Notas iniciais
Oi oi gente! Estou tão Happy hj! Não me perguntem porque porque nem eu sei kkkk deve ser porque dormi bastante, mas enfim. Cap de certa forma curtinho, mas pra quem não sabe meus caps tem sempre um objetivo, seja lá qual for, então mesmo sendo curtinho era necessário para entendimentos futuros e tal tal tal Boa leitura!!

A cada minuto que se passava Emily via que não, não tinha jeito de se divertir ou se distrair em um hospital. Aquele cheiro lhe dava angustia e aquelas paredes brancas tornavam aquele lugar uma espécie de sala para loucos, só faltava a camisa de força.

A burra ainda foi passar a mão na tela craquelada de seu celular e cortou o dedo. Bufou entediada, com raiva, triste... tudo junto e misturado.

Jogou o celular em cima da mesinha, tava tudo ferrado mesmo.

Foi coçar o braço e coçou o aranhão sem querer. Deu um berrinho de dor e bateu na cama com raiva. Azarenta ela? Só um pouco.

E do silencio, surgiu duas batidas na porta.

– Pode entrar – ela disse meio confusa, era muito cedo para as meninas chegarem e fora elas ela não esperava ninguém.

E foi ai que um menino lindo, lindo mesmo de cabelo castanho claro com alguns cachos sexys entrou. Ele usava uma calça social preta, e uma camisa branca, por cima havia um jaleco branco e um estetoscópio em volta de seu pescoço. Parecia ter em torno de vinte há vinte cinco anos, mas tinha um jeitinho de menino assim como... Charlie.

– Boa tarde – ele sorriu de lado para Emily.

– Boa tarde – ela sorriu, ele parecia simpático.

– Deve estar se perguntando quem eu sou – ele cruzou os braços se apoiando na parede.

Ela assentiu.

– Prazer, sou o Dr. Dallas, Steven Dallas se preferir – ele estendeu a mão a ela.

– Emily – ela com dificuldade apertou a mão dele que sorriu.

– Você tem mesmo cara de Emily – ele sorriu – nome bonito para uma menina linda.

Ela sorriu meio constrangida.

– Eu irei cuidar de você agora no lugar do meu pai que estava aqui antes, tudo bem?

– Por tanto que me faça sair daqui rápido, tudo ótimo.

– Sabe, eu poderia ser bem sacana e te manter aqui um bom tempo só pra ficar olhando pra você, porém isso é contra o regulamento – ele fez uma careta e Emily riu – deve ter alta amanhã pela manhã, Emily.

– Obrigada.

– Por nada, agora vamos trocar esses curativos – ele foi até a gaveta tirando gaze e esparadrapo.

Voltou deixando as coisas na mesinha ao lado.

– Com licença – ele disse segurando o lençol o abaixando e ao ver o tanto de curativos fez ma careta – você se machucou legal, não é?

– Infelizmente sim.

– E o maldito motorista nem prestou socorro, você teve sorte, se tivessem demorado um pouco mais para ligar você poderia estar em um estado bem pior, perdeu muito sangue e bateu a cabeça bem feio – ele disse – mas graças a deus não teve nada muito grave e você em breve estará bem.

Ela sorriu.

– Obrigada.

Ele sorriu de volta.

– Agora eu vou tirar os curativos bem devagar para não machucar, mas infelizmente vai doer um pouquinho, tudo bem?

Ela assentiu.

– Eu aguento.

– Menina forte, gostei – ele sorriu.

Ele com calma foi tirando os curativo para não machucar, mas o mínimo toque já doía. Emily fechava os olhos, franzia o cenho e apertava a cadeira, mas não se mexia, ela sabia que doeria mais se mexesse.

Demorou cerca de quinze minutos, mas ele trocou todos os curativos.

– Prontinho Emily – ele sorriu jogando os curativos usados no lixo – bem, posso fazer mais algo por você?

– Estou bem obrigada.

– Bem você não está não é? – ele ergueu as sobrancelhas – mas logo estará.

– Espero – ela fechou os olhos – minha cabeça... é normal doer tanto assim?

– Que tipo de dor está sentindo? Pontadas? Contínua...

– Parece que alguém está... triturando minha cabeça por dentro com um moedor de carne – ela murmurou.

Ele riu um pouco.

– Sabe, essa foi a primeira vez que ouvir alguém definir uma dor de cabeça assim.

Emily sorriu.

– É, eu sou original – ela disse ainda de olhos fechados – tem algo que possa tirar ou pelo menos amenizar essa dor?

– Infelizmente a dor não é na cabeça, é do ferimento ali... me desculpe, mas não posso fazer nada.

Ela assentiu.

– Tudo bem.

– Então vou te deixar descansar – ele acariciou o ombro dela – qualquer coisa é só me chamar.

– Obrigada.

E assim ele saiu.

Emily se acomodou na cama tentando achar uma posição confortável para dormir... mas não era uma tarefa lá muito fácil naquela situação.

Ela só queria sair dali o mais rápido possível.

. . .

Abby desligou o telefone e se virou. Sarah abanava Kate que não parecia passar muito bem, tadinha ela se preocupava muito.

