Abstinência

9 Assumindo as responsabilidades


Notas iniciais
Sumi, mas já apareci. Acostumem-se pq sou inconstante assim... Sinto muito!! Espero que não me odeiem pq eu tento ser mais pontual, o problema é que não consigo mesmo :c Bom, curtam o capítulo grandão uhauhau PS: não respondi nenhum review ainda, mas vou. Pode deixar! Hoe~

Abri os olhos quando senti o Sol queimar-me a face. Ainda estava muito sonolenta, então iria apenas girar o corpo a fim de fugir da luminosidade, mas com a breve espiada que dei, percebi que não estava no quarto de hotel. Estava prestes a entrar em pânico quando as memórias desastrosas de ontem e hoje mais cedo invadiram minha mente. Olhei para cima e constatei a presença de meu novo amigo que dormia profundamente mesmo sentado. A cabeça estava tombada para o lado e um dos braços no encosto do sofá que usamos como cama e o outro pousado sobre meu tronco.

Engoli em seco ao me dar conta do quanto aquilo estava íntimo. Isso para não mencionar o fato de que eu estava vestida apenas com um roupão de banho.

Com cuidado, tentei sair de seu colo e pôr-me sentada também. Apesar de a mão ainda abraçar minha cintura, obtive sucesso. Ele nem se moveu.

OK, mas e agora? Olhei para os lados sem saber o que fazer. Não queria ir embora ainda e nem podia. Estava em débito eterno no Kaito e abandoná-lo sem um adeus seria terrível de minha parte.

— Hm... – o rapaz murmurou ao meu lado e de repente apertou-me com a mão que me envolvia. Sem saber como reagir para não acordá-lo, acabei deixando que me puxasse para mais perto de si.

Estava reclamando baixinho quando, como um efeito Lei de Murphy, ele levou o outro braço até meu tronco. Agora estávamos quase abraçados e eu podia sentir o calor de seu corpo contra o meu graças ao tecido fino entre nós. Eu não podia estar mais envergonhada!

Não havia como sair dessa situação sem ser brusca... Oh, Deus! Teria de acordá-lo.

— Kaito... – chamei sem muita força na voz. Ele não ouviu, então limpei a garganta e pude soar mais segura – Kaito.

Suas pálpebras abriram de supetão e sua cabeça girou para que ele analisasse, com impaciência, cada canto do cômodo antes de voltar os olhos azuis para mim.

— Princesa, o que está fazendo me abraçando?

— O quê?! – gritei – Você que me agarrou!

Ele analisou os próprios braços e então me soltou rindo.

— Me desculpe. Não percebi o que tinha feito.

— Tudo bem... – tentei não parecer nervosa ao me encolher do outro lado do móvel – Você estava dormindo.

Kaito se espreguiçou e acabei fazendo o mesmo. Por hábito, mexi na franja e acabei pensando em Len por ser algo que nós dois fazíamos todos os dias ao acordar. Estava com saudades...

— Já deve ser mais de três horas da tarde. – anunciou levantando-se – O que acha de acabar de me contar aquela história?

Assenti um pouco surpresa. Não achei que fosse se lembrar de que ainda tinha que ouvir mais sobre meu drama familiar. As pessoas não querem saber dos podres umas das outras a não ser que seja para condená-los depois, então o interesse real de Kaito ainda me deixava confusa.

— Bom, nossa fuga não foi tão bem sucedida. Roubamos dinheiro das gavetas de Darren e juntamos com o pouco que tínhamos, mas mesmo assim não era o bastante para nos sustentar. Fora que tínhamos 14 anos. – ri ao recordar de como os primeiros meses fora de casa foram confusos e assustadores. – Nós poderíamos ter morrido facilmente...

— Fico grato que tenham ficado bem. – o sonolento sorriu e bocejou.

