Abstinence

25 Capitulo 25


Notas iniciais
Desculpeeeem a demoraaaa! Minha irmã tá de férias da escola e praticamente acorda e dorme na frente do computador... É um inferno... Mas, enfim... Voltei! Boa leitura! ❤

– Decidi pedir ajuda ao pai da Regina, eu precisava saber de onde estavam saindo aquelas fotos do meu passado.

– Com licença... — Bati na porta do escritório dele que ficava no andar de baixo.

– Oi, querida... Entre. — Ele sorriu e levantou puxando a cadeira para que eu me sentasse.

– Eu preciso da ajuda do senhor. — Corei.

– Senhor, não... — Riu. — Me chame apenas de Henry.

– Tudo bem... — Sorri mais nervosa ainda. — Preciso de um detetive ou alguem que consiga descobrir algumas coisas... Mas, precisa ser de extrema confiança e eu não conheço ninguém que faça isso.

– Posso perguntar o porque dessa necessidade? — Arqueou uma das sobrancelhas.

– Claro. — Acabei relaxando um pouco. — Eu fui adotada quando tinha dez anos e nunca quis saber dos meus pais biológicos. Alguns anos atrás minha mãe adotiva faleceu e tudo mais... Sinto muita falta dela. — Suspirei.

– Eu sinto muito, não tinha a minima idéia sobre isso... — Colocou uma de suas mãos em cima da minha e acabei sorrindo.

– Então, faz alguns meses que estou recebendo coisas em anônimo sobre meu passado e eu preciso descobrir quem está mandando e qual o objetivo dessa pessoa... — Mordi o lábio.

– Que tipo de coisa, Emma? — Perguntou preocupado.

– Fotos, reportagens sobre uma mulher que foi presa e o marido ficou com a filha de apenas dois meses... E na foto a criança estava com uma manta escrito meu nome.

– Isso é perigoso, você deveria ter me contado isso logo que começamos a nos acertar. — Ele me repreendeu. — Eu tenho a pessoa certa para fazer isso e vou pedir para começar essa busca imediatamente. — Sorriu. — Vamos achar quem está mandando essas coisas, querida... Pode ter certeza.

– Obrigada, Henry... De verdade. — Sorri sincera. — E desculpe pedir ajuda só agora... — Corei. — Minha cabeça estava preocupada com mil coisas... Ai logo depois aconteceu aquilo com a Regina e deixei meu mundo desmoronar.

Ouvimos batidas na porta, era Regina que já tinha terminado de tomar banho e estava me procurando.

– Papai? — Sorriu e meu sogro levantou para abraça-la.

– Filha... — Apertou a morena em seus braços.

– Amor, porque não me contou? — Perguntou séria.

– Você ouviu? — Arregalei os olhos e ela assentiu com a cabeça. — Temos que conversar... — Sussurrei.

Regina se soltou dos braços de seu pais e sorriu.

– Vamos para o meu quarto. — Mordeu o lábio.

– Daqui a pouco o almoço vai ficar pronto, não demorem! — O homem sorriu e saiu do escritório.

Subimos para o quarto em silêncio, eu não sabia se estava preparada para confessar tudo o que aconteceu.

Sentamos na cama e Regina segurou uma das minhas mãos enquanto sorria docemente.

– Quero saber por partes... — Respirou fundo. — O que Killian e Ruby tanto falam que eu ainda não sei? — Perguntou séria.

Fiquei em silêncio por alguns segundos, respirei fundo para tentar contar e abri a boca diversas vezes, mas nenhuma palavra saia.

– É... — Mordi o lábio.

– Me conta, Emma... — Me olhou ainda mais séria.

– Primeiro eu quero pedir desculpa por ter sido fraca, por não ter conseguido lidar com tudo isso da forma correta e por não ter conseguido impedir que aquilo acontecesse com você. — Falei com os olhos marejados e ela acariciou meu rosto.

– A culpa não foi sua, meu amor! Não quero que se sinta culpada por uma burrada que eu fiz... Fui eu quem não escutou você. Desculpa... — Sussurrou. — Eu não queria que passasse por tudo isso. — Beijou levemente meus lábios.

– Eu não suportei a pressão e me afundei em bebidas enquanto você estava em coma. Eu não conseguia comer, domir, dar aulas... Fazer qualquer coisa que exigisse raciocinio, fui procurar o August....

– Não, fala para mim que você não usou droga... Por favor. — As lágrimas saiam dos olhos da minha namorada e aquilo despedaçava meu coração. — Você nunca foi de beber, Emma... Porque? Foi por minha causa, né? — Sussurrou.

– Shh... Para. — Coloquei uma mecha de seus cabelos atrás da orelha e passei os dedos sobre as lágrimas. — A culpa não foi sua... Eu que fui fraca. — Abaixei a cabeça. — Eu fui atrás do August, mas o Killian chamou a Ruby e os dois foram até a casa dele enquanto eu estava lá.... A Victória me falou um monte de coisa e eu acabei só fumando maconha com a Lily.

– Emma! — Ela me olhou séria enquanto limpava as lágrimas. — Ficou louca? Não era para você ter feito isso? Meu Deus! Logo você que sempre me repreendeu...

– Eu sei que fui fraca! — Mordi o lábio. — A situação só não ficou pior, porque o Killian conseguiu me controlar.

– Você não foi fraca, Emma... Foi maior do que você... Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. — Sussurrou. — Porque não me contou sobre a adoção e as coisas que estavam chegando?

– Eu não tive tempo de contar... — Respirei fundo. — Só vocês sabem o que está acontecendo. Sei que se eu pedisse para o August isso terminaria em menos de duas horas, mas não quero do jeito que ele faz... Preciso saber com calma quem e porque está mandando essas coisas. — Suspirei.

– Eu estou aqui, meu amor... Com você e por você. Não quero que esconda mais nada de mim.... — Ela sussurrou e eu assenti com a cabeça.

– O almoço está pronto! — Cora gritou do andar de baixo.

– Já estamos indo! — Regina gritou e sorriu. — Vamos?

Se é pra viver, vamos viver direito. Com conteúdo. Troque o verbo, mude a frase, inverta a culpa. O sujeito da oração é você. A história é sua, mãos a obra! Melhore aquele capítulo, jogue fora o que não cabe mais, embole a tristeza, o medo, aceite seus erros, reescreva-se. Republique-se. Reinvente-se. E transforme-se na melhor edição feita de você.

Notas finais
Comenteeeem!