Accidentally in Love

95 Surpresas e novidades


Notas iniciais
Bom dia, pessoal. Espero que apreciem mais um capítulo saindo do forno. Liz, meu amor. Te amo e quero agradecer por todo o cuidado e amor que me cuidou nesse mês que precisei. Somos sempre e para sempre, love you.

 A sala de paredes amarelas, conhecida como da ultrassonografia na clínica de fertilidade Doces Sonhos, era palco da expectativa do jovem casal, que desejava um menino como primogênito. A doutora Isabella sorri, ainda olhando para o monitor.

— Grande parte das mamães sentem qual o sexo do bebê. – Isabella olha para Emma e depois para Regina. – E Emma é uma dessas mães.

— Henry. – Regina sussurra olhando para o monitor, procura o olhar da esposa e junta sua testa a dela, deixando pequenas lágrimas rolando por seu rosto. – Acertou, meu amor. Teremos o nosso Henry.

— Regina. – Emma transborda em lágrimas, finalmente saber que está gestando um menino a emociona além do que imaginava. – Um menino, vamos ter um garotinho, nosso pedacinho de amor é realmente o Henry.

Emma busca a boca da esposa, misturando suas lágrimas de pura emoção e felicidade. O beijo tem um gosto diferente, parece um beijo de pura felicidade, além de todas que já vivenciaram juntas. As línguas se enroscam num ritmo tão característico que possuem e adoram ter, em uma sintonia que transborda os sentimentos compartilhados. A doutora Isabella finaliza o exame, saindo da sala e dando privacidade ao casal, esperaria do lado de fora, para dar às próximas orientações que as duas mulheres necessitavam saber. E o beijo continua, pois, as bocas não queriam se desgrudar, não queriam quebrar o momento tão único que estavam experienciando. Um misto de sentimentos impossíveis de serem descritos em simples palavras. Emma e Regina vão parando o beijo aos poucos, terminando com selinhos demorados, a morena distribui pequenos beijos pelo rosto da esposa, sorrindo, enquanto ainda é abraçada pelo pescoço.

— Emma, eu nunca vou ser capaz de retribuir tudo isso, você ter aceitado compartilhar esse meu sonho tão antigo comigo, está sendo maior e mil vezes melhor do que podia ter imaginado.

Emma sorri amplamente, cutucando a ponta do nariz da esposa carinhosamente.

— Retribuir? Mais do que já me deu? – Emma nega com a cabeça, ainda sorrindo. – Regina, você não tem noção do que fez por mim? Me ensinou a amar e viver esse amor. Aprendi que quando se ama, os medos ficam menores, as inseguranças são vencidas e podemos tentar, mesmo que não dê certo ou que precise de mais tentativas, existe as infinitas possibilidades, quando se deseja de verdade. Regina Mills, você é muito mais que minha esposa e melhor amiga, é a mulher da minha vida e que me ensina e dá forças diariamente. Está me proporcionando tudo que nunca tive na minha vida, um lar amoroso e sonhos sendo construídos. Henry é um sonho que nunca soube que existia dentro de mim, mas graças aos céus, você me mostrou esse caminho para ser seguido e juntas vamos até o fim e além.

— Eu nem sei o que dizer. – Regina deixa mais algumas lágrimas rolarem pelo seu rosto, segurando a loira pelos dois lados do rosto e olhando profundamente em seus olhos. – Juntas sempre e para sempre.

As bocas voltam a se entregarem uma a outra, beijando e sentindo tudo que sabiam serem verdadeiro e real. A realidade compartilhada é poderosa, quando se vive intensamente e honestamente. Emma e Regina conheciam o amor que as unia e a força que ele detinha. Se beijam mais algumas vezes, até lembrarem que a doutora Isabella deveria estar esperando por elas. A morena ajuda a esposa a limpar a barriga e se ajeitar. Saíram da sala de ultrassom, encontrando a doutora no corredor, que as convidou para irem até o seu consultório. Após as orientações para as próximas semanas e novas vitaminas prescritas, o casal deixou a clínica de fertilidade e foram direto para a mansão de Cora. Logo ao estacionar, Regina percebe uma movimentação incomum, algumas pessoas entrando e saindo pelo portão lateral, carregando caixas e banners.

