Across Time

13 Capitulo 12 - Meu carrasco


Notas iniciais
Olaa Galerinha do mal sz tudo sussa? Primeiramente mil perdoes pela demora, milhões de coisas aconteceram e continuam acontecer, e pra coroar tudo, meu Note morreu, mas tudo bem pq uso o da naty né? Nops pq o dela o teclado morreu x.x não tenho varias letras incluindo “p, h, n, o, q” e todos os números e o backspace, então por ai vcs ja imaginam como foi complicado, bom pessoal, naão vou mais enrolar sz GENTEEMM ESSE CAP TBM É RESENTE PRA MINHA MIGUXA N1 MARGARETH QUIRIDA *---* FELIZ ANIVERSARIO MINHA LINDA SZ MILHOES DE BEIJOS DE BRIGADEIRO PRA VC AMORECA

—Camus, você terá a tarde de folga para se acostumar com o ambiente, amanha seu treinamento terá inicio- Shion lhe deu um aperto de leve em seus ombros, tentando lhe transmitir alguma confiança ao mesmo tempo que tentava manter a impessoalidade.

—Muito obrigado- Respondi polidamente, enquanto apertava junto ao peito minha única lembrança da minha família.

Vi Shion se distanciar, enquanto analisava a geografia local, tanto verde e ao mesmo tempo, tantas pedras, parecia algo saído dos livros, que meu pai tanto estudava, e agora estava eu ali, sozinho sem aqueles que mais amava, sentia tanta falta, tanta saudade.

Era tudo tão diferente de minha terra natal, o sol era muito mais forte, sua pele, ardia e mal conseguia enxergar, viu muitas pessoas treinando, era tudo tão estranho, tantas crianças, tanto adultos, corpos mortos jogados em alguns lugares, olhares ríspidos e curiosos eram voltados para si a todo instante, queria se afastar dali, queria ficar só, ao longe avistando uma colina com uma grande macieira no topo, nunca vira uma arvore tão grande, com muito esforço consegui chegar até ela, à colina era tão íngreme que por vezes quase perdeu seu livro ou quase despencou de volta a base, porem com muito esforço conseguiu chegar ao topo, sentindo a franja colada a testa e o suor escorrendo pelo rosto, sentei-me a base da arvore e respirei fundo tomando fôlego.

Era tudo tão diferente de casa, não que não fosse bonito, tinha sua beleza, mas sentia tanta falta dos pais, seus olhos arderam de saudade, fazia poucas semanas que perdera seus amados pais, vitimas de um acidente de carro, ficara sozinho, desamparado, apertou com mais força o livro contra o peito sentindo os olhos arderem e a garganta fechar em soluços silenciosos, queria voltar pra casa, deitar em sua cama enquanto sua mãe lia “o pequeno príncipe” e desejava boa noite com um beijo no rosto, doía tanto.

—AIiii- fora surpreendido por uma grande maça, que cairá direto em sua cabeleira vermelha- mas o que foi isso? – perguntou enquanto acariciava a área dolorida.

— Eita desculpa ai cara – veio uma voz de cima da arvore.

Camus então elevou os olhos tentando visualizar o estranho, seus olhos quase foram cegados por causa do sol refletido nos cabelos do estranho, cabelos tão amarelos quanto o trigo e olhos grandes e azuis como o mar, seu rosto parecia confuso.

— Ei porque você ta chorando?- o estranho perguntou enquanto saltava com facilidade de cima da arvore e pousando ao seu lado e o analisava, Camus no mesmo instante virou o rosto tirando da visão do estranho, não demonstraria fraqueza na frente de ninguém- eiii você é um novato, Que legal – Camus mal pode respirar perante o enorme sorriso que saiu dos lábios do estranho- Me chamo Milo, e serei seu melhor amigo, Não precisa chorar ou se sentir sozinho nunca mais.

Estranheza era o que sentia sobre aquele garoto, mas algo lhe dizia que nunca mais na vida teria paz.

—Não não não MILOOO- Camus gritou ao ver seu amado desaparecer em um facho de luz e todo seu corpo subir aos céus como estrelas- Não não não Milo – grossas lagrimas escorriam de seus olhos, enquanto via o amor da sua vida desaparecer , chegara tarde demais, estava tão perto, tão perto.