— “Bem” é um adjetivo bastante relativo. Nós praticamente vivemos num motel de baixo nível por várias semanas. Comíamos mal, dormíamos amedrontados... A única segurança que tínhamos vinha da dona da espelunca. Aquela senhora não nutria nenhum sentimento específico por nós, mas contanto que pagássemos a diária sem atrasos, ela mantinha os sujeitos mais estranhos longe do nosso quarto. Olhando para trás, acho que ela desejava nos manter vivos apenas para nos explorar quando o tempo chegasse, mas como nada nunca aconteceu e nós fomos embora de lá uns 3 meses depois, não posso falar nada de ruim sobre dela.

— Pobre mulher. – riu – Protegia os dois e você ainda tem a audácia de suspeitar de suas intenções. Por que será que não estou surpreso com essa ingratidão?

Mostrei-lhe a língua e ele acabou rindo.

— Para encurtar, um olheiro nos encontrou por acaso tocando pelas ruas e ofereceu a oportunidade. Subaru, nosso empresário, nos ouviu cantar e praticamente nos contratou na mesma hora. Foi bem empolgante. A partir daí, só alegrias – tossi – Mais ou menos, mas ainda sim me sinto agradecida por ter Len ao meu lado e por levarmos a vida que levamos.

— Como artistas?

— Sim. – engoli em seco. Eu estava pensando no lado mais pessoal, mas é claro que não revelaria tanto assim sobre nós. É uma questão de sensatez.

— Nossa... – suspirou.

— É. – concordei – Não é uma história muito bonita, mas no fim deu certo.

— Não, não é isso. É que agora você parece mais humana. – uni as sobrancelhas em confusão e ele resolveu se explicar melhor – Eu também passei por maus bocados durante minha existência e ainda estou vivendo no fundo do poço que chamamos de vida. Você parecia pertencer apenas ao topo desse poço, alguém distante demais de alguém como eu, mas agora vejo que é totalmente... – ele então se calou bruscamente e desviou o olhar. A empolgação sumiu de seu rosto.

— Totalmente o quê?

— Não é nada. Estou delirando.

— Kaito! – briguei – Pensei que fôssemos amigos confidentes.

— Não tenho o que confidenciar. Você é quem está revelando as coisas por aqui.– ele insistia sem olhar em meus olhos. Achei tudo aquilo muito suspeito.

— OK, OK. – cedi – Mas exijo que me confie um segredo agora. É justo, não?

O homem de cabelo azul ponderou por alguns instantes e por fim sorriu estendendo-me a mão.

— Trato feito.

Agarrei seus dedos sentindo-me satisfeita e curiosa. Que tipo de coisa ele revelaria? Não sabia o que esperar.

Kaito se reposicionou no acento para ficar com o tronco reto. Acabei me arrumando também. Estava ansiosa pelo que viria.

— Eu... Na... Verdade... Sou... – ele pausava ao fim de cada palavra e aproximava o rosto do meu com os olhos bem arregalados. A cada segundo de espera, meu coração acelerava seus batimentos – ...um príncipe de verdade.

Decepcionada, dei um gritinho angustiado. Kaito, por sua vez, morria de rir jogando-se de volta para o outro lado do sofá.

— Você é ridículo! – acusei.

— Desculpe, não pude resistir. – ele não conseguia parar de gargalhar e, aos poucos, acabei rindo também. O som de sua risada era tão alegre e contagiante que mesmo uma cabeça dura como eu me sentia incapaz de negar. Algum tempo depois, ele parou e levantou-se indo em direção a cozinha – Vem aqui. Vou te mostrar uma coisa.

Segui seus passos notando que meu tornozelo já estava perfeitamente saudável. No cômodo ao lado, observei enquanto ele abria porta por porta dos armários encardidos em busca de algo. Quando achou o que queria, deu uma olhada rápida em minha direção antes de voltar a focar no que tinha escondido nas mãos.

Fechou o armarinho e veio até mim sem pressa. Os olhos azuis vacilando entre as próprias unhas e o chão. Estaria Kaito com vergonha?

