Across Time

14 capitulo 13 - Macieira


Notas iniciais
Oi pessoal, sei que não tenho maneiras para me desculpa pelo sumiço e pela falta de cap, eu devo dizer que quanto comecei essa fic eu estava em uma época muito tranquila da minha vida, estava trabalhando e fazer faculdade, o que deixava tudo mais fácil, eu tinha o plano de fazer cap a cada 15 dias e deu certo por um tempo, sempre tinha 2 3 caps prontos antes de postar. Por a 2 anos minha vida entrou em um buraco sem fundo, desempregada, com problemas com a faculdade oque me impossibilita a voltar, e meu psicológico cada vez pior, cada vez q que pensava em voltar para essa fic meu cérebro e meu coração parava e me sentia mal, me afastei de tudo que me fazia bem, entrando em uma buraco depressivo. A um tempo tentei me focar em voltar a desenhar para aos poucos cuidar de mim mesma, mas escrever ainda me fazia mal. Mil perdoes pessoal, e principalmente mil perdoes a todos que esperam esse desfecho a tanto tempo. Eu sei como é ruim se apegar a algo e ela sumir por tanto tempo, amo uma fic que não atualiza desde 2015 e não tem um dia que não pense no quão maravilhoso era o plo. Meu ultimo pedido de desculpas pessoal. Agora só vou escrever coisas curtas x.x

Levantei-me alarmado, ficando de frente com o novo inimigo, meu corpo inteiro latejava de dor, tentava a todo custo manter meus olhos abertos, Porem não havia ninguém La.

Coloquei-me em posição, a espera de qualquer ataque eminente, mesmo ferido não iria desistir tão fácil.

—Vamos Aquário, praque tanta violência? – a voz vinda de algum lugar desconhecido.

—Apareça! –Estava sem paciência para jogos, se fosse para lutar até morte, então lutaríamos, chega de viagens, conversas, e jogos, já tinha perdido Milo, Não seria feito de joguete.

—ok ok, você já foi mais divertido, sabia? – ditou à voz, fazendo com que seu corpo surgisse em meio a neblina, me fazendo perder o ar, e meus olhos arderem, aquele sorriso, aqueles cabelos, aqueles olhos.

—Mi.. Milo – disse em meio as lagrimas, minha garganta se fechando, corri para seu abraço senti nossos corpos se chocarem, aquele calor tão característico, o perfume de sua pele, seu cabelo, estava tudo ali, senti seus braços se fecharem em volta de meu corpo sem dizer nenhuma palavra, não mais senti a dor do, sentia apenas o amor que emanava dele, Meu Milo, Meu mundo, Meu amigo, meu companheiro – Eu tive tanto medo de te perder – as lagrimas banhavam meu rosto, o procurei tão desesperadamente, e finalmente ele estava ali, eu finalmente o encontrara.

Ficamos alguns minutos ali abraçados, quando meu amado me empurra levemente, e me fita com o semblante triste e sofrido, como se algo o atingisse no peito.

— você sabe a verdade, Aquário – fiquei alguns segundos os olhando até que a verdade me atingisse como um raio, ainda de frente para ele, ficou apenas o obsevando enquanto as lagrimas ainda escorriam

— você é a terceira estrela não é?

—Sim, Mintaka é o meu nome.

—Posso te perguntar uma coisa?

—Tecnicamente essa já é uma pergunta- disse com o sorriso mais lindo do mundo, o sorriso dele, meu Milo – Responderia qualquer coisa pra você aquário.

—Porque vocês se parecem com ele?

— Somos as representantes do que já passou, garantimos que o certo continue no caminho.

—Mas isso não responde minha pergunta.

— Nós não temos formas físicas como outras constelações, então tomamos a forma de sentimentos- aquário ainda o fitava em duvida – Veja bem aquário, primeiro tomamos forma da raiva, da raiva do abandono, do medo de estar só, depois da tristeza, da solidão do luto, da morte dos sonhos, e agora? Você sabe o que eu represento?

— eu.. não consigo imaginar nada.

—Eu sou o Amor Camus, os sonhos do futuro, o calor da companhia dos amados- disse abrindo seus braços, emanando todo aquele calor e carinho e só ele possuía, o abraço mais caloroso do mundo.

