Abstinence

13 Capítulo 13


Notas iniciais
Boa leitura!! Ps. Não deu tempo de revisar.

Cheguei na delegacia e Regina estava sentada em cima da mesa de Graham.

– Está feliz agora? — Falei extremamente irritada.

– Não começa, Emma! — Disse ainda sentada.

– Emma, que saudade! — Graham entrou na sala e me abraçou por trás.

Fiquei com ele antes de descobrir que eu realmente gostava de mulher.

– Saudades de você também, amigão! — Sorri e virei apenas minha cabeça para trás.

Eu sabia que não era hora que provocar o ciumes da Regina, mas ela tinha que ter um castigo.

– Posso ir embroa agora ou o casal vai ficar de melação? — Seu olhar demonstrava raiva e aquilo foi engraçado.

– Regina, pode esperar aqui dentro? Preciso conversar com a Emma em particular. — Meu amigo percebeu e entrou no meu jogo. — Não ouse sair daqui, ou você vai ficar presa por algumas horas.

– Vai mesmo querer dar em cima da minha namorada? — Ela estava impaciente e eu estava me divertindo, mas mesmo assim estava extremamente irritada com o ocorrido.

– Sem crise, Regina. Você está aqui porque foi irresponsavel, não vou cantar sua namorada... Emma é minha amiga há muitos anos. — Revirou os olhos e me puxou para fora da sala.

– É rapido. — Sussurrei e ela me ignorou.

Graham chegou no corredor gargalhando e eu bati levemente em seu braço.

– Namorada? Como assim? Ela é sua aluna! — Disse entre risadas.

– Depois te explico! — Corei. — Eu não sei mais o que fazer com ela, onde eles estavam? — Perguntei preocupada.

– Na praça que tem perto da casa da Victória, só os abordei porque eu não conhecia nenhum deles. Mas ai ela saiu de um canto e lembrei da festa... — Colocou a mão direita em meu ombro. — Você está entrando em uma fria, minha querida.

– Eu sei, mas preciso ajuda — la. — Sorri. — Como chegou até mim? — Arqueei a sobrancelha.

– Regina é filha de um amigo, falei para ela que iria ligar para ele e ela quase surtou. Falou que se eu tivesse que falar com alguem, que essa pessoa fosse você... Ela só não esperava que nós fossemos amigos. — Gargalhou. — Sério, ela estava tremendo quando eu os trouxe para a delegacia.... E não era medo, estava passando mal mesmo.

– Eu não acredito nisso... — Meus olhos ficaram marejados. — Não sei se aguento, Graham.

– Você vai ter que ser forte, Emma. — Meu amigo me abraçou e entramos novamente na sala.

– Vamos, Regina. — Falei séria e ela ficou me olhando.

– Regina? — Disse irônica. — Agora é Regina?

– Amor, para! Vem, vamos para casa. — Peguei em sua mão e acariciei. — Por favor...

A morena se levantou e se aproximou do meu amigo.

– Não encoste mais nela. — Falou irritada. — Emma é muita areia para o seu caminhãozinho. — Olhou para a calça dele e gargalhou. — Até nunca mais, meu amigo.

– Eu já fiquei com ela, querida. Bem antes de você aparecer na vida dela. — Graham provocou.

– Ela não é para o seu bico. — Disse ainda mais irritada, creio que aquela noticia a deixou extremamente furiosa.

– Regina, chega! — Revirei os olhos. — Vamos. — Puxei ela pelas mãos.

– Me solta! — Soltou sua mão.

– Então, para de graça e vamos logo. — Sai andando e ela saiu logo atrás.

Graham? Podemos dizer que ele não é um policial honesto. Se ele conhecesse alguma das pessoas que estava usando drogas não iria acontecer nada, porque ele não as abordaria.

Nós ficamos em silêncio durante o trajeto até minha casa, Regina estava visivelmente irritada por ter sido pega e com medo da minha reação.

Chegamos na minha casa e ela se jogou no sofá, ficou olhando para mim ainda em silêncio.

– Fala alguma coisa! — Gritou com os olhos marejados.

– Vai tomar um banho, depois disso nós vamos sentar e conversar. — Disse sem olhar diretamente para ela. — Pega algum pijama meu. — Ela continuou no sofá. — Vai, Regina! Não estou brincando.

Puxei minha namorada do sofá e a mesma subiu as escadas totalmente impaciente.

Regina já estava começando a passar mal por causa das drogas, no caso dela as consequencias poderiam ser fatais e aquilo estava me corroendo, me matando aos poucos.

Após alguns minutos ela terminou o banho e desceu para a sala. Ainda estava pálida, suas pupilas ainda estavam dilatadas e a agressividade já tinha desaparecido.

– Você namorou com ele? — Perguntou enquanto descia as escadas.

– Fiquei com o Graham sim, mas foi antes de eu conseguir aceitar que eu era diferente das minhas amigas. — Revirei os olhos. — Senta aqui. — Bati no lugar vago no sofá ao meu lado.

Regina andou até a cozinha, tomou um pouco de água e voltou para a sala sentando-se ao meu lado.

– Desculpa... — Sussurrou.

– Para com isso, amor. Você está acabando com a sua vida... Se você ter força de vontade sairá disso rapido. — Olhei para baixo. — Eu quero te ajudar, mas você precisa querer, porque não vou conseguir chegar a lugar nenhum se eu lutar sozinha. — Levantei a cabeça. — Você está bem? Está sentindo algo? — Falei me referindo ao que meu amigo me contou.

– Culpa conta? — Sorriu corada.

– Óbvio que conta, mas estou falando fisicamente.

– Estou com um pouco de dificuldade para respirar, mas nada grave... — Interrompi.

– Nada grave? Regina, isso pode ser o suficiente para você morrer, sabia?

– Shh... Eu estou bem. — Sorriu. — Prometo para você que vou me afastar de tudo isso... — Disse se aproximando e tentando desconversar.

Era dificil conversar com ela, Regina é uma pessoa extremamente manipuladora e ela só esqueceu de um detalhe, eu sou psicóloga.

– Promete mesmo? — Fingi ter entrado em seu jogo.

– Claro que prometo. — Sorriu e me beijou.

Subimos as escadas rapidamente e fomos dormir, afinal... Ainda teriamos que ir para a faculdade algumas horas depois.

Notas finais
Comentem!!