ACBAH - Academia de Belas Artes Hudson
31 Tem como tudo ficar ainda mais estranho?
Notas iniciais
– Mas então, o que você queria me falar? – Edwin perguntou quando os dois ficaram mais tranquilos.
Emily enxugou a última lágrima que saiu de seu olho.
– É que sabe... – ela tomou ar antes de falar – eu estava passando pela Academia outro dia e vi uma foto.
Ele pareceu ficar nervoso.
– Nela, estava escrito "Atores 1981" e... você estava naquela foto.
Os olhos dela foram para os do pai que agora parecia meio nervoso, mais do que antes.
– Porque não me contou que estudou na Academia?
Ele se endireitou no banco.
– Não foi uma época que eu gosto de lembrar, filha.
– Foi por causa da sua namorada, não foi? Foi aqui que a conheceu.
Depois de um tempo parado ele assentiu.
– Estou com Florence, eram amigos?
– Emily, eu não...
– Por favor, me conta.
Edwin mexeu as mãos como louco.
– Emily... – ele começou – não tem jeito mais fácil de falar isso – ele suspirou – Florence Martin era minha namorada.
Emily arregalou os olhos e se engasgou com a própria saliva.
– Calma filha.
– Para tudo e recomeça! – ele suspirou – você está me dizendo que meu pai e a mãe do meu namorado... namoraram?
– Eu sei que é um choque, mas...
– Choque? É escroto! Sem ofensa.
– Não, eu te entendo perfeitamente.
– Ah meu deus! – ela levou as mãos á cabeça.
– Mas não quero que isso atrapalhe vocês dois, é evidente que se amam e jamais eu iria querer que isso acabasse por minha causa.
Ela assentiu.
– Pai, olhe bem para mim – ela pediu e assim ele fez – não há de forma alguma chances do Charlie ser... meu irmão, não é?
Edwin se surpreendeu com a pergunta, por isso não respondeu.
– Não é? – ela repetiu mais alto assustada pela falta de resposta de seu pai.
– Ele não é seu irmão, eu te garanto – Edwin segurou os ombros dela.
Ela assentiu aliviada.
– Ok, porque isso...
– Iria te destruir e seria muito estranho, eu sei, eu sei.
Ela assentiu novamente.
– E Charlie não tem nada a ver comigo, é a cara de Florence assim como você é a cara de sua mãe.
Emily sorriu lisonjeada.
– Não tem simplesmente como negar que você é filha da Anne, ela era sua cara! Esqueceu? Se parecem tanto por dentro quanto por fora – ele sorriu acariciando os cabelos dela – você é nervosinha igual a ela, mandona – ele fez cócegas e ela começou a rir se contorcendo – tem a mesma risada... e espalha sua luz por onde passa.
Ele sorriu e Emily o abraçou.
– Eu te amo tanto, mas tanto pai.
– Eu sei – ele beijou o topo da cabeça dela – eu também te amo muito mesmo meu anjinho.
. . .
Kate estava deitada no colo de Nathan que fazia carinho nos cabelos dela enquanto a mesma dormia tranquilamente, era fascinante olhá-la dormindo... tão linda.
A menina abriu os olhos finalmente os fixando em Nathan que sorriu.
– Você me fez dormir.
– Desculpa.
– Não, por favor não para.
Ele sorriu voltando a acariciá-la, se inclinou dando um beijo na testa dela, Kate sorriu e fez biquinho, ele sorriu agora beijando a boca da menina.
Ele foi girando devagar até se deitar em cima dela ainda a beijando. Os lábios dela tinham gosto de cereja, ele sorriu com isso apertando a cintura fina dela.
E como era homem e não se controlava, Nathan acabou se empolgando e quando Kate encerrou o beijo ele percebeu que poderia ter se empolgado um pouco demais.
– Desculpa – ele disse.
Kate acariciou a nunca do garoto e sorriu para ele.
