Academia de Alquimistas
7 Capítulo 7 - Um outro olhar
Notas iniciais
POV's Charles (Visão de Charles)
— Então Aron... – Comecei a falar logo que os gêmeos subiram correndo – Até quando vai continuar ameaçando ela?
— Não adianta – Retrucou Aron irritado – Você sabe que ela não merece essas eternas vidas!
— Por que? – Questionei rapidamente – Por que você não consegue deixar pra lá? Por que você fica remexendo o passado de novo e de novo?!?
— Eu não vou perdoa-la assim! – Gritou Aron – Não enquanto ela não se arrepender de tudo! Você deveria pensar assim também! Afinal, o que ela fez com você...
— Mas ela não lembra! – Aron se calou e virou de costas para mim – A única forma dela lembrar... – continuei calmamente – É se ela abandonar seu consciente mortal... Para ela lembrar, ela vai ter que morrer...
— Não se ela for forte o bastante!
— Aron... – Eu toquei suas costas devagar e respirei fundo – Não podemos fazer nada...
— E você quer que eu a perdoe? Charles, por causa dela nós... – Ele começou, mas parou
— Ela não fez nada!
— Mas...
— Aron!
— ... Charles...
— Eu vou leva-los até a academia...
— Você não... – Começou Aron enquanto se virava, mas parou de falar no momento em que olhou em meus olhos
— Essa é a melhor maneira... Eu vou pegar seus rapazes emprestado para ajuda-la
— Hu, Boa sorte então – Falou enquanto se virava novamente – Aqueles dois não duraram dois dias quando os mandei para lá.
— Eu voltarei para vê-lo e contar os bons resultados...
— Não precisa... Vai cuidar dela e me deixa aqui... – Falou Aron indo para o quarto – Como você fez da última vez...
O som da porta se fechando, ele não conseguindo me encarar, isso foi mais que suficiente. Eu virei as costas e saí, agora tenho que cuidar de uma criança tola...
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A cena até que foi engraçada, ver dois Comissários da Morte, temidos por humanos, fugindo de, nada mais nada menos que, dois humanos... A claro, ainda tem uma incarnate com roupa de hospital e com fome.
— Se não fosse pelo seu amigo lá, não teríamos que fugir assim – Reclamou o cabeludo – Quem é aquele cara afinal?
— Ah, ele disse que era encarregado de cuidar dos meus poderes ou algo assim.... – Falou Bottany pensativa – Mas quando eu era criança ele aparecia e brincava comigo, e sempre me protegia.
— Então ele é como seu guardião
— Talvez não só um guardião – Falei quando resolvi aparecer para eles, e claro, sentado ao lado dela – Já fui muitas coisas dela...
— Você tem que avisar quando vai aparecer – falou Kevin assustado
— O que quis dizer com “muitas coisas”? – indagou Michael
— Quis dizer que já fui seu irmão... – Disse abraçando ela – Seu mordomo... – disse segurando suas costas – e talvez... – levantei levemente sua perna
— Você sabe que eu ainda estou com roupa de hospital e minha calcinha vai aparecer né.
— Oh – expressei abaixando sua perna e percebendo que os dois idiotas estavam vermelhos – Qual foi, vocês caíram na piada?
— Não claro que não! – disse o mais novo desviando o olhar
— Mas então – Falou o outro mudando de assunto – O Ancião disse mais alguma coisa?
— Não importa. – O cortei – Vou leva-los à um lugar específico, e vocês serão os responsáveis por cuidar dela.
— Que?
— Arhg achei que já poderíamos parar de bancar a babá. – reclamou Michael
— Hey!
— Calem-se! Eu não estou de bom humor ... – Principalmente depois da discussão com Aron – Vocês 3 vão para a Academia.
— Ah não...
— Sério isso?
— Academia de que? De Bruxas? Ah, não, melhor chamar de algo não tão ofensivo, que tal “Academia dos Alquimistas” – falou a tapada fazendo graça
— Vai rindo, foi sua segunda encarnação que criou ela. – provoquei
Ela fez uma cara de que não acreditava, pelo visto não gostava de estudar, mas é incrível como as expressões das pessoas mudam com tamanha velocidade.
Neste exato momento, o barco que seguia a correnteza fez uma leve curva, o suficiente para ver o que tantas árvores escondiam... A maior árvore já registrada no mundo, que é utilizada como uma Universidade para Seres Sobrenaturais, a famosa Academia.
A árvore era grande, em diâmetro, em altura, em tudo, era uma super árvore que florescia no meio do rio, fazendo uma pequena ilha, que só era visitada por barcos, ou por algum maluco que consiga subir pela copa de uma árvore enfeitiçada e venenosa.
— Que lindo – sussurrou Bottany sem perceber
— Lindo por fora, assustadora por dentro – completou Kevin
— Cumprimos nosso dever não é? Agora nós estamos indo...
— Nem pensem nisso – Falei rapidamente antes que eles voassem para fora do barco – A missão de vocês só acaba quando for decidida assim. Agora... vamos atracar, crianças.
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