—AHHH FINALMENTE – Camus foi tirado de seus pensamentos ao ouvir o homem a sua frente gargalhar histericamente.

Aquele ser havia tirado a vida de Milo, justo aquele homem, mas conhecia aquele rosto, sabia quem ele era, seu peito se enchia da mais pura irá.

—Depois de tanto tempo, ahh finalmente aquele verme teve o que merecia- suspirou satisfeito consigo mesmo.

Camus assistia incrédulo aquele homem, chamar o seu Milo de verme, ele era a fonte de tudo, ele era o demônio ali, ele era o verme, não seu amado que sempre lutou pela justiça e pela paz do mundo, seu amado era um herói e não permitiria que ele proferisse mais impropérios sobre o santo de escorpião, seu Milo.

—SEU DESGRAÇADOO- Camus investiu furiosamente contra o inimigo demonstrando toda sua fúria, nunca em sua vida estivera tão ensandecido e irado, queria vingança, queria o sangue daquele homem em suas mãos, iria se banhar nele e segurar seu coração nas mãos, seu golpe fora poderoso, mas desordenado, sua mente estava em branco enquanto investia furiosamente contra o inimigo, queria esmaga-lo, cada soco, chute ou ataque era facilmente desviado pelo inimigo que o observava com desdém.

—Ahh agora me lembrei, você é Ganimedes não é mesmo?- com um movimento com a palma da mão no centro do peito de Camus foi o suficiente para fazê-lo recuar dezenas de metros colidindo seu corpo com força contra uma das pilastras.

—PORQUE FEZ ISSO? ELE ERA SEU FILHO – Camus gritou ensandecido investindo novamente contra inimigo sem trégua, iria derrotar aquele monstro.

— Acha mesmo que aquela praga carrega meu sangue?- o inimigo rosnou irado, segurando o punho de Camus com força- Aquela praga tirou tudo de mim, era após era, vida após vida, esse verme continua a tirar tudo que me é importante – todo o ambiente vibrava com a voz grave do oponente, cada palavra dita por ele quebrava o ambiente, as vigas e pisos eram lascados e quebrados, seus olhos brilhavam com uma luz azulada da irá, como guerras travadas no meio do oceano, existia experiência ali, existia magoa e ressentimento, e acima de tudo, havia ódio muito ódio.

—você vai pagar por isso – Camus elevou seu cosmo ao máximo, concentrando toda sua irá no golpe, elevando as mãos ele gritou- EXECUÇÃO AURORA.

Um clarão fora direcionado direto para o inimigo q segurou sua rajada glacial com a palma da mão aberta como se fosse uma leve brisa gélida, Camus se viu horrorizado, fora o golpe mais poderoso q tinha, mas não havia feito mal algum ao inimigo.

—Esse é o poderoso Cavaleiro de aquário?- disse se desfazendo da leve geada que tomou sua mão- eu esperava mais de você – debochou com semblante entediado- contudo – ele estralou os braços acima da cabeça- Temos tempo para nós divertir.

O homem desapareceu no ar, Camus mal pode se virar alarmado, pois o inimigo aparecera em sua frente desferindo um chuto certeiro na lateral do corpo, a dor explodiu pelo seu corpo, duas costelas quebradas, Camus agilmente desviou do golpe tentando contra atacar.

—Pó de diamante – a dor explodiu em seu corpo, mas não se daria por vencido, não para aquele monstro.

—Acha mesmo que o grande Orion cairia com um golpe tão primário quanto esse? – ele desviara facilmente enquanto lhe acertava uma sequência de socos- Eu esperava mais daqueles, que tomaram lugar na abóboda Celeste- enquanto desviada e desferiam golpes um no outro, o inimigo gargalhava, ensandecido pelo calor da batalha.

Com um salto Camus se afastou do inimigo colocando distância entre eles e gritou – Muralha De gelo- construindo uma parede imensa de gelo eterno entre eles, com a cara debochada o inimigo sumiu em pleno ar, Camus tentou o encontrar com o cosmo, quando foi atingido na altura do ombro por uma flecha dourada, urrando de dor Camus a arrancou deixando o sangue escorrer livremente da ferida, sua armadura foi facilmente perfurada.