– Tudo bem – ela disse – não tem problema se empolgar um pouco.
Ele riu.
– Não me dê liberdade, você não faz ideia do que eu sou capaz, Cupcake.
– Algo me diz que estou curiosa pra saber.
– Hum... não tenha tanta certeza disso.
Ela ergueu as sobrancelhas sorrindo e ele riu enquanto ela invertia as posições ficando por cima dele beijando seu pescoço docemente o arrepiando.
– Não faz isso baixinha.
– Você não gosta?
– Gosto, muito... esse é o problema.
A menina franziu o cenho.
– Como assim? – tadinha, era tão inocente.
– É que bem... eu... você... – Kate sorriu ao ver que ele ficou vermelhinho.
– Ai seu fofinho! – ela apertou as bochechas dele.
– Ok, eu sei. Quer comer alguma coisa?
– Claro!
De mãos dadas eles saíram indo para a lanchonete de sempre. Ficava meio difícil manter o foco com Kate de vestido, não dava para não olhar as pernas dela ainda mais ela agora sendo sua namorada.
Olhou para o rosto dela, o Cupcakezinho olhava atentamente para frente enquanto andavam. Será que ela sabia o quão bonita era?
Entraram e Nathan a envolveu dando um beijo em sua bochecha.
– Milk Shake de morango e batata?
Ela sorriu.
– Uhum – ele lhe deu um selinho demorado – eu vou procurar uma mesa, ok?
– Ok – ele deu outro selinho nela que foi procurar a mesa.
Havia um grande tabu a respeito de "namorar", porque com o tempo começa a ficar chato e irritante, mas o grande X da questão é que se você namorar alguém insuportável não será porque vocês estão namorando que essa pessoa vá ficar perfeita, então é claro que não será um namoro bem sucedido, porém se você escolher a pessoa certa não há erro, igual ao casamento, se você casar com a pessoa certa você não irá querer se matar todos os dias, pelo contrário, vai querer viver para ficar com essa pessoa pelo resto da vida.
Kate se sentou mexendo em sua pulseira, Nathan logo chegou com um grande Milk Shake de morango (com dois canudos) e uma enorme porção de batata fritas em uma cestinha vermelha coberta por guardanapos absorvendo um pouco do óleo dali.
Se sentaram lado a lado, o braço esquerdo envolvia os ombros da menina enquanto ele usava o direito para comer.
Ela mirou uma batata frita na boca dele, Nathan sorriu abrindo a boca mordendo a batata. Olhou para ela colocando metade da batata na boca e virando a cabeça para Kate, ela o olhou e sorrindo mordeu a outra metade da batata consequentemente encostando os lábios rapidamente nos dele. Um delicioso selinho salgado.
– Sabe, eu estava pensando outro dia – ela disse e ele a abraçou mais forte pelos ombros – não tivemos um encontro nem nada do tipo até agora.
– Bom, isso não é considerado um encontro?
Ela negou com a cabeça.
– Não, digo aquela coisa romântica de você ir me buscar em casa, abrir a porta do carro pra mim e irmos a um lugar especial.
– Hã... sendo assim acho que não tivemos um encontro mesmo.
Ela mordeu a boca.
– Ah, você quer que eu te convide, claro – ele riu de sua própria lerdice e ela riu junto, pelo menos ele havia se tocado – certo, Kate Cupcakezinho Baker – ela riu.
– É Andrews Baker, mas prossiga.
– Certo Kate Cupcakezinho Andrews Baker, você aceita sair comigo?
– Não.
Ele o olhou com o cenho franzido.
– Não?
– É claro que eu aceito lindinho!
Ele sorriu aliviado a beijando.
. . .
Nick estava totalmente desnorteado, antes de se apaixonar ele pensava que estava completo, se sentia completo... mas agora, que ele descobriu outra forma de se sentir bem, se apaixonando, ele via que nunca esteve completo, que sempre faltou um espaço nele... e esse espaço era todo de Sarah.
