Notas iniciais
pra Cora que pediu as pOoOotarias HAHAHA Um 'mini' NC Nada demais. Só o primeiro beijinho deles.

Willas encarou a grande janela de vidro a sua frente. Podia ver claramente o contorno de sua futura esposa no jardim. A menina colhia flores e sorria com sua aia. Willas perguntou-se se deveria ou não juntar-se a pequena senhora. Mas, fazia tanto tempo que não galanteava ninguém que isso parecia até ridículo. Garlan estava a um dia de Jardim de Cima e com sua chegava o casamento se realizaria. Willas estava tentando de todas as maneiras se livrar de Nym, que para sua infelicidade ficava o cercando sempre que sua noiva estava por perto.

Decido a se livrar de toda aquela carga, Willas pegou sua bengala e marchou para o jardim.

Quando Willas sentiu o vento quente da rua ficou feliz de ver que Sansa estava sentada embaixo da árvore e parecia ter se livrado da aia. Willas não queria ficar andando pelos jardins naquele calor, provavelmente não conseguiria andar no próprio casamento.

“Olá.” Disse ao se aproximar, Sansa cheirava algumas flores rosas e brancas e corou furiosamente quando o viu.

“Olá Willas.” Ela se afastou um pouco em cima do lenço que sentava e ofereceu o lugar a ele, que o tomou de bom grado. “O que o trás ao jardim?”

“Eu vi você por aquela janela.” Willas apontou para a grande janela de vidro que mirava o jardim alguns segundos depois. “E pensei em me juntar a minha futura esposa. Tudo bem por você?”

“Claro!” Sansa voltou a encarar o jardim. Os cabelos negros ficavam mais desbotados todos os dias, devolvendo suas lindas mexas vermelhas.

Sansa percebeu que Willas a encarava com curiosidade e ergueu a sobrancelha, pergunta-se se tinha algo errado com ela.

“O que foi?” Willas perguntou baixando o rosto um pouco para encarar os olhos verdes de Sansa.

“Você ficou me olhando... Eu achei que deveria ter algo errado comigo hoje.” Ela mordeu o lábio.

“Não... Você é perfeita.” Willas percebeu tarde demais que não pensou antes de falar. Sansa ficou das cores dos que aqueles cabelos dela tinham, e isso trouxe um desconforto para Willas em sua roupa de couro.

“Obrigada, o senhor que é... lindo.” Willas a encarou como se Sansa fosse o próprio Estranho. De onde ela tinha tirado essa idéia? Willas até podia ser interessante antes do acidente, mas depois se tornou um menino recluso e amargurado. Tinha nascido perfeito mas agora tinha uma perna cocha e dependia de uma bengala. Ele encarou além do jardim e mais uma vez os pensamentos de que esse casamento não traria nada de bom para a pobre Sansa o invadiu.

“Você sabe que Garlan chega amanhã e com quando ele chegar casaremos?” Perguntou sem a encarar nos olhos, evitando saber como ela realmente se sentia.

“Sim, eu estou muito ansiosa.” Sansa abriu um belo sorriso, mas ele não sabia dizer se era verdadeiro ou se fora treinado pela ama de leite dela como toda donzela deveria ser treinada. Então não quis tirar nenhuma conclusão daquilo, nem a boa, nem a ruim.

“Sansa, se você não quiser se casar comigo, daremos um jeito, eu vou a manter segura igual.” Ele audaciosamente tocou uma mexa escura do cabelo dela e enrolou nos dedos.

“O senhor não me deseja?” Sansa perguntou baixando o olhar para as delicadas mãos. Mãos que devem ser macias como os cabelos dela. “Eu sei que não sou realmente uma mulher como a Senhora Nym, mas eu já sangrei e posso lhe dar filhos, se não me deseja eu posso melhorar e tentar me vestir como ela...” Sansa começou a falar tanto que se enrolou e Willas se pegou achando aquilo uma graça, ele delicadamente ergueu o rosto dela e a fez o encarar.

“Eu perguntei se você quer Sansa. Não se eu quero.”

“Você quer?” Ela perguntou afoita, com a respiração pesada.

“Sim... Os Deuses, Novos e Antigos que me perdoem, porém eu quero muito te tornar minha mulher Sansa. Minha.” Willas abaixou o rosto e tomou os lábios carnudos e convidativos dela para si. Ela tinha gosto de maçã e inverno. Delicadamente ele sentiu a garota passar os dedos por entre seus cachos e todo seu corpo correspondeu aquele carinho ingênuo.