— por que você fez isso com ele? Porque atacar o Milo? – Camus dizia sentindo seu sangue escorrer e todo seu corpo doer; estava em péssimos lençóis, precisava se recompor e entender o inimigo.

— ora ora, acha mesmo que perderia meu tempo com esse garoto? Eu almejo presas maiores – sua voz se fez ouvir, mas seu corpo estava completamente desaparecido.

Camus fechou os olhos e puxou assunto com o inimigo, precisava de tempo-então qual seria a razão pra atacar um – desculpe Milo- um Garoto?

— Não é bastante obvio?- Camus fechou os olhos e acalmou seu coração, precisava ser mais inteligente que o inimigo e analisar suas opções – ele nunca foi o problema, eu sempre almejei uma presa maior- Respirando fundo Camus teve sua primeira ideia, passo 1 localizar o inimigo, passo 2 contra atacar o inimigo, calmamente começou a liberar ar gelado pela sala, como filamentos prateados invisíveis ao olho nu.

— Há tempos anseio por uma batalha aquário – o inimigo correu o atingindo novamente- aquele maldito escorpião merecia a morte a muito tempo.

Camus caiu no chão sentindo o enorme peso do inimigo sobre seu corpo, o ar fugindo de suas costelas, tentando manter o controle enquanto carregava o ar do ambiente sem que o inimigo tomasse conhecimento.

—ARGH – sangue saiu de seus lábios- mas por que ele? Por quê?

—isso já esta ficando cansativo Aquário, ainda não notou a verdade?Fui muito claro, achei q fosse reconhecido por sua perspicácia- ditou em deboche.

Como uma epifania Camus finalmente compreendeu, seu olhos arregalaram diante da Surpresa.

—Orion você é Orion- Camus falou horrorizado

—Isso eu já disse Gênio- Soando entediado

— Da Mitologia- Camus mal podia respirar

—Finalmente – ele gargalhou alto saltando para longe do cavaleiro e sumindo novamente, deixando Camus tentando se levantar enquanto tossia sangue- finalmente alguém notou hahaha, impressionante como todos se lembram do Maldito escorpião e não de mim, eu era o maior caçador da história, eu merecia estar no círculo dourado e ser banhado pelo sol, não aquele verme.

Agora todas as peças se encaixavam, por isso ele era tão poderoso, ele era um imortal, a própria constelação na sua frente o enfrentando, mas algo não fazia sentido?

— mas como? Eu vi você no nascimento do Milo? Ele é seu filho, eu vi – Camus jogou sua ultima cartada, seus filamentos estavam quase perfeitos, faltava tão pouco.

—MEU FILHO? JAMAIS – o ambiente vibrou novamente e a terra sacodiu- Aquele monstro a matou, aquela praga sempre aparece no meu caminho.

— quem ele matou? – Camus perguntou calmamente.

— Minha amada Ártemis- sua voz se abrandou- não importa quantas vezes eu volte para encontra-la, aquele maldito escorpião sempre aparece – sua voz vibrou de pesar- e ela sempre morre, mas hoje isso acaba- o inimigo surgiu a metro de distancia de si enquanto abria sua túnica- hoje o escorpião não volta jamais, eu tive minha vitoria- em seu peito brilhava a constelação de escorpião, logo desaparecendo novamente- mas chega de historia.

Camus fechou seus olhos e se concentrou no ambiente a sua volta, limpou sua mente, era o cavaleiro de aquário e não cairia por oponente tão indigno, elevou seu cosmo, concentrou sua mente, sentiu os filamentos serem movido a sua esquerda, abrindo os olhos que brilharam com uma luz azulada forte, concentrando sua cosmo energia no punho da mão direita.

No instante que o inimigo reapareceu ao seu lado preparado para acerta-lo gritou com todas as suas forças.

—KHOLIDNYI SEMCH- lhe acertando um gancho no rosto o jogando para o alto o transformando em uma coluna gigantesca de gelo.

Camus se colocou de joelhos tocando as costelas, seu corpo inteiro doía, fora atingido inúmeras vezes, e ainda possuía as feridas dos golpes do escorpião gigante, costelas fraturadas, braços e pernas feridos, estava todo ensanguentado e machucado, mas tudo tinha acabado o inimigo tinha caído.

