AZ inspirado em TWD
46 Hakuna Matata
Notas iniciais
–ETÁ PORRA-Grito, sentando na cama onde estava deitada, mas dou de cara com um homem muito esquisito.-ETÁ PORRA!²-Grito novamente, me afastando e percebendo que haviam muito mais pessoas naquele lugar.-Que isso? Suruba? Gente, meu corpo é puro!-Falo, arregalando meus olhos.
–Chica, estás bien?-Pergunta uma moça morena, baixinha e de olhos castanhos.
–Primeiramente, chica é teu rabo.-Digo, encarando ela.-Em segundo lugar, estou num lugar esquisito, com gente esquisita e não sinto meus pés.-Afirmo, me destapando e levantando.-Enfim, onde é que tá o Daryl?-Pergunto para um cara que estava meio de canto. Ele faz careta.
–Qué?-Pergunta confuso.
–O viado, alto e cheio de músculos.-Falo, fazendo gestos. Ele aponta na direção de um prédio de dois andares. Sigo em direção ao lugar e abro as portas lentamente. Daryl está pendurado de ponta cabeça e, em baixo dele, uma cerca cheia de zumbis.-Puta que pariu!-Exclamo baixinho. Olho pra todos os lugares em busca de uma salvação, mas como não encontrei fiquei espionando. Assim que uns caras parrudos saem do local, Déru começou a se balançar e, como a corda era frágil, não aguentou (Oush, obeso), fazendo ele cair em um monte de feno.
–Jesus, onde é que eu vou achar aquela quenga gorda?-Pergunta ele.
–Se tu tá te referindo a mim, tu vai apanhar porque eu não sou tuas nêga.-Digo, trincando os dentes e chutando o saco dele, o fazendo ficar encurvado de dor.
–Porra, meu saco, véi!-Exclama ele.-Cê chuta tanto que não vou ter mais filhos.-Afirma, beliscando minha perna.
–Eitcha, veado da porra!-Xingo, mas como vejo os doidão entrarem de novo, me escondo com ele debaixo do feno.-Cale a boca e finja ser um feno.-Falo, prendendo um espirro, mas não dá certo.-ATCHIM!
–QUEM TÁ AÍ?-Grita um deles.
–Miau.-Daryl imita um gato.
–É um gato, idiota!-O ruivo bate na cabeça do moreno.
–Atchiiiiim!-Espirro de novo e novamente perguntam.-OUTRO GATO!-Respondo, me encolhendo ainda mais no "pasto".
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