Across Time
6 Capitulo 6
Notas iniciais
Olia volta aqui – gritava MU correndo atrás do Leonino- me devolve, larga mão de ser chato.
Ambos estavam correndo no meio da grama Aolia devia ter pego algo dele, sempre pegavam no pé dele, eles eram muito chato.
—Passa pra mim Passa pra mim- Milo gritava pedindo para pegar seja la o que tinham tomado do Mu – Me da Me da- Aiolia entregou para ele que continuo correndo atazanando o menor.
—Milo, para de ser chato e devolve pra ele- tentei ajudar meu amigo, poxa aquilo era muita maldade, e o pobre do Mu já tinha lagrimas nos olhos – Não vê que esta magoando ele? Deve ser algo importante.
Milo no mesmo instante o olhou assustado para o amigo, aquilo era uma brincadeira, ele não queria magoar os sentimentos do Lemuriano.
—Po cara desculpa eu não...
—Vocês são uns insensíveis e idiotas- Gritou Mu arrancando a foto das mãos de Milo.
—Nossa cara não é pra tanto, e de quem é isso ai? — Aiolia tentava melhoras a situação.
—É minha mãe, é a única lembrança que tenho dela- Disse enquanto enxugava os olhos.
— Nossa me deixa ver?, cara você tem uma foto que bacana- Leão parecia realmente animado em ver a fotografia.
— pode sim, hoje é o dia dela, eu queria dar meus parabéns- disse mostrando a foto todo orgulhoso pela mãe linda que tinha.
— Nossa ela é linda mesmo, eu não me lembro da minha, o Olos disse que ela parecia um anjo e cozinhava muito bem, eu lembro do cheiro dela- Olia fechou os olhos e parecia sonhar sendo transportado para um lugar bom- ela tinha cheiro de lavanda.
— hahhaha nossa cara você lembra do cheiro aff- Milo Já caçoando do amigo lhe dando um pedala na cabeça e disparando a correr, olia irritado começou a persegui-lo.
—e você Camus, Lembra da sua mãe? – Mu veio puxar conversa comigo com um sorriso amigável, eu gostava muito de conversar com ele.
—lembro sim – disse a ele com um sorriso doce- ela era muito bonita, tinha cabelos muito grandes, e da cor dos meus, lembro do meu pai também, hehe ele tinha uma barba que pinicava muito- contei com uma leve risada, bons tempos, guardaria aquelas memorias para sempre.
—Ah mas o que tem de mais? Sabe pra vocês ficarem ai falando de mães? — Milo apareceu do nada nos perguntando, ele estava completamente sujo de grama, Aiolia devia ter derrubado ele.
—Hoje é dia das mães Milo, hora essa- Mu respondeu estupefato- até parece que não teve mãe.
—Bom, tecnicamente não tive, Fui abandonado – Milo disse aquilo como se fosse a coisa mais normal do mundo, não demonstrou nenhum pouco de remorso.
— Nossa cara! Por que nunca me disse isso?- Aiolia parecia magoado por nunca saber desse fato, eu mesmo não sabia, e tentei não demonstrar como aquilo me afetou, tinha algo sobre ele que eu não sabia.
—Ahhh sei lá cara, não é importante, as coisas são como são e não vão mudar, mas tipo – seu olhar se tornou vago e triste — seria legal saber que na verdade ela tenha chegado a me amar, mesmo que tenha me jogado no lixo depois.
Aquela Moça, Só podia ser ela, reconheceria aquele sorriso em qualquer lugar do mundo, aqueles cabelos, era os lábios e os cabelos de Milo em um ser menor e mais delicado, ela devia ter apenas um 15 anos, ainda era uma menina, quer sorriso estonteante, ela corria e brincava como uma criança travessa, seu vestido já estava completamente sujo por tantos tombos que já tinha tomado nesses 10 minutos que eu a observava, queria que Milo pudesse ver isso, ele gostaria de conhece-la.
—Artemis volta aqui – Apareceu um garoto correndo atrás dela, um rapaz magro de olhos muito azuis um um semblante frio, não parecia ser alguém dado a sentimentos.
