Academia da Aliança

5 Capítulo 5 - Aguardada Conversa


Notas iniciais
Eu ando demorando para atualizar minhas fics, mas estou passando por um momento difícil que nem mesmo eu entendo e agora com as voltas aulas eu precisarei me dedicar ao estudos ainda mas que é o meu ultimo ano e preciso me dedicar muito. Espero que entendam minha demora nas postagens dos capítulos.

Era bem complicado achar Ashe, mas por sorte o sinal já tinha batido e os corredores ficaram vazios novamente, facilitando muito para Laurel e Narcisse. O menino era confiante, a guiava como se conhece-se cada canto daquela escola, Laurel observava os corredores atentamente, gravando os caminhos que passava, para não se perder de novo. Atravessaram o corredor à direita, que dava de frente para uma porta dupla de madeira, onde se encontrava Ashe!

— Ah Laurel – Ashe a abraçou aliviada – Quando vi que não estava ao meu lado entrei em desespero.

— Por sorte encontrei alguém para me ajudar a acha-la – apontou para Narcisse.

Ashe olhou para o menino espantada, como se tivesse reparado em sua presença naquele momento.

— Obrigada Hale, por ter ajudado a Laurel – agradeceu tirando os braços da Herondale e dando um pequeno sorriso para o Hansen.

— Foi um prazer ajudar, agora preciso ir para minha próxima aula – despediu-se.

As meninas o seguiram com o olhar até ele sair de suas vistas.

— Vou leva-la de volta ao dormitório, não sei o que farei caso a perca de novo – disse Ashe segurando a mão de Laurel.

***

Depois de um curto tempo as duas estavam de volta ao dormitório de Laurel. Ashe se sentou em uma das poltronas e soltou um longo suspiro, já Laurel foi para perto das estantes e pegou um livro qualquer e foi se sentar atrás da mesa, abriu o livro e começou a leitura.

— Se a diretora souber que eu a perdi ela me tirará pontos – comentou Ashe olhando para o teto preocupada – Meus colegas de casa vão ficar furiosos comigo.

— Vamos torcer para que ela não saiba então – disse Laurel com um tom desinteressado – Poucas pessoas repararam a minha presença e os corredores ficaram vazios, creio que ela descobrirá – tentou amenizar a preocupação da amiga.

— Vou ficar na torcida.

— Por que os pontos são tão importantes para sua casa? – perguntou curiosa, tirando seus olhos do livro. – A diretora me explicou como funcionam os pontos, a algum lugar que desejam ir?

— Sim – confirmou Ashe dando a atenção para a Laurel – Existe um lugar que possuiu muitos boatos de sua natureza, dizem que tudo o que você vê é magico. É um ótimo lugar para aprender coisas novas e praticar o que você aprendeu e o melhor de tudo, nele podemos usar magia sem restrição – disse com um ar sonhador.

— Interessante – comentou Laurel em alto – Estou um pouco cansada, vou subir e descansar um pouco – arrastou a cadeira e levantou-se.

— Vou ficar aqui em baixo se não se importar – disse com um ar cansado.

— Sem problemas.

Laurel subiu e foi direto para o seu quarto, trancou a porta e suspirou, finalmente poderia falar com o cavaleiro e descobrir seus planos e não seria interrompida. Agradeceu a Merlin por não ter nenhuma colega de quarto, ao teria que adiar sua conversa e o que mais queria agora era conversar com seu possível melhor aliado naquela história. Deitou-se em sua cama e fechou o dossel, girou o anel e esperou a voz do cavaleiro soar em sua mente, mas acabou que parecia estar sozinha.

— Cavaleiro? – chamou, mas não obteve resposta. – Eu não demorei um século para conseguir uma pequena chance para falar com você, para agora você ficar calado! – irritou-se.

— Como você é nova com a comunicação com esse objeto magico lhe direi – pronunciou-se Bronwen, com um tom calmo, como se estivesse lidando com uma criança, o que era o caso – Posso ouvir sua voz em minha mente com o som que você a pronuncia e também sinto as emoções de suas palavras.

