Abrindo os Olhos
2 S2: Tão Fácil quanto Invadir o Clã Hyuuga, ou Não...
Notas iniciais
Não vou mentir, até porque não sou disso, em toda a minha vida eu nunca tinha passado por uma situação como essa. Já fui perseguido, acatado, deixado inconsciente, sempre recebendo ódio de todos. Mas nada me deixou tão desnorteado como aquilo. Acho que já devem estar ficando preocupados, então vou lhes fazer um pequeno resumo do que me aconteceu.
Tudo começou quando o Kakashi-sensei nos informou sobre o exame Chunnin, logo depois de chegarmos à Konoha ao concluirmos a missão no país das Ondas. Eu ainda era um baka, mas mesmo assim sabia que não seria fácil, apesar de ter certeza que eu passaria (eu disse, BAKA). Como sempre, a Sakura-chan se negou a ficar perto de mim. Eu sabia que ela não iria aceitar o convite de treinar comigo, mas como eu disse que ainda era baka, eu fui perguntar.
–NÃO!
Ela gritou bem na minha cara. Não sei por que, mas aquilo não me feriu muito. Acho que já estava acostumando com esse tipo de reação por parte dela. Pensei em chamar o teme, mas eu acabaria matando ele. Olhei para o Kakashi-sensei e ele simplesmente sumiu. Deixa eu ficar mais forte que ele, eu vou ensiná-lo a treinar quem tem talento!
Vendo que estava sozinho, me dirigi ao meu campo de treinamento especial. Ficava um pouco afastado do centro e dos outros campos de treinamento. Era bem escondido e simplesmente perfeito pra mim. Tinha um lago onde eu sempre me banhava depois de suar bastante treinando. Por falar em treinamento, acho que aquele lugar era especial, porque sempre que eu voltava, as marcas dos meus treinamentos estavam mais fortes. Acho que é porque era um lugar mais apropriado à treinos, intensificando a força de quem treinava lá. Sei lá, poderia ser algum jutsu do meu herói, o Yondaime...
–Não lembro de ter batido naquela árvore. -Comentei ao notar em uma árvore, um pouco mais afastada, marcas de batidas. –Tanto faz. Acho que vou treinar taijutsu. KAGE BUSHIN NO JUTSU!
Fiz um clone e fiquei treinado o resto do dia. Já estava escurecendo quando resolvi voltar. Precisava descansar. Além de a missão ter sido muito exaustiva, eu ainda fui treinar quando cheguei. Corri para meu apartamento, tomei um gostoso banho e caí na cama.
Acordei bem disposto no dia seguinte. Sabia que a cada dia que passava, era um dia a menos para a prova Chunnin. Nem perdi meu tempo procurando a Sakura-chan, fui correndo para meu lugar de treino especial.
–NARUTO!!!!!!
Minha corrida foi interrompida pelo grito de uma loira escandalosa.
–I-Ino, o que quer comigo? -Indaguei intrigado vendo a bela...é, bela loira se aproximar correndo.
–Ah Naruto, eu saber é... sei lá... se dava pra você treinar um pouco comigo...
–T-Treinar... com você? -Indaguei realmente surpreso. Devia estar com os olhos enormes.
–É... sabe... o Shikamaru não quer, o Chouji tá treinado com o Chouza-sama e o Asuma-sensei está em missão.
–E o Sasuke? -Perguntei desconfiado.
–O-O que tem ele?
–Sei lá... ele pode pensar alguma coisa se te ver comigo.
–Não pense besteiras Naruto, é só treinamento. Também, eu dizia que gostava dele só pra aborrecer uma garota da classe sabe. Acho que ela foi a primeira a declarar o amor por ele. Acabei levando minha mentira muito a sério. Não que ele não seja bonito, forte... charmoso...
–Já entendi... -Disse emburrado.
–Não precisa ficar assim... você também é tudo isso, talvez até mais.
Olhei surpreso pra Ino e vi que ela estava corada.
–É... mesmo!?
–Vai fazer eu repetir!? -Ela disse desviando o olhar.
–Pro Sasuke você repetia... -Disse fazendo bico.
–Tá, você é...
–Não precisa, eu já entendi! -Disse sorrindo pra ela.
–E então, vamos treinar ou não? Estou assustada com essa prova Chunnin. -Ela disse triste. Acho que 90% das Kunoichis de times se acham o membro mais fraco de seu time.
–Não fica triste. Eu tava justamente indo treinar agora. Ia chamar a Sakura-chan, mas sei que ela não aceitaria. Não sou mais tão imbecil pra não reconhecer isso. Mas não tome minha retirada estratégica como desistência. Quando eu estiver tão forte quanto o Hokage, eu me declaro pra ela!
–Naruto, já parou pra pensar que a Sakura não te merece? -As palavras de Ino me fizeram pensar. Realmente, não se pode colocar ninguém além do seu amor próprio, ou talvez possa, se aquele alguém for a pessoa com quem você quer passar o resto da vida e morrer bem velinho ao lado dela. Fiquei chocado quando não me vi sentado em uma cadeira de balanço na varanda da minha casinha vendo meus netos correrem e treinarem enquanto eu e minha velha os admirávamos. Não a via ali, ao meu lado em outra cadeira de balanço, ou na mesma, bem abraçadinhos. Não via Sakura lá. Na verdade, não via ninguém. Era um borrão. Isso me atormentou. Tremi o corpo e Ino percebeu. -M-Me desculpe se te ofendi com minha pergunta, Naruto...
–Q-Que pergunta? -Indaguei. Realmente tinha esquecido tudo.
–Sobre a Sakura...!?
–Ah, não se preocupe. Talvez você tenha me feito abrir os olhos.
–Sério?
–Foi sim... Olha Ino, eu sei que a gente mal se falava e que não somos amigos, ainda, mas quero que seja sincera. Por que está querendo treinar comigo?
Notei o olhar surpreso que ela mostrou. Acho que ela não esperava uma pergunta daquela vinda do baka da classe.
–B-Bem... eu... é que... eu sei que você é sozinho Naruto, eu só quero estar perto de você...
–Hun... sério?
–É sim... você não quer ser meu amigo?
–Eu não disse isso!
–Sei o que tá pensando. Não precisa pensar besteiras Naruto, eu não te roubaria da minha amiga.
–Q-Que amiga?
–A-A-A... nada... esquece. Vamos logo!
Ela pegou na minha mão e saiu correndo para o campo onde ela geralmente treinava.
–E então, vamos treinar o quê? -Ela perguntou surpresa.
