Notas iniciais
Oi oi gente! Eu sei que não estou respondendo aos comentários, mas não é por preguiça nem nada, é falta de tempo, mas eu to lendo todos pelo cel, por favor me desculpem aos que comentam, mas saibam que eu sorrio com cada um por mais curtinho que seja, o nome ganhador foi Adam, então em breve teremos um adam na fic, vou escrever esse cap hj, mas eu, como sou linda já estou 10 caps adiantada porque eu me emplguei ontem porque eu não tinha trabalho nem nada e fui escrever kkkk isso significa que possa ter uma maratona, mas bem, explico melhor nas notas finais. Boa leitura!

– Que horas a Emy tem alta mesmo? Sarah perguntou enquanto as três iam para a escola.

– Entre onze e meio dia – Abby respondeu.

– Eu vou sozinha ou vocês vem junto?

– Vamos juntos é claro – Kate respondeu como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

– Porta da academia as dez e meia então – ela disse e as duas assentiram.

. . .

Emily sentia que aquele havia sido a pior noite de todas.

É, ela não havia dormido nada bem.

Ela fechava os olhos para dormir e uma dor a incomodava, virada de lado e outra dor se manifestava, e quando finalmente achava uma posição que não fosse tão incômoda, outro incômodo aparecia.

Charlie.

Se ela ficou P da vida quando soube que Charlie sabia do seu acidente e nem ao menos ligou para saber se ela tipo, estava viva? É claro que sim!

Ela não queria, mas sentia algo realmente sobrenaturalmente forte por ele, apesar de ele tê-la traído ela infelizmente ainda o amava e saber que ele estava pouco se lixando para ela doía muito.

Se lembrou daquela filhinha de uma boa mãe passando descaradamente a mão na perna dele, e ele nem se importando. A expressão de Charlie quando a loira chegou o denunciou, se não estivesse fazendo besteira não teria ficado tão assustado, e tudo isso bem debaixo do nariz dela, isso que a indignava.

Ela nem havia a menos suspeitado.

Se ela chorou? Óbvio que chorou, ela queria, queria mesmo ser um coração de pedra e pouco se lixar para ele assim como ele fez com ela, mas não conseguia.

Queria que ele entrasse por aquela porta e a abraçasse, mesmo que com força o que machucaria um pouco, mas ela queria, queria não ter visto o que viu e continuar ótima com ele. E ao mesmo tempo queria que ele desaparecesse da face do universo, que nunca mais se aproximasse dela e fosse com sua namoradinha para o raio que o parta.

– Para com isso, para de ser idiota – ela se xingou quando sentiu vontade de chorar novamente.

Se sentia mesmo uma idiota, tinha confiado nele, acreditado que ele não a magoaria. E quanto essa história de namorar e ela nunca querer isso, agora ela se condenava por ter cedido para a pessoa errada.

Pensou na promessa que ele havia feito, que se pisasse na bola ela poderia bater nele, ah, ele que torça para não ficar perto dela se não Emily faria muito mais do que bater nele.

Como ele pôde ser tão falso? Ela não conseguia acreditar, que seu Charlie havia feito aquilo, não era algo que ela conseguia digerir. Ele sempre foi tão carinhoso, tão fofo, tão perfeito com ela.

A menina comprimiu os olhos para não chorar de novo, afinal, em algumas horas estaria fora daquele hospital e deitaria novamente em sua cama confortável e macia com seu travesseirinho com a fronha com cheirinho de bebê.

Três batidas na porta.

– Pode entrar.

Steven abriu a porta com seu jaleco e sorriso de lado, dessa vez não havia um estetoscópio em volta de seu pescoço.

– Bom dia Emily – ele sorriu fechando a porta.

– Bom dia – ela respondeu.

– E como está minha paciente favorita?

– Um pouco melhor, eu acho – ela disse.

– Ah, que bom – ele deixou algo em cima da bancada – vim para trocar seus curativos e substituir essa faixa na sua testa por um curativo descente.

Ela sorriu.

– O mesmo esquema de ontem, ok?

Ela assentiu, entendeu o que aquilo queria dizer, que ia doer como ontem.

– Se doer me avisa, por favor.

Ela assentiu.

E com calma ele foi trocando os curativos enquanto conversava com Emily para distraí-la um pouco para não se concentrar na dor.

