Notas iniciais
Oi postando tarde porque sim e to com pressa então nada de notas iniciais pq to correndo aqui.

Aquela semana na floresta foi... ligeiramente divertida, era sábado e eles haviam acabado de voltar para casa, Emily não queria admitir, mas gostou da viagem no final das contas.

E ah, claro agora Kate e Nathan estavam finalmente juntos, nossa, foi uma alegria coletiva na hora do anúncio... e bem, agora só faltavam os dois revolts da turma, Nick e Sarah se acertarem por seja lá o que havia acontecido para estarem tão de cara um com o outro.

Ambos se recusavam a falar sobre o assunto e logo o desviavam... aí tem coisa!

As meninas entraram em casa e jogando as malas no chão se atiraram no sofá, Abby foi a última de pé e olhou para as meninas jogadas uma em cima da outra com um sorriso perverso.

– Montinho!

E mesmo com as meninas gritaram “não!” a menina pulou mesmo em cima das meninas que gemeram de dor em protesto.

– Ai sua gorda – Sarah reclamou e Abby riu.

– O chuveiro é meu! – ela disse olhando para Kate que nem ligou, sorriu e indicou que ela podia ir, Abby estranhou, mas foi.

Desde aquele lindo dia em que Nathan havia cantado Love Someone para ela estava sendo difícil tirar a expressão de felicidade extrema do rosto dela, e vamos combinar que ela e Nathan ficavam absolutamente fofos juntos, Emily se encantou com os sorrisinhos, beijos e os vários abraços que eles trocavam. É, Kate havia achado um garoto fofo pra ela.

– Então senhorita Davis, fiquei sabendo que descumpriu as regras de meninos e meninas na mesma barraca – Kate a olhou sorrindo e Emily sorriu de volta de lado.

– Então – ela sorriu – é difícil resistir ao convite dele, ainda mais para dormir naquele corpo tão confortável...

– Ai ai Emy.

Sarah se levantou se queixando de sono e foi para o quarto. Kate pareceu meio triste.

– Eu estou preocupada com ela – ela suspirou – ela e Nick brigaram, isso é óbvio... mas o que será que foi?

Emily mordeu o lábio dando de ombros.

– Acho que vamos ficar na dúvida – ela disse respirando fundo – porque nem um deles vai falar nada, mas pelo jeito...

– A coisa foi grave, sim – ela concordou.

. . .

Como estavam todos tipo, muito cansados optaram por ficar aquele sábado em casa mesmo, menos Abby que tinha que fazer algo na Academia.

Emily estava na sala com Kate assistindo um romance qualquer na TV, Sarah dormia pesadamente no quarto e Kate estava quase se juntando a ela dormindo no colo de Emily.

O celular novo de Emily tocou despertando Kate do quase sono, meio preguiçosa a loira esticou o braço pegando seu Iphone 6 (papai maravilhoso que deu), dinheiro nunca foi problema para os Davis, o avô de Emily era empresário e o pai delegado então...

E falando em seu pai, era ele. Emily sorriu, sempre gostava de falar com seu pai.

– Oi pai – ela disse sorrindo toda afoita cruzando as pernas em cima do sofá.

– Oi meu anjo – a voz de seu pai a acalmava – você está melhor?

– Sim sim pai, estou bem sim – ela disse, querendo ou não teve que contar do acidente, nunca havia presenciado seu pai tão nervoso e preocupado.

– Ah, que ótimo – mesmo não vendo ela sabia que ele estava sorrindo – querida, eu tenho uma surpresa pra você.

– Surpresa? Que surpresa?

– Hã... já deve ter chegado, porque não vai até a porta e descobre?

Emily levantou rapidamente e foi até a porta ansiosa por um presente, a abriu depressa e sorriu surpresa, não era um presente, era bem melhor que isso.

– Pai! – a menina voou no homem o abraçando com força

– Oi anjinho – ele abraçou.

– Senhor Davis? – Kate perguntou se aproximando.

– Olá Kate – ele sorriu.

Kate o abraçou rapidamente dizendo que ia deixá-los sozinhos.