—Ahh não seja chato Oh –Ela dizia entre risos e pulava tentando fugir do amigo.
Senti o colar vibrar e esquentar no meu pescoço, era chegada a hora de partes, para outro lugar, para outro tempo, mas porque ele tinha me levado até ali?
—Vamos, me leve aonde devo estar- apertei o pingente de coração com minhas mão e senti a mesma corrente me puxar do chão.
Mais uma vez fiquei extremamente cansado com a viagem e cai com um baque surdo no chão, preciso aprender pousar com essa coisa, era noite e chovia muito, trovejava muito e o vendo batia forte nas janelas.
Onde será que estou? — mal pude terminar meu pensamento pois um grito agudo e angustiado fez se ouvir sob o forte barulho do trovão, corri em direção ao som.
Cheguei ao local em segundos, vi a moça que tinha encontrado a minutos, ela não parecia ser tão mais velha quanto era da última vez que a vi, mas de seu ventre despontava uma barriga grande e redonda, ela estava estirada na cama e suava muitas, muitas lagrimas escorriam por seu rosto e ela gritava, gritava muito.
— Artêmis meu amor, Por favor – O rapaz Chorava ao seu lado tentando em vão segurar sua mão.
—Não- ela gritava em meio ao choro desesperado- não quero quer você o machuque- ela gritava em desespero enquanto fazia força.
— Mas ele vai te matar- Chorava e gritava com a Moça- o sangramento não para, pelos deuses Art, Não faz isso comigo- ele suplicava em desespero.
— Nãooo eu ...- em um grito agudo se fez ouvir o choro alto da criança, as mulheres que estavam em volta recolheram a criança e a envolveram com um pano vermelho.
— É um menino minha senhora- uma das empregadas disse emocionada com o pequeno ser nos braços- um menino perfeito senhora.
—De me ele- disse com voz fraca- me deixe pega-lo- esticando os braços fracos em direção ao bebe.
—Socorro alguém precisa cuidar dela- O rapaz gritava- ela ainda está sangrando muito, ela está ficando muito pálida.
—Meu senhor, não a nada que possamos fazer- disse uma pobre senhora que fizera o parto- lamento senhor.
— Sua velha maldita- o rapaz em fúria chutou a senhora com violência e partiu a agredir a senhora.
Na cama a mulher acariciava o rosto do pequeno bebe, e o olhava com amor.
—Meu pequeno, eu o amo tanto- disse enquanto acariciada o pequeno rostinho manchado com sangue com o nariz- meu pequeno anjo, eu te amo tanto- lentamente seu corpo foi amolecendo e ficando mais frio, e olhou em sua direção e puxou do pescoço um colar com pingente de coração, e lhe esticou- cuide do meu menino, por favor, o ame por mim – ela disse de forma fraca Camus se assustou, aquela mulher em seu leito de morte podia vê-lo.
Eu o farei- disse enquanto pegava o objeto de suas mãos frias, e o guardava consigo.
Obrigado- ela disse uma última vez em um fio de voz e fechou os olhos lentamente, ela partira com um sorriso nos lábios, e com a criança próxima ao rosto, no momento que a mulher partiu a criança começou a chorar.
—Art? Art não- o homem em desespero começou a sacudir a mulher morta, uma das empregas correu em auxilio da criança e a pegou antes que o pai a derrubasse no chão- não não não art não me deixe, pelo deuses Ártemis não vá- o homem chorava como uma criança e soluçava em desespero enquanto chacoalhava o corpo da mulher com violência.
—ela partiu meu senhor, ela foi em paz- ditou a mulher com o rosto machucado por ter sido agredida pelo homem.
— não ela não pode ter ido, ela não pode- repetira alucinado como se de algum modo aquilo pudesse mudar a realidade, Camus balançou sua cabeça em negativa.
—Mas senhor, ela lhe deixou um pequeno anjo, ela ainda vive nele- a empregada tentou animar seu senhor enquanto segurava a pequena criança nos braços.
