Sua voz era como o quebrar das ondas contra as paredes de uma impetuosa falésia. Era tão impactante que me deixou hipnotizada por breves segundos. A leveza em sua fala era comparada ao sussurro enigmático do oceano, que eu geralmente eu ouvia ou a uma canção de ninar, entoada por alguém importante e especial. Eu me senti tranquila, calma, distraída. Como se minhas preocupações de repente não fossem significantes no momento. Como se eu realmente pudesse confiar em sua voz para sempre. Era como se eu estivesse sendo tocada pelo mar. E aquilo, por algum motivo estranho, era bom.

(Autoria própria)