About This Girl I Know.
21 You say the words and my weapon is drawn.
Blair Waldorf;
Ao tocar a campainha hesitei um pouco. Minhas mãos estavam soando. Leana abriu a porta e se espantou.
- O que você quer? — Leana não estava nem um pouco simpática, ela me bateu e eu voltei mesmo assim, será que ela não reconhece? Respirei fundo e mantive a calma.
- Posso entrar? — Leana não respondeu, apenas abriu espaço. Sentei no sofá e esperei ela fazer o mesmo. Ela apenas me olhava com uma expressão que eu não conseguia identificar. Seus olhos estavam caídos.
- Olha se você veio aqui para jogar tudo na minha cara, pode sair.
- Não, não. Eu vim para conversar. — ela levantou e foi para a cozinha. Fui atrás e mesmo assim continuei falando. — Leana, me desculpe por alterar a voz hoje mais cedo. Mas, bom, eu quero mesmo te ajudar. — ela continuava partindo o pão, mas sabia que estava prestando atenção. — Lea, você é a minha melhor amiga. — ela olhou para mim e eu dei um sorriso. — Eu quero que você fique bem.
- Mas eu estou bem. — ela voltou a cortar o pão.
- Leana, por favor. Não seja… — parei e respirei fundo. — Não seja teimosa. — eu estava com a sensação de que estava conversando com a parede. — Por favor, Leana. Olhe para mim. — ignorada. — Leana! — puxei a faca de sua mão e ela ficou furiosa e me cortou de leve com a mesma. — Leana! Por que você fez isso?
- Eu não preciso de ajuda, quer que eu soletre? — meu braço doía e eu não tinha mais forças.
- Tudo bem, depois não diga que não tentei. — estava quase saindo quando dei um passo para trás. Tinha que falar isso. — Mais cedo eu fui visitar James na casa de Melissa. Ele não quer mesmo mais saber de você. — vi lágrimas escorrendo dos olhos dela, mas não me mexi para confortá-la. Comecei a segurar meu braço que estava sangrando. — Só disse isso, para perceber que agora, definitivamente, você perdeu todas aquelas pessoas que te amam. O que é triste, por que eles são a unica chance que nós temos.
Leana Silver;
Era a segunda vez que aquela porta era batida com força hoje. O que está acontecendo comigo? Por que eu machuquei James? Por que eu disse que não precisava dele? Por que eu machuquei Blair duas vezes hoje? Ela estava tentando me ajudar, ela não tinha desistido de mim. Mas agora com certeza ela desistiu.
Estava cambaleando quando abri a ultima gaveta da cômoda do meu quarto. Havia um revolver com balas. Eu o peguei e fiquei fitando o mesmo por alguns segundos. Balancei a cabeça para afastar esses pensamentos e então fechei a gaveta de novo. Fui até a casa de James.
Melissa abriu a porta e logo chamou James. Ele apareceu na porta e ficou surpreso. Meu coração começou a ficar acelerado e minhas mãos começaram a suar. Eu estava com medo, mas precisava saber da resposta.
- Você me ama? — ele hesitou no principio, mas depois ficou ali, parado, sem dizer nada. Comecei a chorar. — Você me ama? — repeti, agora mais alto. Nada de novo. Resolvi que não tinha mais motivos para viver. Blair estava certa, não devemos nos afastar das pessoas que nos amam, mas foi exatamente isso que eu fiz.
Sai correndo para algum lugar, não sei onde mas, só queria sair dali. Só queria sair da frente de James.
Chuck Bass;
Realmente estava desapontado com Leana, não sabia que ela seria capaz de machucar Blair. Enquanto ela me contava o que havia acontecido em lágrimas, eu tentava acalmá-la, mas ao mesmo tempo, me acalmar.
- Eu vou ao banheiro, amor. Me desculpe, prometo não demorar.
Entrei no meu quarto e tranquei a porta. Em cima da mesa, havia uma caixinha. Mas não era uma caixa qualquer, dentro dela havia um anel. Queria pedir sua mão em casamento, mas será que devo? Venho planejando isso a dias, mas nessa situação não sei se é muito apropriado. Mas irei botar a caixinha em meu bolso mesmo assim.
