo mais ?
– Eu nunca quis ser sua amiga ... Eu sempre quis ser mais que isso ...
– ...
Nikko fica surpreso pela resposta de Bonie, e fica quieto. Bonie se aproxima e dá um beijo em Nikko. Nikko fica mais surpreso ainda, mas abraça Bonie enquanto à beija. Ambos se olham, envergonhados.
– E ... E ... E agora ? O que vamos fazer ?
– Bem ... Eu não sei ...
Nikko vê um vulto passar pelo teto. Junto com o vulto, algumas gotas do teto ( que é de gelo ) caem no chão.
– Bonie ... Acho que não estamos sós aqui ...
– Porquê ?
– Olha lá !
– Huh ? Um vulto ! O que é aquilo ?
– Eu não sei ... Será que é uma pessoa perdida como nós ? Será que é um pokémon perigoso ?
– Eu estou com medo !
– Calma, nada vai acontecer ... Espero ...
Ambos apenas ficam olhando o vulto, esperando algo acontecer. Começa à ficar escuro dentro da caverna e eles decidem montar suas barracas para acampar.
– Nikko ...
– O que foi, Bonie ?
– Me desculpa por todo aquele estresse ... Não sei, estava nervosa ... E me desculpa por ... aquilo ...
– Aquilo ? Você quer dizer o ...
– Sim ...
– Bonie, eu sei que você estava ansiosa por vir na montanha, mas triste por perder a Fennekin ... Então queria descontar essa raiva de algum jeito ... Em quanto à " aquilo ", posso falar a verdade ?
– C — Claro !
– Eu adorei.
Bonie corou. Ambos ficaram quietos por alguns segundos. Nikko estava cortando as frutas para ambos comerem. Nikko entregou uma tigela para Bonie. Ambos comeram e entraram em suas barracas, ainda pensando sobre seus pokémons, sobre o beijo, sobre o vulto e tudo que estava acontecendo ali. Ambos pegam no sono, já sabendo que amanhã será um dia com um pouco mais de toda essa busca exaustiva por seus pokémons e pelo principal: A saída desse labirinto pedregoso !
Continua na próxima história.
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