— Cora vai dar uma festa? – Emma olha para a movimentação, enquanto tira o cinto de segurança.

— Viemos fazer uma surpresa e somos surpreendidas? – Regina sai do carro e faz a volta, estendendo a mão para ajudar a loira a descer.

Estou amando essas tuas gentilezas, mas sabe que ainda não é necessário, não é? Ainda consigo descer sozinha do carro.

— Não é gentileza, é romantismo, encare que estou sendo romântica. – Regina dá um selinho nos lábios rosados. – Me deixe te mimar da forma que desejo.

— Claro, minha romântica. – Emma alisa a lateral do rosto da morena. – Aceito todos os mimos. Vamos lá contar do nosso pedacinho de amor, Cora vai ficar muito feliz.

— Claro, ela ama meninos, não vamos esquecer que ela tem um filho preferido. – Regina ri.

— Deixa de ser boba, Regina. – A loira ri, negando com a cabeça. – Sabemos que Cora ama vocês dois mais do que tudo nesse mundo.

— Não falei que não era amada por mamãe, apenas preterida ao filho homem. – Regina dá de ombros. – Vamos lá, estou curiosa do que esse entra e sai de gente significa.

O casal entrelaça as mãos e entra na mansão direto, pois a porta da entrada também estava aberta. Procuram por Cora, sendo informadas pela governanta da casa que ela estava no quintal, para onde se dirigem ainda mais curiosas. Logo que chegam ao local, encontram a matriarca da família Mills dando ordens para diferentes pessoas, comandando tudo com a maestria que lhe era tão característica. O quintal estava todo decorado e com vários stands com cercadinhos e potes dentro. Banners sobre adoção responsável e cuidados ao adotar um animal de estimação estavam por todo o local.

— Coloquem os formulários e termos de responsabilidades em todos os stands para facilitar. – Cora falava em alto e bom som, sem perceber a chegada da filha e da nora. – Quero que tenha pacotes de rações em todas também, teremos kits para serem dados junto aos cachorros e gatos que forem adotados.

— Mamãe? – Regina se aproxima, ainda de mão dadas com a loira. – Não nos contou que faria uma feira de adoção aqui.

— Regina, Emma. – Cora sorri e cumprimenta a filha e nora com um abraço em cada uma. – Era para ser uma surpresa, conheço o entusiasmo de vocês sobre a causa. Toby é a prova viva disso. Adotar é um ato de amor.

— Exatamente isso, Cora. – Emma sorri e olha em volta, encantada pela iniciativa da sogra. – Meus parabéns, aposto que vai ser um sucesso.

— Desde a morte do papai, a senhora nunca mais tinha aberto os portões da mansão para eventos solidários. – Regina abraça a mãe mais uma vez. – Fico feliz que tenha voltado a fazer isso. E é a primeira vez que faz para animais.

— Henry era a alma desses eventos, por isso até então, não tinha mais cogitado realizar outros por aqui. Mas segui contribuindo para as causas que julgo necessárias e que realmente cumprem o que divulgam. – Cora sorri e seu olhos se enchem de lágrimas. – Ele teria adorado um evento como esse, com certeza iria querer ficar com meia dúzia deles. Se agarraria em um e me diria que tinha se apaixonado e eu não teria outra opção a não ser aceitar, pois seria verdadeiro o sentimento.

— Aposto que sim. – Regina também se emociona. – Nem sei como não cresci com a mansão cheia de cachorros.

— Minha culpa. Eu temia que quando perdessem um cachorro vocês sofreriam demais. – Cora se lamenta. – Teu pai tentou me convencer várias vezes, mas a lembrança da perda da minha cachorrinha de infância não colaborava para essa decisão. Eu não queria ver você e Kill sofrerem.

— Nunca tive um antes, mas imagino que seja doloroso demais na hora da perda. – Emma faz um carinho no ombro da sogra, tentando lhe consolar. – Nem quero pensar no dia que acontecer com o Toby.

— Eu também não quero pensar nisso, pois aquele papo de que é só arrumar outro é insensível. Nenhum cachorrinho é substituível. – Regina afirma. – Toby tem toda a vida pela frente e vai ser irmão mais velho daqui quatro meses.

