Aconteceu Na Velha Roma
3 Três
Notas iniciais
Reyna mal podia esperar para aquela festa acabar. Ela não viu mais Piper. Seu pai estava conversando com um dos senadores de Roma. Os outros garotos e garotas conversavam descontrídamente. Reyna queria ter amigos como eles tinham. Mas ela simplesmente não conseguia se encaixar. Bajulação demais. Percebeu que ninguém notaria se ela saisse, então subiu as escadas.
Fechou a porta com o máximo cuidado e deu alguns pulinhos de alegria por ter conseguido. Em seguida, tirou sua toga e colocou uma camisola.
Como já havia tomado um dos clássicos e deliciosos banhos romanos nas termas, ela apenas deitou-se em sua cama e relaxou. Mal poderia esperar pelo entardecer do dia seguinte.
Ela teve sonhos tranquilos.
Levantou-se um pouco mais disposta naquele dia. Desceu para comer algo.
Seu pai não deveria estar ali. O que ele estava fazendo ali? Ele deveria estar ocupado com seus “deveres de Imperador”.
— Reyna, minha filha!
— Oi, pai.
Geralmente ela o tratava por “Imperador” ou então “Julian”, mas, quando ele a chamava de “minha filha”, ela deveria responder assim.
— Não ficou até o fim ontem?
Droga. Ele notou.
— E-Eu estava com dor de cabeça, pai. Além disso, muito cansada.
Julian soltou um resmungo em latim, que Reyna entendeu perfeitamente.
— Você nunca fica até o fim, Reyna. Sempre cansada! Você deveria conhecer alguém! Havia tantos homens…
— Não, pai. Nenhum deles atraiu minha atenção. Todos interesseiros.
— Se é assim que diz…
— Com licença — Ela terminou de comer — Acho que vou dar uma volta antes de estudar. Imperador.
Ela lhe fez uma reverencia depois disso e saiu.
Reyna fez tudo o que lhe foi imposto para aquele dia: Arrumou-se, estudou, caminhou e observou a cidade.
Em seguida foi para o banho, e, ah, que banho.
Ela mal podia esperar pelo fim da tarde.
Estava novamente no jardim, observam as vielas do Império, quando vê alguém sentar ao seu lado.
— Pronta? — Era a voz de Leo. Ela imaginou o que ele foi fazer ali.
— Você sabe que sim.
Ele levantou e foi seguido por ela.
Entraram no mesmo quartinho escondido no jardim da noite anterior, mas dessa vez, em meio a escuridão, algo reluzia como ouro.
Uma armadura.
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