- Voltei amor. — sentei ao seu lado e a abracei. Comecei a sentir seu perfume e a acariciar seu cabelo. Blair olhou para mim com aqueles seus olhos que me faziam derreter. Abri a boca, mas logo hesitei. Respirei fundo e ela percebeu que eu tinha algo a dizer. Peguei em sua mão e olhei diretamente em seus olhos. — Eu te amo. Sabia? — ela sorriu ao ouvir essas três palavras, o que fez com que eu sorrisse também. Ela selou nossos lábios começando um beijo, enquanto acariciava meus cabelos, eu passei minha mão por sua cintura e a apertei com força.
- Eu também te amo. — ela disse em meio de nossos beijos. A carreguei no colo até meu quarto e a joguei com cuidado em minha cama.
James Sullivan;
A cada palavra que ela falava fazia com que todo meu peito entrasse em chamas, mas não podia me render. Não de novo. Não conseguia permitir com que ela me magoasse novamente. Mas, ao sair correndo, entrei em pânico. Claramente ela estava fora de si, ninguém sabe o que poderia fazer. Resolvi segui-la.
Tive que correr para alcançá-la e me escondi em umas árvores de uma praça. Ela havia sentado e estava chorando. Tive vontade de correr e consolá-la, mas algo em mim não permitia. Meu orgulho, talvez.
Depois de uma hora e meia — sim, eu estava contando no relógio — ela levantou e, no mesmo passo de antes, — ou seja, correndo — ela saiu da praça. Fui atrás, tomando cuidado para que eu não fosse visto. Ela entrou em sua casa, fiquei no lado de fora olhando pela janela. Leana subiu as escadas.
Leana Silver;
Estava decidida e nada me faria mudar de ideia. Peguei um lápis e uma caneta com a minha mão tremendo e escrevi uma carta.
“Blair estava certa, não devemos nos distanciar das pessoas que amamos. Elas são as únicas chances que temos. Me desculpe Blair, me desculpe James. Eu amo vocês dois. Você é a minha melhor amiga, esteve comigo quando eu mais precisava e mesmo assim eu fui ingrata. E, James, você é o amor da minha vida.
Espero que um dia vocês me perdoem.”
Fui para um beco perto da casa de Blair, o beco cujo eu achei James caído no chão daquela vez. Deixei a carta em um dos bolsos do meu sobretudo, aparecendo um pedaço. Sentei no chão e olhei para a arma. Posicionei-a no lugar certo.Amor é autodestrutivo, foi meu ultimo pensamento antes de prender minha respiração e…
- Leana! — avistei James correndo em minha direção e me abraçando. — Leana, Leana. — ele não parava de repetir meu nome. Mas eu não conseguia dizer nada. Ele começou a chorar. — Eu te amo. Por favor. Eu não quero te perder para sempre. Eu te amo, Leana. Eu te amo. Por favor, não me deixe aqui. Não vá embora. Eu… — ele agia como se eu tivesse puxado o gatilho. — Eu te amo.
Chuck Bass;
Enquanto estava conversando com Blair em minha cama, resolvi que esse seria o momento. Procurei no bolso da minha calça a caixinha.
- O que está procurando? — Blair perguntou, então a olhei e respirei fundo. Levantei e estendi minha mão para que ela fizesse o mesmo.
- Blair… — Comecei. Então o celular tocou. Merda. — Atenda. — disse com a cabeça abaixada.
- Esse é o celular da Leana, ela deixou comigo e esqueceu de pegar de volta! É aquele número bloqueado que está ligando sempre para ela. Não vou atender. Continue. — respirei fundo.
- Blair, eu sei que não nos conhecemos a muito tempo, mas… — dei um sorriso de leve. — Eu te amo. Lembra quando eu disse que nunca amei ninguém? — ela fez que sim com a cabeça e então segurei uma de suas mãos, enquanto a minha outra mão estava no bolso. — Então, você me ensinou a amar. E, por isso, eu sei como é bom amar e ser amado de volta. — agachei. — Eu gostaria de passar o resto da minha vida ao seu lado, portanto, gostaria de saber se você tem a honra de ser minha esposa, Blair Waldorf. — Vi que ela não conseguia contar a alegria, então eu sorri.
- Sim! Eu quero! É claro que quero! — então ela pulou em cima de mim e começamos um beijo enquanto a levava de volta para a cama e colocava o anel que havia comprado em seu dedo. — Eu te amo. — ela disse enquanto eu a olhava.