–B-Bem, como você tem uma boa habilidade em ninjutsu, precisa aprimorar mais seu taijutsu.
–P-Por que nunca mostrou esse seu lado na academia?
–Sei lá, acho que era muito chato por lá...
–E pensar que a Hinata era a mais esperta de nós, desprezando o Sasuke-kun pra olhar pro Naruto... -Ela sussurrou algo que eu não entendi.
–O quê você disse? -Perguntei e notei que ela ficou sem jeito.
–N-Nada. Acho melhor começarmos com isso...
–Então tá. Pode me atacar com tudo o que você tem! -Exclamei pra logo depois aquela gostosa de loira vir pra cima de mim. Até parecia que eu já conhecia o Ero-Sennin. Ah, mas isso é pra depois.
Passamos o resto da manhã e a tarde inteira lutando um contra o outro. Estávamos acabados, bem, ela pelo menos. Tive que levá-la na cacunda até em casa. Me aproximei da porta e bati.
–Não precisa bater Naruto, essa casa é minha também. E você tem passe livre...
–Não quero abusa, Ino. Seus pais podem não gostar.
–Na verdade, é só pai... -Ela respondeu triste.
–Ah, sinto muito...
Fomos interrompidos por um homem muito parecido com ela abrindo a porta.
–I-Ino, o que aconteceu?
–Fiquei mais forte Otou-san, foi isso que aconteceu.
–Foi? Quer dizer que estavam treinado? –Perguntou o pai da Ino e percebi que ele me olhava esquisito, não odioso. Isso me deu até mesmo um reconforto.
–Hai. O Naruto-kun é muito forte e me ajudou a treinar para a prova Chunnin.
–Naruto...!?
–Kobanwa, O-chan!
–K-Kobanwa.
–E então, acho que já pode me soltar Naruto. –Eu já tinha esquecido que tinha aquela loira nas costas.
–Ah, foi mal.
Ela desceu das minhas costas e entrou.
–Otou-san, o Naruto-kun pode ficar pro jantar!? -Ela perguntou já dentro da casa.
–Bem, acho pode...
–N-Não quero incomodar, O-chan. -Disse tentando esconder minha surpresa e lágrimas. Eu não entendia porque Ino estava fazendo aquilo, mas tinha uma ideia. Como eu disse, não sou tão baka assim pra perceber não que tinha alguma coisa. Pensei que ela estava apaixonada por mim, mas se tivesse, porque ela não disse? Resolvi deixar esses pensamentos pra depois.
–Tome como um agradecimento por treinar com a Ino, Naruto. -Ele me disse. Fiquei emocionado com o tom de voz que ele usou. Não tinha ódio, raiva, medo. Tinha... Respeito!? Admiração!? Agradecimento!?
–A-Acho que não posso recusar, né!?
–Não pode! -Respondeu a loira de imediato.
–Fazer o quê, eu aceito. Até porque não tem ninguém me esperando mesmo... -Disse essa última parte em sussurro.
–Você pode tomar banho depois de mim. -Ela disse já subindo as escadas.
–M-Mas eu só tenho essa roupa.
–Então, temos um problema. -Comentou o pai dela.
–Deixa prá lá O-chan, eu já vou pra casa.... –Disse triste.
–M-Mas por quê?
–Bem, é que eu tô todo sujo sabe...
–Deixa de frescura moleque. Você poderia ir em casa e se trocar, mas não vai precisar. Sei que minhas roupas são meio grandes pra você, mas é só até as suas secarem.
–T-Tá dizendo que vai lavar minha roupa!?
–Ou você prefere voltar pra casa com minhas roupas largas mesmo?
–N-Não, eu agradeço muito. -Disse me curvando.
–Então entre. -Disse ele me dando passagem.
–Arigatou...
Um pouco depois, Ino apareceu onde estávamos. Já tinha tomado banho e se trocado.
–Pode ir Naruto.
–H-Hai..
–Daqui à pouco eu levo a roupa, Naruto. Pode deixar as suas no cesto.
–Hai. Arigatou de novo. -Disse já subindo. Tenho certeza que o pai dela iria perguntar qual era nossa relação, então resolvi espionar. Não pensem mal de mim, é que se aquela conversa trataria sobre mim, acho que o mínimo possível era eu saber o teor dela.
–Por que o trouxe aqui, Ino? -Ele perguntou sério, mas novamente sem ódio algum.
–Por que ele é meu amigo pai. Ele me ajudou a treinar.
–Seja sincera, ele é só seu amigo?
–O-Otou-san... é claro... que...
–A verdade Ino...
–B-Bem, é. Somos só amigos. Não vou mentir, ele é bem gatinho, forte, agora é inteligente... eu não me importaria se ele me pedisse em namoro, mas não posso pedi-lo.
–E porque não? Ele parece uma boa pessoa.
–É que, bem... não costumo furar o olho das amigas...
–Então...!?
–Hai, tem uma amiga que gosta dele, ama de verdade. Não aquelas paixonites idiotas que as garotas têm pelo Sasuke, e agora eu tenho pelo Naruto.
–Ino, essas suas paixonites ainda vão te meter em uma encrenca. Se o Naruto fosse um aproveitador, você estaria em apuros!
–Eu sei me defender, Otou-san!
–Quer dizer que você é mais forte que o Naruto?
–Eh...ah... acho que tem razão....
–Esse garoto é bem diferente do que dizem por aí. Não ficaria com raiva se... você investisse nele.
–OTOU-SAN!
–V-Você mesmo disse que tem uma quedinha por ele!
–M-Mas isso passa... eu acho. Mesmo assim, não posso fazer isso com minha amiga.
–Hun... acho que podia sim...
–OTOU-SAN!
–Tá, parei...
Resolvi correr rápido para o banheiro, já tinha escutado demais. Foi realmente muito bom saber que eu era amado. Primeiro a Ino dizendo que tinha uma paixonite por mim, depois o pai dela me aceitando, e agora... uma garota me amava. Não aquele amor de momento, mas um amor real. Bom, pelo menos foi isso que a Ino disse. Tentei encaixar as peças para descobrir quem era essa menina. Enquanto a água caía, eu tentava me lembrar das garotas da minha turma. Ino já estava fora porque ela disse que era somente uma paixonite, mas talvez ela estivesse mentindo para o pai, só que ela mostrou um relacionamento muito sólido com ele, com certeza falaria a verdade. A Sakura também não seria. Ela me odiava. Não como o ódio dos aldeões, mas um ódio tipo “Não é assim que se faz, seu BAKA!”. Tsuki, hum... ela era a garota que sentava na minha frente. Ela nunca falou comigo, mas também nunca me maltratou. Poderia ser, mas eu nem sabia o que tinha acontecido com ela. Nós nunca mais nos vimos, se fosse ela, com certeza ela teria dado um jeito de me ver depois de formados. Hana era muito improvável, ela perdia o tempo seguindo o teme. Foi aí que eu me toquei que era só excluir as garotas que seguiam aquele arrogante que eu chegaria na minha campeã... Tudo bem que a Ino mudou, mas ela disse que a garota sentia um amor verdadeiro por mim, então, era uma boa partir da premissa que eu observei. Pensei um pouco até perceber de quem se tratava. Meus olhos arregalaram e eu abri a boca, sem falar nada. Era ela! Agora eu lembro, ela até já chegou a chamar o teme de arrogante, então não fazia parte daquele fã clube idiota. Quando me toquei de quem se tratava, a porta do banheiro abriu, me dando o maior susto.
