Notas iniciais
Oi.

Acordo um pouco zonza e com muita dor no local do pescoço. Tento me sentar no que parece ser uma cama (Avá? não, tá deitada num banquinho), mas um homem esquisito me para.

–Você não deve fazer esforços, os remédios pra dor não são eternos e já consumiste 3 cartelas.-Disse, fechando o soro que só agora percebi que estava em minha veia .

–Mas onde eu estou?-Pergunto, analisando a sala. Era um pequeno quarto da cor amarela, com poltronas do que parece ser couro e um cabide que continha dois ou três casacos.

–Você foi atingida por um dardo tranquilizante, então trouxemos você para ser meio que vigiada aqui. Estávamos apenas fazendo a ronda, nos desculpe.-Explica ele e me lembro de que Daryl estava comigo antes de eu desmaiar.-Seu amigo está no outro quarto, tivemos que sedar ele outra vez, mas por querer.-Afirma, me dando um pedaço de barra de cereais velha.-A comida daqui também não é das melhores, mas pode ficar tranquila que, depois do período de caça, melhora um pouco.-Sorri ele, sentando-se na poltrona ao meu lado.

–Por que o sedaram?-Indago, franzindo as sobrancelhas.

–Quando atingimos você, ele simplesmente endoidou. Disse que você era responsabilidade dele e que um tal de Rixi, Rock, Riko...

–Rick.-Falo, ajudando.

–Isso! Que Rick iria matá-lo e que teria de lavar roupas.-Afirma, dando um sorriso torto.

–Eu poderia ter morrido e ele se preocupou com lavar roupas?!-Digo, descrente e indignada.-Eu vou arrancar os olhos desse merda.-Afirmo, dando uma mordida na barra.

O que se pareceram 5 minutos depois, uma garota morena e baixinha passa pela porta velha de madeira.

–Aquele homem acordou de novo e está gritando lá na sala 7. Devemos sedá-lo novamente?-Pergunta, como se fosse uma militar.

–Não, apenas o diga que a...-Olha ele em minha direção, indagando com os olhos meu nome.

–Louise.

–Que Louise acordou e que passa bem.-Continua, com um sorriso.

–Eu vou poder ir embora quando?-Indago, olhando pela janela, mas a mesma apenas dava vista para um campo verde, que se estendia por alguns metros e chegava ao fim em uma cerca metálica extremamente alta. Até demais para meu gosto, mas simplesmente viro para encarar aquele sujeito.

–Eu não sei, mas gostaria de oferecer um quarto. Você pode ficar aqui se quiser, estamos com pouca gente.-Sorri mais uma vez. Ele sorri demais.

–Eu não sei, acho que não posso ficar, Rick nos espera. Estávamos apenas olhando nos arredores, para garantir que era seguro ficar.-Explico, olhando para minhas mãos que, neste pacato momento, pareciam mais interessantes do que encarar os dentes excessivamente brancos do homem.

Notas finais
Não teve graça, vou tentar partir pro suspense e terror um pouco.