—Sim... eu ainda... tenho... ele – o olhar do homem continuava vidrado, algo muito ruim habitava aquele homem, uma aura estranha se desprendia dele- me de –pareceu pensar na palavra correta- ele.
A mulher entregou o bebe ao seu senhor com a esperança de que aquela criança pudesse aplacar um pouco da dor da perda da mulher que ele tanto amava, o homem pegou o menino nos braço e o apertou com força contra o peito, fazendo com que o menino gritasse muito alto.
—Meu senhor, deve ser mais delicado, ele é muito pequeno- o homem a olhou com ira nos olhos, então saiu da pequena casa, com o bebe no colo o apertando no colo.
Ele Correu por diversas ruas e becos, a chuva continuava forte e ele não parecia se importar que tinha um bebe recém-nascido junto ao peito, ele corria e batia com a criança em vários lugares, parecia que ele fazia propositalmente para machucar a criança, Camus assistiu aquela cena horrorizado, aquele homem, queria machucar a criança, seu próprio filho, seu Milo, aquele homem só podia querer matar a criança, por vezes ele a derrubou no chão, se aquele não fosse um dos santos de Athena e seu corpo fosse mais forte que das pessoas normais, certamente aquilo já teria o matado, ela horrível ver aquele homem deliberadamente machucar um ser inocente, um ser de seu próprio sangue.
Ao passar perto de um monte de lixo ele jogou a pobre criança no meio das frutas podres sem o menor cuidado, o pequeno chorava desesperado com o corpo complemente machucado, havia vários hematomas e pequenos cortes pelo corpo, e seu cordão umbilical continuava preso ao corpo.
—Criatura maldita, ainda ousa me causar dor, morra ser insignificante- o homem gritou ao se afastar do pequeno, o largando para que morresse, devido aos ferimentos, a chuva ou o vento, seu corpo estava tão machucado, isso machucava o coração do cavaleiro que assistia tudo em silencio, não podia interferir, não podia salvar seu amado, não podia pega-lo no colo e lhe transmitir o calor que tanto necessitava, via seu amado, ali tão pequeno e tão indefeso, que se hediondo poderia fazer tanto mal a um pequeno anjo, lagrimas corriam pelo rosto do cavaleiro, se sentia tão impotente, tão fraco, se tornara cavaleiro para proteger aqueles que não podiam se proteger sozinhos, para proteger aqueles que necessitassem e la estava ele sem poder protegem quem mais amava no momento que ele mais precisava, seu corpo doía, e seu corpo era dilacerado.
Alguém tinha que encontrar o pequeno, ele chorava algo e seu rostinho estava roxo de tanta força nos gritos desesperados, seu amado não iria morrer, não era assim que as coisas tinham que ser, alguém iria encontra-lo, o minutos transcorreram lentamente sem que ninguém aparecesse e a chuva se tornava cada vez mais impiedosa, a pobre criança estava com o choro cara vez mais fraco, Camus se viu em desespero a criança estava pálida, pálida de mais, estava sem opções, alguém tinha que chegar rápido, muito rápido, ou o pequeno não iria sobreviver.
Ao longe Camus reconheceu, o cosmo de mestre aries, Camus correu em direção ao cosmo, precisava agir rápido, o bebe teria poucos minutos de vida se ninguém o salvasse naquele momento.
—Mas metre, por que estamos nessa cidade? e nesse tempo, está muito frio e minha bota estão molhadas- Um pequeno Saga perguntava ao seu mestre.
—A criança está para nascer neste dia pequeno gêmeos, e é nossa missão encontra-lo- respondeu calmamente
— mas porque não procuramos amanhã? Sabe, quando não estiver chovendo.
—Saga de Gêmeos. Um cavaleiro deve realizar suas missões independente dos intempéries do tempo- disse um com pequeno sorriso no rosto – ou você não salvaria um inocente por que está frio de mais lá fora?
— não e não- o menino pareceu ofendido com a pergunta- eu sou um herói, heróis não tem medo de nada hunf- estufou o peito e apertou o passo- vamos achar esse bebe
—assim que um cavaleiro deve agir, filho- disse sorrindo.
