Notas iniciais
Olaa Pessoal, estamos indo agora para o cap 5 e espero que vocês gostem *---*, eu pessoalmente fiquei mt animada escrevendo ele e agradeço imensamente os comentários que estão fazendo sz como uma leitora linda comentou e falou sobre os caps muito curtos eu me esforcei para fazer algo mais enxuto dessa vez sz bom Chega de bla bla bla hahha Divirtam-se

Que dia lindo, o sol brilhava mas não estava um dia muito quente, estávamos sentados na grama, próximos a um lago. O clima estava ameno e delicioso, não fazia nem frio nem calor, estava perfeito. Na água meu melhor amigo se esbaldava brincando com Aiolia e Kanon, sim Kanon sempre cuidava de nós quando Saga estava ocupado, particularmente eu não gostava do Kanon, não sei por que, mas algo nele não me agradava, principalmente quando ele se aproximava do meu melhor amigo. Estava sentado ao lado de uma árvore, aproveitando a sombra para ler um livro, quando me jogaram água por todo o corpo, me assustando.

— Milo, volta aqui! – esbravegei com Milo, meu melhor amigo... que acabara de me molhar e destruir meu livro – Seu inconsequente!...

— Nãããão! Você não me pega, seu francês danado, haha, e para de falar difícil – parti para cima dele mas ele correu, era muito rápido! Mas eu não deixaria barato, foi dado inicio a uma perseguição comigo vermelho de raiva e ele, rindo, radiante, da traquinagem.

Que sorriso lindo ele tinha, ficava tão bonito correndo assim, ambos temos 4 anos, mas ele é tão mais vivo que eu, tão mais bonito, seus cabelos brilham como o sol dessa terra que pertence a ele, ele é grego e essa é a casa dele, engraçado como me sinto em casa quando estamos juntos, meu melhor amigo.

— Para de sonhar e vem, Camus- ele me cortou em meio aos devaneios

— Milo, aonde vai? – perguntei assustado, ele começou a se distanciar de mim – Milooo!!! — eu corria atrás dele, mas quanto mais eu corria mais ele sumia, algo prendia meu corpo, fazendo com que permanecesse preso no mesmo lugar, eu não me movia, por mais que corresse minha voz não saía de meus lábios, aonde ele estaria indo? Minha luz, meu sol estava se apagando, Milo, Milo, Milo.

— Milooo – acordei, ofegante e assustado, passei minhas mãos ao lado da cama, apenas atestando o que tanto eu queria negar.

Milo sumira.

— Mestre, posso entrar?- ouvi a voz de Isaak por trás da porta, sua voz estava fraca e carregada.

Juntei todas as forças e me preparei psicologicamente, não era um bom momento.

— Sim, filho, pode entrar.

Com um rangido suave a porta se abriu e vi a figura de meu filho entrar, ele parecia abatido e triste, algo machucara meu garoto.

— Está tudo bem, filho?- perguntei, assustando pela palidez do garoto; mesmo para sua pele naturalmente clara, ele estava pálido demais.

— Mestre, eu... — se sentou na beirada da cama e me fitou nos olhos longamente – mestre, eu... eu ...amo você mestre- disse por fim, abaixando o olhar , ele parecia esperar alguma reprimenda vinda de minha parte, que ridículo, por que eu o repreenderia? Ahh, sim, quase esqueci, faz tanto tempo que aposentei esse ideal...

Me aproximei lentamente, para não assustá-lo, quando cheguei ao seu lado o envolvi em um abraço apertado, procurando transmitir tudo o que meus lábios não podiam dizer. Fiquei tanto tempo sonhando com meu garoto e agora ele estava aqui, eu deveria me sentir completo, mas algo faltava em meu âmago, algo vital, algo que fazia minha vida andar, minha alma, meu amor e coração.

Senti mãos suaves acariciarem minha face.

—Mestre...- o ouvi dizer calmamente, senti medo em sua voz, medo por mim, compaixão e amor- tinha algo quente escorrendo por meu rosto, desde quando eu estava chorando? Não sei ao certo quanto tempo eu fiquei ali abraçado com meu filho, enquanto ele amparava meu pranto silencioso.