– E como foi sua noite?

– Não muito boa para falar a verdade.

– Os ferimentos atrapalharam ou foi outra coisa? – ele ergueu as sobrancelhas olhando para os olhos dela

Ela olhou para a parede muda.

– Um pouco de tudo, mas as dores ajudaram bastante – ela disse sem expressar emoções, ela tinha um dom para ser robótica quando preciso que era impressionante.

Ele fez um bico.

– É uma pena, sei o que é passar a noite em claro.

– Já ficou morrendo de dor uma noite inteira?

– Não, mas eu faço plantões muitas vezes, como essa noite.

E só ai Emily foi perceber o rosto meio cansado do homem, mas seus olhos permaneciam atentos e suas mãos precisas.

– Como consegue atender morrendo de sono?

– Prática – ele sorriu de lado – e um bom e grande copo de café do Starbucks.

Ela sorriu.

– E falando em café, deve estar com fome, já mandei trazerem seu café.

– Valeu.

Ele sorriu piscando novamente para ela.

– Prontinho Emily – ele disse quando terminou de trocar os curativos e ela sorriu agradecida – bom... eu não sei se vou conseguir te ver antes de você ir então...

Ela ergueu as sobrancelhas.

– Mas isso não é um adeus – ele disse com o rosto mais perto do dela que o permitido – você tem que voltar semana que vem para trocar a faixa.

– Ok.

– Então isso é um tchau provisório – ele beijou a bochecha dela e depois saiu.

Ela ficou com o cenho franzido um bom tempo. Ela estava a paquerando e ela não percebeu? Nossa.

. . .

– Acorda bela adormecida.

Emily abriu os olhos vendo três rostos a sua frente.

– Pronta pra ir pra casa senhorita? – Sarah sorriu.

– Aleluia! – ela se sentou devagar.

– Já acertamos tudo na recepção – Kate disse.

– É, agora vamos.

Com dificuldade Emily levantou com a ajuda das meninas, Kate quis botá-la na cadeira de rodas, mas Emily negou dizendo que estava bem.

– E... você está melhor?

– Um pouco.

Abby foi com Sarah na frente e Kate ficou com Emily no banco de trás.

– Obrigada por virem me buscar – Emily disse com um sorriso agradecido.

– Ah, porque de certo somos péssimas amigas para te deixar ai vegetando a tarde inteira – Sarah disse dirigindo – não somos tão más amigas assim.

– Nunca disse que eram – Emily sorriu – na verdade, vocês são ótimas.

– Sabemos querida – Abby sorriu metida e Kate sorriu olhando para Emily.

– A modéstia delas não tira o fato de que ficamos muito preocupadas com você, sua maluquinha.

Foi literalmente um parto para subir Emily até o quarto, mas ela conseguiram. Deitaram a menina na cama e a deixaram o mais confortável possível, Kate foi fazer doces para ela e Sarah e Abby ficaram a ajudando no quarto.

– Hã... vocês não tem aula não?

– Temos mais... 13 minutos de almoço – Sarah disse – mas vamos ficar cuidando de você.

– Nem pensar, vocês não vão faltar por minha causa, eu ordeno que vocês vão para a aula, eu consigo me virar aqui três horinhas.

– Mas você não consegue nem descer as escadas sozinha, Emy – Abby disse.

– Portanto que eu tenha comida, eu me viro aqui em cima, não vou precisar descer.

– Mas Emy...

– Sem más, eu só vou esperar a Kate fazer os doces, depois eu expulso vocês daqui.

As duas riram e Emily sorriu, iria acabar dormindo mesmo.

. . .

Charlie estava aflito, faltavam cinco minutos para o almoço terminar e as meninas não havia chegado para lhe informar de como sua loirinha estava.

Será que elas iriam faltar o resto das aulas para ficaram com Emy?

Ele estava quase tendo um ataque quando viu o carro de Sarah sendo estacionado e as três saírem do carro conversando. Charlie correu quase tropeçando no meio do caminho e freou bem em cima dela.

– Como ela está? Melhor? Pior? – ele falou rápido demais como uma metralhadora.

– Melhor – Kate sorriu.

Charlie suspirou aliviado sorrindo um pouco.

– Já está na casa?

As três assentiram.

– Menos mau – ele disse.