Camus chegou próximo ao mestre e avistou os dois andando, por certo estavam a procura do bebe de escorpião, mas estavam indo na direção errada, Camus estava desesperado, eles não poderiam velo e sem sentir sua presença, mas como chamar a atenção, não tinha tempo, Milo precisava de ajuda, Deusa por favor me ajude, Camus pedia em pensamento, e elevou seu cosmo, por favor deusa permita que o mestre possa sentir.
Shion parou o meio do passo, e virou seu rosto na direção onde estava Camus, mas sem ver nada no local, era um cosmo conhecido, mas como poderia ser, aquele cosmo era deveras parecido com seu antigo colega de arma, Mas Degel estava morto a anos, não podia estar ali, e porque aquele cosmo mostrava tanta urgência, algo não estava certo, sentiu aquele cosmo se afastar, como se o chamasse, como se o guiasse.
— Saga- O pequeno não esperou explicações, se pôs a correr atrás do mestre, havia sentido o cosmo estranho.
Deusa, por favor, Proteja Milo, que ele sobreviva, aquele demônio devia estar modificando a história para que Milo não sobrevivesse, o mestre dia te lo encontrado mas está indo pro lado errado, com toda certeza, aquele por trás de todo esse plano maligno devia ter mudado a rota do Mestre, Camus levou Shion e Saga ao local onde se encontrava o bebe mas não se ouvia mais o som do choro, apenas um som de alguém tentando respirar com dificuldade.
Shion se aproximou do monte de lixo e viu a pequena criança que mal conseguia respirar, e a pegou nos braços a enrolando em seu manto.
— mestre será que é ele? Mas ele está pelado mestre?- dizia o menino assustado pelo estado da criança- quem poderia fazer isso a ele mestre?.
— não importa filho, o que importa é que agora ele está onde deveria estar – enrolou a criança e a envolveu com o cosmo para que ela se curasse mais rápido.
—mas mestre, tem certeza que é ele? Sabe ... o escorpião? Achei que fosse alguém mais legal- o menino parecia confuso.
— sim meu filho tenho certeza, além do que Degel nos trouxe até ele, apena seu amor por Kardia poderia te -o protegido- dizia enquanto acariciava o rosto do pequeno no colo com um sorriso paternal- que acha de chamarmos ele de Kardia como homenagem meu jovem?
—Mas mestre, assim não tem graça, tem que ser um nome novo- disse o menino bufando, lhe parecia um ultraje chamar o pequeno do mesmo nome de um guerreiro morto, o menino merecia um nome novo, e não viver sob a sombra de alguém do passado.
— tem razão filho, então chamaremos de –Shion pareceu ponderar e olhar ao redor em busca de um nome perfeito e fitou aonde estava o bebe minutos antes, sob um sacos com maças estragadas- Será Milo.
—Maça, mestre? Tem certeza, que nome ridículo.
— Sim, Kardia amava maças, perfeito- abraçou o bebe junto ao peito com carinho enquanto ele dormia calmamente e respirava com mais facilidade- vamos para casa pequeno Milo.
Camus viu os três se afastarem no meio da chuva, mas ela não os tocava pois Shion os protegia com a telecinese, seu amado estava em boas mãos, agora ele ficaria bem, sentiu o colar vibrar e esquentar novamente, então já tinha visto o que tinha que ver, seu amado estava seguro agora, sob o olhar de Shion nenhum mal abateria seu amado.
—Obrigada deusa, Me leve aonde devo estar e quando devo estar- ditou enquanto apertava o colar com as mãos.
Sentiu novamente aquela força o arrancar do chão o puxando para mais algum lugar no universo, partiria para o próximo lugar, e lá talvez poderia encontrar seu amado, descobrira algo importante sobre ele, ele foi amado desde o primeiro minuto pela mãe, ela com toda certeza o olhava com amor do céu, cumpriria a promessa feita a ela, protegeria Milo, nem que isso lhe custasse a vida.
Restam doze estrelas.
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