—Eu te amo, meu filho, agradeço aos deuses por poder te ter em meus braços novamente- disse sincero para meu filho.

—Eu também amo você- ele pausou sua fala, como se avaliasse todas as probabilidades do que poderia lhe acontecer — Pai – disse por fim, arrancando-me o ar dos pulmões, ele precisaria se adaptar a essa nova realidade.

Eu tinha uma família, filhos, casa, trabalho, eu era um homem completo agora, bom, quase completo, faltava a peça chave das minhas engrenagens e sem ela nada funciona. Mas eu iria encontrá-lo, nem que tivesse que ir ao inferno para buscar o que me pertencia por direito, e nada se colocaria em seu caminho.

— Mestre, me perdoe pelo Milo. Sinto como se fosse o culpado por tudo isso- abaixando seu rosto tentando me esconder algo. Levantei seu rosto para encará-lo, tinha grossas lagrimas escorrendo por suas faces.

Meu filho amado, não se sinta culpado, Milo deve estar bem, ele é um homem forte, jamais deve se subestimar um cavaleiro de ou... — sua fala foi interrompida por um cosmo forte se dirigindo diretamente para os aposentos da deusa.

Isaak e eu partimos a toda velocidade ao templo acima das doze casas. Que a deusa tenha piedade desta ameaça, pois ela sentiria a fúria do cavaleiro de Aquário, não estava com paciência para lidar com qualquer outro problema que não tivesse nada relacionado ao seu Escorpião.

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—Shaka, conseguiu alguma informação? — perguntou calmamente ao santo de Virgem.

— Ainda não, senhorita, mesmo em minhas meditações não consegui identificar qual seria a razão de um dos santos simplesmente ter desaparecido.

— Estou preocupada, estamos com um grande problema nas mãos: uma das estrelas da constelação de Escorpião desapareceu, isso não é um bom sinal. Sinto uma presença maligna rondando a terra dos homens- proferiu a deusa da sabedoria.

—Sim, essa cosmo energia maligna que impregnava o nosso redor escondeu sua presença de modo que não consigo localizá-la.

— Shaka. Temos visitas- disse a garota, adotando a postura de deusa do Santuário, com o semblante sério e imparcial, escondendo completamente a preocupação anterior.

Uma luz muito forte aterrissou no meio do grande salão, no mesmo instante em que todos os cavaleiros de outro entraram na sala com a mesma velocidade da luz. O cosmo do cavaleiro de Aquário estava perturbado mas estava elevado ao máximo, preocupava-se com ele.

Em um instante a luz em torno do visitante se apagou e no lugar jazia um homem ajoelhado, com semblante simples e de fácil esquecimento: aparentava ser um historiador ou arqueólogo, alguém que nunca se colocaria em posição de batalha.

— Boa noite, Athena, desculpe aparecer desta forma sem ser convidado formalmente- saudou o homem, de estatura baixa. Seus cabelos eram grisalhos e seu rosto angular, nada naquela figura denotava qualquer tipo de violência ou más intenções.

—Boa noite, seja bem vindo ao meu templo- Respondeu Athena, fazendo uma leve mesura educada -A quem devo, humildemente, a honra desta visita?- questionou, perspicaz

— Desculpe Deusa, cometi um terrível deslize em não me anunciar apropriadamente, peço que me perdoe por essa falta de cordialidade de minha parte- o homem parecia aflito ao se explicar, balançando o rosto em negativa, mas sem levantar o olhar.

—Poderia responder a pergunta, por favor? – questionou a deusa seriamente, não estava com paciência para banalidades formais.

— Oh claro, claro, eu sou Chronos, o deus do tempo, minha senhora, e venho adverti-la de algo horrível que está ocorrendo em meus domínios – disse, levantando de sua mesura e fitando-a seriamente. Seus olhos transmitiam conhecimento e carinho, mas algo neles dizia que ele era um homem de eras antigas, e conhecia tudo e todos.