–Aqui está...a...roupa...
–I-I-INO!!!!!!
–G-G-Gomen!!!
Corri e me escondi dela. Não posso culpá-la por ter entrado no próprio banheiro. Ainda bem que ela só viu a parte de trás. Alguma coisa me diz que isso tem a ver com o pai dela
–T-T-Tudo bem... eu... eu já desço.
–T-Tá certo... -Ela disse largando a roupa onde eu pudesse pegar e saindo.
Aproveitei que ela saiu e me vesti. Não tinha como dizer que as roupas serviram. A blusa era tão grande que chegava no meio das minhas coxas. A calça, eu tive que amarrar para que não caísse. Foi aí que eu me toquei.
–HENGE NO JUTSU!
Me transformei em um homem adulto, onde minha roupas caberiam.
Desci feliz por ter tido essa brilhante ideia. Brilhantismos que foi confirmado por meus anfitriões.
–N-Naruto. Bem pensado, eu devia ter pensado nisso antes! -Afirmou o pai da Ino, esqueci de perguntar o nome dele.
–A-Arigatou, O-chan.
–N-Nossa! E eu pensando que não era possível que você ficasse mais gato!
–A-Arigatou, eu acho...
Aquela situação não me agravada muito. Eu agora sabia que Ino tinha uma quedinha por mim. Ficar na casa dela com ela dizendo esse tipo de coisa não era muito legal. Eu sou homem, sabem... e o pior é que o pai dela não se importava. Pior que isso, ele tava ajudando ela a dar em cima de mim!
–Bem crianças, eu vou lavar a roupa do Naruto pra secar o quanto antes. Posso demorar um pouco, se quiserem podem ir jantando. E me desculpe por não sentar à mesa com vocês, Naruto.
–S-Sem problemas, Ãh..!?
–Inoichi.
–Certo, Inoichi-san.
–Não exagerem na brincadeira crianças...
Fiquei vermelho com esse comentário. Ino resolveu esperar o pai para começarmos o jantar, então ficamos conversando no sofá da sala.
–Ino, preciso conversar com você.
–Não seja bobo Naruto, nós percebemos que você estava espiando. -Ela disse com um estranho sorrisinho.
–S-Sério? S-Seu pai sabe!?
–Claro, mas não se preocupe, ele não vai te matar.
–C-Como tem tanta certeza?
–Porque ele te quer como genro.
–QUÊ?????
–Não precisa ficar assim... hehehe...
–M-Mas, e-eu...
–Se você ouviu a conversa, não deveria estar agindo assim. Você ouviu o que ele disse.
–T-Tem razão, é que é muito estranho sabe...
–E então, qual a sua escolha!? Uma mera paixonite que pode acabar daqui a algumas semanas ou um amor de verdade que nunca irá acabar?
Ino me pegou de surpresa, quase perdi o controle do Henge e deixei as calças caírem. Se fizesse isso estava ferrado porque Inoichi-san me obrigaria a casar com a filha dele!
–Ino...
–Não se preocupe comigo Naruto, eu fui rejeitada durante anos pelo Sasuke-kun, mas não sofria muito com isso. Apesar da minha paixonite por você ser mais forte, ainda sim é só um sentimento temporário, não precisa se preocupar.
–Eu não sei o que fazer...
–Você já sabe quem é a garota, não sabe? –Eu apenas assenti. — Então, escute o que seu coração tem a te dizer, é ele quem vai tomar a decisão certa.
–Tem certeza que vai ficar bem?
–Claro seu bobo, ainda vamos ser amigos, certo?
–Claro!
–Então, eu te amo, como meu amigo, meu melhor amigo!
Não resisti e deu um abraço naquela loira que além de gostosa (acho que já disse isso) era uma grande amiga.
–Parece que estou interrompendo. -Comentou Inoichi-san descendo as escadas.
–O-O-chan! N-Não é o que...
–Não precisa explicar nada, Naruto. Você não é o único que sabe espiar uma conversa.
–Q-Quer dizer...
-Aceite o conselho da minha filha, siga seu coração. -Ele disse sorrindo pra mim.
–Então, acho que o jantar vai ficar pra depois! Tenho um assunto muito sério pra resolver hoje! -Disse soltando Ino.
–É assim que um homem fala. É uma pena não ter você como genro.
–OTOU-SAN!
–Arigatou, Ino-niichan, Inoichi-ochan! -Disse já saindo.
–Naruto, promete que vem jantar um dia desses? -Indagou Ino.
–Prometo! E eu nunca volto atrás com minha palavra!
–Porque é seu jeito ninja...
Parei minha caminhada até a porta, me virei para Ino e sorri.
–Depois eu trago a roupa Inoichi-ochan! -Disse já do lado de fora.
Corri desesperado em direção a meu pequeno apartamento. Cheguei rapidamente e quase derribei a porta.
–Rápido, rápido!
Já era por volta de 8 horas da noite, provavelmente Hinata já estaria na cama. Troquei de roupa o mais rápido que pude, mas percebi, tarde demais, que a corrida me deixou suado. Bufando, me despi e tomei um banho rápido. Procurei outra roupa, essa mais preta que a outra. Bem legal até. Podia usar no dia a dia... Enfim, 20 minutos depois eu já estava saindo de casa.
Não demorou muito e eu já estava no clã Hyuuga. Era bem vigiado, acho que teria que ser um Jounnin experiente pra invadir sem ser percebido, mas eu não tinha tempo pra pensar nisso. Usei meu novo cérebro não tão baka para bolar uma estratégia digna do Shikamaru.
–Hey, aquele não é o garoto raposa? -Indagou um dos guardas apontando pra mim, que me aproximava do portão.