Willas deitou o corpo de Sansa e a espremeu contra o lenço no chão. Um pouco animado pelo primeiro beijo que ele tanto desejava e pelo fato que poderiam ser pegos invadiu a boca da mesma sem muita delicadeza, lhe dando um beijo firme e com o máximo de carinho que conseguia. Ele estava ciente que a garota era inexperiente, mas nem isso tirou a excitação e o prazer das línguas se chocando. Ela ainda perdida nos movimentos e ele a ensinando como um mestre ensina aos pupilos. A cintura delgada dela era macia contra seus dedos e corpo pequeno se encaixava com perfeição contra o dele.

Willas se afastou e continuou de olhos fechados, a respiração descompassada e pesada, igual a dela.

“Isso...” Ela começou mais parou no meio da frase. Willas abriu os olhos e encontrou os verdes de Sansa, eles estavam escurecidos e ele ficou feliz com isso. Abriu um sorriso e recebeu outro de volta. “Macios e gentis.” Ela sussurrou.

“O que?” Ele perguntou também sussurrando, a voz rouca entregando seu estado.

Ela corou violentamente e escondeu o rosto no peito dele. Willas sorriu e se ergueu, trazendo Sansa consigo.

Ela sentou-se na perna boa dele e ele apertou com força pela cintura.

“Minha querida, se continuar corando assim sempre que tivermos algum contato mais íntimo, vai corar todas as noites de sua vida.” Willas espiou pelo canto do olho quando Sansa corou novamente e sorriu. Ele adorava o tom rosado das bochechas e combinavam perfeitamente com a boca.

Ele sentiu os dedos dela desenharem figuras aleatórias no seu peito enquanto o Sol se punha atrás da colina. Willas mexia com as pontas dos cabelos compridos e lisos perdido em seus próprio pensamentos.

“Senhor...” Willas virou o rosto e encarou Sansa que o olhava de baixa. “Podemos fazer mais disso?” A última palavra foi tão baixa que Willas se inclinou para ouvir melhor. Abrindo um sorriso com a pergunta ele tomou-lhe novamente os lábios, sem a urgência dessa vez, apenas carinho e o conforto que ele sentia perto dela.

Agora ela não estava tão perdida e parecia aprender rápido como dançar contra a língua dele, Willas sugou-lhe a língua perdido em instintos e Sansa soltou um gemido baixo contra os lábios dele.

A bengala ficou esquecida do lado da perna dele, enquanto a mão subia pela cintura e pousava delicadamente contra a curva do seio pequeno dela. Os pensamentos eram apenas borrões enquanto ele sentia a pele quente dela coberta pelo tecido fino do vestido, as mãos dela lhe apertavam o pescoço, então Willas cobriu-lhe o seio com a mão grande, apertando-o com delicadeza. Sansa afastou o rosto do dele, mas Willas não abriu seus olhos, nem parou a carícia, apenas procurou uma abertura no vestido e tomou a carne tenra e suave do seio dela agora direto contra a pele da mão dele. Ele voltou a tomar-lhe os lábios, enquanto seus dedos desenhavam o bico túrgido e o instigavam, ele não conseguia pensar, era apenas ação e emoção, apenas o instinto mais prematuro guiando um homem quando se encontra assim com uma mulher.

Willas...” Era como se ela cantasse o nome dele. Então ele subitamente abriu o olhos e se deu conta de onde estavam. Afastou os lábios do dela e lentamente, percorrendo a pele com a ponta dos dedos, tirou a mão de dentro do vestido dela. “O que...”

“Vamos nos casar amanhã, não temos que ter presa.” Willas sorriu e cheirou o cabelo dela.

“Claro...” Ela parecia perdida e corou novamente. “Claro.”

Willas sorriu e voltou seu olhar para o horizonte onde o sol já não era mais visto, deixando apenas um rastro rosado e dourado no céu.

Ele sentia dentro dele que aquele casamento tinha grandes chances de dar certo. E que essa seria a última noite que ele seria perseguido por cabelos flamejantes nos sonhos.

Notas finais
e no próximo capítulo UM CASAMENTO TÃ TÃ UMA NOITE DE NUPCIAS TÃ TÃ E UMA NYM VADIA TÃ TÃ