Abacaxi Zumbi - O Início
12 Capítulo 12
A viagem foi realmente longa, o laboratório da cidade, já não estava mais como antes, haviam árvores mortas, sem folha, sem flor, sem nada. A cerca já não era mais de arame, mas sim com milhares de abacaxis exóticos pendurados, a cor das paredes da entrada do prédio, antes cor de mel, hoje eram amarelas bem fortes, com alguns traços verdes. Seu telhado agora era coberto por rochas e haviam câmeras para todos os lados:
- Como vamos conseguir entrar aí, se está tudo cheio de câmera? -perguntou Larissa, cruzando os braços.
- Tenho uma ideia! -falei tirando um spray de pichar, de dentro da minha bolsa.
Escalei a árvore morta e quando me dei conta, estava de baixo de uma das câmeras, sem pensar duas vezes, comecei a pichar ela. Enquanto eu pichava, o grupo pulava a cerca dos abacaxis, até chegarmos a porta do laboratório, hoje tão estranho.
As portas estavam meio abertas, o cadeado era de ferro, o portão de madeira, entramos sem fazer um barulho sequer. Entretanto, o correndo era estreito, porem bem comprido, existiam várias portas de vidro, com seres exóticos, abacaxis deformados, cafeteiras com experiências dentro, tudo com uma plaquinha ao lado, dizendo o que significava e do que era formado:
" Cafeteira Anti-Abacaxis = Caso o plano do senhor Abacaxilson Júnior der errado, as cafeterias acionam o pó do café, que alarma e destrói os abacaxis, o efeito é muito rápido de acontecer, demora menos de um minuto. Experiência Aprovada pelo sistema. (Apenas cafeteiras específicas tem esse pó, misturado com o líquido que causa o efeito)"
" Abacaxi Rei = Quando liberado, e acionado, o Abacaxi Rei, libera o ácido do seu líquido, acabando com o ser humano, em menos de 3 minutos, além de irritar os olhos e deixar a pessoa surda e sem voz. Tornando humanos escravos do senhor, Abacaxilson Júnior."
Eu li aquilo e imediatamente chamei o Mário, ele era a cabeça do grupo, pensava sempre pela gente e tornava as pistas mais fáceis de serem achadas:
- Mário, venha ler isso, rápido! -exclamei.
Ele leu e parou para pensar:
- Já sei, tenho uma ideia! -ele falou correndo pelo corredor que dava ao banheiro.
Ouvimos um barulho de vidro quebrando, quando de repente, ele aparece com um extintor de incêndio nas mãos:
- Se afastem galera... -ele falou pegando impulso com as mãos.
Sem pensar duas vezes, Mário quebrou o vidro que protegia a estante, onde tinham 4 cafeteiras, com a carga do lado.
Carregamos e seguimos em frente, até que o alarme vermelho que estava sob nossas cabeças, começou a apitar e a alertar o cientista que estava causando aquilo tudo.
Começamos a correr muito, entramos no elevador e assim que estávamos no quarto andar, as portas se abriram.
Então foi aquela surpresa:
- Andrógeno??? -perguntou Larissa assustada.
- Sim... Eu sou o criador disso tudo... -ele respondeu enquanto nos prendia.
Sem que ele visse, Larissa colocou as cafeteiras dentro de sua enorme mochila, deixando escondida:
- Achamos que você estava contra o seu pai... -eu falei surpresa, com a situação.
Eles nos prendeu em uma sala toda branca, onde tinham cadeiras, como as de dentistas, pegou nossas bolsas e colocou ao lado da porta de ferro e a trancou:
- Vocês achavam mesmo que eu estava do lado de vocês?! Eu sempre odiei meu pai, ele era louco. Mas vocês me subestimaram, quando postaram a foto de ele fazendo coco numa caixa de areia no facebook. Vocês sabem o como minha vida virou um inferno depois disso?! Todos conheciam meu pai. Era meu maior medo que meus amigos vissem as maluquices que ele fazia.
Graças a vocês, eu não tenho mais NADA, vocês destruíram minha vida, então fiz isso, resolvi acabar com vocês, usando o pior medo de vocês.
Ficamos chocados, ao mesmo tempo sem ação. Ele abriu o vídeo para vermos e estava como um dos mais acessados da internet:
- Agora que viram, se divirtam com os abacaxis, vocês vão morrer! -ele falou enquanto saía da sala.
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