— Eu cresci num bairro de alta classe aqui nessa cidade mesmo. – começou e desviei minha atenção de suas mãos fechadas em concha para fitar seu rosto – Terminei a escola pública com a sua idade, então na verdade eu poderia estar numa faculdade agora. Não que eu precisasse seguir com os estudos já que o dinheiro do meu pai poderia me manter muito bem até o dia de minha morte.

— Isso é sério? – a informação me pegou desprevenida. Eu já tinha reparado em como sua fala é digna de alguém que teve acesso a escolaridade, mas não esperava por um plot twist desses!

— Bom, esse era o plano até o velho se meter com negócios ilícitos. – deu de ombros – Quando a polícia federal bateu em minha porta no fim do ensino médio, meu pai simplesmente me mandou embora pela porta dos fundos com quilos de cocaína nos bolsos. Ele foi liberado meses depois por falta de provas concretas contra sua pessoa. Eu, por outro lado, fui pego durante a fuga. Ele nem ao menos tentou tomar a culpa para si e me internou numa clínica para viciados onde passei longos seis meses.

Fiquei paralisada enquanto ouvia. O pai de Kaito escondeu as drogas no próprio filho e depois, para baixar a poeira, o prendeu na reabilitação? E eu achando que eu e Len éramos campeões no quesito “Pais de merda”.

— Não vou dar detalhes sobre esse período porque prefiro esquecer que sequer aconteceu e também não é isso o foco da história. – acrescentou aproximando-se mais, ainda com as mãos ainda fechadas em volta do objeto misterioso – Quando voltei para casa, ele nem demonstrou arrependimento pelo que me fez passar. Ao contrário: me agradeceu por ter mantido o nome da família limpo. – riu sem humor – Lógico que eu surtei e dei o fora de lá. Mudei de nome usando uns contatos que toda família de mauricinhos tem de ter, apenas para não ter mais nada a ver com aquele antro de mentiras. Digo "mentiras" porque a coca não era a única coisa errada por lá.

— Te entendo perfeitamente. – dou de ombros em uma tentativa de ser solidária.

— Sei que sim. – ele leva uma das mãos até meus cabelos e afaga o topo de minha cabeça – Mas ainda não cheguei onde queria. – anunciou — Eu queria viver de música, mas nunca tive paciência para instrumentos e gosto mesmo é de escrever letras de canções. Vivendo fora de casa e sem responsabilidades sociais, resolvi que era a hora perfeita para dar uma chance aos meus sonhos. Comecei usando o dinheiro que roubei de sua conta bancária para pagar cursos e moradia, mas depois acabei percebendo que não poderia usar seu dinheiro sujo de jeito nenhum, então queimei tudo.

— Você queimou dinheiro?! – choquei – E como ele não foi atrás de você depois disso?

— Ah, ele não ligou muito para meu desaparecimento. Minha reputação estava suja e eu seria apenas um peso para ele de qualquer forma.

— Sinto muito...

— Não sinta. Sério. Nunca fomos próximos e eu não esperava um mandado de busca quando fugi.

— Mesmo assim... – tentei, mas não sabia o que dizer. – Sinto muito.

— Obrigado, Princesinha.

Sorrio com delicadeza.

— Então, como se virou depois de... queimar a grana? – foi difícil até de pronunciar tal ato.

— De roubo, basicamente. Roubava comida e dormia escondido em apartamentos e casas reservadas para aluguel. Não me orgulho, mas gosto de dizer que não fiz "mal" a ninguém. Diferente de meu pai.

— Acho que sim... – cocei o pescoço incerta.

— Ei, não me julgue. Eu não tinha dinheiro. – sorriu e eu neguei com a cabeça. – Bom, com muito tempo de sobra, passei a escrever cada vez mais e até vendi algumas poesias por aí. Os móveis já estavam nessa casa quando a encontrei, mas comprei produtos de higiene e limpeza com meu próprio suor.

Bato palmas para ele, que retribui com uma reverência teatral. Ambos estamos sorrindo e me pergunto o que ele tem em sua energia que me faz sentir tão a vontade.

