Acaso ou destino

20 Capítulo 19 - O julgamento


O silêncio entre os dois grupos parecia mais perigoso do que qualquer ameaça.

De um lado da clareira estavam os Volturi.

Aro ocupava o centro da formação, com Caius à direita e Marcus à esquerda. Jane e Alec permaneciam alguns passos à frente, acompanhados por Demetri, Felix, Chelsea e os demais integrantes da guarda.

Atrás deles, representantes de diversos clãs observavam.

Alguns haviam atendido à convocação por respeito às antigas leis. Outros estavam ali por medo. Muitos desejavam apenas descobrir se os rumores sobre a Filha da Lua eram verdadeiros.

Do outro lado estavam os Cullen e seus aliados.

Carlisle permanecia no centro, acompanhado por Esme. Edward e Bella estavam próximos; Jasper, Alice, Rosalie e Emmett completavam a primeira linha. Os Denali, os irlandeses, os egípcios e os nômades formavam uma barreira ao redor das testemunhas humanas.

Thomas permanecia entre Billy e Ateara.

A matilha ainda estava escondida na floresta.

Apenas Jacob permanecia visível ao lado de Sarah.

Ele segurava sua mão.

O elo entre os dois continuava aberto. A centelha do lobo ardia dentro dela, enquanto a graça de Sarah permanecia protegida no coração dele.

Aro conseguia ver apenas o brilho.

Não os pensamentos.

Não as decisões.

Não o futuro.

Por isso, o sorriso dele vacilara.

A alteração durou pouco.

— Sarah Mitena Ateara — disse, saboreando cada parte do nome. — Depois de tantos anos, finalmente estamos diante uma da outra.

Sarah não respondeu à familiaridade artificial.

— Nunca estivemos diante um do outro antes.

— Mas acompanhei sua história desde o nascimento.

Jacob soltou um rosnado.

— Chama perseguição de acompanhamento?

Aro voltou os olhos para ele.

— Jacob Black. O guardião. Confesso que sua existência me surpreendeu. As versões da lenda que chegaram a Volterra não mencionavam que o vínculo poderia alcançar tamanha profundidade.

— Existem muitas coisas que não chegaram a Volterra — Jacob respondeu.

— Ainda.

A ameaça foi pronunciada com suavidade.

Sarah apertou a mão dele.

— Viemos para responder às acusações, não para satisfazer sua curiosidade.

Aro sorriu.

— Direta. Como seu pai.

O coração de Sarah perdeu o ritmo.

Jacob sentiu a raiva atravessar o elo.

— Conheceu Benjamin? — ela perguntou.

— Apenas através das lembranças de outros.

— Andreas.

Pela primeira vez, os olhos de Aro demonstraram cautela.

— Um antigo integrante da guarda.

— Que perseguiu meus pais e apareceu pouco antes da morte de meu pai.

Caius avançou um passo.

— As acusações serão apresentadas na ordem determinada.

Sarah voltou-se para ele.

— Não estamos em seu salão. Aqui você não determina quando posso falar.

Murmúrios percorreram as testemunhas.

Caius mostrou os dentes.

Aro ergueu uma das mãos.

— Permita, irmão. Sarah está correta. Não viemos como governantes diante de súditos. Viemos buscar a verdade entre iguais.

Maggie inclinou ligeiramente a cabeça.

Siobhan percebeu.

A declaração era falsa.

Aro jamais consideraria qualquer um deles igual.

— Então começaremos — Carlisle disse. — As acusações foram enviadas por escrito. Esperamos que as respostas também sejam ouvidas diante de todas as testemunhas.

— Naturalmente — Aro concordou.

Caius desenrolou um documento.

— Sarah Mitena Ateara é acusada de ameaçar o segredo que protege nossa existência. A família Cullen é acusada de auxiliá-la na criação de uma nova espécie. Os metamorfos quileutes são acusados de destruir mensageiros protegidos pelas leis de Volterra.

Ele fechou o documento.

— As violações são graves e autorizam a destruição de todos os envolvidos.

A floresta respondeu com rosnados.

