Abstinence

24 Capitulo 24


Notas iniciais
Não deu tempo de revisar, me desculpem se tiver algum erro ortográfico.

DEZ DIAS DEPOIS

— Nem acredito que sairei daqui. — Regina veio em minha direção com um sorriso maravilhoso.

— Sim, meu amor... Você vai para casa! — A puxei com delicadeza pela cintura e a mesma me abraçou.

— Amor, obrigada por ter ficado todo esse tempo aqui comigo... Obrigada por não ter desistido de mim... — Respirou fundo. — Eu te amo, mas do que um dia imaginei amar alguém. — Deixou sua cabeça descansar em meu ombro, algumas lágrimas escorreram dos meus olhos e eu sorri.

— Eu jamais desistiria de você, Regina. — Fechei os olhos por alguns segundos e minha morena olhou para mim. — Jamais... — Sussurrei e abri os olhos.

— Da licença, casal!! — Killian entrou no quarto sem bater na porta e nos viu abraçadas.

— Porque você sempre chega nas horas erradas? — Regina gargalhou e naquele momento meu coração se acalmou, a minha Regina estava de volta.

— Posso voltar mais tarde e falar que temos que ir embora. — Sorriu maldoso. — Querem transar na cama de um hospital? — Arqueou uma das sobrancelRevirei Cala a boca, idiota! — Revirei os olhos e entrelacei minha mão com a da morena. — Vamos? Seus pais estão esperando você em casa, Cora disse que já colocaram minha cama no seu quarto.

— Mas, minha cama é de casal. — Revirou os olhos e sorriu. — Óbvio que você vai dormir comigo.

— Shh... — Coloquei o dedo indicador sobre seus labios. — Seus pais não precisam saber. — Brinquei.

— Eu ainda estou aqui! — Killian bateu levemente na porta. — Vamos! — Sorriu. — Quero ver se a Regina vai continuar esse amor todo depois que ficar sabendo as coisas que você fez... — Cantarolou e abriu a porta para irmos embora.

— Do que ele está falando? — Regina me olhou séria e arqueou uma das sobrancelhas.

— Cobra! — Resmunguei para o meu aluno. — Depois nos vamos conversar sobre o tempo que você ficou em coma, amor... — Sussurrei e olhei diretamente em seus olhos. — Depois. — Repeti e lhe dei um selinho rapido.

Ter Regina comigo naquele momento me fez lembrar de que todos merecem uma segunda chance. Ninguem se afunda na vida porque quer, ninguem quer ficar mal e afastar pessoas que amam... Repito: Todos nós merecemos uma segunda chance.

Fui adotada quando eu era muito pequena, lembro que minha mãe adotiva sempre falava que temos que ser gentis com todas as pessoas, porque por trás de cada olhar e de cada atitude há uma história que ninguem conhece, existem segredos profundos que talvez só a pessoa saiba e isso lhe machuca.

— Você quer que eu volte para casa com a Ruby dirigindo? — Regina brincou com Killian e falou alto para a amiga escutar.

— Regina, meu amor! Não vai ser hoje que vou te matar! — Buzinou no estacionamento.

— Ei, vocês estão em um hospital! — Repreendi meus alunos.

— Quem vê pensa que é totalmente correta. — Ruby brincou e o sorriso de Regina se fechou. — Ai, ela ainda não sabe... — Sussurrou e fechou os olhos.

— O que você fez, Emma Swan? — Me perguntou séria.

— É melhor conversarmos na sua casa, depois pedirei ajuda para o seu pai também... — Sussurrei e apertei levemente sua mão.

Regina estava ali comigo depois de tudo o que passou, seu rosto sem nenhuma resquicio de maquiagem, seu cabelo um pouco bagunçado e sua pele um pouco pálida... Mas, ela estava ali.

Depois de quase perder minha namorada eu consegui perceber o quanto nossa vida está por um fio, em um momento podemos estar sorrindo e no outro dar o nosso ultimo suspiro na vida... Não quero perder meu tempo com besteiras, e volto mais uma vez a falar sobre jovens que saem bebendo sem limites e usando drogas. Porque eles acham legal ter essa atitude infantil?

— Isso está me deixando preocupada. — Confessou e mordeu o lábio.

— Não fique, está tudo bem... — Sorri enquanto estravamos no carro.

O caminho ocorreu tranquilamente e cheio de brincadeiras, parecia que nada tinha mudado e que estavamos indo para algum lugar se divertir.

— Chegamos na casa da senhorita! — Ruby disse toda animada enquanto estacionava o carro.

— Nós vamos voltar mais tarde, tudo bem? — Killian sorriu. — Temos prova da DP em uma hora.

— Vocês pegaram DP? — Regina gargalhou. — Idiotas.

— Fala para o santissimo reitor que amanhã vou até a faculdade falar com ele. — Acariciei o cabelo do meu aluno. — O atestado que o pai da Regina entregou está valendo, porque recebi meu salário normalmente. — Sorri e olhei para a morena. — Seus pais mudaram muito e como você precisam de uma segunda chance.

— Quem diria que Cora Mills iria amolecer. — Killian sussurrou.

— Milagres de Emma Swan. — Regina sorriu com os olhos marejados.

Saimos do carro e enquanto Killian e o Sr. Henry descarregavam as coisas Cora e Ruby subiram comigo até o quarto de Regina.

— Vai tomar um banho, querida... — Cora acariciou o rosto da filha.

Regina se despediu dos amigos e logo ficamos a sós no quarto dela.

— Toma banho comigo? — Perguntou enquanto colou nossas testas.

— Ainda é cedo para isso, meu amor... — Sussurrei contra seus lábios e sorri.

— Estou com saudades, Emma... — Sorriu maldosa.

— Eu também.... E não é pouco. — Apertei sua cintura delicadamente. — Mas, você acabou de sair do hospital... — Mordi o lábio dela e sorri. — Vai tomar banho.

— Tudo bem... — Sorriu. — Eu espero... — Sussurrou e levantou da cama enquanto sorria. — Eu te amo, professora Swan... — Gargalhou.... Como eu senti falta dessa gargalhada que alegrava meus dias.

— Eu também te amo, senhorita Mills. — Sussurrei.

O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição. Como são sábios aqueles que se entregam às loucuras do amor!

Notas finais
Comenteeem!