—Chronos, deus do tempo, poderia me explicar melhor do que se trata?- questionou, curiosa – sobre o que o deus responsável pelo tempo poderia querer me advertir, isso jamais ocorreu com nenhuma das outras reencarnações.

—Minha senhora, meu protegido, destinado a cuidar do tempo por mim enquanto me empenho no conhecimento do universo como um todo, está interferindo no espaço contínuo do tempo e isso pode trazer consequências desastrosas para todos, causando a extinção de tudo existente e o que viria a existir, e como ele estava guardando o fluxo do tempo e garantindo que ele continuasse como deveria, não posso interferir no que ele está fazendo, por isso vim avisá-la.

—Não pode ou não quer? – Perguntou Aiolia de Leão

— Mais respeito, Olia – Seu irmão mais velho o repreendeu.

— Ele está certo, Aiolos de Sagitário, eu não posso e também não quero, não me cabe interferir no tempo, o tempo pertence aos mortais e eles que devem cuidar disso. Há muito tempo que não interfiro nos acontecimentos, sou apenas um expectador da historia, não estou aqui para vivenciá-la, apenas para assisti-la. Porém, no momento em que meu protegido interferiu com o andamento do tempo, é meu dever alertar aqueles que poderiam trabalhar neste — pausou seu discurso escolhendo as palavras certas- impasse é a palavra adequada.

— E qual seria esse “impasse”, ô do tempo? — perguntou Afrodite, fazendo aspas com os dedos.

—A constelação de Escorpião está se apagando- disse por fim, apenas lançando as palavras ao ar enquanto todos ficaram pasmos com o revelado – me admira que não tenham notado – rindo baixo e timidamente.

—Chronos, poderia me dizer qual a razão deste acontecimento, e creio que isso tenha algo relacionado com o desaparecimento de um dos meus cavaleiros- indagou Athena, gentilmente.

— Continuando – fingindo uma tosse- sim, minha senhora isso tem algo relacionado com o desaparecimento de Escorpião; o cavaleiro protetor da oitava casa não apenas desapareceu como está sendo apagado do fluxo do tempo – Chronos pausou sua explicação ao ouvir vários sons em reprovação ao que estava sendo dito, porém um único cavaleiro estava parado sem reação alguma — o senhor Escorpião está em algum lugar no tempo, preso, e sua existência está sendo apagada da história, mas o que mais me preocupa, é que o próprio Escorpião está sendo apagado, sua constelação e sua história, e isso vai desencadear acontecimentos terríveis. Uma das doze constelações deixará de existir em 13 dias e isso afetará todo sistema solar, destruindo o equilíbrio estelar. Nem eu posso prever o que pode acontecer após isso, tudo que posso enxergar é o Branco, apenas o vazio.

— Tem.. tem algum modo de salvá-lo? – disse o cavaleiro de Aquário, calmamente.

Chronos o analisou. Camus, o cavaleiro de Aquário... esperava que esse homem se pronunciasse, esse seria uma peça extremamente importante nesse jogo; estariam no tabuleiro não apenas a vida dele e de Escorpião, mas o destino do universo.

—Olá, Camus, falando claramente, vim aqui avisar a senhora Athena apenas para vê-lo, meu rapaz- com um sorriso paternal no rosto.

—E-e-e-eu? – Camus parecia assustado com o que o deus lhe dissera, ele? Por que ele?

— Você é a chave, meu rapaz – disse calmamente, esticando a mão em direção ao cavaleiro- poderia me entregar o que tem no bolso, por favor, é claro?

—Cla-cla-claro – Retirando o colar de Milo do bolso entregou-o ao Deus, como ele sabia do colar de seu amado, e o que ele tinha de tão especial?

—Muitas vezes, a chave da vida pode ser retratada de forma grande, pesada e dourada, ou pequena do tamanho de uma agulha, mas nesta historia ela se mostra como algo pequeno e dourado, algo sem maior valor do que o emocional- começou a falar com o colar em mãos- que essa peça se torne a chave do tempo – seu olhos se tornaram brancos, e irradiavam uma luz forte, o deus mostrando parte de seu poder- Leve-o aonde deve estar, e quando deve estar, que as paredes do tempo se desfaçam ao pedido de seu portador, eu, o Deus do tempo Chronos, ordeno – da mesma forma que a luz veio ela se foi, e no lugar da figura imponente restava apenas o mesmo homem de estatura pequena e frágil – Pronto – entregando o colar a Camus – pegue, apenas você pode usá-lo.