Dezenas de olhos surgiram entre as árvores.

Aro olhou ao redor com interesse.

— Uma matilha impressionante.

— Permaneça longe das nossas terras — Billy advertiu.

Caius soltou uma risada de desprezo.

— Um humano acredita poder estabelecer fronteiras para nós?

— Não é necessário que acredite — Jacob respondeu. — Basta tentar atravessar.

Carlisle levantou a mão antes que o confronto avançasse.

— Responderemos à primeira acusação.

Aro assentiu.

— Prossiga, meu amigo.

— Sarah não revelou nossa existência a nenhum humano. Thomas descobriu a verdade porque foi sequestrado e ameaçado por vampiros que agiam em nome de Aro.

Demetri falou pela primeira vez:

— Não havia integrantes reconhecidos da guarda naquele depósito.

Thomas ergueu a voz:

— Eles disseram que trabalhavam para os Volturi.

— Um criminoso pode utilizar qualquer nome — Demetri respondeu.

Maggie avançou para a frente do grupo irlandês.

— Eu reconheço mentiras.

Caius olhou para ela.

— Sabemos qual é seu dom.

— Então sabem que posso confirmar o depoimento.

— Apenas a crença dele — Caius argumentou. — O humano pode repetir uma mentira que lhe foi contada.

— Também posso reconhecer quando alguém fala a partir da própria lembrança — Maggie rebateu.

Aro abriu os braços.

— Escutaremos o humano.

Thomas respirou profundamente.

Sarah encontrou o vínculo deixado pela cura e estendeu sua proteção até ele. Bella reforçou o escudo.

Chelsea não poderia alterar suas lealdades.

Alec não poderia retirar seus sentidos.

Jane não poderia provocar dor.

Thomas avançou alguns passos.

— Meu nome é Thomas Henry Reed. Fui internado no Hospital de Forks depois de sofrer uma parada cardíaca.

— E Sarah o trouxe de volta — Aro disse.

Os olhos dele brilhavam com interesse.

— Sim.

— Então confirma que utilizou o poder diante de humanos.

— Ela o utilizou para salvar minha vida. Nenhum dos profissionais compreendeu o que aconteceu.

— Mas você compreendeu.

— Apenas depois que seus homens me sequestraram.

— Não eram meus homens.

Maggie falou imediatamente:

— Mentira.

O silêncio caiu sobre a clareira.

Aro continuou sorrindo, mas seus olhos se tornaram imóveis.

— Tenha cuidado, jovem Maggie.

— Meu dom não responde ao medo.

Os clãs reunidos começaram a trocar olhares.

A autoridade dos Volturi sempre se sustentara na certeza de que ninguém ousaria contradizê-los publicamente.

Maggie acabara de fazê-lo.

Thomas prosseguiu:

— Os vampiros me retiraram do hospital durante a madrugada. Fui sedado, amarrado e ameaçado. Disseram que Sarah seria obrigada a se entregar se quisesse me manter vivo.

— Verdade — Maggie confirmou.

— Também disseram que precisavam de uma prova de que o poder funcionava em humanos.

— Verdade.

Thomas olhou para Aro.

— Foram seus homens que ameaçaram o segredo. Não Sarah.

Maggie assentiu.

— Verdade.

Aro encarou Thomas por alguns segundos.

— Um depoimento corajoso.

— Um depoimento verdadeiro.

— A coragem e a imprudência costumam compartilhar o mesmo rosto.

Jacob sentiu a ameaça e mostrou os dentes.

Sarah manteve a proteção ao redor de Thomas.

— Ele está sob nossa guarda — disse.

— Por enquanto — Caius respondeu.

Carlisle apresentou os registros médicos.

— Os exames comprovam que Thomas sofreu uma parada cardíaca e foi recuperado sem qualquer lesão. Também demonstram que não houve transformação nem tentativa de criar uma nova espécie.

Aro examinou os documentos de longe.

— Registros humanos podem ser alterados.

— Eleazar analisou o dom de Sarah — Carlisle continuou. — Não existe qualquer habilidade de criar espécies. Ela reconhece e restaura a centelha vital.