- Eu também te amo.
James Sullivan;
Então, nós estávamos sentados, abraçados em um beco qualquer como se nada mais nos importávamos, apenas nós dois. Leana não havia dito nenhuma palavra ainda, mas eu iria esperá-la. Sei que deve ser difícil falar algo quando você estava prestes a se matar.
Enquanto ela se encaixava em meus braços, peguei uma de suas mãos e acariciei a mesma.
- James… — ela disse enquanto chorava baixinho. — Me ajuda. Eu quero mudar. — agora ela estava olhando nos meus olhos. — Não quero ser essa pessoa que me tornei. — ela estava quase sem voz.
- Eu acho que o melhor jeito de você superar é indo para uma clínica de reabilitação. Me desculpe amor, mas é o único jeito. — Ela fez que sim com a cabeça.
- Você me perdoa? — agora ela estava chorando e soluçando, então limpei suas lágrimas.
- Sim, eu perdoo.
Blair Waldorf;
Acordei com o toque do meu celular. Tinha passado a noite na casa de Chuck.
- Alô?
- Blair, é o James. Me desculpe, você estava certa. Eu errado.
- Continue.
- Leana tentou se matar, mas eu cheguei a tempo. - agora meu coração estava acelerado e meus olhos estavam quase saindo das órbitas, o que fez com que a expressão de Chuck mudasse. — Ela quer ajuda, vou levá-la para uma clínica de reabilitação, é o único jeito.
- Tudo bem. Você precisa de alguma coisa?
- Bom, ela precisa de uma amiga. Me encontre nesse endereço. — peguei um lápis e uma caneta e, com a mão trêmula, anotei. — Daqui a meia hora.
- Tudo bem, tudo bem. Estarei lá.
- O que houve? — Chuck perguntou segurando o papel na mão.
- Leana, ela tentou se matar. Mas agora está tudo bem, vou me arrumar e irei encontrá-la nesse endereço com James. Ela aceitou ajuda, ela vai para uma clínica de reabilitação. — disse indo para o banheiro fazer minha higiene. — Preciso tomar um banho agora, você vai visitar Lea comigo?
- Vou sim, e irei te fazer companhia no banho também. — Chuck falou rindo e vindo em minha direção e me abraçando até me empurrar para o banheiro com ele e fechar a porta.
Leana Silver;
Chegamos, olhei para cima e vi aquele enorme prédio. Parecia que eu estava indo para a escola novamente. Olhei para James que segurava minhas mãos.
- Quer mesmo fazer isso? — perguntou enquanto beijava minha bochecha.
- Sim, eu quero. Uma semana, certo?
- Uma semana, e então eu vou poder vir te visitar. — James disse sorrindo. — Assim que estiver pronta para sair, me informe que eu venho te buscar.
- Tudo bem.
- Leana! — ouvi a voz de Blair de longe e logo a abracei.
- Me perdoa?
- Sim Lea, eu perdoo. Você é a minha melhor amiga, e está fazendo o certo.
- Você sempre foi uma boa garota, Leana. — disse Chuck me abraçando. — Sei que vai conseguir.
- Entra comigo, Blair? — ela fez que sim com a cabeça, então entramos e deixamos James e Chuck lá fora esperando Blair voltar.
O quarto em que eu ia ficar não era tão ruim assim. Tinha uma cama boca, um abajur de um lado e uma mesa espaçosa do outro, um banheiro e dois armários. Consegui até sorrir.
- Você vai ficar bem? — Blair perguntou enquanto segurava meu ombro e acariciava o mesmo.
- Eu vou, agora me dá um abraço. — Ficamos abraçadas por alguns segundos. — Obrigada. - sussurrei em seu ouvido.
- Leana, preciso te falar uma coisa. — olhei para ela esperando que continuasse. — Uma coisa boa. — então ela sorriu o que fez com que eu sorrisse também. — Chuck me pediu em casamento!
- Fantástico! Vocês são tão lindos juntos! Parabéns, Blair. — disse enquanto nos abraçávamos mais uma vez, e dessa vez estávamos bem animadas. Ela estendeu sua mão e fiquei fascinada pelo anel que Chuck havia dado. — É lindo, querida!