— Com certeza, minha filha. – Cora aponta para uma mesa em volta da piscina, mais afastada de onde estavam montando tudo. – Vamos sentar ali um pouco, quero saber como vai essa gravidez e o que vieram me contar, pois para aparecerem aqui uma hora dessas é para alguma coisa.

— Muito sagaz. – Regina ri, seguindo a mãe, junto a sua esposa. – Viemos de surpresa mesmo e fomos surpreendidas também. Quando vai ser a feira de adoção?

— Semana que vem. Estamos apenas montando tudo e vendo o que mais vai ser necessário. A divulgação vai começar daqui uns dois ou três dias, pedi a Killian que deixasse eu contar para vocês primeiro, claro que o The Mirror vai ser responsável pela divulgação e cobertura do evento, quero que chame bastante a atenção, pois estou planejando que tenha outros, ainda não sei se mensal ou bimestral, vai depender deste primeiro, para poder planejar o que fica mais viável para os futuros. – Cora senta em uma cadeira de frente para o casal. – Eu fiz uma longa pesquisa e é impressionante o número de animais abandonados nessa cidade. Sei que pelo mundo afora é maior ainda, mas para uma cidade pequena, temos casos demais. Por isso acredito que seja necessárias feiras periódicas, apenas uma não resolveria o problema.

— Verdade, podemos além da cobertura dessas feiras, realizar matérias para conscientização da responsabilidade de ter um animalzinho, como castrações para evitar gravidez desnecessárias que resultam em muitos abandonos dos filhotes. – Emma nega com a cabeça. – As pessoas precisam parar de acharem que esses bichinhos são descartáveis.

— Com toda certeza. – Regina concorda. – Muitos pegam um gato ou cachorro e no primeiro problema se livram dele, é desumano, adoção responsável é crucial. Esses pets se apegam em seus humanos e é de cortar o coração quando são abandonados por quem amam.

— Todo abandono gera danos. – Emma reflete, pensando além dos pets de estimação, mas também na sua história e de tantas crianças. – Vivemos tempos cada vez mais egoístas, falta amor e dedicação no coração das pessoas.

Regina entende a fala da esposa e lhe olha, apertando sua mão, a esposa não gosta de falar da sua infância e adolescência, as histórias que conhece não são muitas, imagina que com o tempo Emma vai lhe contando mais, nunca pressiona, pois espera pelo desejo de compartilhar, sabendo ser a melhor atitude.

— Mas me contem, qual a novidade? – Cora muda de assunto. – Como vai a gravidez? Tudo correndo bem?

— Acabamos de vir de uma consulta e ultrassom. – Emma sorri, acariciando a barriga. – Está tudo indo perfeitamente bem com o nosso pedacinho de amor. Viemos direto para cá, pois queríamos que fosse a primeira a saber do que descobrimos hoje.

Emma olha para a Regina e faz sinal para que ela continue, querendo que seja ela a contar. A morena sorri e lhe dá um beijo na bochecha, acariciando a barriga da esposa e olhando para a sua mãe.

— Mamãe, temos a honra de lhe contar que terás um neto. – Regina se emociona, os olhos já manifestam lágrimas se acumulando. – Henry Swan Mills está aqui, ansioso para sair da barriga da mami e vir para os nossos braços.

— Um neto? É realmente um menino. – Cora sorri encantada. – Henry?

— Henry. – Emma concorda. – Regina sempre teve esse desejo de homenagear o pai, é um nome lindo e que desejo para o nosso filho. Espero que goste, não vamos usar o neto no nome, para ter o meu sobrenome também. Queremos que o nosso pedacinho tenha o nome do grande homem que seu avô foi.

— Eu estou muito feliz. Confesso que não fiquei pensando e torcendo por menino ou menina, pois ambos seriam muito amados, independente do sexo. – Cora sorri e seus olhos se enchem de lágrimas. – E ter o nome do Henry, nossa, é uma emoção difícil de descrever. Não tem o menor problema não ser Henry Mills Neto, pois Henry Swan Mills é mais do que poderia querer e imaginar, é perfeito. Eu sei que seu pai ficaria honrado e emocionado com a homenagem.

