Across Time
12 Capitulo 11- Tu és meu Caminho
Notas iniciais
Conhecia aquela cena lamentável, sem duvida foi um dos momentos mais difíceis de sua vida, trair os amigos, trair a deusa, trair Hyoga, e principalmente trair a ele, justo aquele pra quem jamais mentiu.
A cena se desenrolava como se lembrava, o ataque de leão contra os três renegados, seguida pela chegada de Milo, não houve tempo para dialogo, Milo apareceu desferindo seu ataque, que prontamente foi contra atacado por Saga, doía tanto pensar naquele episodio, não que tivesse sido fácil para os outros cavaleiros, mas nosso papel como renegados nos rasgava a alma. Jamais esqueceremos a desgraça que nos incumbimos em nome de Athena, nossa missão, nossa honra.
—você estava tão bonito, como no dia em que te perdi-.uma voz calma e melancólica se fez presente
Camus foi arrancado de seus pensamentos, entrando em posição de ataque, se deparando com o estranho, apenas pra constatar que não era algum estranho, mas Milo ali parado a sua frente.
—tão bonito.
Porem Milo estava diferente, seus olhos estavam opacos e seu sorriso morto, era como se toda a felicidade tivesse sido sugada dele, e seu coração doeu, que face era aquela de seu amado? Onde fora parar aquele sorriso solar?
—Que.. Quem é você? – Camus gaguejou ao perguntar
—sou Alnilan, a segunda estrela, e te pergunto, o que faz aqui?- Milo se virou para Camus o olhando atentamente, nesse instante Camus sentiu como se Milo o tivesse atacado tamanha foi a pressão que sentiu- Você não deveria estar aqui.
—eu.. eu vim te salvar, vim buscar vo.. Você- estava nervoso, algo o estava desconcentrando, não conseguia organizar seus pensamentos, tudo parecia tão, melancólico- vim buscar o verdadeiro você.
—você mente – Milo ditou sério, irritação trespassou por seus olhos
—eu, eu não mentiria pra você- estava assustado, o que eram aqueles sentimentos, o que estava acontecendo consigo- eu amo você Milo, eu nunca menti pra você.
—MENTIRA, VOCÊ MENTIU PRA MIM, VOCÊ MENTIU QUE VOLTARIA DAQUELA MALDITA BATALHA- Milo gritara e todo o ambiente vibrava com sua voz, seus olhos opacos se tornaram um vermelho colérico- MENTIU QUE LUTARIA POR ATHENA.
—Milo eu-
—CALADO- Camus fora interrompido com uma agulha o atravessando
~ Porque não fala comigo? Porque não responde? Por que não usa aquela conexão que só nos temos? Por que fica em silencio? Fala comigo, por favor, fala comigo ~
Camus se ajoelhou no chão com lagrimas queimando seus olhos, finalmente entendera, aquela estrela Alnilan, era a personificação de Milo naquele momento, seu interior, seus medos e pensamentos, por isso ele parecia tão triste e tão colérico, Milo esteve dividido entre a tristeza e a raiva naquele ataque, oh Milo, meu pobre Milo, não queria te-lo feito sofrer tanto, eu o amava tanto, mesmo ao ataque, fiquei tão feliz por sentir seu cosmo, mesmo que não pudesse olhar em seus olhos, pude ao menos ouvir sua voz.
—por que mente pra mim?- Milo chorava- achei que éramos – soluços- que éramos Um
Agora Camus sabia o que tinha que fazer, não poderia permitir que os medos do passado continuassem como estavam, Milo precisava disso, Milo precisava dele.
—Eu- sentiu sua voz falhar, estava cansado, aqueles viagens exigiam muito dele- eu quis te contar o tempo todo.
—Porque mente pra mim?
— Não estou mentindo – Camus sorriu fracamente- me doeu atacar você, mas mais do que isso, me matou não poder te abraçar.
—Então por quê ? Me diga porque? Você prometeu que ficaríamos juntos- Milo se ajoelhou perante Camus.
—Porque eu te amava mais do que tudo- Camus tocou o rosto de Milo carinhosamente- amava mais que minha armadura, mais que ao Hyoga – respirando fundo, seria considerado um rebelde novamente, doía tanto, mas aquela verdade precisava ser exteriorizada, sempre precisou- Amava mais que Athena, eu faria tudo pra ficar com você, por isso me mantive em silencio.
