Notas iniciais
EEEEEEEEI E sei que prometi um casamento, mas eu comecei a escrever e escrever e não foi nesse capítulo. Mas do próximo não passa.

Ela olhou novamente pela janela de seu quarto sem acreditar no que via. O jardim estava repleto de tendas erguidas da noite para o dia. Sansa sorriu para o belo dia que fazia. O dia do meu casamento. Ela ainda podia sentir os dedos de Willas queimando sua pele, seus lábios exigentes e carinhosos lhe acariciando e sua língua lhe incentivando. Soltou um suspiro e deu um giro sobre si mesma, fazendo a camisola fina esvoaçar.

Janet, a aia fuxiqueira, entrou no quarto trazendo uma travessa de tortilhas de limão.

“Parece animada, minha senhora.” Ela disse sorrindo e andando até Sansa, que lhe estendeu a mão e apertou a aia em um abraço.

“Não acha que o dia está muito mais belo hoje, Janet?” Ela andou até as tortilhas e esquecendo os bons modos enfiou uma na boca por inteiro.

“Sim, e devo dizer, mesmo sabendo que não deveria, o septo está ficando lindo com a flores.” A aia olhou pela janela e suspirou. “Um dia irei me casar também...”

“Claro!” Sansa estava animada e bateu palminhas. “Todos irão casar.”

A aia riu e andou até o grande roupeiro de Sansa, retirando o vestido de casamento que a “rainha” Cersei havia planejado para a sua senhora.

“Senhora, temo que irá derreter nesses trajes.” O vestido era pesado e de um tecido quente, Janet o deixou sobre a cama e encarou pensativa. “Precisamos fazer algo.” Puxando Sansa pela mão, ela saiu do quarto rapidamente, seguindo o caminho para as cozinhas. “Tem uma mulher que trabalha nas cozinhas, Edith é o nome dela, ela costuma que é uma maravilha, vamos arrumar algo até o fim da tarde para o seu casamento, algo que não lhe faça suar.” Sansa concordou e seguiu a aia apressada. Por ela poderia se casar usando os trajes rústicos de lã que a trouxeram até ali. Desde que no fim casasse com Willas.

As duas mulheres encaravam o corpo magro e esguio de Sansa.

“Eu tenho algo para ela, com alguns ajustes vai ficar bom para um casamento.” Edith, uma mulher magra e com cara de cavalo disse com um sorriso. “Era para a dona Margaery, mas vai servir bem.” Janet sorriu e acenou. “Você, matraca, vem comigo, vou precisar de ajuda.”

“Pode ir Janet.” Sansa sorriu, qualquer coisa por seu vestido. “Eu não vou sair do quarto hoje, eu prometo.” Janet concordou.

“Volto com o vestido, com sua licença, senhora.” Ambas as mulheres saíram e Sansa se cobriu com um roupão leve e de linho.

Sansa deitou-se na grande cama de dossel e ficou encarando a janela entreaberta. Não sabe quanto tempo ficou ali até ouvir uma leve batida na porta, achando que era Janet se ergueu rapidamente e saltitante andou até a porta.

Seu sorriso morreu aos poucos ao dar de cara com Senhora Nym, a mulher morena tinha um sorriso travesso nos lábios vermelhos e sem pedir licença entrou no quarto de Sansa.

Criança, fiquei sabendo que vai casar hoje.” Ela virou-se, fazendo o seu vestido cor de pérola esvoaçar, mostrando suas lindas pernas torneadas. Sansa mordeu os lábios, tentando escorrer o corpo pequeno e magro da mulher o melhor que podia. “Willas parece bastante afoito com essa idéia.” Nym sentou-se de frente a seu espelho, e começou a pentear os cabelos negros com sua escova. “Ele não parava de falar disso...” Ela virou e os olhos negros encontraram com os olhos verdes de Sansa. “ontem!”

Sansa sentiu o estomago afundar, com passos incertos andou até sua cama e sentou-se. A respiração estava pesada, imagens de Willas beijando Nymeria como a havia beijado no dia anterior invadiram sua mente. Beijos e outras coisa mais. Nymeria era uma mulher, Sansa era uma criança.

Os olhos negros de Nymeria pareciam lhe engolir a cada minuto que se passava em silêncio, Sansa reconheceu o sorriso vencedor nos lábios carnudos da outra e se pôs em pé o melhor possível.