— E porque você esta aqui? Meu Milo se foi? A ultima estrela foi tomada, então porque me torturar com essa forma? Apenas para me lembrar do que eu perdi? Do que eu não dei valor?- já gritava entre lagrimas, não tinha mais forças para esconder meus sentimentos. –porque me jogar na cara o que eu perdi? Ele já tirou antares do peito dele, eu vi- soluçava em meio as lagrimas.

—Camus, Ele não poderia tomar o que jamais o pertenceu, Escorpião havia confiado sua maior estrela, centro de sua existência a outro ser – me mostrando seu sorriso calmo e doce e estendendo a mão fechada, o fitei sem entender, lentamente ele abriu seus dedos e dentro da palma uma luz ofuscante se fez presente, a luz iluminou todo o ambiente e o aqueceu imediatamente, no centro de uma palma uma esfera vermelha brilhava intensamente – ela sempre te pertenceu Camus de aquário, e ninguém poderia lhe toma-la- estendendo-me a esfera.

Estiquei meus braços e a peguei com ambas as mão, ao toca-la pude sentir como se meu corpo recebesse milhões de Volts de eletricidade.

O primeiro abraço, o primeiro beijo, o primeiro eu te amo, cada lagrima, cada toque, cada beijo, cada noite ou tarde de amor, cada palavra, todos os sentimentos de uma vez só, encheram meu coração e minhas memórias, estavam todos ali, desde os menores gestos, todos queimando e energizando aquela estrela, seu coração, sua alma, abracei a esfera contra o peito, meu amado Milo, tudo que ele sentia, tudo que representava, seu coração batia como as asas de um pássaro, aquele homem com coração e alma de criança, não pude evitar um sorriso surgir em meus lábios, a esfera bilhou com mais intensidade e subiu aos céus retornando para seu lugar de origem.

—agora acabou?- ajoelhei-me ao chão, meu corpo não doía como antes, mas estiva estava ferido.

—sim, agora acabou — se abaixando e ficando no mesmo nível que eu – as coisas vão se ajeitar eu prometo – Ele se aproximou e depositou um beijo casto em meu rosto – adeus Camus, e não se esqueça, eu te amo mais que tudo no universo.

Então seu corpo se desfez em luz e subiu aos céus.

Fiquei no chão obsevando as estrelas brilhantes naquela dimensão estranha, sentindo dor no meu peito apertar e tomar meu fôlego, logo senti meu colar esquentar e ser puxado para outro lugar, provavelmente em casa.

Diferente das outras vezes, senti meu corpo aterrissar levemente no chão, reconheci imediatamente aquele lugar, o sol brilhava e o vento fazias as arvores se mexerem, Santuário, Voltei pra casa, porem sem ele, sem a razão por eu ter partido.

—Nãaaaaoo, eu não quero que você Vá embora Camus – ouvi um choro familiar e caminhei naquela direção, reconheci aquele dia, quando recebemos a noticia que eu iria para a Sibéria treinar, eu iria me afastar, Milo não recebeu bem essa noticia.

—Milo eu preciso ir, eu sei que vai demorar mas vamos nos ver de novo – O pequeno Camus tentava a todo custo acalmar o amigo, o machucava tanto vê-lo chorar.

—Mas o que eu vou fazer sem você?- chorava copiosamente- eu vou morrer sem você Camus- tão dramático.

—Milo Não faz assim, é só por pouco tempo – o pequeno segurava suas lagrimas, não poderia assustar o amigo, chorando também- e você logo mais vai viajar também sabia.

Senti algo no meu bolso se aquecer violentamente, coloquei minhas mãos e tirei de la o Colar que a mãe de Milo havia me dado no nascimento dele, uma luz forte brilhava dele e ficava cada vez mais quente, soltando uma forte rajada de luz me fazendo solta-lo, para então voar em direção ao pequenos e entrar no bolso no pequeno Camus.

De súbito o pequeno pareceu atingido por algo e seu semblante paralisou, Camus via tudo com espanto sem entender o que acontecia, o mundo havia paralisado.

—você teve um caminho Longo até aqui não é mesmo aquário? – uma voz atrás de si o assustou logo virando- se para a figura.

— Mas Mas como é possível, como você esta aqui? – Camus fitava a figura loira com um longo vestido branco.

—Essa não é maneira de tratar sua sogra Camus.

— eu eu – não conseguia pronunciar uma única palavra coerente.

