Abacaxi Zumbi - O Início

14 cafeteiras e abacaxis


- Bom galera, está tudo pronto! Agora precisamos construir armas para lutar. Isso está parecendo Guerra Fria! Quero ver rolar sangue nesse caralho! -exclamou Mário.

- Ei, Juan! Já tinha me esquecido... O pai do seu namorado, Pablo, ele não tinha uma loja de armas? -eu perguntei enquanto tomava uma xícara de café.

- Olha só Déia, você sabe muito bem que nós demos um tempo. Ele ficava se dando de passiva na cama... Não vou aturar isso, né?! -respondeu Juan revirando os olhos.

- Bom... Precisamos dele agora! Por mais que não o ame mais. Precisamos das armas. Quero que se infiltre na casa dele e pegue todas as armas que conseguir no andar debaixo, estaremos te esperando com o carro do lado de fora! -eu falei sem pensar duas vezes.

Juan não fez muita cerimônia, apenas aceitou e entrou na missão. Era mais ou menos meia-noite e fomos até o morro mais alto da cidade, que era dos pais de Pablo. Um pirralho mimado e muito mal comido.

Os portões da casa eram de uma cor coral muito gay, exisitam iniciais do sobrenome da família carimbados lá. Eles pareciam morar num castelo azul marinho e a fabricação e loja de armas era no mesmo terreno:

- Está pronto? Vá lá e distraia a família dele, enquanto pegamos as armas. Assim vai ser mais suave de conseguir. -falou Larissa olhando para ele, enquanto estava com as mãos no volante.

Mário como sempre, era o azarado, ele saiu de imediato do carro e fez o serviço, voltou com uma sacola enorme, com muito pólvora e armas, todo o resto que precisávamos, munições e etc. Em seguida mandamos a mensagem para o Juan logo e ele saiu.

Pegamos o carro e fomos embora dali, a noite era longa, não queríamos perder tempo:

- Galera, que tal fazermos uma metralhadora de café? Ou um Fuzil com lâminas trituradoras? -perguntou Biel, com várias ferramentes nas mãos.

- Faz os dois. Tipo, dois fuzis de trituradores, 2 metralhadores de café e uma bazuca de verdade, para matarmos Zumbis humanos. -respondeu Mário, querendo apaziguar a guerra que existia entre os dois.

Eles se olharam e logo desviaram, o trabalho era pesado. Ainda mais porque estávamos pouco se fodendo de salvar a merda do mundo. Queríamos era matar esse filho da puta mesmo. Aliás, aquela cidade sempre foi um cu mesmo.

Estávamos ainda em uma guerra fria, eram indiretas para cá e para lá. Ele jogava abacaxis e pichava as paredes, escrevendo:

" Lambam o cu dos meus Abacaxis, seus fedidos. Abacaxis dominam a cidade e em breve, vão dominar vocês!!!"

Enquanto nós, jogávamos pó de café por toda parte do laboratório, apesar desse pó não ser contáminavel, queríamos enganar ele, para pensarem que nós estávamos usando o pó certo. Achando que gastaríamos nossa munição.