Academia da Aliança
6 Capítulo 6 - Os Cinco Mistérios de Alaiyans
Notas iniciais
Estava presa em sua própria mente, lembrava vagamente de como foi parar dentro daquela caverna no fundo do oceano, sabia que era algo relacionado com a briga que teve com o Cipriano, mas sabia que havia certo tempo que discutirão, só não lembrava quando. Em quanto ficava presa em sua mente como a Bela Adormecida revia a sua ultima lembrança.
Estava na mansão dos Bellick na Virginia, toda a família tinham sido capturados pelos inomináveis em uma viagem, os Herondale tomava conta daquela propriedade desde então. Estava na biblioteca da casa, andava em círculos pensativa, tinha tomado uma decisão, as coisas não ficariam mais fácies, mas tinha que fazer alguma coisa.
— Você só pode estar brincando – disse o Bronwen vendo a pagina que tinha marcado no grimório dos Cipriano – Prender um ceifeiro? Esta pedindo para morrer sei que o que eu fiz foi estupido, mas esse não é o caminho.
— O que você fez foi muito mais que estupido, confiamos em você e nos traiu em retribuição. Minha família foi capturada pelos nossos inimigos, toda nossa linhagem esta em risco! – tinha parado de andar em circulas aquela altura, estava com raiva e indignada. – Eu guardei seu segredo de todos, o mínimo que pode fazer é me ajudar a concertar seu erro.
— Eu vou reparar o que eu fiz, mas essa não é a melhor decisão que você já tomou – não sabia mais o que era uma boa decisão, mas iria se arriscar se tivesse uma chance de recuperar tudo o que perdeu.
— Não é como se você soubesse o que é a melhor decisão – pegou o grimório amarelo em cima da mesa e lançou um olhar frio para o cavaleiro – Vai embora, Já me prejudicou demais.
Lembrava nitidamente da discussão, mas as lembranças que seguiam nada lembrava, sabia que era importante já que levaria ao motivo de estar naquele lugar frio e desolado.
***
Era noite quando o famoso lago da casa dos Benetti-Keller se agitou e uma cabeleira ruiva apareceu em sua margem, Astra Herondale em sua melhor forma saiu do lago. Uma corrente fria passou pelo seu corpo, fazendo-a arrepiar, suas roupas molhadas foram secas em quanto andava em direção à mansão, a magia era uma benção em certas situações. Quando finalmente chegou a seu destino foi imediatamente para seu escritório, sabia que encontraria seu marido lá. E lá estava ele quando abriu a porta, sentado de frente para a mesa a sua espera.
— Esperou por muito tempo? – perguntou em quanto sentava em sua cadeira.
— Não muito, o que descobriu? Saiu apressada – perguntou Wade, seus olhos estavam fechados, sua expressão era pensativa.
— Fui encontrar um informante da corte Unseelie, ele tinha uma informação importante – respondeu Astra.
— Que informação?
— Uma nova Beneti-Keller apareceu na academia – seu marido abriu os olhos com a informação, totalmente surpreso – Seu nome é Laurel Herondale.
— Laurel?
— Não é coincidência o nome dela ser esse – disse se levantando e andando até janela, ficando de costas. – Andrômeda Snape é o seu nome verdadeiro, creio que aquele cavaleiro tolo a fez usar esse nome para me atrair.
— Não é a primeira vez que tentam – comentou Wade em um tom serio.
— Mas a primeira que usam o nome dela – rebateu – Andrômeda não pode ficar lá, não quando não sabe toda a verdade.
— O que esta escondendo de mim? – perguntou olhando para a mulher.
— Ainda não posso dizer – respondeu Astra se virando – Pretendo me encontrar com a Andrômeda.
— Não pode fazer isso sem entrar no território da Alaiyans.
— Na verdade posso – sorriu.
***
Tinha cochilado depois da longa conversa que teve com o cavaleiro, acordou com as batidas de Ashe na porta, já tinha escurecido e dado à hora do jantar, estava na hora de se apresentar para toda a escola.