Ele coçou o queixo. Sarah lhe fazia falta, muita falta.
Durante a última aula daquele dia seus pensamentos ficaram fixos naquela linda morena de olhos entre o castanho claro e o verde que ficavam totalmente verdes quando ela chorava ou estava muito feliz.
Queria ouvi-la, não importava realmente o que ela iria falar, só queria ouvir a voz da morena.
E quando o sinal bateu ele saiu decidido a fazer algo sobre o assunto, nem que fosse para brigar um pouco mais com ela só para ouvi-la.
Foi andando apressado até a sala de Sarah e aguardou meio escondido ela sair. A garota mal botou o pé pra fora da sala quando ele a chamou.
– Sah – ele disse manhosinho.
Sarah parou de andar, não havia visto quem a chamou, mas só uma pessoa a chamava assim.
– Ei, podemos conversar? – ele segurou a cintura dela por trás.
– Estou atrasada.
– Não está não, porque a aula acabou de acabar – ele disse no ouvido dela bem baixinho.
– Tchau – ela saiu de perto dele.
– Por favor Sarah, conversa comigo.
– Desinfeta Nicholas.
– Não me chama de Nicholas! – ele a segurou e bateu seu corpo contra o armário ficando cara a cara com ela.
– Se você não me soltar em dois segundos eu corto seu pau.
O garoto sorriu.
– Você se diverte muito com meu pau, porque o cortaria?
– Um...
– Me desculpa por ser possessivo, ciumento e babaca – ele disse a cortando – é que... eu sei que você é linda, talentosa pra caramba e que vai chover marmanjo em você enquanto viver e... me desculpa mesmo Sah.
Ele acariciou o rosto dela de levinho.
– Odeio admitir, mas eu acho que... amo você.
Sarah ficou perplexa alguns instantes.
– O-oque disse?
– Que sinto sua falta a cada segundo, que sinto falta da sua voz, do seu cheiro, seu beijo, seu toque, essas suas unhas arranhando meu corpo... me desculpa, por favor.
Ela segurou o rosto dele com uma mão.
– Você é tão idiota – ela disse e ele novamente levantou os olhos para os dela – e é por isso que eu amo você.
Nick sorriu a puxando pela nuca a beijando a pressionando com força contra os armários explorando sua boca com a língua.
– Meu quarto ou o seu? – ele sorriu beijando o maxilar da menina.
– Nenhum dos dois – ela sorriu maliciosa e ele franziu o cenho – para casos de emergência existe algo chamado camarim.
. . .
A porta estava trancada, Nick permanecia nu sentado na cadeira com Sarah por cima o abraçando com a cabeça em seu peito.
– Isso foi ótimo – ele suspirou acariciando a coluna dela – uma delícia.
– Você é uma delícia.
– É, eu sei.
Ela riu tirando a cabeça do peito dele para olhá-lo nos olhos, e ele olhou para os seios dela vermelhos devido aos chupões e mordidas, sorriu sabendo que aquilo era tudo culpa dele. Ela revirou os olhos ao vê-lo encarar seus seios e envolveu o pescoço do garoto levantando um pouco o corpo deixando seu seio no rosto do menino.
– Ô benção – ele comemorou segurando a cintura dela chupando o vão entre seus seios.
– Você era uma criança muito gulosa, não é?
– Claro, desde bebê eu tinha tara por peitos... mesmo que fossem os da minha mãe, porque ela era uma gata.
– Que nojo!
Ele riu.
– É brincadeira moreninha – ele disse – agora os seus... são tão bons de chupar, é impossível não fazer isso quando eles estão bem na sua frente.
Sarah riu o puxando pela nuca capturando os lábios dos meninos.
– Mas sua boca é ainda mais gostosa – ele murmurou e Sarah sentiu o membro dele ganhar vida embaixo da intimidade dela e sorriu.
– Pronto para uma segunda rapidinha?
– Sempre pronto.
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