— Por que só ele? – inquiriu Kanon, irritado – Milo é como meu irmão menor, eu tenho direito de ir buscá-lo também.

O salão irrompeu em impropérios sobre quem iria salvar o companheiro

—Por que não podemos ir todos, por certo esse inimigo deve ser poderoso- sugeriu Mascara da morte.

Deu-se início a mais uma confusão onde todos gritavam, mas no meio de todos o cavaleiro de Aquário permanecia estático segurando o colar, o deus do tempo sorriu para Camus, apenas ele poderia fazer o que estava escrito.

— Silêncio- pediu Athena, gentilmente. Então todos se calaram perante o pedido da deusa — Sei que todos estão preocupados com o companheiro de vocês, mas creio que existam razões especificas para o qual apenas o cavaleiro de Aquário tenha sido escalado para essa missão.

Camus que até então permanecia parado, olhou para sua deusa, caminhou em direção a ela e se curvou.

—Minha Deusa, peço-lhe permissão para partir nessa busca, por meu companheiro de farda- pediu formalmente enquanto estava postado à frente da deusa.

—Tem minha permissão, santo de Aquário- colocando a mão sobre o ombro do cavaleiro fazendo com que o mesmo a olhasse nos olhos- traga-o para casa, Camus – completou, amorosa.

—Sim, minha Senhora, trarei nosso escorpião para casa – falou com convicção.

— Apenas uma advertência, você não deve tocar o santo de Escorpião enquanto estiver procurando-o, isso pode alertar meu protegido de que tem alguém que não deveria estar no fluxo do tempo. Bom, acredito que fiz minha parte — o pequeno homem se manifestou- voltarei para meus estudos. Adeus, cavaleiro- e sumiu no ar como se nunca estivesse estado no local.

—Camus – chamou Athena, olhando para o santo.

—Sim, partirei agora.

— Traz ele pra casa, hein, gato- Afrodite

— Soca ele por mim – Kanon

— Tome cuidado – Saga e Aiolos

— Acaba com eles- Aldebaran e Máscara

— Boa sorte, amigo — Shaka, Mu e Shura

— Mestre, boa sorte- Hyoga

— Mestre, traga-o pra casa –Isaak

— Eu o trarei meus amigos, custe o que custar- apertando o colar – Chave do tempo, me leve até o Milo.

Uma energia muito forte irradiou por todo do recinto, então sentiu algo puxar seu corpo com força e tudo à sua volta desvaneceu.

Com um baque surdo Camus atingiu algo fofo. Abriu os olhos lentamente, aquela viagem tomava muito de suas forças, onde será que estava?

— Hahaha, você não me pega — ouviu uma voz, parecia uma voz feminina e não estava longe.

Camus se levantou e pôs-se a olhar onde estava. Foi quando uma moça passou correndo do seu lado, mas ela não parecia vê-lo pois teria esbarrado nele se tivesse ido apenas um centímetros para o lado.

Camus estacou no lugar; aqueles cabelos, longos e cacheados tão loiros, olhos de um azul tão límpido, e aquele sorriso, não havia dúvidas...

Aquela era a mãe do Milo!

Restam 13 estrelas

Notas finais
E agora? Se não foi o Chronos de verdade que pegou o Milo então quem é? tan tan tammm Genteee a Mãe do Milo s2 s2 s2 Finalmente cheguei na parte que eu imaginei para essa historia *---* eu sonhei com algo, mas tinha que fazer todo um caminho para chegar até ela, posso garantir que a partir de agora as coisas vão ficar bem legais. Muito obrigada por ler até aqui *--* não imagina o quanto me faz feliz. deixe um comentariozinho me dizendo o que achou e o que pode ser melhorado sz FLWS até a o próximo sz