- E eu quero que você seja a dama de honra junto com James, é claro.
- É claro, adoraria. — sorri. — Mas eu preciso sair daqui primeiro.
- Eu sei, portanto, eu vou te esperar. Começarei a fazer tudo, menos a data. Será no dia seguinte que você sair. — Blair não parava de sorrir.
- Tudo bem!
- Agora eu estou indo lá. Antes que eu encontre Chuck e James se matando lá fora. — nós duas rimos e nos abraçamos de novo
- Eu te amo, Blair.
- Eu também te amo, Lea. Fique bem. Daqui a uma semana venho te visitar com James.
Blair Waldorf;
Quando sai, vi James e Chuck tendo uma conversa civilizada, ri da situação.
- Do que você esta rindo? — perguntou James.
- Sei lá, pensei que vocês estariam se matando e eu tivesse que chamar o segurança quando chegasse aqui. — os dois riram.
- Vamos indo amor. — Chuck selou meus lábios e depois apertou a mão de James e entramos na limousine.
Ficamos em silêncio por alguns segundos.
- Então aquilo era uma conversa? — Chuck fez uma careta. — Acho que isso foi um sim. — nós dois começamos a rir e ele chegou mais perto de mim e me deu um beijo.
- Sim, sua chata. Aquilo foi uma conversa.
James Sullivan;
Melissa sorriu ao me ver na porta de sua casa e então retribui o sorriso.
- Posso passar alguns dias aqui?
- É claro. Mas por que? Pensei que estava tudo bem com você e com Leana. — abaixei a cabeça. — Ah, desculpe.
- Ela foi para uma clínica de reabilitação. Irei visitá-la daqui a uma semana para ver se ela está melhor.
- Ah, sim. Pode passar quantos dias quiser aqui, é melhor do que ficar sozinho. Aqui tem a Amy para te fazer companhia.
- E você também. — ela corou quando eu falei.
- É, é bom que alguém me faça companhia também, porque Johnny e Amy não se desgrudam mais. Parece chiclete. — Melissa fez uma careta e então nós dois rimos.
-
Eram três horas da manhã e Melissa estava falando da sua vida. Ela mencionou algo sobre que ela e um tal de Nate estavam próximos, um garoto de sua escola. Então meu olho começou a fechar sozinho e eu o abria rapidamente.
- Está com sono? — Melissa perguntou bocejando.
- Não, não.
- Imagina, né! — nós dois rimos. — Eu também estou com sono. E com sede. Vou beber um copo de água e depois vou para cama. Quer alguma coisa?
- Um copo de água também.
Melissa Van Der Woodsen;
Ele é realmente o irmão que eu nunca tive. Esses pensamentos sobre como eu e James estavamos mais próximos e passamos o dia inteiro conversando arrancava alguns sorrisos do meu rosto. Bebi minha água e enchi um copo para ele.
Ao chegar vi James roncando em meu sofá, fato que me fez rir. Senti um frio na espinha, causado pela janela que estava aberta. Fechei a janela e subi para o meu quarto pegar um cobertor. Vi Johnny e Amy dormindo juntos e ri baixinho.
Quando cheguei na sala cobri James e comecei a bocejar. Resolvi dormir no sofá também.
James Sullivan;
- Que cena é esta que eu estou vendo? — Acordei com uma almofada caindo pela minha cabeça, quando vi a situação estava dormindo de conchinha com a Melissa e logo a larguei e comecei a sentir minhas bochechas queimando.
- Desculpe. — me referi a Melissa que também estava corando.
- A gente só pegou no sono, chata. — Melissa jogou a almofada em Amy e as duas começaram a rir.
A semana inteira estava sendo sempre a mesmice de sempre. Acordo, tomo café da manhã, converso com Amy e Melissa, mais tarde Johnny aparece, a gente conversa, almoçamos, Amy e Johnny vão para o quarto e eu fico conversando com Melissa até que nós dois pegamos no sono. E é claro que eu nunca conseguia tirar Leana da cabeça, o fato de não poder ligar para ela era um tanto ruim. O meu celular começou a tocar, mas reparei que não era o meu. Era o de Leana, ela deixou seu celular comigo antes de entrar na clínica.
- Alô? — resolvi atender. Ninguém respondeu nada e o número era bloqueado.
