About This Girl I Know.
19 I can't think from all the pills.
Leana Silver;
Amy era realmente uma gracinha, eu realmente consegui entender ela e todos os problemas que ela tem. E sua amiga, Melissa também é uma graça, as duas são muito simpáticas. Tenho certeza que se simpatizaram comigo e com Blair também. Resolvi dar uma olhada para o lado, Blair dormia como um anjo. E em dois colchões do lado da minha cama de casal, estava Amy e Melissa, ambas dormindo. Não conseguia dormir. Resolvi tomar um calmante.
Quando cheguei no banheiro e tomei o calmante, fiquei encarando por uns segundos as pílulas contra depressão. Resolvi tomar uma. Duas. Três pílulas. Comecei a me sentir tonta e então apaguei.
Blair Waldorf;
Me espreguicei na cama e comecei a pensar na noite que tive com as meninas. Foi muito legal, deu para todo mundo desabafar sobre seus problemas e ainda ouvir opiniões e conselhos. Vi que Leana já tinha levantado, resolvi levantar também.
Quando tentei abrir a porta do banheiro, parecia que ela estava emperrada. Fui até a cozinha e procurei por Leana, talvez ela pudesse me ajudar.
- Leana? — Não estava em nenhum cômodo da casa. Então caiu a ficha. Fui correndo para o banheiro e tentei abrir a porta com cuidado, e enfim eu vi Leana caída no chão, com a cabeça escorrendo sangue. Olhei para o relógio e marcava sete horas da manhã, que horas será que ela desmaiou? Ela estava pálida, com certeza perdeu muito sangue. Chamei a ambulância.
-
Estavam todos lá. Johnny, Matt, Zacky, Amy, Melissa e James andando de um lado para o outro.
- Por favor, queria saber como está a paciente de vocês. Leana Silver. Sou um amigo próximo. - ouvi uma voz de longe, e quando ele apareceu na sala, James ficou furioso. Estava de terno e com uma pasta na mão, parecia um homem de negócios. Seu cabelo era curto e castanho claro — ou será médio? — com olhos castanhos. Sua beleza era normal, mas algo me chamou atenção. Não sei explicar o que é, simplesmente me chamou a atenção. Seu charme, talvez. Meus pensamentos foram interrompidos pela voz furiosa de James.
- O que você está fazendo aqui, seu filho da puta? — James se direcionava ao homem com um tanto de raiva.
- Ei, cara, estou aqui pela Leana. Eu me preocupo com ela, porra. Não esquece que a ultima vez que ela aprontou, eu que a salvei.
- Ela foi sequestrada por sua causa, seu idiota.
- Bom, eu não mandei sequestrá-la, mandei?
- Eu quero que você saia agora! — levantei da cadeira, realmente James estava muito estressado.
- Não fala assim com ele, James! — Me meti no meio. Não sei se devia, nem sabia do que estavam falando. O rapaz saiu andando e eu fui atrás. Ele estava saindo do hospital e então eu puxei seu braço. — Está tudo bem?
- Sim. Obrigado. — Curto e grosso. Uau, gosto disso.
- O que você fez à ele?
- Bom, ela é minha ex esposa. — Então esse era o Chuck Bass? — digamos que eu já fui um idiota com ela e James sabe. Ele a ama demais, sempre vai querer protegê-la. Não o culpo, mas também não o entendo. — ele parou para respirar e eu fiquei esperando atentamente que ele continuasse a falar. A propósito, sua voz era linda. — Eu não o entendo porque, nunca amei ninguém com essa intensidade. Na verdade, nunca amei ninguém. — ele olhou para mim meio envergonhado. — Desculpe, estou roubando seu tempo. — ele saiu em direção à limousine dele.
- Não, espere. Você não está roubando meu tempo. — dei um sorriso de leve. — Gostaria de ouvir mais sobre sua história. — corei — Quer dizer, se você quiser, é claro. — eu vi ele sorrindo e então ele abriu a porta de sua limousine e eu entrei.
James Sullivan;
Estava nervoso, e com a presença de Chuck Bass, fiquei furioso.
- Por que diabos ela desmaiou? — perguntei ao médico.
- Fique calmo, precisamos que ela acorde para fazer os exames.
- Ela ainda não acordou? Porra! — o médico apenas fez que não com a cabeça.
Por que sempre acontece alguma coisa? Por que nunca pode ficar tudo bem? Meus pensamentos foram cortados por Johnny que tentava me acalmar.
