Accidentally in Love

94 Pedacinho de amor


Notas iniciais
Voltei, agora rumo ao final. Espero que alguém ainda esteja por aí. Nem tem palavras para justificar tamanha ausência. Capitulo dedicado ao meu amor, minha Liz. Te amo, contando os dias para a tua chegada.

 Emma estava entrando no quinto mês de gestação, ainda não tinham descoberto o sexo do bebê, pois divergiram sobre. Regina queria saber e Emma ainda não queria, resultando em ainda não saberem. A barriga de Emma já estava grande, a loira tinha engordado mais do que o esperado, coisa que reclamava bastante, mesmo com a esposa lhe garantindo que estava tudo bem e que estava linda com aquele barrigão. Os enjoos tinham diminuído, mas as dores nas costas já se manifestavam com frequência e seus pés inchavam. A dificuldade para dormir também começou a ser um problema, pois muitas noites não encontrava uma posição confortável, fazendo Regina ficar acordada também, a morena reclamava as vezes, mas se mantinha ao lado da loira.

— Regina? – Emma cutuca a esposa que dormia ao seu lado. – Acorda, vai.

— Meu amor, você já foi mais romântica para me acordar. – Regina boceja e abre os olhos, sorrindo para a esposa. – Algum problema?

— Além do teu filho estar agitado? – Emma faz beicinho. – O romance fica para depois, primeiro vem esse pedacinho de gente aqui.

— Sempre que reclama, você diz que o filho é meu. – Regina ri e senta na cama, puxando a loira para seus braços. – Vai ser sempre assim? O filho é meu quando está dando trabalho?

— Claro, já se acostuma. – Emma se aninha nos braços da esposa. – Não sabia que seria tão difícil, deveria ter feito você engravidar.

— Você está se saindo muito bem, sei que é difícil tantas mudanças no teu corpo e hormônios. – Regina faz carinho na barriga protuberante da loira. – Nosso pedacinho de gente está crescendo, causa incômodos para você, mas está mais perto de acabar do que longe.

— Está mais perto de piorar os sintomas, isso sim. – Emma resmunga e faz carinho nos braços da morena. – Desculpe estar sendo uma chata. Sei que estou te dando trabalho além da conta, também não me imaginava desse jeito.

— Não tem nada para se desculpar, minha vida. – Regina dá um beijo demorado na curva do pescoço alvo. – Faço até pouco, estou aqui para tudo que você e esse pequeno alien precisar.

— Não chama ele assim. – A loira ri. – Você é incrível, não faz nada pouco, eu não conseguiria sem ti. Sério, Regina. Sou sortuda demais de ter essa esposa linda, gostosa, atenciosa e maravilhosa.

— Fale mais. – Regina sorri. – Adoro ouvir.

— Besta. – Emma ri e vira o rosto, se aproximando mais, até seus lábios estarem quase tocando os da morena. – Convencida também.

— Realista.

— Eu te amo...

A loira sussurra e captura os lábios da esposa. O beijo começa lento, aumentando conforme o desejo emana de ambos os corpos. Trocam vários beijos, Emma se vira para subir sob o corpo da esposa, que lhe ajuda a se acomodar, tomando cuidado com a barriga, a loira senta em cima da cintura da esposa, que lhe olha apaixonada, sentando também e capturando os lábios cor de rosa em mais beijos sedentos. Regina tira a camiseta de pijama que a esposa vestia, podendo admirar os seios ainda maiores da loira, prende a mão na base do pescoço dela a trazendo para mais beijos, antes de descer os lábios pelo seu pescoço e busto, até chegar aos seios que primeiro dá beijos e depois captura o direito com a boca, sugando de um jeito que faz a loira gemer.

— Ah, como eu sou louca por ti, minha preciosa. – Regina sussurra, antes de capturar o outro seio da esposa em sua boca sedenta, a fazendo se contorcer em seu colo. – Está tudo bem? Se sentir algum desconforto...

— Amor, só não para, está tudo muito bem. – Emma corta a esposa, querendo se perder nas sensações que sentia, jogando sua cabeça para trás. – Me chupa, Regina.

— Ansiosa? – Regina sorri, arrastando seus lábios de volta pelo pescoço da loira, sugando no ponto que sabia fazer a loira sentir ainda mais prazer. – Gostosa, muito gostosa.

A morena volta a beijar sua esposa, que já está fervendo de desejos, seu próprio corpo incendiado de prazer. Regina puxa pelos cabelos loiros um pouco para trás, para fazer Emma lhe olhar.

— Te amo, amo você completamente. – Regina dá uns selinhos pela boca e rosto da esposa. – Como pode ficar ainda mais gostosa?

— Também te amo. – Emma segura o rosto da morena com as duas mãos, lhe fazendo encarar nos olhos. – Amo demais. E gostosa é você.