Eleazar avançou.

— Confirmo.

Aro sorriu.

— Meu antigo amigo. Ainda utiliza seu extraordinário talento.

— Com maior liberdade desde que deixei Volterra.

— Liberdade é uma palavra bonita para solidão.

Carmen tocou o braço do companheiro.

Eleazar não se deixou provocar.

— Sarah possui um único dom com diversas manifestações. Cura, proteção e restauração. Não encontrei qualquer capacidade de criar uma raça.

— Pode reverter uma transformação? — Aro perguntou.

Carlisle ficou tenso.

Era exatamente a informação que desejavam evitar.

Eleazar escolheu as palavras com cuidado.

— Existe potencial, mas nunca foi testado.

Rosalie olhou para Sarah.

Aro percebeu.

— Ah...

Uma satisfação profunda surgiu em seu rosto.

— Então é verdade.

— Não há prova — Carlisle afirmou.

— O desejo nos olhos de sua filha parece prova suficiente.

Rosalie avançou.

— Meu desejo não representa uma ação.

— Ainda.

— Não pedi que Sarah fizesse qualquer coisa.

— Mas pediria?

Rosalie permaneceu em silêncio.

Aro sorriu.

— Eis o perigo. Não é necessário que os Cullen pretendam criar uma nova espécie hoje. Basta que a possibilidade exista. Quantos vampiros abandonariam nossas leis em troca de um coração? Quantos humanos procurariam Sarah exigindo imortalidade e posterior cura?

Sarah deu um passo à frente.

— Meu poder não pertence a vampiros, humanos, Cullen ou Volturi.

Aro voltou toda a atenção para ela.

— Naturalmente.

— Eu decido quando usá-lo.

— E se alguém que ama estiver morrendo?

A imagem de Sophia surgiu na mente de Sarah.

Aro não conseguia ler seus pensamentos, mas conhecia suficientemente bem a dor para prever onde atingir.

— Sua mãe, por exemplo — continuou. — Se tivesse compreendido o dom antes, talvez pudesse ter salvado Sophia.

Jacob sentiu a culpa atravessá-la.

— Não o escute.

Aro manteve a voz suave.

— Talvez ainda consiga.

Sarah ficou imóvel.

— Minha mãe está morta.

— Seu corpo foi enterrado, não destruído.

Carlisle percebeu a crueldade.

— Aro, basta.

— Estou apenas apresentando uma possibilidade. Se Sarah consegue restaurar aquilo que já não vive, por que estabelecer limites antes de tentar?

A dor de Sarah começou a se transformar em raiva.

A centelha escura se movimentou.

Jacob sentiu imediatamente.

— Sarah, olhe para mim.

Ela continuava encarando Aro.

— Ele está tentando provocar você — Jacob disse.

— Eu sei.

— Então volte.

Sarah encontrou a chama dele dentro de si.

A raiva não desapareceu.

Mas deixou de controlar o poder.

— Minha mãe não é um experimento — declarou. — E meu luto não é uma ferramenta que pode usar contra mim.

O sorriso de Aro diminuiu.

— Extraordinário autocontrole.

— Aprendi observando as pessoas que sobreviveram a você.

Caius abriu novamente o documento.

— A segunda acusação trata do assassinato de mensageiros.

Sam saiu da floresta já na forma humana, acompanhado por Leah.

— Não eram mensageiros — afirmou. — Invadiram nossas terras, caçaram membros da tribo e atacaram a matilha.

— Foram destruídos antes que pudessem apresentar qualquer autorização — Caius respondeu.

Leah afastou a roupa do ombro.

— Um deles me mordeu.

A pele estava completamente curada, mas Carlisle possuía imagens da lesão.

— O veneno foi retirado por Sarah — explicou.

Aro olhou para ela com fascínio renovado.

— Curou uma mordida de vampiro em uma metamorfa.

— Depois que seu mensageiro a atacou — Jacob disse.

— Outra demonstração pública de um poder sem controle — Caius argumentou.

— Dentro de nossas terras — Billy respondeu. — Diante apenas daqueles que já conheciam o segredo.

