About Flowers & Beasts (HIATOS)
7 Willas
Notas iniciais

Ele ainda sentia nos lábios o sabor doce e suave dela. Willas não conseguia manter uma expressão séria por mais de dois segundos no rosto. Garlan entrou no seu quarto sem bater, essa era uma característica do irmão que odiava, mas nem assim Willas parou de sorrir.
“Irmão!” Os cachos dourados de Garlan reluziram quando a luz do sol bateu contra eles. “Então, o que está achando da criança que vai casar?” Willas riu e sentou-se na cama, soltando um suspiro longo. Garlan gargalhou e bateu no ombro do irmão. “Alguém está apaixonado.”
“Vá a merda Garlan.” Willas se olhou no espelho, o gibão de cor dourada marcava bem o seu corpo, e ele, apesar de tudo, não tinha do que reclamar. “O que acha, está bom para meu casamento?”
“Eu não entendo bem disso, pergunte para Loras.” Garlan ergue-se e limpou as próprias vestes, que eram em um tom vermelho. “Está pronto? A essa hora sua noiva já deve ter aproveitado o meu presente.”
“Presente?” Willas agora encarava o irmão de frente, a sobrancelha erguida e a mão apertada fortemente em volta da bengala. “O que você fez Garlan?!” Ele sentia a vontade de gritar crescendo em sua garganta, nada que partia de Garlan podia ser bom. Nada.
“Eu? Eu não fiz nada! Agora vamos.” Garlan arrastou o irmão para fora do quarto, Willas tentou parar e conversar, mas ao chegar na parte baixa do castelo foi cercado por tantas pessoas que diziam coisas ao mesmo tempo que se perdeu do irmão.
O septão acendeu o ultimo castiçal do altar, e Willas já olhava nervoso para a entrada do septo, como se Sansa não fosse passar por ali nunca. Garlan estava sentado ao lado da mulher no banco da frente, e ria sem parar da cara do irmão mais velho.
Eu o mato, eu o mato depois desse casamento, eu juro! Willas sentiu vontade de descer do altar e bater no irmão com a bengala, apenas para tirar aquele ar de quem sabia alguma coisa e não estava compartilhando.
Então ele parou de pensar, porque a música mudou no interior do septo, era suave e compassada, o que não combinava em nada com Willas, que sentia como se o coração fosse escapar pela boca.
Um raio de sol iluminou a entrada e Willas estreitou os olhos tentando ver através dele, a sombra do corpo de Sansa surgiu, o fazendo prender a respiração.
Ela deu o primeiro passo e sorriu,Willas só conseguia pensar em uma palavra para descrever a sua futura esposa: perfeita.
O vestido era dois tons. Começa em um branco leitoso e terminava em vermelho sangue Ele podia enxergar através do tecido e Sansa usava outro vesido, completamente cinza, caindo pelas pernas como um manto que poderia voar com o menor dos ventos, sobre os ombros a capa pesada e prateada, que ele sabia que ostentava o símbolo da casa dela: Um lobo.
Os cabelos já não eram mais tão castanhos, na verdade, contra o sol eles pareciam reluzir o tom vermelho, ele não conseguia mais esperar que a cor saísse e o tom de fogo voltasse, assim como em seus sonhos.
Quando Sansa atingiu o altar tinha um sorriso doce e contido, mas foi apenas até Willas pegar na sua mão, ele conseguiu ver a garota tomar um tom avermelhado, como se lembrasse de algo que eles tinham feito mais cedo.
“Você está linda.” Ele sussurrou contra a pele da testa dela, enquanto depositava um beijo ali.
“Você também.” Sansa o encarou, mas rapidamente desviou o olhar, encarando o septão que agora sorria.
Ele não prestou atenção em exatamente NADA do que o septão disse, era como se ele fosse apenas o corpo naquele altar. Sua mente voava em imagens da tarde anterior e da manhã desse dia, Willas discretamente percorreu o corpo da mulher com os olhos e teve que repreender esses pensamentos, pois começava a sentir as calças lhe apertarem.
Como se o septão pudesse sentir a aura sexual que envolvia o senhor de Jardim de Cima, ele finalmente mandou que Willas trocasse a capa de sua mulher.
Ele desfez o nó que prendia a grossa capa prateada em volta do pescoço alvo e esguio de Sansa, a tirando e entregando para Janet, a aia metida. Levou as mãos de encontro ao próprio pescoço e desfez o nó que prendia sua capa ao corpo.