– E como somos muito boazinhas, te liberamos para falar com ela hoje – Abby disse.

Ele sorriu.

– Mesmo? Ela não está mais brava comigo?

– Com certeza sim, mas não perguntamos. Porém hoje ela deve estar mais triste do que brava com você, e triste ela fica vulnerável, oportunidade para você se explicar sem levar uns tapas – Sarah disse.

Ele acabou sorrindo.

– Obrigado, a vocês todas – ele sorriu suspirou e depois seguindo caminho, mas para fora da academia.

– Aonde vai? A aula ainda não acabou – Kate disse.

– A minha loira é mais importante – ele disse indo até seu carro.

Charlie entrou no carro e vazou.

– Hã... devíamos ter dito a ele que Emily provavelmente está dormindo e a porta esta trancada? – Kate olhou para as meninas.

– Bom, ele irá descobrir sozinho – Sarah disse.

Charlie foi o mais rápido que conseguiu. Quanto mais rápido visse sua loira, mais cedo aquela frustração acabaria.

Parou em frente a porta e respirou fundo abrindo a porta logo depois, o problema era que estava trancada. Suspirou bravo tocando a campainha, mas nada.

"E se aconteceu alguma coisa?" ele pensou apavorado dando a volta na casa ficando de frente para a janela do quarto dela.

– Emy!

Ele gritou várias vezes, mas nenhum sinal de vida. Pegou uma pedra pequena e a tacou na janela fazendo um barulho, tacou outra, e outra e outra...

Na décima quinta pedra ele viu duas mãozinhas abrirem a cortinha e logo depois a janela colocando a cabeça para fora.

Ao olhar o rosto dela o sorriso que ele pensou que sairia ficou oculto só de ver aquele corte na testa coberto por um grande curativo.

Ela o olhou confusa, mas não expressou emoções. Charlie engoliu seco, ele não havia planejado o que fazer, ele ia meio que na loca mesmo.

– Porque está aqui? – ela perguntou seca.

Charlie pensou no mais clichê possível e respirou fundo vendo que ela ainda estava ali.

Come up to meet you, tell you I'm sorry.
You don't know how lovely you are
I had to find you, tell you I need you
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, and ask me your questions
Oh let's go back to the start
Running in circles, coming up tails
Heads on a silence apart

Nobody said it was easy
It's such a shame for us to part
Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard
Oh take me back to the start

Ele cantou The Scientist em um ritmo mais lento do que o original. Não era apenas uma música aleatória bonita, era a letra, a letra daquela música que ele queria, era um belo pedido de desculpas e talvez amolecesse o coração dela um pouco.

Porém, mesmo com aquela serenata mais do que linda ela permaneceu imóvel sem expressar emoções.

– Posso entrar? – ele perguntou – você merece uma explicação.

Ela o olhou por alguns segundos e assentiu.

– A porta tá trancada – ele disse.

Ela desapareceu por alguns segundos e logo voltou jogando algo pela janela, quando caiu na grama Charlie viu as chaves e as segurou indo para a porta, a abriu a trancando de novo por dentro e subiu depressa pelas escadas.

Abriu a porta do quarto, Emily estava sentada na cama olhando para o chão.

Estava com pijama, uma camisolinha curta que mostrava suas lindas pernas... infelizmente cheias de curativos. Havia alguns em seus braços também e o no canto de sua testa, quase oculto pelo cabelo.

O coração dele travou ao ver aquilo, era mais torturante vê-la sofrer, do que o sofrimento próprio.

Ficou parado um tempo em pé estático, não imaginou que ela estivesse daquele jeito.

– Fale logo o que você quer.

– Eu quero me explicar – ele andou lentamente até ela – te pedir desculpa por tudo e implorar que me perdoe.

– Traição não está na minha lista de coisas a serem perdoadas – ela disse ainda fria.

– Eu jamais te trairia – ele se ajoelhou em frente a ela.

– Não seja cínico, Charlie – ela se levantou devagar andando até ficar de costas para ele – eu não sou burra, sei o eu vi.

– Eu sei que o que você viu parece ser aquilo, mas não é, por favor, me deixa explicar.

– Explicar? Você não tem nada o que explicar, estava me traindo e pronto, não tem nada a ser discutido – ela se virou para ele com os olhos marejados.

