Notas iniciais
sim, voltei rapidamente. sou um amor. capítulo dedicado a Lórien, que me alimentou com esperança nesse mundo obscuro de falta de feedbacks.

Mancando e cansado ele desceu pelo corredor e andou em direção ao seus aposentos, ele sabia que a esposa estaria o esperando, porque apesar do costumo de casais dividirem aposentos diferentes ele e Sansa não precisavam disso.

E não foi nenhuma surpresa quando ele entrou no quarto e viu o amontoado de cobertores cobrindo o corpo da mulher. Sorrindo ele se aproximou, largando a bengala ao lado da cama e deixando a vela que iluminou o seu caminho até ali na escrivaninha.

Willas deitou na cama e se aproximou do corpo coberto, apenas para notar que o cheiro de rosas não parecia o mesmo.

“Sansa?” Ele chamou baixo, destampando finalmente a pessoa por debaixo dos mantos de pelo.

“Nossa, você demorou tanto que eu dormi.” A voz grogue de Nymeria respondeu. “Oi, Wil.” Willas praticamente pulou da cama, encarando perplexo enquanto a víbora se erguia completamente nua.

“Onde está minha mulher, Nymeria?” Willas perguntou lentamente, tentando controlar a raiva dentro de si.

“Passeando... por um bom tempo.” Nymeria riu, andando até Willas e o envolvendo com os braços. “Já estava na hora dela ir embora, Wil.”

Willas tocou Nymeria contra a cama, agarrando sua bengala ele mancou até a porta, e as berros chamou pelo irmão.

Sem muita delongas, Garlan apareceu semi nu na porta do irmão, o cabelo bagunçado e marcas vermelhas pelo peito.

“O que foi irmão?” Perguntou meio tonto.

“Sansa sumiu... Tire a Nymeria daqui antes que eu a mate, e a faça falar o que ela fez com minha mulher. AGORA!” Willas puxou Nymeria a tocou em direção a Garlan, ela ainda nua, começou em vão se debater.

“O que você fez agora sua praguinha?” Garlan perguntou, agarrando com mais força do que necessário o braço dela.

“Ai, solte-me!” Nymeria puxou o braço, e andou até a cama, pegando entre as mantas o vestido dela.

“O. Que. Você. Fez?!” Willas perguntou pausadamente, sentindo-se cada vez mais irritado e o desesperando chegando ao ponto transbordaria em formas de lágrimas.

“Eu dei ela para os Lannisters!” Nymeria disse calmamente.

Garlan nem teve tempo de impedir quando a mão de Willas voou em direção ao pescoço esguio de Nymeria.

“Mudei de ideia.” Ele disse entre dentes. “Você vai começar a falar agora, sua puta.”

Garlan se aproximou lentamente do irmão e o puxou, Nymeria estava ficando de uma cor azulada e era possível ver as marcas de dedos ao redor de seu pescoço.

“Vamos resolver isso com toda família.” Garlan levou-o até a porta. “Vista-se Nymeria. Ou você vai falar nua perante todos. Não me importo.”

Dizendo isso ele bateu a porta com força, levando um Willas que tremia da cabeça aos pés até o fim do corredor. No caminho, Willas reparou, que Garlan mandou um dos guardas buscar Nymeria em seus aposentos e a levar ao grande salão, a mantendo-a sobre vigilância constante.

Willas foi deixado sozinho por apenas alguns minutos, esperando no corredor escuro enquanto o irmão tirava a família da cama, mas, foi o tempo necessário para o desespero do que teria acontecido com a mulher dele finalmente transbordar, o transformando em uma massa de lágrimas e berros.

“Willas, irmão...” Ele sentia que o irmão tinha voltado e podia também sentir que alguém o abraçava com força, mas aquilo não era o suficiente para aplacar a correnteza de sentimentos que o dominavam. “Nós vamos a trazer de volta, nós vamos.” A voz do fundo de sua consciência dizia, e era nisso que ele queria se agarrar, a essa esperança cega que o emplacaria para frente.