Sansa se virou, puxando os cabelos para os lados, deixando o trabalho de Willas mais fácil, a capa dourada, com o símbolo da flor dos Tyrell, ficava muito bem com o detalhe em dourado do vestido dela. Ele deu uma última ajeitada no tecido e deixou Sansa livre.
Então ela se virou, e agora ele tinha certeza de que Sansa era e sempre seria apenas sua. Não era como se uma mudança drástica tivesse ocorrido, ele tinha certeza desse fato durante a manhã, enquanto sugava a essência dela. Mas agora, todos naquele bendito reino também sabiam disso. Sansa era de Willas. Assim como Willas era de Sansa.
Willas ergueu-se e brindou pela décima vez naquela noite, alguns de seus convidados já tinham bebido tanto que estavam adormecidos sobre as grandes mesas postas no salão principal.
“Marido, acho que seu irmão não está muito bem.” Sansa tocou levemente o braço de Willas e indicou em um canto do salão um Garlan que dançava sobre a mesa enquanto retirava as peças de roupa.
“Você acha?” Willas riu e apertou a cintura dela. “Eu tenho certeza esposa.”
Willas se inclinou em direção ao rosto delicado de Sansa, já haviam se beijado algumas vezes, sempre discretamente no meio do salão, estava com os olhos fechados, mas antes de concluir o caminho tão desejado seu irmão lhe chamou, fazendo todo o salão parar.
“WILLAS! IRMÃO.” Garlan ergueu uma taça cheia do vinho de dorne. “ACHO QUE JÁ ESTÁ NA HORA DE VOCÊ E SUA NOIVA SE RETIRAREM.”
Sansa corou e ficou da mesma cor vermelha e adorável de sempre, Willas riu e ergueu novamente sua taça.
“EU CONCORDO!” Ele gritou de volta. Algumas moças do salão começaram a dar risinhos, os homens batiam freneticamente com as taças vazias na mesa de madeira.
Garlan aos tropeços andou até o irmão e puxou a cunhada, lhe colocando sobre os ombros.
“Eu levo a noiva, tenho certeza que meu irmão não vai curtir que todos os homens aqui lhe toquem.” As meninas riram, e Willas se viu apertando com mais força a bengala. “MULHERES PEGUEM MEU IRMÃO. ELE É TODO DE VOCÊS.”
Garlan gargalhou e levou uma Sansa vermelha e irritada para o andar superior.
Willas mal conseguiu pensar no que veio a seguir, mulheres lhe cercaram e começaram a abrir suas vestes, homens lhe pegaram no chão e começaram a lhe levar para fora do castelo.
“Não, meu quarto é pra lá!” Willas apontou para dentro do salão. Os homens riram. “Ok, eu dou 20 barris de hidromel do vale se vocês me deixaram na porta do meu quarto!”
E foi como mágica, todos os homens se viraram em direção ao castelo e Willas suspirou animado. A perspectiva de ser deixado no meio da floresta e ter que achar o caminho de volta era muito frustrante, ainda mais em sua situação atual.
Os homens o largaram em frente à porta de madeira, e ficaram ali esperando Willas entrar.
“Ok, eu dou mais 20 se vocês saírem daqui e só voltarem amanhã de tarde.” Eles se olharam e pareceram pensar, e com um aceno eles se foram e levaram com eles as mulheres.
O quarto estava sombrio e Willas precisou parar e se acostumar, sentia a cabeça um pouco zonza pela bebida e a pele estava arrepiada pelo vento frio que vinha da janela.
“Sansa?” Ele chamou delicadamente e ouviu o som da cama ranger. O dossel em volta da mesma se abriu e Sansa colocou a linda cabeça para fora. “Oi.”
“Oi.” E era como se Willas fosse virgem de novo, ele andou até a beira da cama e apoiou a bengala na mesma, seus dedos, um pouco trêmulos e desajeitados tentavam se livrar do nó da calça, Sansa abriu uma fresta no dossel e ficou sobre os joelhos. Willas esqueceu completamente o que estava fazendo quando encarou a imagem da mulher completamente nua. “Eu ajudo.” Ela disse sem jeito, pegando as mãos dele e tirando do caminho. Com um puxão rápido o nó se desfez e as calças caíram no chão, revelando seu corpo para Sansa.