Cora levanta e abraça a nora e a filha, todas se emocionando com o momento. Continuam conversando e a matriarca do Mills sugerem que almocem ali, na beira da piscina todas juntas, o que é aceito de bom grado pelo casal. Enquanto almoçam, Killian chega e se junta a elas, ficando igualmente emocionado pelo nome do pai ter sido escolhido para o seu sobrinho. Killian conta que está ativamente em contato com o canil e ongs da cidade, em prol da feira de adoção. A conversa segue após o almoço, até precisarem irem embora, cada um para um compromisso diferente. Cora seguiria coordenando os preparativos ali na mansão. Killian tinha duas reuniões em diferentes ongs. Regina e Emma iriam para o jornal, a morena tinha reunião de pauta com seus editores, enquanto a loira tinha uma matéria para finalizar.

Do outro lado da cidade, especificamente no restaurante Granny’s, Ruby estava com sua avó, fazendo a contabilidade do estabelecimento, no escritório do local, que ficava no segundo andar. A mais nova dos Luccas era responsável pela contabilidade, enquanto Anita ainda fugia de qualquer responsabilidade dos negócios da família.

— Preciso ter uma conversa definitiva com a Anita. – Eugênia suspira e nega com a cabeça. – Não dá mais para ela seguir nessa vida mansa, serei obrigada a cortar sua mesada. Aliás, é vergonhoso ela ainda ganhar mesada na idade em que se encontra. Nunca terminou nenhuma das faculdades que iniciou, mal ia nas aulas. Ela realmente acredita que eu não sei que apenas se matriculava para me iludir que estava fazendo algo pela vida? Chega, você é mais nova e nunca fugiu das responsabilidades, mesmo na época que era festeira.

— Anita ainda não se encontrou, ela não sabe o que quer. – Ruby faz um carinho no ombro da avó. – Tente não se estressar com ela, também acho que ela precisa mudar de vida.

— Não sabe o que quer? – Eugênia ri desgostosa. – Tua irmã não sabe nem com quem quer namorar. Sabe que não sou preconceituosa, longe disso, mas ela precisa escolher uma pessoa e sossegar, seja homem ou mulher, tanto faz. Só quero que ela comece a se responsabilizar pela própria vida. Eu vi que o amor seu pela Zelena mudou a sua vida, desejo o mesmo para a Anita.

— Mudou mesmo. – Ruby ri e sorri amplamente. – Aquela ruiva me fez crescer em todos os sentidos. Me apaixonar por ela foi fácil, mas a convivência foi me ensinando tanto. E depois que casamos foi ainda melhor. Aprendo com ela sobre os negócios também, ela era a única herdeira da família dela e teve que aprender desde cedo a gerir os próprios negócios. Dá gosto de ver a forma que ela comanda e gerencia tudo.

— É o olho do dono que engorda o gado. – Eugênia sorri. – Não adianta delegar tudo para terceiros, é importante sempre estar no comando das principais decisões e saber sobre o que acontece verdadeiramente nas empresas. Aqui mesmo, por exemplo, esse restaurante é o meu xodó, foi o primeiro que abri e toquei sozinha por tantos anos, até virar a franquia de sucesso que temos hoje. E foi por eu nunca deixar de ficar atenta a tudo que crescemos.

— Com certeza, vovó. – Ruby sorri orgulhosa. – A senhora é a minha maior heroína, a pessoa que mais admiro nessa vida. Agradeço aos céus ter nascido sua neta. Tua força e determinação são inspiradoras. Tudo que sou é graças a forma que me criou.

— Minha querida. – Eugênia sorri e abre os braços, que a neta prontamente se joga, sendo abraçada carinhosamente. – Eu que agradeço aos céus. Te amo, minha menina.

— Também te amo, vovó. – Ruby se solta do abraço e olha carinhosamente para a idosa, fazendo um terno carinho em seu rosto. – Obrigada por tudo, de verdade.

O momento é interrompido pela chegada de Anita, que tinha sido convocada para estar ali 3 horas antes.

