Notas iniciais
Demorei, desculpa, eu to com um bloqueio PRA TODAS MINHAS HISTÓRIAS, então, é difícil fazer capítulos, sem falar que eu não sabia como terminar essa história...a gora eu tenho uma ideia HAHAHAH, dedicado a todas minhas leitoras lindas,

SANSA

A viagem para Correrio havia sido feita praticamente sem pausa, os cavalos estavam tão cansados quanto Sansa quando ela finalmente chegou ao castelo onde sua família se encontrava.

“Sansa!!!” Ela mal teve tempo de descer do cavalo quando foi tomada em uma cabeleira tão ruiva quanto a sua. Catelyn Stark, sua mãe, lhe apertava sem nenhum pudor, como se fossem camponesas.

Entretanto, Sansa não se importava, ela abraçou a mãe também, sentindo o calor confortável, ela não podia negar, que apesar de estar bem em Jardim de Cima, sentia falta da mãe.

“Mãe...” Sansa não terminou a frase, um soluço saiu de dentro de sua garganta, a impedindo de falar. Ela apenas chorava.

“Vamos, vamos para dentro, achamos sua irmã.” Catelyn limpava o rosto pálido da filha, sorrindo. “Oh, Sansa! Minha criança, você é uma mulher feita agora...” Catelyn franziu o cenho, os lábios se uniram até formar uma linha fina. “Em pensar que aquele... aquele aleijado... tocando em você...” Ela soluçou e mais lágrimas escorreram pelo seu rosto. Sansa pensou em corrigir a mãe, mas ao mencionar de Willas seu estomago se contorceu de um jeito tão horrível que ela só teve tempo de virar em direção ao cavalo antes de despejar todo pão seco que tinha comido.

Catelyn segurou os cabelos da filha e alisou suas costas, sem nada dizer, perdida em pensamentos tão malignos quanto aquela guerra.

Após a viagem cansativa, tudo o que Sansa queria fazer era deitar em uma cama decente e dormir pelos dias seguintes, mas ela sabia que isso era impossível e que deveria dar um jeito na bagunça que sua vida se encontrava.

Agora, no meio do salão principal, conversando com a mãe, a irmã Arya, que mais do que nunca para o completo horror de Sansa, parecia um menino, e com a noiva do irmão, Roslin Frey; Sansa percebeu que sentia falta das pedras frias de Jardim de Cima. Ela desviou o olhar das damas que a cercavam, perdida em pensamentos sobre seu marido. Sansa nem percebeu quando soltou um suspiro alto, fazendo todas as mulheres olharem em sua direção.

“O que foi filha?” Catelyn perguntou, apertando a mão de Sansa com força. Desde que havia reencontrado Arya, ela havia grudado na filha mais nova, agora, podia dividir sua atenção entre ambas filhas, seu coração ainda doía por Bran e Reckon, mas ao ver que parte de sua família ainda estava viva e reunida enchia seu coração de esperança sobre a guerra.

“Mãe, preciso falar com a senhora em particular.” Sansa disse por fim, tomando uma decisão que poderia mudar o curso de sua vida naquele castelo. De filha perdida, a prisioneira de guerra.

Catelyn encarou Arya e Roslin, pediu licença com uma mesura e foi deixada sozinha com a filha mais velha.

Sansa encarou as costas da irmã e da cunhada, que agora atravessam o salão para se sentar entre os homens, Roslin discretamente tocou no braço de Robb e a encarou e sorriu como um menino, beijando os nós dos dedos dela.

“O que foi, Sansa?” Sua mãe perguntou, os olhos verdes preocupados.

“Eu... Mãe, eu amo meu marido.” Sansa respirou fundo. “Eu amo Willas. E eu... eu sinto muito, porém, eu quero voltar para ele.”

“Isso... Isso é loucura Sansa!” Ela pegou a filha pela mão e a puxou em direção a saída do salão, ninguém pareceu perceber, ou decidiram não se meter ao ver a cara furiosa da matriarca da família. Elas chegaram ao quarto onde as coisas de Sansa foram depositadas. Coisas trazidas de Winterfell, não de sua nova casa em Jardim de Cima.

“O que eles fizeram com você?” Catelyn perguntou, sentando a filha na cama e andando de um lado para o outro.

“Eles me salvaram!” Sansa se ergueu, ficando de frente com a mãe, olhos verdes perfurando olhos verdes. “Eles me tiraram de um inferno onde você e o papai me mandaram!” Catelyn pareceu ferida, mas Sansa não parou seu rompante. “Eu ainda estaria lá, não estaria?” Catelyn não respondeu. “Eu descobri sozinha, mamãe, que a vida não é um conto de príncipes e princesas. Eu tenho cicatrizes em todo meu corpo para me lembrar disso.” Sansa respirava fundo agora. “Eu fui recebida de braços abertos por uma família que tinha muito para perder ao me resgatarem, mamãe. E eu não sou mais tolinha por achar que eles fizeram isso por amor. Eu sei, que se algo acontecer com Robb eu sou a chave para o Norte. Mas, eu amo Willas. E Willas me ama. E eu carrego o fruto do nosso amor, aqui” Sansa pousou a mão na barriga e sorriu bobamente. “E eu quero que meu filho tenha um pai.”

Catelyn encarava a filha com os olhos arregalados.

“Pelos Sete... Precisamos... Precisamos de chá de lua.” Ela andou em direção a porta, Sansa ficou apavorada, sabendo exatamente para que o chá servia.

“NÃO!” Ela correu até a porta a bateu, trancando com a chave rústica e enfiando nas dobras do vestido. “O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO, MAMÃE?” Sansa pegou Catelyn pelos braços e sacudiu. “VOCÊ QUER MATAR MEU BEBÊ? SEU NETO?” Ela tremia pela força das lágrimas, sem se importar em manter as aparências. “Eu nunca perdoaria você...” Ela disse em um sussurro, finalmente se rendendo a força de suas lágrimas e largando de sua mãe, para sentar na cama.

Catelyn ficou encarando a porta por algum tempo, o silêncio quebrado apenas pela respiração pesada e o choro de Sansa.

“Eu...” Catelyn encarou a filha, sua pequena princesa, tão adulta, tão sofrida e agora: mãe. “Eu vou falar com seu irmão, Sansa. Se o seu marido estiver disposto a deixar o lado dos Lannisters e se juntar ao Norte na guerra... Eu não vou me impor a vocês e você vai poder ter seu bebê.” Sansa encarou a mão e acenou positivamente. “Enquanto isso, você vai ficar no seu quarto, sem poder se corresponder com ninguém. A chave.” Ela estendeu a mão e Sansa depositou, com o coração pesado, a chave na mão dela.

Naquela noite, enquanto era trocada pelas amas que lhe foram designadas, Sansa orava para a donzela, na sua mente uma frase se repetia constantemente: Por favor, que ele me ame o suficiente.

Notas finais
e aiiii, o que acharam?