“S-Se os Lannisters, s-se eles estão com ela, Garlan...” Willas apertou o irmão, chorando ainda mais forte, ao ponto dos soluços não o deixarem terminar a frase. Sansa, minha doce, Sansa.

“Willas, se concentra, você tem que ser o líder que você foi treinado a vida inteira para ser. Vamos, Will, você é o mais sensato de todos irmãos.” Garlan o sacudiu, e Will fungou como costumava fazer quando ainda era um menino que tinha tido a perna quebrada. “Lembra quando você voltou daquele campeonato? O Meistre disse que você nunca mais andaria como um homem normal. Não poderia mais ser um cavaleiro, e que talvez perdesse sua perna. Você lembra?” Os olhos castanhos claros de Willas, encontraram os do irmão.

Garlan era muito mais alto, e quem visse aquela cena de longe provavelmente acharia cômico Willas fungando enquanto apenas acenava positivamente com a cabeça.

“O que você fez, Willas? Você riu e disse que tudo bem, porque você seria um lorde, e lordes só precisavam sentar e mandar. E o meistre riu, e o papai ficou vermelho como um tomate.” Garlan se curvou e juntou a bengala que havia caído no chão. “Porém, eu via você Will. Chorando no quarto, antes da gente dormir... E eu via você treinando, se apoiando pelos móveis mesmo quando devia ficar na cama. Ninguém viu a sua dor, e todos acharam que você se recuperou por causa dos deuses, no fundo eu sabia, que foi porque você não desistiu.”

“Não desista da Sansa. E principalmente, não mostre sua dor a eles.”

Aos poucos ele foi colocando seus pensamentos em ordem, a primeira coisa que ele tinha que fazer era confirmar urgentemente se os Lannisters tinham ou não a posse de Sansa. Em seguida, ele deveria arquitetar outro plano de fuga.

Lentamente, como o peso de todo o mundo estivesse sobre suas costas, ele fez o caminho para ao grande salão, onde deparou-se com seus tios, avôs e o capitão da guarda o esperando.

Nymeria estava em frente à cadeira onde Willas costumava se sentar para audiências, nos mesmos degraus onde o bastardo de Frey lhe dirigiu a palavra.

“O que aconteceu?” Seu avô perguntou, reparando os olhos vermelhos e as mãos que tremiam levemente de seu neto mais velho. “O que houve, Willas? Por que fomos tirados na cama nessa comoção enorme?”

Para sua surpresa, apesar do bolo que sentia na sua garganta, sua voz saiu controlada e alta o suficiente para todos no cômodo ouvir.

“Sansa sumiu. Quando voltei ao meu quarto depois da nossa reunião, deparei-me com Nymeria nua em minha cama. Ela disse que entregou Sansa aos leões.”

Todos ficarem perplexos, apenas a rainha dos espinhos parecia calma e com a mesma cara de sempre.

“É mesmo, uh?” A rainha dos espinhos perguntou, encarando a garota morena do outro lado do cômodo que tentava em vão lutar contra o aperto forte do guarda.

“Sim, eu dei aquela putinha loba aos leões, essa hora já arrancaram aquela linda cabeça que você gostava tanto de foder, Willas!” Ela gritou em disparato, apenas para ter o aperto do guarda aumentado.

Willas assistiu, ainda de pé ao lado do irmão, enquanto sua avó descia calmamente a escada em direção a Nymeria.

A mão enrugada segurou firmemente e com devida força o queixo de Nymeria, fazendo-a a encarar. Após alguns minutos de um exame do semblante dela.

“Acho que ela não tem informação para dar, bem, vamos lhe arrancar a cabeça.”