–É mesmo, o que ele tá fazendo por aqui? Será se tá querendo levar uma surra da gente? -Comentou o outro guarda.
–Quem vai me dar uma surra, vocês?
–Bem que eu tava querendo usar meu Jukken hoje! -Disse um dos guardas sorrindo maldosamente pra mim.
–Sério? Bem, você poderia usar seu Jukken da bunda do seu amigo, aposto que ele iria gostar. -Disse olhando para o lado, como se aquilo não me interessasse.
–Ora meu maldito! Eu acabo com você! -Vociferou o guarda que levaria o Jukken na bunda. O outro, estranhamente riu do meu comentário. –Tá rindo do quê!? Temos que pegá-lo e fazer ele se arrepender do que disse!
–T-Tá, tá, mas você tem que admitir que o garoto é engraçado...
–Que engraçado o quê? Você tá rindo porque não é você quem vai levar um golpe na bunda!
–Quer dizer que você aceita levar o golpe? -Indaguei fazendo o outro gargalhar e o alvo dos golpes partir pra cima de mim.
–MOLEQUE MALDITO!
Saí correndo sendo perseguido pelos dois. Acho que o segundo nem queria mais me bater, só queria que eu o fizesse rir mais ainda. Corremos por uns 15 minutos, até uns 2000 metros do portão do clã, até que me encurralaram em um beco.
–Você tá morto moleque. Vou te mostrar como é bom levar um golpe na bunda!
–Então você acha bom?
–DESGRAÇADO! OLHA O QUE ME FEZ DIZER. MAS EU TE MATO! O coitado partiu pra cima de mim, enquanto o outro se contorcia e de tanto rir. Sério, nem parecia um Hyuuga. Vendo aquilo, acho até que eu poderia ser comediante, participar do Chaves, sei lá... Mas por hora, meu plano era entreter aqueles caras.
–Olha cara, a gente vive em um novo tempo. As diversidades são mais aceitas, basta você dizer o que é que todos irão te aceitar. -Comentei enquanto desviava dos golpes mal dados dele. Com certeza ele estava irritado e não se concentrava da pequena batalha.
–O QUE TÁ INCINUANDO SEU PIRRALHO! AGORA EU TE MATO! JUKKENSHOU: HAKKE SANJUUNI SHOU!
Ele nem começou a me golpear, eu simplesmente sumi.
–U-Um clone? -Indagou ele surpreso.
–D-De..via seguir o conselho dele... cara... não precisa... ter medo de ser feliz... –Disse o cara que não parava de rir.
–CALA A BOCA VOCÊ TAMBÉM. NÃO PERCEBE O QUE TÁ ACONTECENDO?
–T-Tem razão, o clã!
Os dois saíram em disparada. Seria horrível se Hiashi soubesse que eles deixaram os postos para perseguir um moleque.
Volta no tempo.
Não demorou muito e eu já estava no clã Hyuuga. Era bem vigiado, acho que teria que ser um Jounnin experiente pra invadir sem ser percebido, mas eu não tinha tempo pra pensar nisso. Usei meu novo cérebro não tão baka para bolar uma estratégia digna do Shikamaru.
“Hehehe, cuidado Shikamaru. Parece que tem um Gennin mais esperto que você na vila...”
–KAGE BUSHIN NO JUTSU!
Criei um clone e o mandei em direção ao clã. Fiquei escondido, só prestando atenção.
O clone se aproximou, e como esperado, foi recebido com insultos. Eu não liguei muito, porque minha cabeça estava em outro lugar. Mais precisamente no quarto da Hinata, que eu nem sabia onde ficava. Eu tava suando, tremendo de nervoso. Não sei por que, eu só iria conversar com ela e abrir o jogo. Não iria dizer pra ela que não a queria, só iria dizer que não amava ela. Mas que até poderíamos tentar alguma coisa. Mesmo assim eu tava tremendo, tava com medo do que ela poderia dizer. Não sei explicar, só sei que não queria que ela me rejeitasse. Sentia que estava disposto a tudo para ela me aceitar. Arregalei os olhos com o pensamento de ela me dando um pé na bunda, carinhosamente, mas um pé na bunda é sempre um pé na bunda. Decidi não prosseguir com minha invasão, mas quando fui liberar meu clone, escutei o que ele falou e quase entreguei minha localização.
–Sério? Bem, você poderia usar seu Jukken da bunda do seu amigo, aposto que ele iria gostar. -Disse o clone olhando para o lado, como se aquilo não me interessasse.
Eu quase gargalhei. Apertei forte a mão contra boca, mas não adiantou, então eu mordi o lábio e me belisquei bem forte. Ainda sim sentindo uma vontade enorme de rir. Bem que eu podia ser comediante, acho que meu clone pensou o mesmo.
Me acalmei mais, mas pra minha desgraça, eu era um mostro do humor. Acho que essa palavra não foi muito bem usada, mas vamos ao que é interessante.
–Que engraçado o quê? Você tá rindo porque não é você quem vai levar um golpe na bunda!
–Quer dizer que você aceita levar o golpe? -Indagou o clone fazendo o outro gargalhar e o alvo dos golpes partir pra cima dele.
Não agüentei, soltei uma gargalhada contida logo em seguida, mas que graças a Kami não foi ouvida, pois os guardas já tinham saído correndo atrás do meu clone como eu planejei. Estava me acabando de rir, até perceber que o tempo era curto. Me acalmei mais ao lembrar o que eu estava fazendo ali, então, ocultei minha presença até onde eu podia, o que não era muita coisa, e entrei.
Eu estava em êxtase. Estava invadindo o clã de uma garota pra ter uma conversa sobre amor. Eu poderia esperar até o dia seguinte, mas como o Inoichi-Ochan disse:
–É assim que um homem fala. É uma pena não ter você como genro.
A segunda parte não vinha ao caso, mas homem é homem né? Hehehe. Isso me ajudou a pensar melhor. Quem sabe o pai da Hinata também não tenha esse mesmo pensamento?
Andei mais um pouco em direção à casa dela. Como eu sabia qual? Bem, lembrem que eu não sou mais tão baka. Com certeza era a maior, porque ela era a... PRINCESA HYUUGA!? Ah Kami, eu tô morto! Tô invadindo o as dependências do clã mais forte de Konoha para me declarar, espera, isso não, ãh... para conversar sobre amor com a princesa do clã. Eu tô morto!