— E esse é meu segredo, querida confidente. Eu escrevi enquanto estive confinado lá naquele hospital e por isso nunca quis colocá-lo em circulação. É intimo demais, sabe? – ele abre as mãos finalmente e revela um pedaço de papel cuidadosamente dobrado. Espero que diga algo mais, mas ele não o faz, então estendo um dos braços para pegar o "segredo". – Não leia ainda. Quero que espere até estar no seu quarto à noite. Pode ser?

Faço que sim mesmo estando insegura quanto a minha capacidade de manter uma promessa dessas. Sou extremamente curiosa e raramente respeito o querer dos outros. Imagino que farei o possível por Kaito já que tem sido um grande amigo.

— Eu não precisava te dar todo esse contexto histórico para entregar o papel, mas acho que você merece depois de revelar tanto sobe si mesma.

Aperto o presente entre meus dedos finos sentindo um bem estar caloroso invadindo-me o peito. Ele vai me dar a letra de música mais íntima que já escreveu.

— Obrigada. Guardarei com minha vida.

— Que exagero, Princesa. – ele fica com as bochechas avermelhadas e tenho de morder os lábios para não sorrir de orelha a orelha. Nunca encontrei alguém tão encantador em todos esses anos convivendo com artistas de rosto e corpos esculturais. Ele percebe minha animação e fica mais vermelho ainda. Essa criatura adorável tem mesmo mais de 20 anos de idade?

— Então, como vai ser agora? – ele pergunta de supetão.

— Hm?

— Você vai para casa? Seu irmão voltou, não foi?

— Ah... – agora é minha vez de desviar o olhar – Eu estou um pouco brava com ele.

— Isso eu percebi com seu surto na rua. Nem o celular ficou impune, coitado.

— É que as coisas não estão exatamente sob controle como eu gostaria. – expliquei dizendo o mínimo possível. – Mas sim, tenho de voltar logo. Não por ele, mas pelo meu empresário. Deve estar louco atrás de mim.

— Aposto que sim. – concordou pegando seu cachecol azulado – Qualquer um entraria em pânico por te perder.

Meu coração acelera com o comentário, mas resolvo ignorar.

— E-eu vou pôr a minha roupa e vou indo.

— Não espera que eu vá te deixar voltar sozinha, não é?

— Como você é desocupado... – implico.

— Mais do que imagina. – sorri e eu vou para o banheiro me trocar. Ponho seu papelzinho dentro do bolso do casaco e só saio do pequeno cômodo úmido quando sinto que meus batimentos cardíacos estão normais o bastante.

★★★

O caminho até a civilização foi um pouco silencioso demais. Não que eu conheça Kaito há mais de um dia, mas sei que não é o comum entre nós. Coço a garganta apenas para chamar sua atenção. Com o canto do olho, vejo que deu certo: ele está olhando para mim.

— Então... O que exatamente havia no seu telefone para que merecesse tanta raiva?

— Ah, meu irmão idiota disse que eu não devia estar fora do hotel. Que as ruas não são lugar para alguém como eu.

— Tenho certeza de que está apenas tão preocupado com você como estava com ele na noite passada.

Suspiro.

— Eu sei que sim, mas é que... Ah sei lá.

Sinto sua mão em meu ombro.

— Vai dar tudo certo. Vocês são irmãos. A relação de vocês é uma das mais puras que existe. — sorrio de nervoso. Minha relação com Len é tudo, menos pura — Chegamos à rua principal. – ele diz de repente – Agora preciso saber para que lado fica o seu hotel.

— Bom, não sei muito bem. – admito – Mas talvez você o conheça. Season Akita Grand Hotel.

— SAGH, sim. – ele coçou o queixo apertando os olhos como se estivesse fazendo esforço para lembrar a localização. – Acho que é na zona Central da cidade. Uns vinte minutos daqui.

— Ótimo. – concordo grata por ter ele comigo.

Como sou perdida... Tenho de ser mais independente. Decido então que vou prestar atenção durante o caminho para que possa... Possa o que, Rin? Saber chegar até a casa de Kaito?