– Porque não me avisou que vinha? – o sorriso dela não cabia no rosto.

– Era pra ser uma surpresa.

– Acredite, foi uma bela surpresa.

Ele sorriu acariciando os cabelos da filha como sempre costumava fazer, ela sorriu.

– Porque não damos uma volta?

– Seria ótimo – ele concordou.

Os dois saíram e Edwin envolveu ombros da filha, feliz por estar ali com ela.

– Então, veio por algum motivo especial ou só estava com saudades da sua linda filha?

Edwin sorriu.

– Um pouco dos dois – ele disse – mas tem algumas coisas a mais.

– Como o que?

– Comecemos pelo seu... namorado, eu quero conhecê-lo – ele disse e Emily sorriu.

– Sim senhor.

– Certo, e eu tenho que conversar com você.

Emily engoliu seco.

– Eu também tenho eu conversar com você.

– Ok, então me leve para conhecer o garoto e depois conversamos.

Ela assentiu pegando o celular mandando uma mensagem para Charlie.

“Seu sogrinho quer conhecê-lo, estamos indo para o park. Seja rápido e esteja apresentável, bjs”.

Não demorou mais de dois minutos.

“Morrendo de medo, mas a caminho”.

Eles sentaram no banco do park e começaram a conversar.

– E ele te trata direitinho?

Emily sorriu assentindo.

– Ele é ótimo pai, tenho certeza que irá gostar dele.

– Para o bem dele, espero que esteja certa.

Emily sorriu.

– Não o amedronte, por favor.

– Vou pensar no seu caso.

Em quinze minutos Emily de longe viu Charlie, ele estava de calça jeans e uma camisa azul clara de botões com as mangas logicamente dobradas até os cotovelos. Seus cabelos estavam um pouco mais arrumados do que o normal e suas mãos estavam nos bolsos.

– Ele chegou – ela sorriu para Charlie que sorriu de volta nervoso.

Edwin olhou para o genro e se levantou exalando sua superioridade.

– Oi Emy – ele abraçou a namorada que apertou o passo chegando em Charlie antes de seu pai.

– Oi Charlie – ela ainda o abraçava – você está ótimo.

– Obrigado.

– Haja naturalmente, bem, não tão naturalmente assim.

Ele sorriu.

– Pode deixar, eu acho que consigo me virar.

Ela o soltou ficando ao seu lado o abraçando pela cintura vendo seu pai finalmente alcançá-los.

– Pai, esse é o Charlie, Charlie meu pai – ela disse.

– Muito prazer senhor Davis – Charlie tirou a mão direita do bolso apertando a mão de Edwin.

– Igualmente Charlie – ele disse sério – qual sua idade?

Edwin sempre teve essa coisa com Emily, nunca quis eu ela namorasse um cara bem mais velho, sempre teve medo em relação a isso.

– Quase 20, senhor – ele envolveu a cintura de Emily.

Edwin assentiu.

Ficaram conversando um bom tempo assuntos aleatórios, aparentemente Edwin havia gostado de Charlie, e aquilo era bom, muito bom.

– E então Charlie, o que seus pais fazem da vida?

– Bom, meu pai é advogado e minha mãe é atriz.

Edwin sorriu.

– E você acha que eu a conheço?

– Bem provavelmente sim – ele tentou ser modesto, mas não deu.

– Bom, me fale o nome.

"Tenho certeza que conhece" ele se lembrou da foto com os troféus e medalhas.

– Florence Martin – o garoto disse.

Edwin paralisou por alguns segundos, Charlie mal sabia que havia tocado em um ponto bem sensível de Edwin.

– S-sua mãe é Florence Martin?

Charlie assentiu levemente, olhou para Emily que assentiu o pedindo para prosseguir com o assunto, afinal ela ainda tinha que interrogar seu pai por causa daquela foto.

– A conhece? – ele perguntou voltando os olhos para Edwin.

– Ah... sim, já devo ter visto alguma peça dela, acho.

Charlie e Emily se olharam. Porque será que ele escondia aquilo até de sua própria filha?

Após um tempo Charlie se despediu e foi embora deixando pai e filha a sós.