- Quem é? - era a voz de uma mulher. Estranho.
- James. — e então a mulher desligou.
-
Acordei essa manhã me sentindo muito bem, porque hoje, finalmente eu iria ver Leana.
- Está feliz essa manhã. — Melissa falou me dando um abraço.
- Sim, eu vou ver Leana hoje! — nós dois começamos a rir e então eu fui me arrumar.
- Não quer comer nada antes de ir?
- Não obrigado. Me deseje sorte. — disse dando um beijo em sua bochecha e saindo pela porta.
Minhas mãos estavam suando quando cheguei na recepção.
- Por favor, gostaria de visitar Leana Silver. — então a mulher me deu um cartão que desbloqueava a porta e eu entrei. Ao me ver, Lea saiu correndo me abraçar e eu fiz o mesmo.
- Estava com saudades. — ela disse selando nossos lábios.
- Eaí, como você está se saindo? — ela deu um sorriso.
- Estou bem, James. Até o médico que está cuidando de mim disse isso!
- Vou conversar com ele, ok? — ela fez que sim com a cabeça e então procurei pelo médico de Leana na recepção.
- Vou chamá-lo. — disse a moça de preto.
- Pois não? — li seu nome no crachá. Dr. Stefan Ruiz.
- Oi, eu sou — O que eu falo? Namorado da Leana? — um amigo próximo de Leana, vim visitá-la e ela disse que estava se saindo muito bem. Gostaria de saber pelo senhor, dr. Ruiz.
- Leana está se saindo muito bem. As três primeiras noites ela chorou e implorou pelos remédios, mas depois começou a dormir bem e sem mais nenhuma crise. Volte daqui a três dias, quem sabe ela já pode ir embora quando você voltar.
- Obrigado, senhor. Posso me despedir dela? — ele fez que sim com a cabeça e me levou até seu quarto.
- Eaí, o que o médico falou? — Leana está animada.
- Ele disse que daqui a três dias você já pode ir embora. — nós nos abraçamos e então selei nossos lábios começando um beijo. Levei-a até sua cama e comecei a acariciar seu rosto. E então o médico entrou e tossiu baixo. — Me desculpe senhor, disse saindo da cama e senti minhas bochechas corarem. Leana deu uma risadinha.
- Tudo bem.
- Já vou indo. — estava desajeitado. — Tchau Leana, volto daqui a três dias.
Blair Waldorf;
Estava sentada no sofá bebendo vinho e observando Chuck fazer a comida. Ele insistiu que ele sabe cozinhar e que ia fazer o melhor almoço que eu já provei na minha vida.
- Tem certeza que não precisa de ajuda? — perguntei rindo.
- Está me desmerecendo? — nós dois rimos. E então o meu celular tocou.
- Blair, Leana está muito melhor. — de repente um sorriso brotou em meu rosto.
- Sério? Isso é muito bom. Ela já pode sair?
- O médico disse que daqui a três dias se tudo der certo, ela já pode sair.
- Maravilha! — desliguei e fiquei fitando o celular por alguns minutos. — Chuck, Leana sairá do hospital daqui a três dias.
- Que bom meu amor. — Chuck estava realmente feliz, o que me deixou mais feliz ainda.
James Sullivan;
Estava na sala fitando o celular de Leana e pensando naquela mulher que havia ligado.
- Eaí? Ela está bem? — Melissa estava sentada olhando para mim por alguns minutos, eu creio. E eu nem tinha notado, esse fato fez com que eu corasse.
- Sim, ela vai sair daqui a três dias.
- Então o que te preocupa? — Fiquei surpreso, é impressionante como ela repara em todos os detalhes. De um tempo para cá ela vem sendo minha melhor amiga, então por que não contar?
- Então Mel, a algum tempo um número bloqueado vem ligando pra Leana e quando ela atende eles desligam, e hoje ligaram de novo. Só que quando eu atendi, uma mulher perguntou quem eu era. Quando eu falei meu nome, ela desligou. Estou meio intrigado com essa história.
- É realmente estranho James, mas não deve ser nada. Relaxa. — ela disse acariciando meu braço. — Está tudo bem agora, não precisa pensar em algum outro possível problema. — ela sorriu e então eu sorri também. Ela tinha razão, que se foda a mulher do número bloqueado.
Fale com o autor