Mas já era tarde pra pensar nisso, pois eu já estava na parte de trás da casa, onde era mais escuro. Não que isso ajudasse, porque eles têm aqueles olhos legais que enxergam no escuro, mas sei lá... andar no escuro era melhor que andar no meio da luz e todo mundo me ver. Subi em uma árvore um pouco longe e observei. Notei que os guardas não usavam o Byakugan para patrulhar. Com certeza isso gasta chakra. Bem, eles não usavam todo tempo. Quando um desativava, o outro ativava o seu e ficava ativo por um tempo que eu calculei ser de cinco minutos (lembra meu cérebro não tão baka?).
“Cindo minutos é o tempo para a troca de turnos do Byakugan. Então, se eu quiser passar despercebido, tenho que agir durando a troca. Vamos ver quanto tempo eu tenho até um ser desativado e o outro ser ativado.”
Fiquei observando um pouco mais, não sabia se meu clone ainda estava na ativa. Não me venham dizer: Mas quando ele some você não recebe as informações? Pois é, eu ainda não sabia disso. Enfim, eu observei mais umas quatro trocas de turno e notei que o tempo em média era de 10 segundos. O mínimo foi 8, então eu tinha que trabalhar em cima do mínimo possível. Não era muito tempo, mas o Kakashi-sensei fez muito mais contra o Pein em apenas cinco segundos de intervalo entre cada Shinra Tensei. Voltando à História. Eu esperei até a próxima troca de turnos. Estava perto de 3 minutos quando algo muito legal me aconteceu. Eu vi o que o clone fez! Foi a primeira vez que percebi que podia fazer isso. Aquilo seria muito importante para meu treino, porque eu percebi que absorvi tudo o que ele aprendeu, tipo o que ele viu sobre o Jukken dos Hyuuga. Mas naquele momento, eu preferiria nunca ter descoberto isso, porque eu não resisti aos comentários do meu clone para o guarda.
–Você tá morto moleque. Vou te mostrar como é bom levar um golpe na bunda!
–Então você acha bom?
–DESGRAÇADO! OLHA O QUE ME FEZ DIZER, MAS EU TE MATO! O coitado partiu pra cima do clone, enquanto o outro se contorcia e de tanto rir. Sério, nem parecia um Hyuuga.
–Olha cara, a gente vive em um novo tempo. As diversidades são mais aceitas, basta você dizer o que é e todos irão te aceitar. -Comentou o clone enquanto desviava dos golpes mal dados do Hyuuga. Com certeza ele estava irritado e não se concentrava da pequena batalha.
Não resisti e soltei uma gargalhada alta.
–Fer.. rou... -Eu comentava enquanto não parava de rir. Acho até que vou escrever uma carta para o Roberto Bolaños pra ver se ele me encaixa no elenco do Chaves. Não conseguia parar de rir, mas sabia que estava ferrado. Nessa hora eu notei os guardas se aproximando de mim. Peguei minha Kunai e furei minha mão. Mesmo com a dor, a vontade de rir era imensa, então pensei na Hinata e na gente se beijando. NOSSA! Parei de rir na hora, mas quase deu na mesma porque eu fiquei sonhando com aquilo e esqueci dos guardas. Graças a Kami eu voltei a mim. Me escondi atrás do troco da árvore e formulei mais um plano digno do Shikamaru. Acho que se continuar assim vai ser ele quem vai ter que dizer que formulou planos dignos do Naruto hehehe. Então, criei mais um clone. Ele fez um Henge e ficou com a aparência de um ninja adulto, moreno e muito feio, tinha que ser o oposto de mim, ora. Continuando, ele fez o Henge e pulou da árvore, correndo para fora do clã. Levantei as mãos aos céus quando os guardas o seguiram. Não sei por que eles não me viram na árvore, mas hoje eu suponho que foi porque não ativaram a visão de raios X, já que, aparentemente estavam vendo o inimigo, meu clone. Realmente, esses Hyuuga não têm jeito. Sempre subestimando os outros. A questão é que meu plano super bem elaborado deu certo e eles seguiram meu clone. Eu sabia que não tinha muito tempo, os guardas que guardavam a mansão era muito mais fortes que os guardas que guardavam o portão. Eu achei aquilo um absurdo, mas percebi que acontecia isso na vila também. A guarda do Hokage era extremamente poderosa, enquanto a guarda do portão era feita por Chunnins. Fiz uma anotação mental pra mudar isso quando me tornar Hokage e logo voltei pra missão.
Aquela sensação estava me excitando muito. Só em pensar que eu estava mesmo invadindo o clã mais poderoso de Konoha pra ver a menina mais linda do mundo eu...espera? O que eu disse? Mais linda? Ah, esquece, eu acho que já estou apaixonado por ela....melhor assim, isso facilita meu trabalho. Ou não? E se ela me rejeitar? Eu vou ficar em um canto da minha casa abraçando as próprias pernas e repetindo o nome dela? Balancei a cabeça espantando esse pensamento e agi. Desci da árvore e me aproximei da mansão. Eu não parei pra pensar no que eu realmente tinha feito até agora. EU TINHA ACABADO DE INVADIR O CLÃ MAIS PODEROSO DE KONOHA. Mais tarde eu ouvi falar que umas pessoas tentavam invadir o clã para roubar o byakugan, mas nunca conseguiam. E eu consegui! Nesse momento eu lembrei das cenas onde o Chaves dizia ao Kiko que conseguiu fazer alguma coisa para o Seu Madruga e ganhava uma moeda. Não resisti e ri um pouco. Eu tinha uma pequena TV, que só servia para assistir Chaves. Acho até que tenho a maior coleção de Chaves do país do fogo! Sério, têm bonequinhos, camisetas, DVDs, alguns autógrafos. E...
Voltando ao que interessa. Não que o Chaves não interesse, mas acho que me entenderam... Ãh... Ah, eu me aproximei da casa, ou melhor, mansão e cheguei perto da parede. Sabia que os quartos era nos andares de cima, afinal, qual o retardado que coloca os quartos nos andares de baixo? Foi aí que eu me toquei. Eu ponho! Mas isso, não importa, minha condição não me deixar subir escadas, então, deixa pra lá... Voltando à história, usei meu chakra para subir até o terceiro andar. Por sorte, a primeira janela que eu olhei, era a janela do quarto dela. Sem cerimônia, entrei pela janela e me aproximei da cama, onde ela dormia tranquilamente. Estranho, ela era tão pequena. Não lembro de ela ser assim tão pequena, que seja. Sentei na cama ao lado dela. Devem tá pensando que eu sou um hentai, mas é que uma força maior que eu mandou eu fazer aquilo. Talvez tenha sido a Kurama, nunca perguntei. Enfim, eu sentei na beirada da cama dela e comecei a falar um monte de coisas.