– E então...? – ela perguntou em expectativa, porém ele parecia meio aéreo.

– Como?

– O Charlie, o que achou dele?

– Ah sim, é um ótimo garoto, parabéns – ele disse com um sorrisinho falso.

Emily mordeu o lábio e olhou bem para os olhos verdes de seu pai tentando achar uma resposta ali, quem sabe.

– O fato de você ter ficado meio estranho de repente tem a ver com o que queria me contar?

Ele negou com a cabeça.

– Então, por favor, me fale o que queria me falar – ela segurou a mão fria de seu pai.

– Bem eu... estou me aposentando.

Emily franziu o cenho.

– Mas o senhor só tem 46 anos.

Ele assentiu.

– Fui ao meu Cardiologista semana passada e... descobri que eu não tenho mais condições de trabalhar na minha área.

Emily engoliu seco.

– O senhor está... doente?

– Sim filha.

O coração da menina foi até a boca e voltou ao seu devido lugar.

– Pai não! – ela o abraçou com força tentando segurar as lágrimas.

– Não é tão grave – ele disse acariciando o rosto da filha.

– Então é grave? – agora ela estava desesperada.

– Um pouco.

– Ah meu deus! – ela voltou a abraçá-lo com força.

– Achei justo que você ficasse ciente da situação.

Os olhos da loira se encheram de lágrimas.

_ Por favor, não chore meu amor.

– Nada vai acontecer a você, não pode! Eu vou fazer de tudo para você ficar bem.

Edwin sorriu.

– Creio que não há nada a fazer, anjinho.

– Pra tudo há uma solução – ela disse – se lembra? Se lembra quando sempre dizia isso a mim quando eu era menor?

Ele assentiu sorrindo por ela se lembrar de um detalhe como aquele.

– Na feira de ciências da quarta séria a Melanie havia quebrado meu trabalho, eu achei que não tinha mais jeito, mas você me disse isso e tudo bem que praticamente passamos a noite em claro, mas conseguimos.

Ele acariciou os cabelos dela assentindo.

– E então, conseguimos não é? Vamos conseguir dessa vez também.

– Vamos conseguir querida, vamos conseguir.

. . .

– Samuel Jankes Lancaster! – Abby gritou – não me deixe aqui sozinha!

Sam se virou para Abby que parecia meio possessa.

Como de costume Sam estava com suas roupas justas ao estilo mauricinho, calça jeans super colada, uma camisa manga curta branca de botões e uma gravata borboleta preta, ele não era aquele tipo de gay bombado e todo "machão" que você só descobre ser gay depois que ele mesmo falta, era um mauricinho bem estiloso, até demais.

– Pra que gritar meu nome, menina?

– Eu estou revoltada e você me deixa aqui sozinha?

Ele franziu o cenho cruzando os braços.

– E isso deveria ser novidade?

Ela foi até o garoto lhe dando um tapa em seu peito, o filho da mãe era forte e não expressou nenhum tipo de dor com o tapa, isso irritava Abby.

– Ok, me conte porque está revoltada – ele sorriu revirando os olhos.

– Eu, Abby Zelley fui me tocar agora que todas as minhas amigas estão comprometidas e felizes, e eu estou aqui EN-CA-LHA-DA!

Sam sorriu.

– Estar solteira não é sinônimo de estar encalhada.

– Quando se está solteira há quase um ano sim, estou encalhada!

Sam a olhou, aqueles olhinhos castanhos claros o encarando, sorriu ao ver como ela era linda.

– Acredite em mim, eu vejo como os homens te olham – ele ergueu as sobrancelhas enrolando a ponta de uma mecha do cabelo dela do indicador – a senhorita só está solteira porque quer.

Abby acabou sorrindo.

– Isso é sério mesmo?

– E eu por acaso já menti pra você? – sim, ele mentiu, na verdade ele mentia constantemente a mesma mentira que era uma mentira para ele mesmo, apesar de não saber.

– Acho que quem tem que responder isso é você.

Sam riu dando o braço para ela segurar, e ela assim fez enquanto iam para a sala.