“O QUE?” Nymeria tentou se livrar do aperto em seu queixo. “VOCÊ NÃO PODE ARRANCAR MINHA CABEÇA, EU SOU FILHA DE OBERYN. VOC-“

“Minha querida, cale-se.” Olenna ordenou em uma tom decisivo. “Você é uma das muitas filhas de Oberyn, e não bastasse tudo isso, uma das bastardas.” Ela riu. “Ninguém vai sentir sua falta, e você teve a chance de sair daqui viva. Preferiu jogar e entregar minha neta para os leões, que os leões também tenham sua cabeça...”

“Você ouviu minha avó.” Willas deu um passo à frente, os olhos castanhos vazios de emoção enquanto olhava para Nymeria. “Arranque-lhe a cabeça!”

“NÃO!” Nymeria choramingou, tentando freneticamente se soltar da prisão dos braços do guarda. “Eu não sei se foram eles.” Agora ela chorava, Willas percebeu um sorriso discreto no rosto de Olenna. “Eu só fiz o que me mandaram fazer. Juro pelos sete, pelos outros...” O soluço rebarbou pelo salão. “Eu recebi essa carta, dizendo que sabiam como me livrar do meu problema, que eu receberia um sinal de quando agir, que deveria apenas esperar e conseguir deixar ela sozinha. EU JURO WILLAS, isso é tudo o que eu sei. É TUDO.”

“Você deixou levarem a minha mulher, e nem sabe quem?” Willas tentou respirar lentamente. A vontade de arrancar a faca do irmão e meter no meio da cabeça de Nymeria aumentando a cada segundo naquela sala.

“SENHOR, SENHOR.” Dois guardas entraram correndo no salão, sem parar nem um minuto, continuaram a falar, sem esperar a permissão. “O Meistre, ele encontrou a aia de sua esposa, Janet, no quarto de banho...” Willas encarou o irmão, um pedido silencioso para tomar conta do destino de Nymeria.

“Coloque-a no calabouço. E mande uma mensagem para papai, se Sansa está com os Lannisters teremos algum boato correndo em Porto Real.” Com um sinal de cabeça, ele chamou o capitão e ambos seguiram pelo corredor. Willas se apoiando no ombro do capitão para subir as escadas.

Quando chegaram aos aposentos do meistre o encontraram lavando as mãos na bacia de pedra, algumas toalhas manchadas de sangue no chão.

“O que houve?” Willas perguntou, preocupado com a saúde de Janet, já que a aia acabou virando uma das amigas de Sansa no castelo.

“Ela tinha um ferimento pequeno na testa, e acabou desmaiando, mas já está bem. Eu a limpei, provavelmente vai demorar um pouco para acordar. O corpo deve estar fraco da perda de sangue.” Ele se virou para Willas, a luz das velas fazendo seu rosto parecer ainda mais enrugado. “Mas, não o chamei aqui por isso, Janet é uma guerreira... Ou esperta.” Ele deu de ombros, e andou até o outro do quarto, mexendo entre os panos. “Ela tinha isso escondido no avental, como se não quisesse que a pessoa que atacou ela visse.”

Willas mancou até o meistre e pegou o pequeno canivete na mão. Era de aço valeriano, mas não era isso que chamava atenção, e sim o cabo de hawthorne esculpido em formato de lobo.

“Capitão.” Ele disse baixo.

“Sim, m’lorde.”

“Preparem os cães de caça, e os cavalos. Vão ver se eu crio mesmo os melhores dos Sete Reinos. Nós vamos com uma pequena escolta, os melhores, para o norte.”

“Sim, m’lorde.”

“E por favor, não usaremos nenhum símbolo da minha família, viajaremos como mercadores...” Willas olhou para o meistre. E o abraçou. “Obrigado, obrigado. Salve essa menina, minha mulher vai gostar de ter a aia de volta, quando eu a roubar de baixo do nariz do irmão idiota dela.”

Notas finais
ainda n sei o que jiripoca, minha acha que é um pássaro pq ela pia. concordam com ela? o.O vou tentar fazer uma capa, oint q amor