About This Girl I Know.

20 Tell me why'd you have to go.


Notas iniciais
Esse é o segundo capítulo que eu vou postar hoje mesmo, espero que gostem :D

Leana Silver;

- E foi isso. Chuck é um cara maravilhoso. Que bom que você não se importa em eu estar com ele e tudo o mais. — Blair estava tão empolgada, ela estava mesmo apaixonada por ele. — E como anda James? — Ao ouvir aquele nome eu comecei a chorar e então ela me abraçou. — O que houve, querida?

- Ele… Nós… — comecei a soluçar — Nós tivemos uma briga e então ele foi embora. Faz dois dias. Me desculpe por não ter dito antes, é que eu pensei que se eu não falasse não iria ser verdade. — não conseguia parar de chorar.

- Lea, não precisa esconder essas coisas de mim! — Blair parecia mesmo desapontada — Mas, bom, faz dois dias. Dê um tempo para que ele esfrie a cabeça. Eu acabei de ter uma ideia, por que não dormimos juntas hoje a noite? Aposto que tem um monte de coisa que você gostaria de desabafar. — E então eu dei um sorriso como forma de resposta.

-

- Ele é tão inseguro, isso é muito fofo! — Blair e eu estávamos rindo de como ela falava de Chuck.

- É verdade, ele é bem inseguro.

- Mas é uma graça.

- Ah, só se for com você! Eu acho que ele gosta mesmo de você, Blair. Estou tão feliz. — disse segurando em suas mãos. Ela ia falar mais alguma coisa, mas meu celular a interrompeu.

- Alô? — Nada. De novo? Eu pensei que tinham parado de me ligar. — Alô? Olha, eu acho meio sem lógica da sua parte ficar me ligando e não falar nada, ok? — E então desligaram. Pela primeira vez desligaram.

- Quem era? — Blair parecia confusa.

- Ah, a um tempo uma pessoa vem me ligando e nunca me responde. Não sei quem pode ser.

- Estranho. Qual é o número?

- É bloqueado.

- Vai ver estão tentando clonar seu celular. — riu sozinha por uns dois segundos. — É brincadeira. — deu um sorriso de leve como resposta e mudamos de assunto.

-

Eram quatro e meia da manhã e eu estava querendo tomar meus remédios. É uma sensação muito estranha, parece que todas as minhas veias sanguíneas gritam pedindo pelos remédios anti-depressivos.

Coloquei um sobretudo por cima da minha camisola e uma bota e sai assim mesmo atrás de uma farmácia.

James Sullivan;

Nunca tinha vindo na casa de Melissa antes, é bem confortável. Admito que para duas adolescentes, elas são mais organizadas que eu. Eram quatro e meia da manhã e eu não conseguia dormir. Na verdade, não venho dormindo bem desde o dia que deixei a casa de Lea. Sempre fico pensando no que ela está fazendo agora.

A janela do quarto que elas me deixaram dormir tem uma boa visão da rua. Então, de repente avistei Leana andando um tanto rápido. Primeiro pensei que estava delirando, mas vi que isso não era um sonho. Coloquei um sobretudo e corri em direção dela.

- Leana! O que você está fazendo? — ela estava chorando.

- Eu preciso de meus remédios! Eu preciso, eu preciso. Está me consumindo, eu preciso. — Agora ela estava de joelhos no chão me puxando como se eu pudesse fazer algo sobre isso.

- Leana, você não precisa! — Me agachei e peguei seu rosto para olhar diretamente em seus olhos. — Leana, para com isso. Você tem que se acalmar. — então ela puxou seu rosto de minhas mãos e levantou.

- Você tem meus remédios? — fiz que não com a cabeça. — Então eu não preciso de você.

Definitivamente aquelas palavras acabaram comigo.

Leana Silver;

Não consegui dormir a noite inteira, e agora, as nove horas da manhã, estou aqui comprando meus remédios. Fiquei a noite inteira sentada esperando que essa farmácia abrisse logo.