- Podia, por favor, ver qual foi a causa do desmaio antes que ela acorde? — O médico deu um suspiro de derrotado e então fez que sim com a cabeça.
- Vou fazer os exames agora. — Ah, então quer dizer que dava para fazer os exames? Idiota, sempre assim. Odeio médicos, e parece que depois que conheci Leana eu sempre estive presente em hospitais, que merda.
- Onde a Blair foi? — Melissa perguntou para Amy, mas ela foi ignorada, parece que Amy estava entretida demais conversando com Johnny. Porra, será que aquele anão safado queria pegar minha irmã? Esse pensamento me fez rir.
- Não sei, Melissa. Mas eu a vi saindo logo depois que Chuck saiu da sala.
- James Sullivan? — o médico perguntou a mim.
- Sim.
- A causa do desmaio foi remédios contra depressão. E ela vem tomando eles a um mês. — fiquei surpreso. Ela nunca havia me dito sobre remédios contra depressão. A um mês? É mais ou menos a data que eu desapareci. — Ela tomou doses exageradas do remédio. E bom, Leana Silver perdeu muito sangue, de acordo com sua amiga, ela foi encontrada as sete horas da manhã, e como foi calculado aqui, ela desmaiou e bateu a cabeça mais ou menos as cinco horas da manhã. Estamos fazendo com que ela recupere o sangue perdido, mas talvez ela não acorde hoje, quem sabe amanhã. É melhor todos os amigos irem para casa e se você quiser, venha passar a noite aqui. Mas somente a noite. Se ela acordar antes, iremos ligar para o senhor.
- Ok. — Foi a unica coisa que conseguia falar. Estava arrasado demais para pensar em quaisquer outras palavras.
Blair Waldorf;
- Obrigada pela carona. — já eram duas horas da manhã quando voltamos do bar. A minha tarde tinha sido agradável, conversamos sobre tudo. Mas nada passou da conversa. Agora estava em sua limousine, mas sem nenhum contato físico com Chuck, estávamos dos lados opostos.
- Obrigado você, por me fazer companhia. — fui chegando mais perto, e aparentemente ele também. Meu coração começou a acelerar. Rocei meus lábios nos dele. — Você tem certeza? — Selei nossos lábios como resposta. Levei minhas mãos para sua cintura e assim começando um beijo. Ele retribuiu.
James Sullivan;
Ao entrar no quarto, cheguei perto de Leana, que estava desacordada ainda. Passei a mão pelo seus cabelos e deixei escapar uma lágrima.
- Eu não sei se você está ouvindo isso agora, mas eu te amo. — dei um beijo em sua testa — E eu sei que tudo vai ficar bem.
Olhei para o lado e vi a minha “cama” provisória. A cadeira parecia confortável. Oh, céus, quem eu estava tentando enganar? Essa cadeira é uma bosta, quando eu acordar não vou sentir minhas costas. Coloquei minha mala com umas roupas no chão e sentei. Não tinha jeito, teria que enfrentar e dormir ali mesmo.
Bocejei, estava realmente cansado. Quando se ama, parece que duas pessoas se transformam em uma. Eu sempre achei essa frase idiota, mas agora eu consigo perceber que é verdade. Foi meu ultimo pensamento antes de adormecer.
-
- James, acorda seu preguiçoso! — ouvi uma voz feminina na minha cabeça e logo abri meus olhos, era a Amy.
- Leana já acordou?
- Sim, já levaram ela para ser examinada.
- Oi. — a voz de Leana veio pela porta do quarto e ela parecia estar envergonhada.
- Precisamos conversar. — meu tom era sério.
Leana Silver;
O caminho até a casa de Melissa foi agitado, porque as duas não paravam de conversar. Mas, o caminho até a minha casa foi silencioso, James estava estranho. Os médicos devem ter falado para ele a causa de eu ter desmaiado.
Quando cheguei deitei na cama e a apreciei. Como senti saudades dessa cama gostosa. James deitou do meu lado e ficou mexendo em meus cabelos. Estava sorrindo, o que fez com que eu sorrisse também, mas logo sua expressão mudou. Percebi que ia falar alguma coisa.
- Eu sei o porque você desmaiou. — não respondi, meu sorriso tinha sumido também. — Eu nem sabia que você estava tomando anti-depressivos e eu peço seu perdão se fui eu que causei isso a você. Se foi mesmo, eu nunca irei me perdoar, Lea. Mas você tem que parar de tomar isso.
- Não, não tenho, nem quero. Eu preciso tomar.
- Não, você não precisa. Isso é coisa da sua cabeça, você tomou muitas doses e… — os olhos de James se arregalaram. — Ah, não. Você tá viciada em remédios.