–Hinata, me desculpe. Eu Queria ter te notado antes, mas eu era muito baka. Bem, eu ainda sou um pouco, mas isso não vem ao caso. -Ela não me respondeu nada, mas eu percebi que ela estava acordada. -Olha, eu já sei que você gosta de mim. E bem... eu acho que também gosto de você. -Quando eu disse isso, eu notei ela se mexer por baixo do lençol. Fiquei assustado, porque ela não esboçava reação. Pensei que o movimento era para sentar na cama e conversar, mas ela simplesmente permaneceu enrolada. -Desculpa atrapalha teu sono, eu sou mesmo um baka, devia ter esperado né!? Mas tudo bem, eu vou embora... -Ela se revirou, não entendi o que ela estava fazendo, então continuei. -P-Posso te dar um beijo de boa noite? Na testa, só pra essa invasão ter algum sentido...
Ela não disse nada, nem mexeu. Resolvi tomar aquilo como um sim, então me aproximei dela, fechei os olhos, desenrolei sua cabeça e a beijei. Foi legal, ela era tão pequenina, tão cheirosa. A pele dela parecia de um recém-nascido. Mas foi estranho, sempre ouvi que o primeiro beijo dado na pessoa certa é especial. Faz você embrulhar o estomago e se sentir estranho, coisa que não aconteceu. Será se eu tinha errado na minha escolha? Tudo bem que não foi um beijo de verdade, na boca, mas bem que eu podia ter fogos de artifício saindo nas orelhas. Acho que devia ter beijado a Ino pra ver se isso acontecia. Ou eu tava tentando mentir pra mim mesmo? Dizendo que não gostava mais da Sakura-chan? Resolvi pensar nisso com mais calma depois, então fui abrindo os olhos lentamente para sair, mas meu coração gelou quando eu notei uma coisa.
–AHh. Runrunrunr...!!!!!
–SHIIIII!!!!!
Ela tapou minha boca para que eu não gritasse. Por sorte ela era rápida e conseguiu fazer isso antes de eu gritar.
–Não grita, ou o Otou-san vem aqui e te mata! -Ela falou baixinho. Eu apenas assenti com um medroso balançar de cabeça.
–Q-Quem é você? -Indaguei fitando uma pirralha de uns 6 anos, sentada na cama vestida com uma camisolinha de ceda preta, muito estranha.
–Você invadiu meu quarto, eu é que te pergunto. Quem é você?
–E-Eu, ah... eu sou Uzumaki Naruto, próximo Hokage!
–N-Naruto...!?
–Hehehe, eu sabia que era famoso!
–Pra Nii-san você é mesmo. -Ela sussurrou e eu não escutei o que ela disse.
–O quê?
–N-Nada não...
–Hun, já estou acostumando a me dizerem isso... -Disse fazendo bico.
–O que faz no meu quarto?
–E-Eu pensei que fosse o quarto da Hinata, ah, então acho que você é irmã dela, certo?
–Não precisa ser um gênio pra perceber isso!
–Não seja agressiva pirralha, eu sou muito inteligente!
–B-Bem, pra invadir o clã Hyuuga tem que ser muito esperto mesmo... e forte...
Notei um brilho esquisito nos olhos prateados dela. Me afastei um pouco, só por precaução.
–Então, acho que já vou indo. Daqui a pouco os guardas chegam e eu tô ferrado. Isso se não já tiverem avisado seu pai sobre a invasão.
–Quanto à isso não se preocupe. Sempre que alguém invade e meu pai é notificado, eu e a Nii-san somos escondidas.
–Então, se você tá aqui, quer dizer que ele não sabe.
–Exato, loirinho... -Ela levantou da cama e eu me assuntei.
–T-Tchau...!? –Murmurei tentando levantar também, mas ela impediu com aquela mãozinha quase do tamanho do meu dedo indicador.
–Espera, quero conversar com você antes.
–M-Mas eu não tenho tempo, preciso falar com sua ir...
–Se não ficar, eu grito e chamo o Otou-san.
–P-Pirralha, você não se atreveria.
–Ah não!? O...
–Tá, tá... você se atreveria! -Sussurrei tapando a boca dela. Minha mão, mesmo que ainda pequena por que eu só tinha doze anos, quase tapou o rosto inteiro da garota, deixando só metade dos olhos à mostra. Soltei sua boca devagar, e notei um enorme sorriso nela. –T-Tá rindo por quê?
–Sei lá... você parece tão carinhoso. Me deu um beijo na testa e agora tapou minha boca com tanto carinho. Se fosse outro, com certeza teria me nocauteado ou então apertado forte.
–N-Não confunda as coisas pirralha, eu... só não gosto... de violência, principalmente contra uma criança.
–Eu não sou criança!
–Ah não? Então porque é desse tamanhinho?
–Que tamanhinho? -Ela quase pulou em mim.
–Você é muito estranha sabia...
–Repete isso e nem esse seu charme vai te salvar!
–Charme é...!?
–Eh.. ah... cala a boca!
–Qual é seu nome!? -Indaguei sedutoramente. Qual é? Tô seduzindo uma criança?
–H-Hanabi... -Ela respondeu quase hipnotizada.
Eu peguei na mão dela e a sentei na cama, bem próxima a mim. Passei meu braço pelo seu pescoço e sussurrei no ouvido dela.
–Onegai, Hanabi-chan, deixa eu ir... -A garota petrificou. Antes parecia que era diferente da irmã, extrovertida, alegre, mas não, ela petrificou mais que qualquer vez que eu vi a Hinata paralisada.
–Ãh... e-eu.. não... ouvi... -Ela sussurrou.
–O-NE-GAI....