Com calma ele segurou os braços dela para não machucar.

– Aquela menina, não é nunca foi e nunca será minha namorada – ele disse olhando bem para os olhos dela – você foi minha primeira e espero que seja a última.

– Mas e...

– Nós ficamos uma vez e ela levou aquilo muito a sério, eu não dei um fora nela antes de ir para a Academia, então para ela estávamos namorando, mas não estávamos, nunca estivemos – ele chegou com o rosto perto do dela – eu te amo Emy, muito mais do que eu achei que poderia amar. Eu não sei mais como é viver sem você e não quero ter que descobrir isso – os olhos marejaram e sua voz ficou chorosa – eu deveria ter ido atrás de você aquele dia, se eu tivesse sido menos otário ou pelo menos te seguido... você não estaria assim agora.

– Você nem me visitou no hospital, não se preocupa comigo.

– Eu fui ao hospital, mas não entrei no seu quarto.

– Porque faria isso?

– Porque as meninas não me deixaram entrar, disseram que você estava ruim e eu ia te deixar pior – as lágrimas dele estavam contidas, mas poderiam sair a qualquer hora – eu quase morri quando Abby me falou que você tinha sofrido um acidente, não dormi nada essa noite pensando em você, preocupado com você... você é minha vida Emily, sem você eu morro, eu te amo.

Para ela, ele nunca havia falado eu te amo, porque ela estava bêbada no dia, e depois daquele dia ela também não havia falado mais. A respiração ficou falha e as lágrimas contidas nos olhos da garota saíram todas de uma vez e ela com força abraçou Charlie que não a abraçou forte com medo de machucá-la, apenas a envolveu com os braços sentindo algumas lágrimas fujonas saírem de seus olhos.

– Me desculpa – ele murmurou.

Ela o soltou devagar olhando os olhos dele.

– Você jura, jura que só ficou com ela? – ela o olhou bem, ele assentiu.

– Eu te apresentei para minha família Emily – ele segurou o rosto dela – eu nunca faria aquilo se nós não fossemos sério, e com isso repito que te amo e consequentemente quem ama na trai porque não tem olhos para mais ninguém a não ser a pessoa que está ao seu lado. Eu nunca, nunca te trairia, corte minha cabeça se estiver mentindo.

– Eu te amo tanto – ela o abraçou pela nuca o beijando devagarzinho, só sentindo a presença dele ali.

– Não sabe o quanto é bom ouvir isso – ele sorriu – agora sente, você já está ferida, pode ficar pior estando de pé.

E assim ele a pegou no colo como um bebê a colocando na cama.

– É minha loira de novo? – ele se sentou ao lado dela.

– Nunca deixei de ser, bobão.

Ele sorriu ficando sério olhando novamente para os machucados dela. Ele não conseguia parar de pensar que aquilo, tudo aquilo era culpa dele.

– Eu posso fazer alguma coisa por você? Pra você ficar melhor, não sei – ele disse.

– Pode – ela sorriu – fica aqui comigo.

Ele sorriu acariciando o rosto dela, mesmo com todos aqueles curativos, o cabelo meio desarrumado e um corte na lateral da testa ela continua linda. E não era apenas uma beleza física, a beleza dela vinha de dentro, mesmo ela não sabendo disso.

– Mas isso não conta porque eu já ia fazer.

– Então não preciso de mais nada.

Ele se deitou e ela cuidadosamente se encaixou no peito dele.

– Pensando bem, tem mais uma coisa que você pode fazer – ela disse.

– Diga meu amor.

Ela sorriu, gente... tinha como ser mais perfeito?

– Canta de novo? Foi lindo – ela fez uma voz de criançinha ótima.

E novamente ele começou a cantarolar The Scientist e Emily sorriu não demorando muito para dormir.

Notas finais
Com questão a maratona eu vou fazer o mesmo de sempre, comentários + comentários = maratonas. Entendido? E não, se não houverem muitos comentáros eu não vou ter dó de vcs, então não contem com isso porque eu sou cruel, vcs tem até segunda para comentar para terem uma linda maratona na segunda. Bom, é isso, eu vou tentar escrever um cap bem rapidinho aqui porque em uma hora eu tenho ensaio do meu grupo de teatro, e sim, pra quem não sabe eu faço teatro, mas enfim, comentem! Bjs até segunda!