- Não, não estou!
- Sim, você está, Leana!
James Sullivan;
Leana estava ficando louca, só pode. Ela ficou tão brava, que fez com que eu dormisse aqui na sala. Ótimo, mais um dia dormindo em um lugar ruim, assim vão acabar com a minha coluna mesmo.
Olhei no relógio, eram duas horas da manhã. Não tinha conseguido dormir até agora, precisava fazer alguma coisa a respeito do vício de Leana, não queria que nada acontecesse com ela, então pensei em me desfazer dos remédios sem que ela visse.
Abri a porta do quarto dela com cuidado, deixando entrar um raio de luz que logo desapareceu quando encostei a porta. Chequei se ela estava dormindo mesmo, e então abri a porta do banheiro, a mesma fez um pouco de barulho, o que fez com que eu prendesse minha respiração e meu coração acelerasse. Olhei para Leana e a mesma continuava dormindo.
Entrei no banheiro e fechei a porta. Estava tudo escuro. Acendi uma lanterna que estava no meu bolso e comecei a procurar os remédios. Tinha muitos, e quase todos no fim. Os enfiei em meu bolso e sai sem deixar rastros que tinha entrado no quarto e no banheiro.
Peguei o lixo de casa e coloquei os remédios junto, fechei com cuidado e deixei na rua, as cinco horas da manhã o lixeiro vai vir para pegá-los. Estava mais sossegado, eu tinha me saído bem.
-
- James, James. Porra, acorda. — Diria que não fui acordado de uma das melhores maneiras possíveis, ao abrir os olhos vi a imagem de Lea na minha frente, parecia bem estressada. — Você sabe onde está meus remédios? — demorei para processar sua pergunta devido ao sono.
- Não. — menti. Leana parecia furiosa, levantei do sofá e tentei acalmá-la. — Lea, calma. Você não precisa desses remédios. — ela estava roxa de tanta raiva.
- É claro que eu preciso! Me diz, onde você os escondeu? — sua voz era tão alta que a cada palavra que ela dizia, eu ficava com dor de cabeça.
- Eu não peguei nos remédios, Lea! — Tive que mentir de novo. Odeio mentir, mas uma coisa eu tenho certeza: não posso falar para ela a verdade, ela surtaria.
Fui na padaria comprar pão enquanto Leana tentava se acalmar. Ao abrir a porta de casa, Leana estava com um copo de suco pela metade na mão, sentada na mesa da cozinha. Sentei ao seu lado e passei meu braço em sua volta e a abracei.
- Você não precisa disso, Leana. — ela me olhou com raiva, mas continuei mesmo assim. — Isso é coisa da sua cabeça. — agora ela tinha me soltado, mas eu continuei falando, precisava convencê-la. — Você está viciada. Tudo bem, não consegue parar. Mas deixe-me ajudá-la. — Levantei da cadeira e peguei meu sobretudo que estava no sofá e o vesti. — Vamos dar uma caminhada, conversar. — pensei que esse seria o melhor jeito para fazer com que ela esquecesse dos remédios.
- Você não entende, não é, Sullivan? Eu não estou viciada, e eu não preciso desses remédios. — rapidamente ela pegou o copo vazio que estava em suas mãos e o jogou em minha direção. Eu me abaixei, mas não tão rápido quanto deveria, o copo acertou meu pulso e começou a sangrar. Para mim chega.
Sem dizer nada, subi até o quarto e tranquei a porta. Meu pulso latejava de dor, então passei-o na torneira de água gelada para tentar melhorar a dor ou algo do tipo. Enquanto isso Leana batia na porta e falava algo de que eu não podia me meter na vida dela, mas depois ela começou a pedir desculpas. Não dei ouvidos, nem sei direito o que estava falando, a dor era tanto que meu cérebro não conseguia captar suas palavras.
Após enfaixar meu pulso e fazer minha mala, sem deixar uma roupa minha sequer em seu quarto, abri a porta e olhei para os lados. Nada de Leana. Ao chegar na sala, ela estava sentada na poltrona segurando as pernas e chorando.
Leana Silver;
O que deu em mim? Por que eu fiz aquilo? Será que James está certo, será que eu estou mesmo viciada em remédios? De repente, ouvi um barulho de uma porta fechando e resolvi levantar minha cabeça para ver o que era. James tinha saído.
Corri para o quarto e todas as suas roupas, escova de dente e outras coisas tinham sumido. Ele havia mesmo me deixado?
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