A menina olhou para Charlie que a olhava assustado, preocupado e tudo junto.

– O que aconteceu com ela? – ela pôde sentir a tristeza na fala dele.

– Ela... ela foi atropelada, Charlie.

A cabeça de Charlie girou algumas vezes. O chão pareceu sumir em baixo de seus pés, literalmente sentiu seu mundo de ponta cabeça.

Atropelada.

Seu cérebro não queria digerir essa informação de jeito nenhum. Ele se jogou no chão se sentando colocando a mão em frente aos olhos ficando em posição fetal.

– Dois passando mal não dá poxa! – Sarah disse.

– Charlie? Charlie! – Abby o chacoalhou.

– Eu não podia ter a deixado ir... eu não...

– Charlie, calma – Abby tentou.

– Eu sou um babaca – as lágrimas começaram a sair dos olhos dele.

Abby engoliu seco e olhou para Sarah que suspirou.

– Calma – Abby se abaixou até ele.

– Eu estou indo para o hospital, vocês vem? – ele se levantou depressa enxugando as lágrimas.

– É claro, vamos.

Abby e Sarah ajudaram a levar Kate que estava meio mole até o carro.

Abby ficou no banco de trás com Kate que já estava melhor e Sarah foi com Charlie na frente.

– Qual é o hospital? – ele perguntou tremendo um pouco e Sarah percebeu isso.

– Quer que eu dirija Charlie? – a morena perguntou.

– Não, tudo bem – ele respondeu respirando mais fundo.

– É o Magnus – Abby respondeu.

– Merda fica a quarenta quilômetros daqui – ele pisou no acelerador e Sarah colocou o cinto.

Charlie ficou mudo o caminho todo. Suas mãos tremiam, sua respiração falhava muito e seu estômago revirava cada vez mais.

– E-ela disse que está bem? – ele perguntou.

– Sim, eu acho que sim – Abby disse.

Charlie deu um murro no volante assustando a todas por um segundo.

– É tudo culpa minha! – outro murro.

– Não é bem assim... – Sarah disse.

– É claro que é! Se eu não fosse tão idiota isso nunca teria acontecido e Emily estaria bem! – sua voz ficou meio chorosa, mas ele segurou as lágrimas.

– Ela ligou então está bem – Abby disse.

– É, não se culpe – Kate disse.

Ele pisou mais fundo no acelerador. Precisava vê-la, urgente.

Charlie estacionou o carro de qualquer jeito no estacionamento do hospital e saiu junto com as meninas andando apressado até a recepção.

– Boa tarde – a recepcionista sorriu.

– Boa tarde, viemos ver Emily Kristen Davis – disse Kate meio agitada.

Charlie franziu o cenho, o nome do meio dela era Kristen?

– Um momento – a mulher digitou algo no computador – ah sim, a senhorita Davis, ela está no quarto... 24.

Charlie nem agradeceu, foi andando rápido até o corredor dos quartos.

– Charlie espera – Abby disse e ele a olhou – sabe... a Emy pode ainda estar com raiva de você e... dependendo do estado que ela esteja, não seria bom você entrar.

– Não, eu preciso vê-la, eu preciso.

– Vamos fazer assim – Kate disse – nós entramos, verificamos se ela está bem e depois dizemos se é bom ou não você entrar.

– Mas eu...

– Charlie, entendemos sua preocupação – Sarah disse – mas conhecemos a Emily desde que... nascemos. Sabemos o que é melhor pra ela, e dependendo do estado dela se ela ainda estiver brava com você as coisas podem piorar. Você viu no que deu quando ela ficou brava, quer ver algo pior acontecer?

Charlie suspirou.

– Ok – ele disse e Kate sorriu.

– Nos espere aqui fora, não iremos demorar, eu prometo – Abby sorriu para ele e as três continuaram a andar pelo corredor.

Charlie sentou em uma confortável poltrona, apoiou os cotovelos nos joelhos e colocou as mãos na cabeça.

"Por favor que ela esteja bem, por favor que ela esteja bem, por favor que ela esteja bem" ele repetia em pensamento se balançando levemente torcendo para esse pensamento positivo dar certo.

Olhou para frente respirando fundo. Tudo aquilo era novo para ele, seu coração doía muito, seus olhos marejavam só de pensar em como ela poderia estar...

Não tinha como negar que ele a amava, muito.

Sarah bateu três vezes na porta do quarto de Emily, nenhuma resposta. As três se olharam e Sarah abriu a porta.

Emily estava deitada na maca com uma faixa branca amarrada ao redor da cabeça, o lençol cobria até os seios e um de seus braços estava descoberto mostrando os vários aranhões ali. Impressionantemente seu rosto parecia ileso. Seus olhos estavam fechados e ela respirava fundo.

Kate colocou a mão no coração e sorriu, esperava algo bem pior do que aquilo.

Elas tentaram fazer silencio, mas a linda Sarah esbarrou um uma bandeja derrubando um monte de coisas.

Emily abriu os olhos devagar, não parecia ter assustado com o barulho.