— Olá família. – Anita chega e senta do outro lado da mesa, que sua avó e irmã ocupavam. – Tive um contratempo, por isso não cheguei antes.

— Que tipo de contratempo, Anita? – Eugênia olha severamente para a neta mais velha. – Nem dormiu em casa, mesmo sabendo dessa reunião.

— Ah, vovó. – Anita faz pouco caso. – Meu compromisso de ontem acabou sendo mais longo do que planejei.

— Compromisso? Planejou? – Eugênia respira fundo. – Desde quando você sabe o que é compromisso? Farras não são compromissos. Ir em festas não são planejamentos. Estou cansada das tuas irresponsabilidades. Não irei mais bancar essa vida fácil que leva. Ou assumi alguma participação nos nossos negócios, ou vai arrumar emprego em outro lugar. Mas não receberá mais nenhum um centavo do nosso trabalho árduo.

— Como é? – Anita se levanta indignada. – Que história é essa agora? Aposto que tem o dedo da minha irmãzinha nisso. Qual é, Ruby? Só porque ficou careta, quer me ferrar?

— Anita, abaixe esse tom de voz para falar com a vovó. – Ruby olha com raiva para a irmã, tentando manter a calma, pois não queria deixar sua avó mais nervosa. – Tenha respeito por ela. E essa história é bem antiga, você que nunca deu ouvidos sobre o assunto e seguiu do jeito que queria. A vovó está cansada, apenas quer que você assuma a sua parte aqui, não está te pedindo muito, já que nunca fez nada além de receber os lucros.

— Nem vem, Ruby. – Anita se descontrola. – Eu não quero assumir nada, já falei que não sirvo para esse negócio de restaurantes. Não é o que desejo para a minha vida. Odeio o cheiro de comida desses lugares, não quero nada a ver com nenhum deles.

— E você deseja o que para a sua vida, Anita? – Eugênia se levanta, ficando mais nervosa, aumenta o seu tom de voz. – Odeia o cheiro de comida? Que desaforo é esse? Está falando do legado da sua família, que foi construído com muito esforço e dedicação. Não admito que desdenhe...

— Nem, vovó. – Anita também aumenta o tom de voz. – Não vim aqui para levar sermão. Eu nunca gostei do legado da família, não sou obrigada a trabalhar nisso, só porque vocês querem. Não suporto o cheiro de gordura e vai e vem de gente miserável.

— Gente miserável? – A idosa abre a boca em choque. – Como pode falar assim das pessoas? Se nunca gostou do nosso ramo de sobrevivência, como pôde ser sustentada por ele todos esses anos? Já passou da hora de arrumar o seu próprio sustento, com algo que goste e lhe dê orgulho. E fique sabendo que também não me orgulho da pessoa que você se transformou, totalmente egoísta, mesquinha e soberba. Eu não admito, Anita...

Eugênia sente uma tontura, sendo amparada agilmente por Ruby. Anita arregala os olhos, ao ver sua avó passando mal.

— Pega um copo de água para ela. – Ruby fala nervosa. – Agora, Anita.

Enquanto Anita serve um copo de água para a avó, que Ruby levou para sentar em uma poltrona ali no escritório, Zelena chega, tinha ouvido os gritos e se apressou a subir para o escritório. Logo que a ruiva abre a porta, se dirige para perto da poltrona.

— O que aconteceu?

— Ficou nervosa e está se sentindo mal. – Ruby responde atenta a sua avó. – O que está sentindo, vovó?

— Senti uma tontura muito forte. – A mais velha responde devagar, ainda tonta. – Um mal-estar horroroso.

— Acho melhor chamar o seu médico. – Zelena pega o celular, tinha o telefone do médico da idosa em seus contatos, pois a avó de sua esposa tinha problemas de pressão alta e arritmia cardíaca. – Vou ligar, tente ficar tranquila, vovó, só deve ser a pressão, vai ficar tudo bem.


Notas finais
Gostaram? Confesso ter sempre planejado para ser Henry, mas fiquei na dúvida na hora de escrever e quase coloquei gêmeos, hehe. A fanfic está se encaminhando para a sua reta final. Me contem suas opiniões e pensamentos sobre o andamento da história, ainda tem algo que gostariam de ver?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.