– Você não fica ou namora há quanto tempo?

– Hã... alguns anos.

– Anos? – ela pareceu bem surpresa.

– É, desde que eu virei gay, na verdade, ou seja uns quatro ou cinco anos... a última pessoa com quem fique foi uma menina que morava no meu prédio... foi muito bom, na verdade.

Ela riu surpresa.

– E eu reclamando que estou encalhada – ela disse – mas espera, se você nunca ficou com um homem como sabe que... gosta?

Ele riu com a cara que ela fez.

– Então, quando eu fiz quinze anos eu comecei a ter mais amigas do que amigos e minhas amigas diziam que eu tinha perfil de gay e bom, no começo foi um choque pra todo mundo, principalmente minha mãe e se meu pai fosse vivo acho que ele teria sei lá, enfartado, mas enfim, com o tempo fui me acostumando com a ideia e tan-dam, estou aqui.

Ela assentiu.

– Impressionante – ela disse – e você sabe, já transou?

– Já – ele sorriu – com a menina do prédio por sinal, mas ai eu levei um belo fora no dia seguinte e decidi que meu lugar não era com as meninas.

– Nossa.

– Pois é, vivendo e aprendendo.

– Ah... Sam?

– Fala.

– Bom, você é um homem e tenho certeza que será sincero comigo – ela disse e ele assentiu – você me acha bonita?

Ele corou um pouco.

– Acho sim.

– Está mentindo!

– Não estou não, você é muito bonita, gostosa também. Se tivesse te conhecido antes de virar gay...

– Teria me pegado é?

– Obviamente.

Ela riu o segurando pelos ombros e de surpresa lhe deu um selinho demorado, ele arregalou os olhos surpreso segurando a cintura dela que abriu a boca dando a entender que iniciaria um beijo de língua, mas não, apenas fechou os lábios novamente.

– Só pra você sentir o gostinho do que não teve – ela piscou para ele entrando na sala.

Ele sorriu.

– Minha boca está cheia de gloss, e agora? – ele foi atrás dela a ouvindo rir.

Quando era aula de música eles eram verdadeiros dois pés rapados com aqueles instrumentos.

A aula mal havia começado quando a porta foi aberta e um garoto entrou, desconhecido por sinal. Alto, meio forte, cabelo entre o castanho claro e loiro, calça jeans, camisa preta de botões e um sexy cavanhaque bem aparado.

– Olá professora, me desculpe pelo atraso.

– Adam querido! – a professora Christina disse indo rapidamente até o garoto o abraçando como se fosse mãe dele... será?

Todos pareciam confusos enquanto a professora e o garoto conversavam.

– Classe, atenção aqui, por favor – ela chamou a atenção de todos que ficaram quietos – classe, esse aqui é nada mais, nada menos do que Adam O'pry, filho dos nossos diretores.

Agora fazia sentido.

– Meu deus, como ele é lindo – Abby disse baixinho enquanto a professora continuava a apresentá-lo.

– Não é muito o meu estilo.

– Então seu estilo é homem feio, só pode – ela murmurou encantada com aquele sorriso branco e sedutor.

– ... ele é formado em todas as áreas da Academia, mas sua especialidade sempre foi a dança, por isso ele estará aqui para auxilia-los no que precisarem, como um co-professor.

Abby fez cara feia ao ver praticamente todas as meninas com aquele sorriso pegador de "sou sua se quiser" e revirou os olhos, sempre odiou meninas atiradas.

Adam se sentou e as mulheres praticamente voaram nele fazendo perguntando e dando aquele "oi" de segundas intenções.

– Parece que tem uma vasta concorrência queridinha – Sam sorriu.

– Ele não é um premio – ela disse calma – é apenas um garoto bonito que se acha e gosta da atenção exagerada que recebe por ser filhinho dos diretores.

Sam ergueu as sobrancelhas e Abby pegou seu celular para ver a hora.

– Me engana que eu gosto rainha vermelha.

Notas finais
Comentem ai que eu respondo depois pq como já disse, estou com pressa, mandem suas perguntas pliss, tchau.