— Suas fronteiras não são reconhecidas pelas leis dos Volturi.

Billy sustentou o olhar do vampiro.

— Nosso povo existia nestas terras antes que sua guarda atravessasse o oceano. Não precisamos do reconhecimento de Volterra para defender nossas famílias.

Maggie voltou a falar:

— Os quileutes acreditam sinceramente que agiram em defesa.

Caius mostrou os dentes.

— Crença não altera a lei.

— Tampouco uma lei criada por você transforma invasores em inocentes — Sarah respondeu.

Os murmúrios entre as testemunhas aumentaram.

Vladimir e Stefan, antigos inimigos dos Volturi, sorriam.

Aro percebeu que o julgamento começava a escapar ao controle.

— Existem questões mais antigas que também devem ser esclarecidas — Carlisle disse. — A perseguição contra Sarah começou antes de seu nascimento.

Billy ergueu a caixa de Benjamin.

Ateara retirou o diário do filho.

Sarah sentiu o coração apertar.

— Estas anotações foram escritas por Benjamin Ateara — explicou o velho. — Ele registrou os encontros com um vampiro chamado Andreas, integrante da guarda dos Volturi.

Aro não se moveu.

Ateara leu os trechos sobre a perseguição, as ameaças e a oferta para que Sophia fosse levada à Itália.

Depois leu a carta.

Quando terminou, o silêncio era absoluto.

— Meu filho morreu poucos dias depois — concluiu. — O carro foi encontrado destruído e queimado.

Aro inclinou a cabeça.

— Uma história trágica. Mas Andreas deixou a guarda há muitos anos.

Maggie observou-o.

— Mentira.

Dessa vez, os murmúrios se transformaram em vozes.

Aro olhou para a vampira irlandesa.

— Está afirmando que conhecia pessoalmente as atividades de cada integrante?

— Estou afirmando que mentiu quando disse que Andreas deixou a guarda.

Caius avançou.

— Isto é um ultraje.

— Não — disse uma nova voz. — É a verdade.

Todos se voltaram para Marcus.

Ele saiu da formação dos Volturi.

Aro permaneceu imóvel.

— Irmão?

Marcus caminhou até o espaço entre os dois grupos.

— Andreas permaneceu sob suas ordens até ser destruído por Caius.

Caius mostrou os dentes.

— Retorne ao seu lugar.

Marcus não obedeceu.

— Andreas participou da perseguição contra Benjamin Ateara. Também participou do assassinato de Didyme.

O choque atravessou os clãs.

Aro perdeu o sorriso.

— Marcus está confuso.

Chelsea concentrou o dom.

Sarah sentiu uma força tentar alcançar o vínculo prateado que protegia a mente dele.

Estendeu a luz.

A tentativa de Chelsea se desfez antes de tocá-lo.

A vampira recuou.

— Não consigo alcançar sua lealdade.

Marcus olhou para ela.

— Porque nunca foi lealdade. Era uma corrente.

Aro ergueu a mão.

— Marcus, permita que eu veja suas lembranças.

Ele ofereceu a palma.

Todos conheciam o dom de Aro. Um único toque permitiria que acessasse cada pensamento vivido por Marcus.

O líder dos Volturi esperava que o irmão recusasse.

Marcus colocou a mão sobre a dele.

Aro fechou os olhos.

Encontrou silêncio.

A proteção de Sarah cobria todas as lembranças relacionadas à verdade.

Aro abriu os olhos.

— O que fez?

Marcus retirou a mão.

— Fui libertado.

— Por ela.

— Pela minha escolha.

Ele se voltou para as testemunhas.

— Aro matou Didyme porque ela planejava deixar os Volturi comigo. Depois ordenou que Chelsea destruísse meus vínculos externos e fortalecesse artificialmente minha ligação com a guarda.

Os clãs começaram a se afastar da formação dos Volturi.

— Mentira! — Caius gritou.

Maggie olhou para Marcus.

— Verdade.

A palavra produziu uma ruptura.