Pronto, a garota desmaiou. Nossa, não sabia que era tão bom nisso! Hehehe, se o Ero-Sennin soubesse disse, ia morrer de inveja do meu talento. Mas eu nunca contei isso pra ninguém. O que diria? Que seduzi uma garotinha de 6 anos? Eu não! Iriam me julgar antes de eu explicar tudo! Bom, me aproveitando da situação... TÁ VENDO, APOSTO QUE PENSARAM BESTEIRA! Continuando, me aproveitando da situação, deitei a pequena na cama, a cobri, lhe dei um beijo na testa não sei nem porque e saí. Só então percebi que deveria ter perguntado qual era o quarto da Hinata, mas já era tarde. Saí pela janela, grudado na parece. Andei mais um pouco na vertical (ou horizontal, sei lá) até a próxima janela, que para o meu azar, era a do quarto do pai dela. Bem, ele não estava lá pra confirmar se era dele, mas a decoração era muito masculina, apesar de ter algumas roupas espalhadas de tamanho menor que um adulto usaria. Continuei caminhando pela parede até chegar ao próximo quarto. Nesse momento meu coração disparou. Esse era o dela! Estava deitada de costas para a janela, mas não estava totalmente coberta, deixando à mostra seu belo cabelo em forma de gota (isso me renderia várias piadinhas futuras). Novamente adentrei o quarto sem pudor algum. Não sei por que fiz isso, já que sempre fui respeitoso, mas eu não estava ali pra desonrar ela, pelo menos ainda não. DROGA, PARA DE PENSAR ISSO! Onde eu estava, ah... pois é, eu entrei no quarto e fiz a mesma coisa que tinha feito no quarto da irmã dela. Me aproximei e me sentei na cama, do lado dela. Ela não esboçou qualquer reação, mostrando que estava dormindo. Involuntariamente, levei minha mão em direção a cabeça dela, começando a fazer cafuné. Ouvi ela soltar um gemido gostoso, mas não parei. Continuei até que ela mexeu. Se virou, ficando de frente pra mim. Kami, ela é um anjo! Senti uma vontade incontrolável de deitar do lado dela e passar a noite olhando para aquele rosto de anjo. Não sabia se preferia ela acordada, com aquelas magníficas perolas me encarando, ou dormindo, com os olhinhos fechados esperando que eu a protegesse de tudo. Não me contive, dei um beijo na testa dela. Por sorte não foi na boca, porque queria que fosse especial pra ela. Estava indeciso se acordava ela ou não, até que senti meu clone desaparecer. Pronto, estava decidido. Por culpa da pirralha eu não tinha tempo para conversar direito com Hinata, então, decidi sair. Queria que Hinata soubesse que eu estive lá, então, peguei minha Kunai e cortei uma mecha do meu cabelo. Sei que é meio estranho, mas se eu tivesse um cordão ou coisa do tipo eu teria deixado. Como eu não sou o balde do Sasuke, eu não me preocupe com a aparecia. Acho que é por isso que uso aquela roupa extravagante. Enfim, cortei uma mexa do meu lindo cabelinho, amarrei com uma fitinha vermelha que achei em cima do criado-mudo ao lado da cama e depositei na mão dela. Foi estranho, ela agarrou a mexa como se estivesse acordada. Eu até fiquei com medo de ela se machucar de tão forte que era o aperto. Eu tava até com pena do meu pobre cabelinho. Mas já estava sem tempo, dei um ultimo beijo na testa dela e sai.
–Amanha, seremos namorados! -Sussurrei antes de saltar da janela.
Sair foi bem mais fácil que entrar. Até porque a guarda estava agitada devido a minha invasão. O que é estranho, porque eles estavam agitados justamente para pegar o invasor... vai entender esses Hyuuga.
Cheguei em casa, era por volta de 11 horas da noite. Tomei um banho relaxante para esfriar a cabeça, vesti meu pijama e deitei. Só para ficar olhando para o teto. Como eu queria ter uma mãe pra dizer o que eu tinha feito. Não tinha certeza, mas acho que era amor que eu tava sentindo. Como eu queria ter alguém pra dizer que eu estava amando! Foi aí que eu percebi, eu tinha alguém! Minha agora melhor amiga, Ino!
Pulei da cama com esse pensamento. Me vesti adequadamente e saí em disparada em direção a casa da Ino. Não demorou muito pra chegar tamanha era minha excitação. Sabia que não podia simplesmente bater na porta aquela hora. Até poderia, mas só se fosse pra dizer ao Inoichi-Ochan que iria casar com a Ino. Então, resolvi fazer o que eu já tinha virado expert em fazer: Invadir. Novamente subi a parede com meu chakra. Tinha uma noção de qual era o quarto da Ino, então fui pra lá. A janela estava fechada, o que me fez bater.
–Ino... Ino... -Sussurrava enquanto dava leves batidas no vidro.
–Hun...
–Ino, vem aqui! -Disse um pouco mais alto.
–Uhn... Naruto... -Ela sussurrou sonolenta.
–Anda, abri aqui!
Ela levantou ainda atordoada. Ela abriria mesmo se não fosse eu. Tentei não olhar para ela com aquela camisola azul, mas falhei miseravelmente. Bom, tecnicamente eu ainda não tinha nada com a Hinata, então, tecnicamente eu ainda era solteiro. A visão melhorou quando ela chegou à janela e a abriu.
–Naruto...
–Ino, preciso conversar com você. -Disse já me livrando dos pensamentos pervertidos.
–O que você quer....!? -Ela ainda tava sonolenta, então eu simplesmente a belisquei. -A-Ai!! O quê vo... Naruto, o que tá fazendo aqui?
–Eu queria conversar...
–C-Conversar?
–Sim. Eu acabei de invadir o clã Hyuuga!
–VOCÊ O QUÊ?????????
–SHIIII!!!
–Você o quê???? E eu pensando que você não era mais tão baka!
–Não tenho culpa, tinha que ver a Hinata!
–Mesmo assim seu baka, invadir o clã... hey, você acabou de invadir o clã Hyuuga?
–F-Foi...
–Nossa! Não imaginava que você fosse tão forte... -Ela disse me fitando com um olhar muito sedutor. Por sorte, eu mantive a cabeça (as duas) no lugar.
–Para com isso Ino. Você sabe por que eu fiz isso.
–É, sei sim. E aí, o que aconteceu? -Ela perguntou sentando na cama. Eu sentei ao lado dela e contei toda a história.
Acabamos pegando no sono. Eu dormi ao lado dela, na cama dela, coberto pelo cobertor dela... Se não tivesse certeza de meu amor pela Hinata, com certeza eu teria feito besteira. Besteira????? Que seja. Pelo menos isso serviu pra me mostrar o quanto eu amava a Hinata. Não é qualquer um que dorme do lado da Ino sem fazer nada.
O dia chegou e eu acordei primeiro. Estava eufórico por causa da noite anterior. Só aí me toquei que estava no quarto da Ino. Pra falar a verdade, eu nem liguei muito pra isso, mesmo vendo que a camisola dela estava um pouco levantada. Se eu me esforçasse, dava pra ver a calcinha dela sem problema. Mas não liguei pra isso, a única coisa que eu pensava era na Hinata.
–Ino... Ino... -Chamei chacoalhando ela levemente.
–O-Ohayo, Naruto...
–Ohayo, Ino-niichan...
–Nii-chan!?
–Você não quer que eu seja seu Nee-san?
–T-Tá bem, já que não dá pra ser algo a mais.... -Ela sentou na cama, se espreguiçando para acordar. -Você dormir aqui?