—Camus – Milo soluçou e então se jogou nos braços de Camus, deixando que aquela aura melancólica se esvaísse, toda a saudade, toda a dor – eu senti tanto a sua falta, mas tanto.
—Eu também Milo, eu também, — Camus abraçava seu amado, senti asse tão leve, era como se tivesse arrancado um peso que não tinha consciência de carregar, seu peito se sentia mais aberto, mais feliz.
—Camus você precisa correr- disse Milo o afastando com os braços- você precisa me encontrar, estamos ficando sem tempo?
—Como assim Milo? Mas você esta aqui agora- Camus acariciava o rosto de seu amado
— oh Ágape, gostaria que estivesse certo, mas não esta, este não é o verdadeiro eu, e você sabe disso, eu ainda estou com ele.
—Mas Milo quem é esse que esta te prendendo, aonde posso te encontrar então?
— É meu pai Camus
—Mas como isso é possível? Como ele pode fazer isso com você?
—Camus, não temos tempo, ele esta pegando as estrelas, quando elas acabarem, tudo estará terminado.
—Então me diga aonde posso encontra-lo- suplicou Camus Aflito.
—Estou no momento, em que morri, o meu momento de mais agonia, e é La o único lugar onde ele pode arrancar de mim o que quer- Milo agarrou Camus o beijando, sentindo seu lábios-
Tu és minha vida,
Tu és minha estrada, a minha verdade
Em tua palavra eu caminharei
Enquanto eu viver e até quando tu quiseres
Já não sentirei temor, pois, estás aqui
Tu és minha força,
Tu és minha paz, minha liberdade
Então seu corpo se desfez e uma estrela subiu aos céus, deixando Camus ajoelhado com os braços abertos, no mesmo local onde sentira o calor do amado, e agora rapidamente era tomado pelo frio, deixou que as lagrimas descessem por seu rosto lavando sua dor.
Sabia exatamente para onde ir, sabia onde seu amado estava, e aquela revelação cortava sua alma, Segurou o pingente com força e com toda sua alma pediu.
—Me leve para aquário, o dia de minha morte- e assim foi feito.
Oooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo
— Alnilan não fez seu trabalho, sinto que terei que ser mais rápido com você oh grande escorpião.
—Va ... para ... o inferno- Milo cansado cuspiu sangue em seu torturador.
—Que criatura asquerosa- Ditou enfiando suas Mãos na carne de Milo que se contorcia em um grito de pura agonia, sua alma era dilacerada e separada de sua constelação protetora- tiraremos logo três- o Grito ensurdecedor de Milo foi alto o sulficente para fazer todo o templo de aquário tremer, a realidade estava cada vez mais próxima do fim- e então mais três- ao todo foram 6 estrelas arrancadas de seu corpo, a cada estrela arrancada, era como se seu corpo fosse jogado em um vulcão, a dor agonizante, como se sua pele fosse arrancada.
—A agora, a ultima, a grande estrela, a mais cobiçada, esperei por tantos milênios por isso, lamento não poder aproveitar esse momento como deveria, oh doce antares,- então seus dedos se encaminharam lentamente para dentro do peito de Milo, lar da ultima estrela, seu coração pulsante, no instante que o contato foi feito, uma Luz escarlate tomou conta do ambiente cegando, tudo e os levando para outro lugar.
Oooooooooooooooooooooooooooo
Camus aterrissou em aquario, porem algo estava errado, não estava em aquário, era como se grandes pilastras gregas tivessem sido instaladas no chão, mas não tivessem fim, pois o teto e as paredes eram a própria galáxia e suas estrelas brilhantes, rapidamente avistou escorpião, ou aonde deveria constar escorpião, pois La havia apenas antares, a solitária estrela escarlate, o ponto mais forte da constelação, onde estaria o resto?
Mal pode vislumbrar o local por algo grande se aproximava, seu cosmo se atiçara, uma sensação conhecida, mas estranha para si, seus instintos o mandaram saltar e foi o que fez, logo um grande escorpião escarlate pousara exatamente aonde estava segundos antes, Camus sentiu seu sangue gelar nas veias, aquela criatura imensa estava ali, foi quando percebeu pendurado acima do escorpião, Seu Milo, seu corpo era o do escorpião, da cintura pra baixo ele era a terrível criatura, Milo virou seu rosto em sua direção e um terrível rugido saiu de sua boca, seus olhos estavam brancos e tinha presas no lugar dos dentes, Milo estava em uma forma bestial.