“Bom saber que ele parecia afoito com você na noite passada.” Ela tentou dizer o melhor que pode, a raiva agora tomava o lugar da tristeza e Sansa deu um passo em direção a morena. “Por que no fundo você, Senhora Nym, sabe que é só isso não é?” Nym ergueu uma sobrancelha e Sansa sentia o sangue ferver. “Uma mulher que Willas só vai passar a noite! Porque não importa o quanto você deseje tomar o meu lugar é o meu nome que ele vai dizer no altar hoje!” Nym deu um passo para trás e Sansa mais confiante deu um para frente. “Porque não importa se ele vai lhe procurar durante a noite, é a mim que ele vai ter que voltar sempre. E não importa se você o ama, é a mim que ele vai dar filhos legítimos, e sou eu que vou liderar ao seu lado. Acha que pode me atingir? Você é uma bastarda, não importa o tão bem você se vista e o tão bem que você fale, você continuará sendo isso: uma ninguém!” Nymeria ergueu o braço e Sansa já podia sentir o impacto de sua mão contra seu rosto.

“Eu não faria isso se fosse você Nymeria.” A voz era profunda e parecia zangada, ambas se viraram para a porta e deram de cara com Willas. O coração de Sansa acelerou e ela sentiu-se magoada novamente. Toda a força que tivera para enfrentar Nymeria havia ido embora e ela voltou-se para cama.

“Willas.” Sansa ergueu o rosto, vendo Nymeria andar até o seu futuro marido e lhe abraçar. Dor e ânsia tomaram conta do corpo de Sansa, que virou o rosto, apenas para continuar vendo a mesma cena em um ângulo diferente pelo reflexo do espelho. “Viu como ela me trata? Como uma ninguém. Como se eu não significasse nada para você.” Foi com uma pontada de prazer que Sansa viu o seu futuro senhor se desviando da morena e andando em sua direção. “Willas!” Nymeria chamou, mas ele nem se virou.

“O que ela lhe disse?” A voz foi macia e suave, Sansa sentiu que ele queria lhe tocar e puxou a mão para si. “Sansa...” A voz dele parecia desolada, e Sansa quase pulou em seu pescoço.

“Vocês passaram a noite juntos?” Ela quase não reconheceu sua voz, magoada e dolorida.

“O quê?!” Willas se virou e encarou Nymeria, Sansa podia sentir o ódio, só não sabia se era porque ela tinha lhe contada a verdade, ou uma mentira. “O que você andou espalhando sua cobra?” Era mentira. Sansa sentiu os lábios se curvarem em alegria, mas uma vozinha na sua cabeça teimava em dizer que podia ser verdade.

“Não minta para sua noivinha.” Nymeria apontou o dedo para Sansa. “Você passou sim à noite comigo!”

“SAIA JÁ DAQUI, NYMERIA.” Willas a pegou pelo braço, e mesmo mancando a empurrou porta afora. “Você tem até o horário do meu casamento para estar bem longe de Jardim de Cima, e nunca, nunca pense em voltar!” E a porta de madeira foi batida com tanta força que Sansa chegou a pular na cama.

“Senhor... eu... eu...” Mas ela não tinha o que dizer, então ficou sentada, encarando as mãos brancas em seu colo.

“Quanto a você, minha senhora. “ Sansa ergueu os olhos verdes e encontrou os de Willas, que pareciam dourados por causa do fogo, olhos dourados que ardiam com fúria. “Depois da tarde que passamos ontem, em recuso acreditar que deu ouvidos para as besteiras de Nymeria.” Ele se inclinou em direção a ela, e Sansa sentou-se um pouco mais para o meio da cama. “Mas, se tem alguma dúvida de que foi com você que sonhei a noite inteira, vou lhe provar agora.”

“M-m-mas... O casamento e o-o-o seu irmão...” Sansa foi empurrada sem delicadeza contra o colchão de penas, Willas largou a bengala no chão, com um baque mudo, e lhe ergueu as pernas, fazendo o roupão de ninho se abrir e revelar o seu corpo.

“Tão belo quanto eu me lembrava.” Ele sorriu e Sansa corou novamente.

“Uma donzela deve-se casar virgem...” Sansa não tinha coragem de encarar o futuro marido nos olhos.

“Eu vou casar com você, Sansa. Não é como se eu me preocupasse, mas se você faz questão...” Sansa respirou aliviada, não é que não sentisse vontade do marido, mas havia escutado falar sobre a dor, e era somente isso que temia. Sem falar que ainda era dia lá fora, pessoas de boa índole não se amavam a luz do dia. “Existem coisas que podemos fazer sem tirar sua virgindade.” Ele completou, fazendo Sansa arfar. “E elas não vão doer.”

Sansa sentiu o peso do corpo dele sobre o seu, e era um peso muito bem vindo, sua mente traidora voltou a passar imagens do beijo que tiveram no jardim e ela sentiu o corpo esquentar.