Emma volta a mergulhar seus lábios nos da esposa, os beijos aumentando ainda mais a temperatura dos corpos já quentes. A loira empurra o corpo da esposa para deitar na cama, sorrindo sacana antes de dedilhar desde o umbigo até o vale dos seios de Regina, que o peito sobe e desce em antecipação, ansiando por tudo que sua mulher quer fazer. Emma arranha o abdômen da morena, se ajeita em uma posição que fica confortável e captura os seios da amada com sua boca. Regina leva a mão direita a acariciar os cabelos loiros enquanto com a esquerda segura nos lençóis, se deliciando com as caricias recebida. O momento é interrompido pela própria loira, que levanta o tronco de repente, assustando Regina.

— Que foi? Te machuquei? – A morena se senta, nervosa pela possibilidade de ter causado alguma dor na esposa. – Emma???

— Não, não foi isso. – Emma franze as sobrancelhas, aceitando a ajuda da morena para se sentar ao seu lado, pega a mão de Regina e leva na sua barriga. – Sinta.

— Está chutando? – Regina se emociona, os olhos enchem d’agua. – Nosso pedacinho está chutando?

— Parece que sim. – Emma se emociona junto. – É incrível sentir nosso bebê assim.

Regina sorri e faz carinho na barriga da loira, atenta aonde o bebê está se mexendo.

— Chutou de novo. – Regina não poderia sentir alegria maior, o fruto do amor delas chutando pela primeira vez. – Ele gostou de chutar.

— Oh! – Emma sorri e olha nos olhos cor de chocolate. – Nosso filho quer se expressar pelo jeito, esses chutes tem a tua sutileza, baby.

— E nem vou reclamar do péssimo timing dele. – Regina ergue a sobrancelha. – Nosso filho?

— Já percebeu que a maioria das vezes, usamos o pronome ele? – Emma sorri e dá um selinho na esposa. – Não acho que seja coincidência.

— Sempre achei que era por chamar de pedacinho ou bebê. – Regina sorri e volta a encarar a barriga da loira. – Acha que é menino?

— Tenho praticamente certeza. – Emma suspira contente. – Sempre senti que era um menino, talvez por isso não quis saber até então, medo de estar errada.

— Amaremos menina também, se for o caso, imagina uma parecida contigo? – Regina ainda fazendo carinhos na barriga, volta a olhar nos olhos cor de esmeraldas. – Está pronta para saber no próximo ultrassom?

— Estou. Quero confirmar o que já sinto. – Emma beija a morena. – Henry Swan Mills.

— Não precisa...

— Eu quero. – Emma interrompe a fala da esposa, sabendo que ela diria que não precisava ter esse nome. – Nosso filho vai ter o nome do avô e ouvir todas as histórias sobre ele.

— Ah, Emma. – Regina puxa a esposa para um beijo cheio de ternura e amor. – Está se tornando rotina, você realizar todos os meus sonhos.

— Sonhamos juntas. – Emma sorri e faz carinho no rosto da esposa. – São nossos sonhos e sempre lutaremos por eles.

— Sempre.

Os dias passaram mais rápido do que imaginaram, chegando o dia do tão aguardado ultrassom. Emma estava completando 22 semanas de gestação, os chutes tinham se tornado frequentes após a primeira vez, sempre causando alegria nas mães corujas. Já estavam na sala de exames na clínica da Dra. Isabella, aguardando pela mesma.

— Regina, respira, por favor. – Emma estava deitada de jaleco, pronta para o início do exame. – Estou começando a me preocupar de como você vai estar na hora do parto.

— Só estou nervosa e ansiosa, sei que é uma péssima combinação. – Regina tenta sorrir para a esposa, falhando, pois, o nervosismo estava nas alturas. – A doutora está demorando.

— Meu amor, só vamos saber se é menino ou menina, não precisa ficar tão nervosa. – Emma tenta acalmar a esposa. – Vem cá, chega mais perto.

Regina se aproxima mais, sabendo que a esposa tinha intenção de lhe beijar, o que faz de bom grado, sempre era o melhor antídoto para qualquer situação. O beijo lento e carinhoso, surte o efeito desejado, a morena vai se tranquilizando. Quando a doutora entra na sala, sorri para a cena, pois não tinham percebido a sua presença, fazendo um barulho com a garganta para ser notada pelo casal.

— Desculpe, você estava demorando. – Regina se justifica sem graça.

— Nada a se desculpar. – Isabella sorri para as duas. – Me atrasei um pouco, lamento.

— Regina está quase tendo um treco, por favor, vamos ao exame, antes que eu fique viúva. – Emma fala brincalhona, causando risos.

— Claro, vamos lá. – A doutora se prepara e pedindo licença se aproxima da loira. – Prontas para saberem se acertaram ou erraram na intuição?

— Prontíssimas. – Emma responde e aperta a mão da esposa.

A doutora levanta o jaleco de Emma, passando o gel na barriga da loira e iniciando o exame.

— Aqui está. – Isabella sorri.

— Menino? – Regina pergunta sem poder segurar a ansiedade, olhando para a tela, não conseguia fazer ideia do sexo do bebê.

— Diga, doutora. – Emma sorri emocionada. – É o Henry?


Notas finais
O que acharam? Por favor, me digam. Henry ou vão ter que escolher outro nome? Até o próximo, não vai ser daqui alguns anos, ainda nesse, prometo.