Continuamos a caminhar calados, mas dessa vez propositalmente. Não poderíamos de forma alguma ser identificados. O Sol ainda estava alto e mesmo com o disfarce improvisado feito com o meu casacão e o cachecol de Kaito, não daríamos sorte ao azar. Dentro do tempo estipulado, chegamos ao quarteirão do hotel e uma empolgação inesperada tomou conta de mim.

— Quero vê-lo logo... – murmuro mais para mim mesma que para meu companheiro de fuga.

— Ele deve estar pensando o mesmo de você. – diz sorrindo enquanto checa o perímetro com olhos atentos. – Acho que a barra está limpa. Você segue sozinha daqui.

Minha empolgação dá lugar à tristeza. Mesmo sabendo que é o melhor, ainda não me sentia pronta para me despedir de Kaito. Passamos por tanto em tão pouco tempo e nos tornamos praticamente grandes amigos. Quando o veria de novo? Será que realmente chagaria a vê-lo de novo?!

— Kaito, eu-

— Não vamos tornar isso em algo doloroso, OK?

— O-o quê?

Ele está de perfil e com as mãos nos bolsos.

— Não somos íntimos. Não precisamos de uma despedida muito calorosa.

— Mas-

— Bom, até logo, eu acho... – coça a garganta e vira de costas – Foi um prazer, princesinha Rin.

— Ei, espera aí! – levanto a voz e agarro seu casaco. Isso chama a atenção de alguns transeuntes, mas felizmente nenhum deles repara muito em mim e continuam suas jornadas. O homem de cabelos azuis para e gira o corpo para me encarar surpreso – Não vou ignorar que tivemos uma... Uma conexão. Somos amigos confidentes, não somos? Você não pode me largar desse jeito.

Vi seus lábios tremendo e observei enquanto suas mãos saiam dos bolsos para encontrar com as minhas e retirá-las de si com cuidado.

— Desculpe. – ele se rende com um sorriso tristonho – Eu não gosto de despedidas.

— Não precisa ser uma. – digo com a garganta em chamas. Não sei até que ponto estou falando a verdade pois tenho certeza de que a partir de hoje haverá no mínimo vinte seguranças de olho em mim e em Len, então seria praticamente impossível sair de qualquer hotel em que esteja. Recebê-lo como visita não seria uma tarefa mais fácil... Oh droga. Nunca mais vou vê-lo!

— Quer dizer que quer me ver novamente? – pergunta.

— E-eu... – sim, eu quero. Mas não devo. Sei que vou metê-lo em encrenca se tentar escapar para ir ao seu encontro.

— Se disser que sim, não medirei esforços para satisfazer esse desejo.

Meu Deus, do que ele está falando? Parece tão determinado. Droga!

— Sim. – acabo dizendo num sussurro e mordo os lábios em arrependimento logo depois.

— Até a próxima, Rin. – sorri o sorriso caloroso já conhecido e eu me sinto confortável outra vez. Sou mesmo uma pessoa horrível e egoísta.

— Até, Kaito.

Ele faz uma reverência boba antes de dar as costas mais uma vez e sumir no meio do tráfego. Fico imóvel por mais algum tempo antes de sentir o frio da noite que se aproximava. Toco as orelhas expostas e vou descendo até o pescoço onde encontro o cachecol azulado de meu amigo. Será que se esqueceu de pedir de volta ou decidiu deixar comigo?

Não tento supor a resposta e começo a andar em direção à entrada do Season Akita Grand Hotel. Há menos de dez metros, o porteiro arregala os olhos escuros a me ver e rapidamente corre para dentro do prédio. Um segundo depois, cerca de cinqüenta pessoas saem desesperadas pela porta larga de vidro e vem ao meu encontro. Não diminuo o passo. Vou assumir as responsabilidades e depois encontrarei com Len. É só nisso que foco no momento.

Nisso e no papel que seguro firmemente na palma da mão, escondido dentro do bolso.

Notas finais
Quem já tá shippando?? O Len volta no próximo (aleluia!) Reviews? Beijos e feliz ano novo!!