“O que houve com você?” Ele perguntou em um murmuro, esticando a mão e tocando a pele macia dela.
“Garlan me deu de presente uma... meretriz.” Willas não conseguia ver pela falta de luz, mas sabia que ela estava corando. “Ela me ensinou algumas coisas... E fez isso!” Sansa levou a mão do marido até a região entre o meio de suas pernas. Willas notou logo a diferença, onde antes ele teria encontrado pelos vermelhos e macios, estava apenas à pele suave dela. “Disse que as mulheres em Bravos e Pentos fazem isso. Que os homens gostam.”
Ele tinha os olhos fechados, enquanto delicadamente afastou as dobras dela e passou o dedo por sua intimidade. Sansa por reflexo levou as mãos aos ombros dele e apertou, fechando os olhos.
“Não sei os homens minha querida, mas eu gostei bastante.” Dizendo isso Willas subiu na cama, e fechou o dossel atrás de si.
Willas acordou com a luz do sol batendo contra o seu rosto, ele tinha noção do cansaço físico de seu corpo e do esgotamento mental, mas foi só perceber que estava sozinho na grande cama de penas que ficou alarmado.
“Sansa?” Sua voz era grogue e rouca, Willas se ergueu e espreguiçou os músculos que pareciam travados.
“Aqui.” Sansa abriu a cortina em volta do dossel e o presenteou com todo o seu esplendor nu. Willas sorriu, ainda com sono e delicadamente puxou a mulher pela mão para a cama. “Você não cansou ontem?” Ela perguntou com um sorriso no rosto.
“Não.” Willas percorreu o pescoço alvo e agora cheio de marcas vermelhas dela, e deu um beijo leve em cada uma delas. Com delicadeza ele ficou por cima dela se apoiando em seus cotovelos. “Machuquei você ontem?” A boca dele desceu fazendo uma trilha de beijos e mordidas pelos ombros dela.
“Não...” A voz dela parecia vazia e perdida, Willas ergueu o rosto para encontrar os olhos de verdes da mulher. Ela parecia ter algo para lhe dizer, mas ao mesmo tempo parecia complacente que fizessem amor mais uma vez. Willas acariciou o rosto dela. “O que foi?”
“Você...” Sansa virou o rosto e ficou olhando em direção a escrivaninha de Willas. “Foi bom para você?” Willas que desenhava círculos ao redor dos bicos do seio dela, estacou no lugar e riu.
“Claro que foi. Ou você acha que eu agüentaria até o sol nascer acordado se tivesse sido ruim?” Sansa deu de ombros, sem saber o que dizer.
“Perto das mulheres que você já deve ter tido eu devo ser uma boba.” Ele entendeu o medo dela e sorrindo se pôs em pé.
“Venha aqui.” Willas estendeu a mão e puxou o corpo dela da cama, levando-a até de frente ao espelho do outro lado do quarto. “Olhe-se Sansa.” A garota tinha o rosto corado e encarava os próprios pés, Willas delicadamente lhe ergueu o rosto para encarar o próprio reflexo. “O que você está vendo?” Ele perguntou enquanto acariciava os ombros dela.
“Uma criança.” Ele sabia que ela tinha o fantasma de Nym para lhe assombrar, deveria ser difícil competir contra uma mulher feita, mas para ele aquilo chegava a ser bobo.
“Não... Você não é mais uma criança.” Ele afastou os cabelos dela e se encaixou atrás do corpo alvo e, que ele comprovara na noite passada, flexível da mulher. “Você é uma mulher Sansa.” As mãos de Willas seguiram acariciando a lateral do corpo dela, e pararam na cintura, onde ele apertou com um pouco de força. “Minha mulher Sansa.” Com delicadeza ele depositou um beijo no ombro dela e viu a pele se arrepiar. “E eu adoro a sua pele, o gosto dela.” A língua macia dele lhe fez um rastro do ombro até o pescoço, onde ele sugou a pele entre os dentes e lhe deu uma mordida. “Adoro seus cabelos.” Uma mão masculina lhe agarrou o cabelo puxando a cabeça dela para trás, o suficiente para deixar mais espaço para sua língua brincar no pescoço e ela continuar encarando tudo pelo espelho. “Seus seios redondos e com bicos rosados.” A outra mão se encaixou no seio e o apertou sem força, para logo em seguida o polegar e o dedão dele roçarem os bicos. Sansa soltou um gemido baixo e Willas sentiu aquilo se refletir como uma fisgada entre suas pernas. “Adoro sua barriga branca.” A mão do seio desceu pela barriga fazendo círculos. “Eu adoro você.” A perna dele entrou entre o meio das dela, fazendo-as ficar afastadas, Willas escorregou a mão da barriga até o ponto sensível da garota e começou a esfregá-lo lentamente, apertando-o e o puxando com delicadeza, fazendo a garota derreter em seus braços. “Não feche os olhos Sansa.” Ele bradou no ouvido dela, dando outra mordida no pescoço. “Veja como você é linda.”
