Abacaxi Zumbi - O Início
13 Capítulo 13
Ele saiu da sala e a trancou, mas ele não era burro, tinha nos prendido nas cadeiras e colocou um alarme como uma contagem de 5 minutos, que os Abacaxis entrariam e nos matariam, então, ficamos presos lá e só nos restavam esperar nossa morte:
- Andreia, por que está chorando? -pergutou Larissa.
- A culpa do Gabriel ter ficado lá, é toda minha. -eu respondi com uma voz de choro.
- Por que, Déia?
- Nós brigamos, eu tinha terminado, para ficar com Cremildo, mas na verdade, eu só queria ver ele com ciúmes, eu o amo. -eu respondi aos prantos.
Eu sabia que não podia chorar agora, eu queria mais era salvar o Biel, e o tempo estava acabando, eu mesma, estava prestes a morrer:
- Gente, eu to com canivete comigo... -falou Juan.
Então ele começou a desparafusar a cadeira e logo se soltou, mas o tempo estava curto demais, faltavam menos de dois minutos. Ele desparafusou nossas cadeiras, mas antes que pudessemos pegar as mochilas, o tempo acabou e o alarme tocou:
- E agora??? -perguntou Larissa, com os olhos grudados na porta.
A porta ia se abrindo e o cheiro já estava podre, um cheiro azedo de abacaxi podre, misturado com cheiro de cadáver, com abacaxi doce:
- Vocês vão morrer!! -falou um zumbi roqueiro, olhando para nós.
Quando menos esperávamos, o Zumbi jogou um abacaxi na cabeça de Mário, que desmaiou na mesma hora. Não tão satsfeitos, partiram para o ataque.
Era uma coisa horrível, desesperadora, estávamos péssimos, chorando, gritando e a guerra foi tão violenta, que já estávamos sangrando, quase morrendo, quando ouvimos uma voz vinda da porta:
- VÃO À MERDA, ZUMBIS COM FUTUM!
Era o meu amor, ele tinha voltado! ERA O BIEL!:
Então ele pegou as cafeteiras e ia as acionando como bombas, o veneno entrava no cérebro morto dos zumbis e os matavam, os abacaxis iam sendo destruídos e nós, corremos muito, até chegarmos a sala do Abacaxilson Júnior:
- Desgraçado, senta nessa merda e coloca a mão dentro da bunda! -exclamou Gabriel, falando com o Andrógeno.
- Vocês acham mesmo que acabou? Tem coisa muito pior pela frente... -ele terminou a frase e saiu descedo as escadas de emergência.
Gabriel ia quase atrás dele, quando eu o parei e gritei muito alto:
- Não Biel... Precisamos sair daqui, ele está planejando uma péssima coisa... -eu falei chorando.
Pela primeira vez na vida, Gabriel me escutou e nos levou embora de lá. Dessa vez fizemos algo melhor.
Havia uma clínica veterinária logo do outro lado da rua, ela já estava abandona há anos. Então resolvemos criar nosso próprio laboratório. Saíamos apenas para ir no Ferro-Velho, pegar resto de motores, trituradores e coisas que podiam formar uma arma.
Pegamos nossos antigos trituradores, roubamos do mercado, muito pó de café e pegávamos da Casa & Vídeo vários trituradoes e cafeteiras.
Reformamos a clínica e estava tudo bem mais seguros, pegamos tudo do que mais precisávamos, até gasolina para nossa pick-up prateada, que hoje estava cheia de sangue e suco de abacaxi.
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