Nossas armas estavam prontas, estávamos direto para o ataque. Ainda mais, porque tinhamos criado um robô invencível, que ficaria para última hora, óbvio.

Nos preparamos muito bem, marcamos o duelo e iríamos batalhar pela nossa vitória, aliás, esse cuzão jamais poderia me vencer, ainda mais sendo filho do PacNilson. Colocamos nossas botas de couro, calças muito bem reforças, um cinto forte e amarelo, onde desse para colocar armas, cafeteiras, etc. Uma mochila, não muito pesada e um casaco de lã, com capuz. As blusas vinham com colete blindado. Agora realmente estava TUDO pronto.

As 15:00h seria a hora da briga, tudo estava sob controle, arrumamos tudo e entramos do carro, a caminho do rio das Cristalinas, logo ao lado era a Ponte, que lá seria a luta tão esperada por anos. Destruir aquela família detestável, imunda.

Saímos do carro, um pouco amedrontados e ansiosos, mas quando chegamos até lá, tudo parecia calmo, até aparecer um homem velho e um garoto meio jovem vindo em nossa direção:

- PACNILSON????????? -Juan e eu gritamos apavorados.

Quando ele tirou o capuz da cabeça, deu para ver nitidamente, porém, sua aparência parecia de um cadáver, mais velho, um branco esverdeado e os cabelos amarelos cor de urina, estavam arrepiados, como as de um abacaxi...:

- Achavam mesmo que estava morto? Eu sempre odiei vocês! Agora vou fazer vocês pagarem.... Resolvi me unir ao Júnior, para destruir você e seu irmão viado! Nada poderá nos vencer, ainda mais com a minha tão valiosa invensão:

- Bom... Nós criamos algo bem valioso também! -declarou Mário, olhando para Larissa.

Quando nos demos conta, tinham MILHARES de abacaxis humanos atrás da gente. Realmente fiquei chocada, não eram zumbis, mas sim, Humanos com cabeça de abacaxi, a fruta estava tomando conta do corpo inteiro deles. Estava horrível, quando abriam a boca, liberavam um líquido parecido com o suco, tinham espinhas verdes por toda a parte do corpo, e as mãos, eram como garras de tigre:

- Galera, teremos que usar nossa criação... -Juan sussurrou enquanto se apavorava com os passos lerdos dos Humanos Abacaxis.

Biel correu para a pick-up e tirou um enorme pano da caçamba, que cobria algo não identificável. Assim que ele chegou até nós, de dentro do carro, saiu uma cafeteira GIGANTE, que apitava muito alto. Saía café belo buraco, e os bracinhos dela, que mais pareciam musculosos, se moviam para frente e para trás.

A criatura era imensa, agora sim, a guerra poderia ser justa...