Sem tempo para pensar, Camus precisou desviar do gigantesco ferrão que viera em sua direção, tentou fugir da criatura, mas ela era tão rápida quanto grande, suas grandes pinças, atacavam todas as pilantras enquanto tentara pegar seu alvo, Milo estava descontrolado, Camus tentou como pode pensar em algo para deter a fúria do animal, foi então que um lampejo o atingiu em cheio, talvez devesse fazer o mesmo que fez com as outras partes de Milo, era arriscado, mas poderia tentar.
Camus parou sua corrida e se virou de frente para a criatura – Milo eu estou aqui, Sou eu o seu Cam- Camus fora atingido pela pinça gigante o lançando direto para uma das pilastras, o arrancando sangue dos lábios, logo um ferrão veio em sua direção, elevando seu cosmo Camus segurou o ferrão a poucos centímetros do rosto- você precisa me ouvir- Camus se esforçava pra suportar a força descomunal da criatura, usando seu cosmo Camus conseguiu criar uma camada de gelo no ferrão, urrando de dor a criatura se afastou um momento para desferir outro ataque, porem foi o tempo perfeito para que Camus pudesse desviar- vejo que terei que ensinar boas maneiras a um escorpião.
Camus partiu para batalha contra o escorpião, aquela devia ser a parte selvagem de seu amado, precisava ser veloz, e certeiro, não poderia machucar aquele que amava, Camus desviada dos ataques do escorpião com velocidade, e a cada golpe, Camus lançava mais de sua aura gelada, de modo que pudesse segurar o animal, seu foco era o homem acima dele, aquele devia ser o ponto fraco, congelou suficientemente as pinça e pernas do escorpião, julgando ser o suficiente para segura-lo por alguns instantes, porem no momento que seus pés saíram do chão para saltar sobre o animal,o grande ferrão o acertou como um chicote o afastando de seu intento.
—argh- Camus cuspiu sangue uma vez mais, suas costelas estavam doloridas, se não fosse pela armadura e seu cosmo, certamente elas estariam quebradas e ele morto, seria necessário algo mais forte, erguendo os braços e juntando as mãos- congele meu Cosmo, me ajude a resgatar aquele que amo- Milo estou aqui por você e não voltarei pra casa sem você, seu escorpião teimoso, Camus elevou seu cosmo ao Maximo e desferiu o ataque mais forte de aquário –EXECUÇÃO AURORA
Uma rajada congelante foi lançada na direção do escorpião, que urrando de dor foi congelado completamente, vendo o animal finalmente parado, Camus caminhou lentamente até ele e saltou para o alto do animal.
No topo do animal porem, Milo ainda se debatia, uma centelha vermelha brilhava intensamente em seu peito, seu corpo balançava em busca da batalha, ainda não estava vencido.
—Milo sou eu, estou aqui- Camus tentou se aproximar, porem Milo desferiu vários socos cegos em sua direção, Milo ainda estava naquele estado bestial do escorpião- Milo pare- Camus foi atingido no rosto, e mesmo tentando segurar os braços do amado, nada parecia ter efeito, ele continuava irritadiço, sua voz não o alcançava.
Foi quando tomado por um momento de iluminação Camus fez a coisa mais inteligente a ser feita em uma situação como essa.
Desferiu uma cabeçada forte contra o amante – FICA QUIETO PORRA- Milo ficou parado com a boca escancarada, um filete de sangue escorreu da cabeça de ambos.
—Ca Camus?- Camus viu a sanidade voltar a aqueles olhos- Onde estamos?- Camus aproximou suas mãos e tocou o rosto daquele que tanto amava, vendo o mesmo fechar seus olhos e deitar o rosto nas mesmas, Milo apreciava aquele toque.
— finalmente te encontrei- não restava duvidas, aquele era mesmo seu Milo seu coração não o enganava, aquele era a outra metade de sua alma- vim te levar pra casa meu amor.
—Meu Camus, Minha vida, Meu ágape- Milo abriu um sorriso calmo e apaixonado, estava do lado daquele que amava, e mais queria em todo o universo.
Milo estava feliz, porem estava confuso, o que Camus fazia ali? No momento que se lembrou de tudo, seus lábios se abriram para alertar o amante, porem viu seu mundo desacelerar e o rosto de Camus ser tomado por pânico.
Uma mão atravessara seu peito e envolvera aquela luz escarlate.
—finalmente, a ultima estrela.
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