–Acho que sim... foi mal.
–Tudo bem, só acho que o Otou-san não vai gostar de saber disso, a menos que...
–Nem pensar! -Disse com os olhos arregalados e uma expressão de pânico.
–Era brincadeira, Naruto-neesan...
–Arigatou, Ino...
–Sem problemas. Agora vai logo, não quero que o papai te pegue aqui.
–T-Tem razão, até depois...
Saí pela janela. Fui em casa, fiz minha higiene, tomei um rápido café e saí novamente. Não sabia muito bem pra onde ir. Fiquei andando sem rumo até chegar ao meu campo de treinamento secreto. Estranhei meus pés me levarem até lá, mas não reclamei, iria treinar para pensar em um jeito de falar com a Hinata.
Quão foi minha surpresa ao ouvir gritos vindos de lá. Quando me aproximei, meus joelhos tremeram, minha garganta secou, seus olhos perderam o foco e eu me senti flutuando. Era ela! Ela estava lá, batendo em uma árvore. Mesmo que eu quisesse, não conseguia falar nada. Passei uns longos segundos ouvindo os sons que ela emitia e vendo os movimentos graciosos dela enquanto acertava a árvore. Saí do meu transe quando vi algo que me fez sorrir, o maior sorriso que eu já dei na minha vida! Minha mexa estava com ela. Estava bem... ah... no decote dela. Ah, ela tão tava com aquele casaco gigante e pesado. Tava com uma blusinha sem manga e um short não tão curto, chegava aos joelhos. Naquele momento eu esqueci que tinha dormido na mesma cama que uma das mais belas Gennins da folha. Nem percebi que estava me movendo. Quando estava a mais ou menos uns 5 metros dela, ela tomou minha atenção.
–Demorou um pouco... Naruto-kun. -Ela disse sem me fitar, continuando batendo na árvore.
–Ãh? C-Como assim? Você sabia que eu tava aqui? E como sabia que era eu?
–Primeiro: Você queria falar comigo. Invadiu o clã, mas não teve tempo de conversar comigo. Não tenho certeza, mas acho que isso tem a ver com a Imouto-chan.
Me surpreendi. Ela deduziu aquilo como se tivesse visto! Deu mais um golpe e continuou.
–Segundo: Eu tenho o Byakugan, então, não foi difícil saber que você já tinha chegado. -Ela virou pra mim, com o Byakugan ativado. -E terceiro: Eu podia saber que era você, mesmo sem o byakugan, e sabe por quê? -Ela indagou se aproximando de mim.
Eu fiquei estático, não sabia o que fazer. Era tão mais fácil quando ela tava dormindo.
–Por que Eu... Te... Amo. -Ela sussurrou. Já estava a poucos centímetros de mim. Nossos rostos quase se tocando.
Ela fechou os olhos e eu percebi que ela estava esperando que eu avançasse o resto do caminho. Não pensei duas vezes, passei meu braço pela cintura dela e a agarrei, juntando nossos corpos. Ela ficou espantada, contrastando completamente com o comportamento anterior.
–Sabe por que te agarrei? -Sussurrei. Ela moveu milimetricamente o rosto em um “Não”.
–É... –Me aproximei mais dela. –Por que. –Aproximei mais. –Eu...Te...Amo.
Pronto, o caminho tinha sido encurtado ao máximo. Estávamos com os lábios colados e ela com os olhos arregalados. Agora sim! Agora sim eu senti! Senti meu estômago embrulhar, senti que não existia mais nada além de mim e dela. Senti que era ela. Era ela quem eu queria ao meu lado sentada na mesma cadeira de balanço que eu. Sentia que eram dela os cabelos brancos que eu queria afagar, enquanto víamos de uma cadeira de balanço, nossos netos brincando e treinando
–Mas vovô, essa você já contou!
–Não seja resmungona, Hana, essa é uma das minhas preferidas!
–Não precisa brigar com ela, Hideki, deixa o Jii-chan terminar de contar.
–Mas eu já terminei, Akira.
–ÂÂÂÂÂHHH Jii-chan... o Hideki resmungou tanto que eu nem ouvi direito!
–Mas essa deve ser a milésima vez que ele conta essa história, você sabe ela de cór!
–Cala a boca Menma! Assim ele não conta de novo!
–De novo? Eu tenho 87 anos sabiam? Vocês não acham que estão judiando do velho avô de vocês?
–M-Mas Jii-chan...
–Não precisa ficar assim princesa, amanhã tem mais histórias.
–YAATA!!!!!! PODE SER AQUELA DO NAGATO-KUN!? OU AQUELA DO CHAVES????
–C-Claro... mas agora vão brincar. Não quero que os pais de vocês venham me culpar por estarem fora de forma.
–Seu avô tem razão, crianças.
–BAA-CHAN!!!!!!!!!!
–Hinata... graças a Kami! Eles tavam querendo que eu contasse outra história.
–Crianças, seu avô tá cansado. Sabiam que quando ele tá cansado, as histórias dele não tem nenhum sentido? Mas se deixarem ele descasar, ele será melhor que qualquer livro que vocês leram. Então, que tal irem brincar lá fora? Mais tarde podemos visitar a Ino-obaachan.
–HAI, BAA-CHAN!
As crianças saíram correndo, 8 no total. Naruto e Hinata tiveram 5 filhos, desses, 3 tiveram três filhos e 2 tiveram apenas um.
–Não quer ver eles brincando? -Indagou Hinata.
–Sabe que nada me dá mais orgulho nessa vida.
–Mesmo o trabalho do Minato como Hokage!?
–Não força ou eu começo com aquelas piadinhas do cabelo.
–Isso é golpe baixo, meu cabelo nem é mais daquele jeito!
–Você quem começou. Querendo que eu escolhesse entre os amores da minha vida.
Conversavam enquanto se encaminhavam para a cadeira de balanço na varanda da grande mansão, onde morava toda a família. Sentaram na cadeira de balanço e Naruto passou o braço pelo pescoço de Hinata, fazendo carinho nos cabelos já grisalhos.
–Qual história contou dessa vez?
–A de quando eu descobri que estava apaixonado por você...
–Mas essa você já contou umas mil vezes. -Comentou ela rindo.
–Não tenho culpa se é uma das minhas favoritas.
–Mais favorita do que a vez em que participou do Chaves?
–Tá fazendo de novo... Sabe que não tem como escolher entre essas coisas...
–Eu sei, só queria ver sua cara de emburrado. -Comentou rindo alto, até onde a idade permitia.
Fale com o autor