— Levanta esta na hora! – chamou à loira.
— Serio que vou ser apresentada para toda a escola? – não queria ser o centro das conversas até a próxima semana, teve uma péssima amostra em Hogwarts quando souberam que era a filha do professor mais odiado dos alunos.
— Não será tão ruim, a diretora irá lhe apresentar e depois você poderá desfrutar de uma ótima comida – disse Ashe dando um sorriso encorajador.
— Não é como se eu tivesse escolha — suspirou em quanto se levantava e ajeitava o cabelo e a roupa – Vamos antes que eu decida perder o jantar.
Andaram em silêncio pelos corredores, agradecia a Ashe por dar esse momento, desde que encontrou a garota não tinha um momento de paz, sempre com pensamentos tubulosos, como achar a Ashe quando se perdeu, ter as respostas do cavaleiro e agora ela sabia, não podia confiar nele, ele a usou como isca para atrair Astra e Wade Herondale, mas por que motivo? A morte da sua mãe, ele queria saber se ela estava morta, mas por quê? O que sua mãe sabia que deixava o cavaleiro tão cauteloso. Teria que descobrir, mas em quanto isso, em quanto à hora não chegasse, faria seu papel, o papel de Laurel Astra Herondale, a garota que foi resgatada pelo cavaleiro, depois de escaparem do maior inimigo deles, essa era Laurel.
— Ashe? – olhou para os lados mas estava sozinha, ao seu lado tinha uma porta de madeira, pintada de azul, sua maçaneta era de cristal. Por algum motivo foi atraída por ela, pôs sua mão no cristal e uma voz falou.
— Para abrir a porta deve revelar um dos seus medos, um que você não pode escapar. – disse uma voz feminina em tom robótico.
— Er.. Certo – demorou alguns segundos até achar uma resposta – O lado sombrio do meu pai – revelou e a porta se abriu.
A sala estava vazia, algumas colunas sustentavam o teto e no fim da sala havia uma poltrona verde musgo e nela havia uma pessoa sentada, estava de costas.
— Entre e fecha a porta srtªHerondale – pediu, Laurel reconhecia aquela voz, mas não conseguia se lembrar de onde, mas mesmo assim fez o que ela pediu, entrou e encostou a porta.
— Quem é você? – perguntou Laurel, desconfiada.
— A mesma pessoa que entregou a sua varinha a sua amiga, a mesma que pediu para ela lhe trazer ao corredor da porta azul de maçaneta de cristal – respondeu calmamente.
— O que quer comigo? – se aproximando um pouco mais da pessoa misteriosa.
— Lhe dar um recado – respondeu direta.
— Que recado? – perguntou com a mão na varinha.
— Não confie no cavaleiro, ele fará o possível para manter seu segredo guardado – respondeu.
— Que segredo? – perguntou dando mais um passo a frente.
— Ele cometeu um erro que custou muitas vidas e por isso você não recebe mais cartas da sua mãe e Astra e o Wade é tudo o que você tem – respondeu – Você não vai se lembrar disso, não agora, só quando você achar que deve adeus Andrômeda.
Tirou a mão da maçaneta e olhou para os lados confusa, onde estava Ashe? O que estava fazendo sozinha naquele corredor? Resolveu seguir as vozes que escutava para se guiar até o Grande Salão. Não demorou muito para chegar à frente da grande porta dupla do salão, todos estavam lá, conversavam animadamente, nem tinham reparado em sua presença. Havia cinco longas mesas de madeira maciça, eram todas brancas, cobertas por uma toalha de mesa com o bração e a cor de cada casa, a ultima a esquerda ficava a mesa dos Cipriano, em cima havia seu bração, como em Hogwarts, depois vinha à mesa dos Sheherazade, no meio havia uma mesa onde não tinha ninguém a ocupando e soube que era a sua a dos Benetti-Keller, a ultima a direita pertencia aos Anfrith e do lado à mesa mais barulhenta, a dos Hansen. Todos conversavam animadamente, até os professores. A diretora estava concentrada no que a professora de cabelos azuis com óculos fundo de garrafa dizia.