Tanya e os Denali avançaram para mais perto dos Cullen. Os egípcios fizeram o mesmo. Alguns nômades abandonaram o lado neutro e se uniram à defesa de Sarah.

Aro observou sua autoridade desmoronar diante dele.

— Mesmo que essa história fosse verdadeira — disse —, não alteraria as violações cometidas aqui.

— Altera sua autoridade para julgar — Carlisle respondeu. — Este encontro nunca tratou da proteção do segredo. Trata de seu desejo de possuir o poder de Sarah.

Maggie confirmou:

— Verdade.

Aro perdeu completamente o sorriso.

Jane deu um passo à frente.

Seus olhos se fixaram em Sarah.

— Dor.

Nada aconteceu.

Sarah continuou de pé.

Jane tentou novamente.

A luz prateada surgiu ao redor dela e de Jacob.

Bella projetou o escudo sobre toda a formação.

— Não consegue alcançá-la — Edward afirmou.

Alec avançou.

Seu dom se espalhou como uma névoa invisível, procurando retirar os sentidos do grupo.

A barreira de Bella tornou-se prateada.

A névoa desapareceu.

Alec recuou.

Chelsea tentou romper os laços entre os aliados.

Nenhum respondeu.

A graça de Sarah, ampliada pelo elo com Jacob e sustentada pelo escudo de Bella, neutralizava cada ataque.

O medo surgiu entre os integrantes da guarda.

Aro observou Sarah.

Não havia mais fascínio em seus olhos.

Havia temor.

— Agora compreendo — disse. — Você não é apenas uma curadora. É capaz de destruir a ordem que preservamos durante milênios.

— Uma ordem construída sobre mentiras — Marcus respondeu.

Caius perdeu a paciência.

— Basta!

Ele avançou até ficar ao lado de Aro.

— A humana conhece nosso segredo. Os lobos destruíram vampiros. Os Cullen protegem uma criatura cujo poder ameaça todos nós. Não há mais nada a discutir.

— Sarah não é uma criatura — Jacob rosnou.

Caius olhou para ele.

— Entreguem a mulher e o lobo. Os demais poderão partir.

Aro voltou a sorrir, embora sem serenidade.

— Uma solução misericordiosa.

Sarah sentiu o elo reagir.

Jacob estava preparado para se transformar.

— E o que fará conosco? — perguntou.

— Estudaremos o vínculo — Aro respondeu. — Com cuidado.

— Vai nos manter prisioneiros.

— Protegidos.

— E me obrigará a usar o poder.

— Apenas quando necessário.

Maggie falou:

— Mentira.

Aro não olhou para ela.

— Se recusarem, não poderei impedir Caius de aplicar a lei.

Sarah contemplou as pessoas reunidas atrás de si.

Seu avô.

Billy.

Thomas.

Os Cullen.

Os lobos.

Os clãs que escolheram permanecer.

Aro esperava que a culpa a fizesse ceder.

Não compreendia que Sarah já aprendera a diferença entre sacrifício e submissão.

— Não iremos a Volterra — declarou.

Jacob se colocou ao lado dela.

— Nunca.

Marcus deixou definitivamente a formação dos Volturi e caminhou para perto de Carlisle.

Aro acompanhou cada passo.

— Está escolhendo morrer, irmão.

Marcus olhou para ele.

— Pela primeira vez, estou escolhendo.

Caius ergueu o braço.

— Guarda!

Os Volturi assumiram posições de ataque.

A floresta respondeu.

Dezenas de lobos gigantes surgiram entre as árvores.

Jacob soltou a mão de Sarah apenas o tempo necessário para se transformar. O enorme lobo avermelhado ocupou o lugar do homem e se posicionou diante dela.

A lua em seu peito continuou brilhando sob a pelagem.

Sarah colocou a mão sobre o dorso dele.

O elo se abriu.

Uma onda prateada atravessou a clareira e envolveu todos os aliados.

Jane recuou.

Alec perdeu o controle da névoa.

Demetri já não conseguia encontrar nenhuma assinatura mental.

Caius baixou o braço.

— Destruam todos.

A guarda avançou.

E a guerra começou.