Quando cheguei em casa, avistei Blair andando de um lado para o outro preocupada.

- Onde você estava, porra?

- Me desculpe, sai cedo. — Menti. Mas Blair estava tentando se acalmar agora.

- Seu celular não parou de tocar essa noite. Tem cinco ligações perdidas de um número bloqueado. E não adianta ligar, pois eu já tentei. Diz que esse número não existe.

- Ah, deixa isso para lá. — disse indo em direção ao banheiro. — Já volto.

Me tranquei dentro do banheiro e dei um sorriso largo ao ver meus tão preciosos remédios. Tomei três pílulas de cada tipo de remédio. Mas não era o suficiente, então tomei mais. Senti minha visão ficar embaçada e fiquei tonta. O que eu estava fazendo? Sentei na tampa do vaso sanitário e comecei a chorar.

Ao me recuperar sai e encontrei Blair se arrumando.

- Para onde você vai?

- Starbucks, preciso trabalhar. — disse me dando um sorriso. — Por que demorou tanto no banheiro? — não respondi — Ok, desculpe. — nós duas demos uma risada e ela se despediu e a assisti saindo pela porta.

Me joguei em meu sofá e comecei a assistir TV. Precisava descansar.

-

Fui acordada com a campainha, olhei para o relógio e eram sete horas da noite. Puta que pariu, eu peguei mesmo no sono. Abri a porta sem me preocupar de arrumar meu cabelo e avistei Blair. Conversamos um pouco e depois ela foi usar o banheiro.

Blair Waldorf;

Estava muito calor, precisava dar uma lavada em meu rosto. Ao abrir a torneira, percebi que não tinha nenhum sabonete na pia, pensei em procurar na porta do espelho. Quando a abri, fiquei surpresa. Uma pilha de remédios anti-depressivos caíram sobre mim. Então, era por isso que Leana tinha demorado tanto no banheiro. E foi por isso que ela desmaiou uma vez, pensei que ela tinha parado de tomar os remédios. Agora tudo estava ficando claro, por isso ela não me deu muitos detalhes de sua briga com James, com certeza ele ficou furioso ao ver que Leana estava se tornando viciada. De repente, me deu calafrios na espinha. Ela precisava parar. Comecei a ficar furiosa por Lea ser tão irresponsável.

- Então, foi por isso que você e James brigaram, foi por isso que você foi para o hospital, é por isso que você está tão estranha e foi por isso que você demorou tanto no banheiro? — perguntei em tom ameaçador segurando um de seus frascos de pílulas. — Leana, você está ficando viciada!

- Olha, eu não aguento mais ouvir pessoas me dizendo o que eu tenho que fazer, saia daqui. Agora. — ela começou a chegar mais perto, mas não recuei.

- Não, não vou sair até me obedecer. Cadê a sua responsabilidade, Leana? Eu me preocupo com você.

- Por que você e James só sabem cobrar as coisas de mim? Já sei me cuidar sozinha.

- Pois não parece. Se James desistiu de você, realmente a situação está séria. Você não percebe? Só está fodendo com a sua vida. — ao ouvir isso, Leana me deu um tapa muito forte em meu rosto, tão forte que, estava sentindo a marca de sua mão. — Para mim chega. — Joguei seu remédio no chão e bati a porta ao sair de sua casa.

James Sullivan;

Johnny e Amy estavam no quarto enquanto estava na sala tomando uma cerveja junto com Melissa.

- Então Johnny e Amy estão mesmo juntos? — dei uma gargalhada. — Espero que ele cuide bem da minha irmã.

- É eu também espero. — Melissa deu um sorriso. — James… Como você está?

- Bem, Melissa. E você? — não sabia onde ela queria chegar.

- Bem mesmo? Quer dizer, e Leana? — meu sorriso foi desaparecendo aos poucos.

- Hum, digamos que ela me disse que não precisa mais de mim.

- E você precisa dela? — abaixei a cabeça e ela entendeu isso como um sim. — Você consegue superar. — dei um sorriso para ela e voltei meus olhos para a TV.