—O ciclo finalmente esta completo, Meu pequeno teve que passar por tanta coisa para chegar até aqui.- ela visualizava o pequeno Milo com os pequenos punhos tentando secar as lagrimas do rosto, enquanto fazia carinho em seus volumosos cabelos .

Logo o tempo pareceu andar e o pequeno Camus tirar o bolso o pequeno colar como se estivesse com ele o tempo todo.

—Milo eu quero que fique com isso- lhe estendendo o objeto.

—Mas ele é seu Camus sniff – soluçava em meio as lagrimas.

—Eu prometo que vou voltar como cavaleiro Milo, ai você me devolve ele que tal? – tentava forçar um sorriso.

— eu sniff prometo Camus – Com o colar em mão o pequeno escorpião se jogou os braços ao redor do pescoço do colega o abraçando – Também vou virar Cavaleiro Camus, eu vou ser um Cavaleiro, por você.

Observando as duas crianças os adultos permaneceram ali olhando sem que fossem notadas por elas.

— mas como isso é possível? Como posso ter dado o colar pra ele se ele? não estou entendendo mais nada, esse colar não estava la antes, como o meu Eu do passado não notou isso? .

—o passado e o presente são o que são Camus, o Colar veio para onde ele devia estar e no momento que precisava estar não antes e não depois.

— mas como isso é possível? Eu não deveria estar aqui? Orion que fez essa bagunça.

—e quem disse que esse não é o caminho certo? Orion foi apenas mais um dos artifícios do tempo, ele cumpriu seu destino da maneira que devia ser não mais e nem menos, tudo foi exatamente como devia ser aquário. Não existe segundo caminho, todos os caminhos que tomamos são exatamente os que deviam ser tomados. Já pensou o que teria acontecido se seus pais não tivessem entrado naquele carro? Você ainda estaria aqui, seja por qualquer que seja razão esse é o seu caminho, assim como é o dele. Não deves lamentar pelo passado Camus.

—então quer dizer que eu?

—sim aquário você deveria estar nessa viagem, e chegar até aqui.

—mas e o Milo? Ele devia morrer por isso?

— e quem disse que ele esta morto aquário? Ele te espera no inicio de tudo. Onde sua historia começou.

—Mas como isso é possível?

—Jovem Aquário — ela disse e gentilmente acariciou meu rosto com carinho- Não consegue ver? Tudo isso só foi possível porque você estava la, cada passo dessa historia ocorreu exatamente como devia ser, cada passo que meu Milo caminhou, cada pedra que encontrou em seu caminho, só foi possível por causa do amor de todos por ele, mesmo quando se sentia sozinho, meu menino sempre teve alguém que o amava, zelando por ele, mesmo de longe, mas agora você tem que voltar, seu trabalho aqui já acabou.

Mais uma vez senti o calor característico do colar e me puxar com força pelo portal, tentei a todo custo me prender a aquela época, tinha tantas perguntas, eu possuía mais duvidadas do que respostas.

— adeus aquário, faça meu menino feliz.

Foi a ultima coisa que ouvi antes de tudo desaparecer.

Cai com força em algo duro, levantei-me com muita dificuldade para poder me localizar, estava no chão do templo de Athena, em frente a estatua, a lua brilhava intensamente, logo senti os cosmos de meus companheiros se aproximarem.

—MAS QUE MERDA FOI ESSA- logo Aiolia chegava junto aos outros cavaleiros

—Camus pela deusa o que aconteceu com você- Afrodite veio ao meu auxilio tentando me levantar- Céus ele esta muito ferido ALGUEM PELO AMOR DA DEUSA CHAMA O SHAKA- gritou para nossos companheiros.

—estou aqui Afrodite não precisa gritar- logo senti o cosmo de Shaka sobre meu corpo, me curando das feridas mais graves e recuperando meu cosmo.

—agora que você fala algo, filho de Buda? –ralhou Afrodite irritado.

—Camus pelos deuses onde esta o Milo? –Kanon perguntou preocupado, olhando para os lados procurando o amigo- Porque não sinto o cosmo dele em lugar nenhum?

—O cara acabou de despencar do céu, que tal ter um pouco de calma, o cara nem consegue falar- disse Aiolia.

—Eu... eu- tentei falar mas meu corpo doía muito.

—Não fala nada Camus, espera o Shaka de curar mais- Afrodite tentava me ajudar.

— não posso- falei lentamente- preciso encontra-lo.

—Onde ele esta Camus? –Saga então se pronunciou- nos deixe ajudar, você já fez demais.