— Desculpa – se desculpou envergonhada – Muitas coisas aconteceram em pouco tempo, e estou doida para uma explicação.

— Agora que tem tempo lhe direi tudo com calma, por tanto preste atenção – não parecia um pedido, mas não importava, afinal queria saber de tudo e não perderia nenhuma palavra dita. – Vivemos separados dos bruxos comuns, você pode achar que o mundo magico é grande, mas não viu nem a metade dele. Somos muito mais fortes, em breve você verá isso, somos mais avançados na magia, podemos realizar coisas impossíveis, como: praticar magia sem uma varinha, realizar um feitiço não precisando de palavras. Como somos poderosos por isso e outras coisas nós resolvemos nos afastar daqueles que não tinham a capacidade de chegar ao nosso nível, mas sempre houve pessoas que nos caçavam, justamente por sermos fortes. Vivemos sempre tomando cuidado com os nossos paços para não chamar a atenção daqueles que nos caçam.

Pelo nosso passado devemos aprender magia desde cedo, mas não nos limitamos somente a ela, precisamos fortificar nossos corpos e nossas mentes como fazemos com a nossa magia. Creio que sua mãe lhe mostrava algum livro de magia ainda quando era pequena, estou certo?

— Sim – confirmou Laurel confusa – Mas não estou entendendo.

— Os Inomináveis nos caçam há tempos, eles são uma organização que protege o mundo bruxo de perigos desconhecidos. Eles acreditam que somos uma ameaça para toda a comunidade bruxa, às vezes eles conseguem nos capturar quando estamos desprevenidos. Foi o que levou a linhagem Benetti Keller ser reduzida drasticamente, das cinco famílias a sua é a mais fraca, o que sempre nos levou a protegê-los, mas no processo também perdemos alguns dos nossos.

— É por isso que precisam da pedra filosofal – reparou – Para conseguirem tempo para restaurar a linhagem de suas famílias.

— Exatamente – concordou, orgulhoso pela inteligência da pequena – Agora você sabe por quem foi atacada em Hogwarts. Vamos agora para sua mãe. Alguns anos atrás, quando os Herondale tinham cinco membros ao todo, sua mãe se rebelou quando estudava perto de uma vizinhança onde moravam dois bruxos comuns. De alguma forma conseguiu segui-los até o momento de sua aprendizagem, acredito que teve que se passar de estudante para conseguir continuar com o que desejava na época Jane Herondale tinha vinte e cinco anos se me lembro, com seu conhecimento conseguiu se infiltrar em Hogwarts despercebida, com o tempo ela se apaixonou por o bruxo que seguia discretamente, sabia os riscos que estava tomando quando resolveu segui-lo até depois da escola. Severo Snape entrou para um grupo de bruxos que foram denominados por comensais da morte – Laurel prendeu a respiração surpresa, conhecia a história deles e como o seu líder foi derrotado – Ele estava avido por poder já que não podia ter o amor de Lilian Evans, com o tempo sua mãe achou uma oportunidade para se aproximar ainda mais do bruxo, mas acabou que teve que por um fim, quando descobriu que estava gravida e o Lorde das Trevas tomou conhecimento. Fugiu apressadamente no mesmo instante, mas o Lorde das Trevas era mais poderoso que imaginava, tendo que fugir de dois inimigos poderosos.

— Então essa é a história da minha mãe – comentou surpresa, era muita coisa para pensar e refletir, precisaria de tempo mas o cavaleiro ainda não tinha terminado.

— Continuando... – disse Bronwen levemente irritado pela interrupção, que foi sentido pela pequena — ... Alois Levierre era muito amigo de Jane, posso arriscar que ele gostava até demais dela, a ajudou de diversas formas. Em quanto Jane Herondale fugia dos comensais que souberam de sua traição, sua família começou a ser atacada pelos Inomináveis, suas irmãs não eram tão habilidosas em se esconder e escapar, sendo capturadas no menor deslize, foi quando os remanescentes dos Benetti Keller resolveram desaparecer para garantir que o fim da sua linhagem não chega-se. Mas precisamos que eles voltem por isso que quando você substituiu sua mãe eu criei um plano para chamar a atenção deles, usando o nome de sua filha morta.