Ouvi a campainha tocar e assisti Melissa abrir a porta.

- Blair está aqui.

Blair? Eu não era muito próximo a ela, que estranho. Fui até a porta e a cumprimentei.

- Precisamos conversar. — Blair estava aflita e não pude deixar de reparar em uma de suas bochechas bem mais vermelha que a outra.

- Quem te deu um tapa? — disse e dei uma risada de um segundo e logo fiquei sério.

- A mesma pessoa que fez isso com seu pulso, presumo. — ela afirmou, segurando meu braço enfaixado.

- Entre.

Ao sentarmos no sofá, fiz um sinal para Melissa e logo ela falou que ia dar uma volta. Olhei diretamente para os olhos de Blair e ela fez o mesmo. Estava tentando achar palavras para começar.

- Leana está com sérios problemas. Tentei ajudá-la, mas ela me bateu. Ela nunca foi agressiva, James. Eu sei que você foi embora, mas creio que ainda a ame. Me ajude a dar um jeito de fazer com que ela perca esse vício. — seus olhos penetrantes agora estavam brilhando para mim, ela parecia mesmo preocupada. Era uma boa amiga para Leana.

- É claro que eu a amo, mas ela não precisa de mim. A mesma disse isso, com essas palavras.

- É claro que ela precisa de você, James. Mas ela fica fora de si quando falamos que está viciada. Você precisa me ajudar. — respirei fundo. Não iria permitir me magoar novamente.

- Sinto muito, Blair.

- Então quer dizer que eu estou sozinha nessa? — Fiz um gesto com a cabeça que demonstrava que sim, ela estava sozinha. Então ela se levantou, seus olhos demonstravam decepção, o que apertou meu coração. — Que bom saber que posso contar com você.

A partir daí, a unica coisa que ouvi era o som da porta se fechando.

Leana Silver;

Estava tentando ligar para Blair, mas seu celular estava desligado. Estava tão arrependida. O que está acontecendo comigo, afinal? Por que essa fúria toda quando alguém tenta me ajudar?

Resolvi sumir com esses pensamentos e tomar mais algumas pílulas.

Blair Waldorf;

Minha cabeça estava latejando. Tantos sentimentos ao mesmo tempo, dor, raiva, decepção, preocupação. Precisava descansar e tinha um lugar para isso. Quem sabe essa é a ultima pessoa que eu poderia recorrer para me ajudar com Leana.

-

- Chuck. — o mesmo me pegou pela cintura e me cumprimentou com um selinho demorado.

- Entre, minha querida.

Sentei no sofá e coloquei a mão na cabeça. Chuck percebeu que tinha algo de errado.

- Leana. — suspirei — Ela está com problemas, e queria que você me ajudasse.

- Que tipo de problemas?

- Está viciada em remédios para depressão, Chuck. — comecei a chorar. — Me ajude por favor. — nesse momento, Chuck encaixou minha cabeça em seus ombros e tentou me acalmar.

- Eu faço o que você quiser. — ao ouvir isso, fiquei mais aliviada por saber que tem alguém que me ajudará a salvar minha amiga. Talvez a minha melhor amiga.

- Não sei o que fazer, esse é o problema.

- Já tentou falar com ela?

- Ela me bateu quando eu tentei.

- Mas você falou ou você gritou? — Pensei por um momento. Realmente, eu perdi minha paciência. E creio que James também, por isso ela se irritou. Chuck percebeu que ele estava certo e logo deu um sorriso. — Blair, sempre nervosinha. — ele riu e beijou minha testa. — Vai lá falar com ela, e então, se tudo tiver dado errado, volte aqui. Tentarei te acalmar da melhor maneira possível. — ao falar isso ele mordeu seu lábio inferior, sabia do que estava falando. Selei nossos lábios e mordi sua orelha, então fui em direção a porta. Eu ia conversar com Leana, e ia fazer isso hoje.