Enquanto tentava se recompor e curar parcialmente suas feridas, seu corpo foi brutamente jogado para longe por uma força monstruosa, tentando se levantar e clarear a visão, vendo que a coluna de gelo havia se espatifado completamente, o inimigo jazia de joelhos no mesmo local em que ela estava, com o cabelo desgrenhado e ofegante, seu olhos transmitiam pura cólera.

—Maldito arf Aquário – o inimigo tentava a todo custo de levantar tamanha era a sua irá – VAI SE ARREPENDER AQUÁRIO.

O inimigo correu em sua direção, Camus respirou calmamente e se pôs em pé, aquele era o momento definitivo, um dos dois não sairia vivo dali, estava cansado e seu corpo estava em frangalhos, usaria seu golpe mais poderoso e secreto, era proibido a todos os cavaleiros de aquário de usar esse golpe, a não ser em casos únicos, levantou seus braços e concentrou seu cosmo.

Milo

Eu amo você

Espero te encontrar do outro lado

—Flecha estelar – o inimigo investiu contra si com fúria.

—aniquilação Aurora- ditou calmo, uma rajada imensa de gelo fora desferida contra o inimigo, com toda a potência do cosmo de todos os cavaleiros de aquário juntos, era um golpe transcendental que os conectava, contudo aquele golpe tinha preço.

O inimigo caiu com força contra o chão desacordado e derrotado, seu cosmo havia sido consumido até perigosamente o fim, esse golpe era extremamente poderoso, poderia por fim a qualquer luta, contudo, era poderoso demais e era assassino de seu usuário.

Agachado ao chão Camus observou seu inimigo começar a murmurar e se debater violentamente, não tinha forças pra continuar a batalha.

Órion começou a gritar e se contorcer e gritar em pura agonia, enquanto Camus o observava sem entendendo, o corpo do inimigo começou a brilhar intensamente e luzes se desprenderam de seu corpo subindo aos céus.

—Concentração Carmesim- uma voz grave fez todo o céu trovejar, Camus assustado buscou com a vista o novo inimigo, no mesmo instante Orion levantou o rosto alarmado, e mirou o céu encontrando algo que fez sua face ficar pálida e sua boca se escancarou em um grito silencioso.

—Agulha Carmesim – uma gigante esfera de luz caiu direto dos céus de encontro ao inimigo que urrou de dor, Camus foi momentaneamente cegado pela luz intensa e uma rajada de vento tão forte que o arremessou a metros de distância.

Um escorpião gigante estava em cima de Orion com seu ferrão fincado as suas costas, fiquei estático com a criatura gigante, seu corpo era translúcido e estrelas brilhavam no seu interior, Órion gritava se debatendo, tentando a todo custo se libertar do inimigo, o grande escorpião retirou seu ferrão, o elevando a metros de altura, o cravando com força nas costas de Órion furiosamente.

—AHHH SIRIUS- Órion gritou aos céus em desespero, logo estrelas desceram do céu e tomaram a forma de dois cães translúcidos.

Latindo e rosnando o maior atacou o escorpião, 10 vezes maior que ele, no instante que o ferrão foi tirado de Órion para lutar contra o cão maior, o cão menor puxou seu dono o levando aos céus, tão logo Órion foi levado o outro cão seguiu o mesmo caminho, o escorpião vendo sua presa fugindo de si, saltou e subiu aos céus.

—o que foi isso?- estava pasmo com tudo que presenciei, olhei para o céu e lá estava à constelação de Orion brilhando com as de cão maior e cão menor, Sirius brilhava intensamente e do outro lado do hemisfério se encontrava escorpião, continuariam pra sempre com a perseguição interminável, com Órion sempre fugindo do escorpião.

Deitei-me no chão, estava ferido e cansado, meu cosmo não era mais o suficiente para me curar, estava cansado.

—De que adianta tudo isso? Eu não consegui – senti minha garganta se fechar e logo o primeiro soluço saiu, perdera o amor de sua vida, que morresse logo.

—esta com sono aquário?

Levantei-me alarmado, teria mais algum inimigo?

Notas finais
É pessoal chegamos ao penúltimo cap Juro que vou me esforçar pra postar logo x.x mas por favor tenham paciência com a minha pessoa sz mil beijos pessoas amadidissimas