— Estou entendendo uma boa parte do que me diz, mas não consigo entender como minha mãe morreu se Voldemort esta morto. Se somos bruxos tão poderosos como diz, não era para ela conseguir acabar com eles? – perguntou, a morte da sua mãe era muito recente, a ficha não tinha caído completamente ainda.

— Boa pergunta – disse o cavaleiro – Mas não posso responder algo que também não entendo. Consigo entender que sua mãe estava cansada de fugir dos comensais e pretendia acabar com aquilo, lhe revelando em parte quem era seu pai e lhe permitindo sua ida a Hogwarts, chamando a atenção deles quando soubessem de você. Mas procuramos por qualquer prova de sua morte, mas não achamos seu corpo..

— Ela pode estar viva? – perguntou Laurel esperançosa, interrompendo o cavaleiro.

— Sinto muito, mas não posso afirmar. Existem formas de descobrir se um bruxo esta morto realmente e nada afirma que ela esteja viva, o rastro magico que ela deixou em sua casa prova sua possível morte, a magia que deixamos quando morremos é bem diferente e só com isso poderia afirmar que ela esta morta. – sentiu uma grande tristeza vinda da pequena, mas não podia fazer nada além de contar o que sabia.

— Mas por algum motivo você acredita que ela esta viva – deduziu Laurel

— Não achamos seu corpo e nem a varinha que usava e a posse do livro pode ser repassada sem sabermos se o ultimo dono morreu. Mas não quero lhe dar falsas esperanças.

— Eu entendo, mas percebo que você duvida da morte da minha mãe. Como nos livros e no mundo trouxa e até mesmo no mundo bruxo a formas de forjar sua morte, seria por isso que esta em duvida? E que precisa dos meus avos? – comentou. Como fez com seu pai jogou verde, mesmo o que disse sendo uma possiblidade.

— Sim – afirmou o cavaleiro, alguns pensamentos passaram pela mente de Laurel rapidamente, o cavaleiro pensava algumas teorias o que a deixava confusa. – Desculpas por isso – pediu – Existem uma arvore genealógica das cinco famílias mostrando toda sua linhagem, desde o começo e quando um membro morre fica visível para os membros daquela família e preciso confirmar a morte de Jane, por isso preciso deles, para confirmar que ela realmente morreu.

— Não entendo por que é tão importante para você saber se ela realmente morreu – comentou.

— Como você Jane Herondale possui uma mente brilhante e guarda muitos segredos.

— Minha mãe deve guardar alguma informação que você deseja que continue guardada – deduziu Laurel confiante.

— De certa forma você esta certa, mas não completamente – afirmou Bronwen, se calando.

— Cavaleiro? – chamou Laurel, mas sem resposta, de alguma forma sentia sua mente vazia, ele não estava mais lá.

Depois de tudo o que ouviu começou a refletir e pensar nas novas informações que tinha, sua curiosidade em respeito do que sua mãe sabia que preocupava o cavaleiro a deixava inquieta, queria saber, mas no fundo tinha receio de descobrir, já que descobriu que seus pais foram comensais, o que era terrível, mas sabia que havia coisas bem piores para descobrir e que o cavaleiro faria de tudo para esconder tal informação, até mesmo colocando a linhagem Benetti Keller em risco, chamando a atenção dos seus avos e a usando para isso. Se tinha que se preocupar com alguém dos cinco líderes, era ele. Dormiu depois de alguns minutos quando acordou com a voz da Ashe, reparou que não tinha perguntado ao cavaleiro a história que ele contou a diretora, mas naquele momento não tinha como chama-lo, teria que seguir improvisando e como sempre fazia quando só sabia a metade da verdade, teria que jogar verde.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Tentem explicar o máximo possível e sem complicar muito, espero que tenham entendido, mas qualquer duvida pode me perguntar nos comentários. O personagem Narcisse Hale será representado por Asa Butterfield. Kissus