“Tão bela...” Willas murmurou contra a pele de seu colo, descoberta e ao alcance de seu noivo. “Tão pura.” Seus dedos rodearam levemente o mamilo rosado e túrgido a fazendo arfar, ele tinha um toque delicado e quente e Sansa adorava essas sensação. “Minha.” Com um gemido Willas tomou-lhe os bicos rosados nos lábios e os sugou delicadamente, fazendo Sansa agarrar seus cabelos e fechar os olhos com tamanho prazer.

Willas...” Ela deixou a boca abrir e o som do prazer puro e carnal escapou pelos lábios. “Willas!”

“Você acha minha senhora...” Willas passou a ponta da língua pelos seios, deixando um rastro molhado de sua saliva. “Que eu passaria a noite com qualquer outra mulher, tendo em vista uma vida inteira na cama com você?” Sansa sentiu uma ardência entre as pernas, que foi aliviada quando Willas deixou o seu joelho roçar no ponto quente entre as mesmas. “Tão boba.” E lá estava ele, lhe esmagando os lábios com urgência e fome. Uma fome que Sansa não conhecia até o dia anterior, mas que precisava ser saciada.

“Minha aia, ela vai voltar a qualquer ah-“ A frase foi cortada no meio quando Willas tomou o outro bico entre os lábios. “Willas!” Sansa tentou o empurrar quando sua mente voltou a ser sã.

“Então temos pressa?” Ele perguntou se apoiando nos braços, e percorrendo a lateral do corpo branco com os dedos macios e másculos. “Mas, eu vou lhe provar que só quero você, minha senhora.”

Sansa não entendeu quando o corpo de Willas escorregou pelo seu, e seu futuro marido ficou de joelhos no chão, ela ergueu o corpo para o ver melhor e sentiu quando ele ergueu suas pernas e lhe puxou com brusquidão para ponta da cama. Suas pernas caiam pela beirada da cama e a ponta de seus dedos raspavam no chão. Ela se sentou e encarou Willas que lhe sorriu e beijou sua perna.

Sansa abriu a boca para dizer que Willas deveria se retirar, mas então a cabeça dele se inclinou em direção a sua intimidade e qualquer protesto morreu com um gemido que ela soltou.

Ela podia sentir a língua quente e molhada dele percorrendo-a por dentro, era como se Willas a beijasse, porém, não era os seus lábios que recebiam toda a massagem de sua língua, sim sua intimidade.

Sansa não agüentou o peso do corpo e caiu deitada na cama, se contorcendo cada vez que sentia a língua do noivo lhe explorar cada vez mais fundo.

Ela não conseguia controlar os sons obscenos que saiam de sua boca e preenchiam as paredes de pedra do quarto, era como se Willas soubesse exatamente aonde tocar. Quando ela achou que não havia prazer maior Willas sugou uma parte mais sensível e Sansa gritou.

Seu corpo foi invadido por pequenos tremores, enquanto ela sentia os lábios dele lhe sugarem com mais força, perdida no êxtase do momento Sansa ergueu a cabeça e os olhos do futuro marido lhe encaravam com o que parecia ser satisfação. Ele fechou os olhos e Sansa sentiu uma sucção ainda maior, juntamente com o último gemido, antes de largar a cabeça e tentar em vão respirar novamente.

Willas lambeu-lhe por alguns segundos a mais e voltou a subir na cama, ficando por cima dela.

“Isso lhe prova que é somente a você que eu desejo?” Sansa encarou-o e concordou, sem conseguir encontrar sua voz.

“Ótimo.” Willas lhe beijou delicadamente, e Sansa sentiu o gosto doce que ela tinha em sua língua, que lhe explorava cada canto da boca. Um dedo de Willas escorregou pela sua intimidade e ele levou aos lábios dela, lhe fazendo sugar até ficar limpo. Ela sentia o gosto molhado e doce de si mesma e fechou os olhos com vergonha. “Você é deliciosa senhora.”

Os lábios se encontraram mais uma vez, apenas um beijo casto, Willas se pôs em pé pegou a bengala.

“Não vejo a hora desse casamento.” Ele murmurou sorrindo, e com uma mensura saiu do quarto, deixando Sansa ali, estirada na cama perdida em suas sensações.

“Também não.” Sansa tocou os lábios e os seios, seguindo uma trilha com os dedos ate seus cachos entre as pernas. “Também não.”

Notas finais
A fic tem poucos leitores, e isso faz que tenha poucos comentários. Não sei se é o fandom que é pouco utilizado, ou apenas o shipp, mas, quem lê, eu gostaria muito que comentasse, poxa gente, eu me mato para fazer algo fofo, romantico e caliente, e não recebo reconhecimento em troca? Isso é meio chato né? MUDANDO DE ASSUNTO Nymeria vadia! MUDANDO NOVAMENTE Eu fiz um grupo de fics no face, entra lá: https://www.facebook.com/groups/sspierrefics/