Willas soltou o cabelo dela e segurou uma das pernas dela no ar, deixando sua intimidade mais exposta para seu dedo, ainda sugando e mordendo a pele do pescoço dela Willas lhe penetrou com um dedo e soltou um gemido baixo ao sentir os músculos dela lhe apertarem os dedos e os lambuzarem.
Ele ergueu o rosto apenas para se certificar que ela mantinha os olhos bem abertos, perdidos em sua própria nuvem de prazer e luxúria nem se importaram com o fato de estarem em pé no meio do quarto na luz do dia.
“Segura às bordas do espelho e se incline para frente.” Ele ordenou tirando o dedo de dentro dela e se apoiando na cintura da mesma, ele sabia que ela estava um pouco perdida então a ajudou encontrar o ângulo perfeito. Ela não estava inclinada o suficiente para se apoiar no espelho, daquele jeito ela poderia ver cada movimento dele atrás de si e ele também poderia ver os movimentos dela. “Linda.”
Uma mão dele segurou o cabelo dela e enrolou na mão, puxando a cabeça dela para trás, enquanto a outra se aventurava entre as dobras encharcadas e macias de sua intimidade. Sansa gemeu e o encarou pelo reflexo, os lábios vermelhos e inchados dela eram um convite para ele continuar sua exploração.
“Eu vou lhe ensinar tudo.” Willas afastou as pernas dela e direcionou-se para a entrada úmida dela. “Tudo.” Com um encontro rápido e forte do quadril ele a preencheu, fazendo o espelho balançar junto com o corpo dela. “Tudo.” Ele voltou até a entrada dela e escorregou novamente para o fundo. Sansa soltou um gemido mais alto e Willas teve que se controlar para não derramar sua semente antes da hora.
Ele manteve um ritmo impetuoso, marcando-a como sua a cada estocada brusca, naquela posição ele podia ver tudo, desde o seu membro entrando e saindo cada vez mais molhado do prazer dela, até os seios pequenos, mas perfeitos para seus lábios, balançarem no mesmo ritmo das investidas.
Os dedos dela tinham os nós brancos de apertarem as bordas do espelho com força e Willas, sem agüentar estar tão fundo dentro dela, aumentou o ritmo para algo mais constante e forte. O quarto era preenchido pelo som de pele contra pele, enquanto Willas se enterrava no interior de sua mulher com toda fome do mundo, pelos gemidos de ambos e pelo som do espelho que sobre a grande pressão estava se movendo.
Willas puxou o corpo dela contra si e voltou a erguer uma das pernas dela, continuou metendo em um ritmo frenético enquanto encarava os olhos verdes e luxuriosos da mulher em seus braços.
E foi como uma explosão. Sansa tremeu nos braços dele e soltou um grito mudo, apertando a cintura de Willas e literalmente derretendo-se ali. Willas não demorou a encontrar o próprio prazer, derramando sua semente nas estranhas da mulher.
Cansados e suados, ambos escorregaram para o piso frio de pedra. Willas franziu o nariz ao sentir uma dor incomoda na perna, mas ignorou isso ao aconchegar o corpo mole e satisfeito de Sansa contra o seu.
“Acha que alguma coisa no mundo pode se comparar com isso?” Ele perguntou bocejando e acariciando as costas dela.
Sansa já tinha os olhos semicerrados, praticamente entregue ao mundo dos sonhos.
“Não.” Ela respondeu se aconchegando melhor nos braços do marido. “Nada no mundo pode se comparar a isso.”
VESTIDO DA SANSA COMO EU IMAGINEI:

Lembrando que ela ainda não está completamente ruiva :3
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