Não tinha percebido o quanto sentia falta daquela baderneira, olhou para o teto deslumbrada, em Hogwarts mostrava o céu mas ali mostrava a galáxia, as estrelas brilhavam fortemente como uma chama pura ao longe, era a coisa mais linda que já tinha visto, o brilho iluminava o Grande Salão.
— A paisagem é magnifica, perdi a fala na primeira vez – comentou Narcisse ao seu lado.
Ele vestia uma calça preta, com uma blusa social branca de manga cumprida e por cima um colete da cor da sua casa, vermelho-wine e marrom e em seu peito estava o brasão dos Hansen, dois machados cruzados.
— É lindo – foi só o que conseguiu dizer.
— Às vezes aparece uma nebulosa, ela sim é linda – comentou o menino. — Venha vou leva-la até a diretora – pediu o menino. Laurel seguiu o menino até em frente das mesas e esperou que ele chama-se a diretora, que não demorou muito para ficar ao seu lado, ela lhe lançou um sorriso de “vai ficar tudo o bem”. Pegou sua varinha e apontou para sua garganta.
— SILÊNCIO! – sua voz tinha sido amplificada para que todos a ouvissem – Hoje sedo chegou uma nova aluna a Alaiyans, seu nome é Laurel Herondale, pertence à casa Benetti-Keller deem boas vindas a ela. – e assim foi apresentada para toda a escola.
Suas bochechas estavam vermelhas, odiava ser o centro das atenções.
— Pode ir para a mesa vazia e se fizer novas amizades pode se sentar com eles – disse a diretora de uma forme compreensiva.
— Obrigada diretora – agradeceu.
Seguiu para a mesa do meio, a única vazia, Narcisse a seguiu, sentou de frente para ele, Ashe e sua irmã gêmea apareceram em seguida, estavam acompanhadas por um quintanista ruivo com os olhos um de cada cor, verde e azul, o padrão de roupa era o mesmo do Narcisse, a diferença era a cor e o bração, o colete era azul-meia-noite com azul-prussiano.
— Laurel essa é a minha irmã Sejuani – apresentou Ashe, a única diferença nas duas era o corte de cabelo o de Sejuani era curto e meio enrolado.
— Prazer Sejuani, sou Laurel – apresentou-se erguendo sua mão que foi apertada pela Sheherazade.
— É um prazer – sorriu.
— Sejuani esse é Narcisse, me ajudou quando eu me perdi da Ashe no corredor – apresentou.
— Agora que todos se apresentaram é a minha vez, meu nome é Morrel Frey, da casa Anfrith – apresentou-se sorridente – Minutos antes eu e as gêmeas estávamos conversando sobre os cinco mistérios de Alaiyans.
— Quais são? – perguntou Laurel, animada.
— O primeiro é o espelho do banheiro feminino, a meia-noite ele reflete a imagem do que mais te perturba – disse Morrel. – O segundo é o fantasma da madame de vermelho.
— O que tem um fantasma? – perguntou Laurel cética – Já vi vários, eles não tem nada demais.
— A Madame de Vermelho é especial, ela só aparece quando alguém esta para morrer – respondeu Morrel empolgado.
— Como sabem? – perguntou Sejuani interessada.
— Por que ela grita – respondeu Morrel no clima.
— Ata, ela é o fantasma de uma banshee – comentou Laurel atraindo o olhar de todos para ela – O que? Nunca lerão sobre seres mitológicos?
— Já, mas nunca sobre uma banshee – respondeu Sejuani.
— Quais são os outros? – perguntou Ashe empolgada
— O terceiro é o lago que sempre congela no verão – Laurel franziu o cenho com essa – O quarto é o quadro secreto na sala da direção e por ultimo – todos prestavam atenção – A porta azul de maçaneta de cristal.
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