Meu corpo parecia banhado em águas quentes, aos poucos conseguia respirar com menos dificuldade embora ainda sentisse muita dor, tentava me levantar com muita dificuldade enquanto meus companheiros tentavam me segurar, mal consegui dar dois passos, meu corpo caiu feito chumbo, senti os braços de meus companheiros me segurando, enquanto caia inconsciente.

—CAMUS- ouvi suas vozes gritarem meu nome, mas já não conseguia me mover.

Acordei algumas horas depois, em uma das camas da enfermaria, meu corpo estava dolorido, mas nada comparado a tempos antes, esta enfaixado e meu ferimentos com medicamentos, caminhei lentamente para fora do local, rumo a saída, precisava encontrar meu escorpião. Ainda era noite, porem faltava pouco para o amanhecer, o sol estaria logo ali, caminhei lentamente, a procura dele. Não sentia seu cosmo, mas me prendi a ultima mensagem sobre seu paradeiro “onde tudo começou”, mas aonde seria? Era tudo muito vago, fechei meus olhos e tentei pensar, aonde poderia ser esse “começo”, deixei que meu coração me guiasse e caminhei a esmo pelo santuário, tantos lugares, tantas lembranças, qual deles seria o certo? No lugar do nosso primeiro beijo? Aonde nos declaramos? Onde lutamos pela primeira vez? A entrada do santuário? Ou o templo onde a viagem começou? Não, ele estaria la quando voltou, mas aonde? Caminhando lentamente e procurando, me vi em um lugar que a muito anos não vejo, a clareira com a grande macieira, me aproximei dela, era alta, talvez de la eu pudesse ter uma visão melhor do Santuário.

Com muita dificuldade consegui chegar ao seu topo e tocar o poderoso tronco da arvore, ela crescera tanto, tantos anos se passaram desde que tocara naquela frondosa arvore, esse lugar lhe devia trazer memórias boas, felizes mas seu coração doía sentia tanta falta de seu amado, não conseguia sentir sua presença em lugar nenhum do Santuário, será que seu amor não voltaria mais, que sua vida tenha se perdido na batalha, que estava se enganando procurando, não seria o aviso da mãe dele Milo apenas uma metáfora, que dizia que ele sempre estaria vivo dentro de si. Não pode contar que uma lagrima solitária lhe escapasse dos olhos, sentia tanta falta de seu amado, tanta saudade.

—Aii- sentiu algo pesado cair sob sua cabeça- Mas que merda de arvore, toda vez isso?- visualizou uma grande maça vermelha no chão, os primeiros raios de sol atingiram seu rosto o cegando momentaneamente, logo olhou para o alto da arvore se lembrando de outra situação parecida.

No meio das folhagens e galhos ele reconheceu aquelas madeiras douradas, seu amado estava desacordado em meio a arvore.

—MILO – Camus saltou na arvore com dificuldade e se aproximou do amado, seu corpo estava ferido e ensanguentado em vários pontos – Milo, acorda Milo, por favor, fala comigo – Tentava a todo custo acordar o amado, batendo em seu rosto e sentindo sua pulsação fraca, lentamente e com cuidado Camus desceu Milo para a grama.

— querido acorda, fala comigo – chorava sob o corpo do amado – eu preciso de você.

Camus abraçada o corpo do amado enquanto tentava chamar ajuda pelo cosmo, ainda estava fraco, mas precisava salvar seu amado, fazia carinho em seu rosto pedindo aos deuses que abrisse seus olhos, com o rosto no pescoço do amado ficou abraçado com ele esperando que alguém ouvisse seu socorro.

—Camus... Você esta me apertando- retirou o rosto alarmado e viu seu amado com os olhos abertos com dificuldade – Por que ta chorando querido? Eu já disse que você não precisa chorar mais – Milo falou lentamente e teve seu corpo apertado por Camus que chorava compulsivamente ao corpo do amado, finalmente depois de tantas batalhas, tinha o encontrado, finalmente o tinha em seus braços novamente – Ai isso dói.

Notas finais
E é isso pessoal, nossa historia chega ao fim, agora só um prefácio com alguns esclarecimentos e talvez alguns momentos com nossos amados, agora que finalmente se encontraram. Sz prometo que vou colocar esse logo. Mas pelo menos já fechamos um ciclo né kk XD Mais uma vez desculpa pessoal sz
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.