– Oi – a voz da loira quase saiu como um miado.

– Emily!

Kate disparou em direção a loira a abraçando.

– Controle-se menina – Sarah puxou Kate e Emily acabou sorrindo, Kate havia a abraçando um pouquinho forte, havia doido um pouco, mas todo o carinho e preocupação da menina com ela fazia todos esses elementos ficarem encobertos.

– Não tem problema – ela disse.

– E... como você está? – Abby se alinhou entre Sarah e Kate.

– Bem – ela disse.

– Muito machucada?

– Só um pouco – ela disse.

– Agora pode ir falando, como assim você briga com o Charlie e sai sozinha desse jeito? – Sarah cruzou os braços erguendo uma sobrancelha... Emily achava aquilo muito legal, mas sempre quando tentava fazer o mesmo acabava fazendo careta.

Emily suspirou, estava evitando pensar naquele menino.

– Eu não quero falar nele Sarah – ela disse.

– Mas precisamos saber! Você foi atropelada por causa disso.

Emily parou pra pensar alguns segundos.

– Espera, como vocês sabem que eu briguei com o Charlie?

Elas se olharam e Abby engoliu seco.

– Ele... – Abby começou e olhou para Kate que o recepcionou.

– Umas duas horas depois que vocês dois saíram do restaurante ele foi lá em casa pra falar com você, a princípio eu achei estranho porque pensei que você estivesse com ele e ele pensou que você estivesse com a gente e bem... eu gritei tanto com ele que ele acabou falando e nós ficamos desesperadas obviamente, e ai você ligou – ela explicou.

Emily ficou olhando para a parede um tempo.

– Então ele sabe? Sabe que eu fui atropelada?

As três assentiram.

– Mas afinal, o que ele fez? – Sarah perguntou.

– Ele tem duas namoradas, simplesmente isso – ela disse com a voz chorosa.

Kate franziu o cenho.

– Ele estava te traindo? Isso não é possível – ela disse, havia visto o comportamento do garoto e com certeza Emily era tudo para ele, dava pra notar, não o imaginava a traindo.

Elas notaram os olhos marejados da menina e Kate respirou fundo, não conseguia ver as pessoas chorando.

– Não acha que seria melhor vocês... conversarem? – Abby sugeriu afinal, Charlie estava lá fora aflito para entrar.

– Eu não quero olhar na cara dele – ela disse com a voz com uma mistura de seca e chorosa.

– Mas você tem certeza do que viu?

– Absoluta – ela disse – não quero mais falar nele.

Elas se olharam e Sarah bufou brava.

Ficaram ali mais um pouco prometendo voltar no dia seguinte para buscá-la quando ela tivesse alta pela manhã e depois saíram.

Mal chegaram perto de Charlie quando Sarah o segurou pela camisa o batendo na parede assustando o garoto e as meninas.

– Você a traiu? – ela perguntou.

Charlie negou com uma cabeça.

– Nunca.

– Jura?

– Sim.

Ela o soltou.

– Se estiver mentindo considere-se castrado.

Ele assentiu.

– Eu posso ir? – ele perguntou esperançoso.

As três se olharam.

– É melhor não – Kate disse toda delicada como sempre.

– Como não? Eu preciso vê-la – ele segurou Kate pelos ombros desesperado.

– Ela não quer te ver Charlie – Abby disse – amanhã de manhã ela tem alta, fale com ela quando já estiver em casa, é melhor.

Saber que Emily estava a poucos metros dele e não poder vê-la era muito pior do alguém podia imaginar.

– E... – ele travou engolindo seco – como ela está?

– Com alguns aranhões, uns maiores que outros e um corte na cabeça, mas bem – disse Sarah.

– Tudo culpa minha – ele colocou as mãos em frente ao rosto.

– Por favor, não fique assim – Kate abraçou o ombro dele o afagando, nesse mês todos os sete haviam ficado muito próximos, Kate via os garotos como irmãos que nunca teve.

– Está me deixando deprimida – Abby disse.

Ele tirou as mãos do rosto, este que estava meio vermelho e respirou fundo.

– Vamos Charlie – Abby tentou o puxar.

E assim elas foram o arrastando até o estacionamento.

Notas finais
Quero agradecer ás pessoas que se manifestaram no cap passado e pedir que continuem kkkk eu sei quem vcs são, não adianta fugir de mim! Kkkkk e foi decidido oficialmente que haverá uma segunda temporada porque eu já estou dando um rumo para a história para que posa haver uma segunda temporada que tenho que dizer que vai... surpreender vcs, só isso que eu digo, por enquanto no meu esqueleto de capítulos essa fic irá até 45 caps, isso se eu não tiver mais ideias e tal, mas no mínimo 45 a partir de agr e ah, farei vcs participarem da história me ajudando em um grande detalhe que está me incomodando, mais pra frente um personagem novo vai entrar e estou em dúvida para o nome do felirzado, minhas opções são: Adam, Lean e Jay o nome mais votado estará na fic minha gente kkkkkkk me ajudem com isso pliss, é isso por hj galerinha linda, comentem por favor e até sexta!