Academia da Aliança
4 Capítulo 4 - Faça as Perguntas Certas
Notas iniciais
Severo encarava a paisagem através da janela da sala do diretor, esforçava para se controlar, sua filha estava desaparecida, ninguém sabia onde ela estava, nem mesmo o diretor.
— Como é possível? – perguntou se virando para o diretor, que estava sentado atrás de sua mesa, pensativo, encarava uma carta em sua mão. – Nenhum dos seus colegas a viu depois de se despedirem a noite, ela não apareceu no café da manhã, como ela pode ter desaparecido dentro do castelo? – sua indignação era perceptível em sua voz.
— Hagrid foi verificar algumas salas no terceiro andar – comentou o diretor
— Não foi isso que perguntei diretor – seu humor estava péssimo, pela primeira vez estava preocupado com o estado da sua filha. – Quero saber onde esta a minha filha!
— Em breve você saberá – disse o diretor tirando os olhos da carta e voltando-se para o sonserino.
Severo reprimiu um rugido de indignação, Dumbledore passava a imagem que sabia de tudo, tudo o que acontecia a sua volta, com um olhar que lia sua mente, mas não respondia suas perguntas com clareza. Cinco minutos tinha se passado quando a lareira ascendeu e das chamas saiu uma mulher. Alta, estando na casa dos trinta anos, possuía cabelos loiros levemente encaracolados nas pontas, seus olhos eram da cor de uma esmeralda. Seu corpo esbelto tinha curvas de dar inveja a qualquer mulher de sua idade, mesmo sendo mais velha tinha um ar jovial e seu corpo com seios fartos a deixava invejável. Usava um vestido longo, rosa claro, de mangas cumpridas, em seus dedos tinha vários anéis de vários tamanhos.
— O deixei esperando muito, diretor? – perguntou a mulher depois de desviar seus olhos do diretor da sonserina.
— Devo responder? – respondeu com uma pergunta.
— Sempre tentando ser educado – se aproximou do diretor, até sentar de frente pare ele.
— Não foi muito clara em sua carta – comentou o diretor iniciando a conversa.
— Meu tempo foi curto, mas vim aqui para explicar toda a situação – disse a mulher com uma resposta curta e diplomática. – Eu não me apresentei ao diretor da Sonserina – disse encarando-o – Me chamo Rosemarie Passion, sou um dos cinco diretores da Escola de Magia e Bruxaria de Alaiyans. – apresentou-se
— É um prazer conhece-la srtª Passion – por mais que aquela não fosse uma boa hora não poderia deixar sua educação de lado – Creio que minha presença não seja necessária.
— Ao contrario – apressou-se Passion – É sobre sua filha que falamos – a atenção do bruxo foi capturada completamente pelas palavras daquela mulher. – Enviei um bilhete às pressas ao Dumbledore quando soube que Andrômeda Snape foi parar em minha escola, não tive tempo para detalhes por isso vim pessoalmente para explicar.
— Como minha filha saiu de Hogwarts para começar? – perguntou incrédulo.
— Andrômeda foi retirada de Hogwarts pelo seu Tio, Alois Levierre, seus métodos são desconhecidos por mim, mas creio que teve ajuda de uma ferramenta magica – respondeu.
— Como ele conseguiu entrar? – perguntou Snape estupefato
— Esta fazendo as perguntas erradas, deveria se perguntar o motivo que levou Alois a remover Andrômeda de Hogwarts. E eu posso responder essa pergunta – disse encostando suas costas na cadeira, ficando mais confortável para a longa conversa que teria. – A mãe de Andrômeda estava sendo procurada por antigos comensais da morte, que ficaram soltos depois da morte de Voldemort, ela usou a filha para mandar um recado para aqueles que a procuravam, que como imagino que saiba, levou a sua morte, o próximo alvo deles era sua filha, Alois sabendo disso usou todo o recurso que tinha para tirar sua filha daqui e leva-la a um lugar seguro, para Alaiyans. Mas os comensais não são os únicos que estão atrás dela, a família Herondale possui muitos inimigos poderosos.
— Ele então simplesmente raptou minha filha?
— Não diria que ele a raptou, ele é o guardião legal dela em caso de Jane Herondale viesse a falecer – explicou Passion com paciência.
— E onde esta minha filha? – perguntou em seu mais alto controle para não arrancar as respostas que queria daquela mulher.
— Na minha escola como disse anteriormente. Lá ela estará segura, poucos conhecem Alaiyans e como chegar até ela. – respondeu com segurança – Além de explicar toda a situação ao diretor Dumbledore, vim tratar da transferência de Andrômeda.
— Estou curioso srtª Passion, qual seria sua relação com o srº Levierre? – perguntou Dumbledore sem se abalar com qualquer palavra que a diretora tinha dito.
— Somos colegas de trabalho, afinal ele também é um dos cinco diretores de Alaiyans.
***
Havia muitos alunos naquele corredor mesmo sendo guiada por Ashe, por um infortúnio acabou se separando dela e sendo arrastada pela multidão de adolescentes do terceiro ano, quando se viu livre, estava no jardim interno do castelo, o único lugar onde não tinha quase ninguém, poucos alunos estavam lá, a maioria era das casas Anfrith e Hansen, o cardume e o machado.
— Como é que eu vou achar a Ashe no meio deles? – estava desesperada, para achar algum rosto conhecido, mas estava dentro de uma escola na qual só conhecia duas pessoas.
— Vejo que esta perdida – disse uma voz masculina atrás de Andrômeda, à mesma se virou para ver quem era. Um garoto baixinho, mas que deveria ter a mesma idade que ela, tinha cabelos negros e olhos azuis, sua pele era pálida, que o deixava com uma aparência delicada e pura. – E que é nova aqui – disse olhando para o uniforme de Andrômeda – Prazer, me chamo Narcisse Hale.
— Me perdi da minha amiga, ela estava me guiando pela escola, o prazer é meu, sou An..Laurel Herondale – disse nervosa, quase revelando seu verdadeiro nome.
— Herondale? – disse surpreso – Não sabia que a linhagem Herondale ainda existia – comentou.
— Minha linhagem é pequena e estamos tentando permanecer nesse mundo por muitas gerações – disse Andrômeda criando uma história, ela era a Laurel, não tinha um passado, não tinha nada, mas iria criar. – Conhece Ashe Levierre? – perguntou tomando uma postura neutra.
— Sim, eu a conheço – respondeu Narcisse amigavelmente.
— Eu acabei me perdendo dela, poderia me ajudar a acha-la? – pediu
— Mas é claro, como um Hansen eu aceito qualquer desafio, até mesmo encontrar a barbie Ashe.
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