ACBAH - Academia de Belas Artes Hudson
17 Kate? Você fez isso?
Notas iniciais
Charlie estava perambulando por aquele auditório procurando sua família. Ele precisava fazer um preparo tipo "mãe, eu estou namorando", porque ele sabia que seria um choque porque aquilo nunca foi dito por ele.
O garoto sorriu sozinho ao pensar em quanto sua mãe gostaria de Emily, ela era a menina perfeita! Bonita, inteligente, educada, gentil e talentosa. Precisava de mais? Não!
Avistou sua mãe com suas irmãs e foi apressado para lá.
– Minhas lindas – ele sorriu.
As quatro olharam para ele e Taylor literalmente pulou no colo de Charlie que abriu os braços chamando as outras duas que se juntaram ao abraço coletivo.
– Oi baixinhas – ele beijou o topo da cabeça de cada uma das três.
– E eu não ganho abraço?
– É claro – Charlie abraçou a mãe com força.
– Filho, você foi incrível lá em cima – Florence disse com um olhar orgulhoso para o filho.
– Obrigado, mãe – ele sorriu.
Charlie pegou a pequena Megan no colo enquanto as outras duas abraçavam sua barriga
– E escuta aqui – ela disse sorrindo – quem era a menina com você? – Florence sorriu de lado e Charlie sorriu.
– Era sobre isso que eu queria falar – ele colocou Megan no chão – mãe – ele segurou as mãos da mãe – ela é minha namorada.
Os olhos de Florence se arregalaram.
– N-namorada? – agora o cenho da mulher estava arqueado.
Charlie sorriu assentindo.
– Sim, e eu queria que vocês a conhecessem – ele sorriu mais abertamente – ela é maravilhosa mãe, é a garota que eu sempre esperei.
Dessa vez, Florence sorriu abertamente abraçando o filho.
– Isso é ótimo, filho – ela acariciou o cabelo do filho – então traga essa milagrosa aqui, quero conhecê-la.
– É claro – ele sorriu – eu só tenho que achá-la... esperem aqui, eu não demoro.
E dito isso ele saiu correndo deixando Florence com um sorriso satisfeito, finalmente ele havia achado alguém!
Charlie procurou e procurou até achar Emily saindo no vestiário do palco já sem o figurino. Estava com uma calça jeans escura, salto preto, camiseta branca lisa e uma jaqueta jeans vermelha com as mangas dobradas até os cotovelos, Charlie sorriu com esse detalhe.
– Emy – ele a chamou e ela se virou para ele arrumando a bolsa no ombro – minha mãe está louca para te conhecer.
Emily respirou fundo.
– Agora?
– Não, amanhã, é claro que é agora, vamos.
Charlie ainda estava com o figurino, bom, uma parte dele, estava sem gravata, os suspensórios e o chapéu então... ele estava normalmente casual apenas de jeans preto e camisa branca com alguns botões abertos e logicamente as mangas nos cotovelos.
– E... se elas não gostarem de mim? – a menina o olhou e Charlie acabou soltando um sorrisinho leve.
– E por acaso da pra alguém não gostar de você?
Emily sorriu.
– Vem minha loira – ele a puxou pela cintura lhe dando um selinho e segurando sua mão começando a andar rápido enquanto ela o seguia em seu ritmo.
– Eu estou de salto, da pra não correr?
Charlie riu e diminuiu a velocidade segurando forte a mão dela prevenindo que ela não fugisse.
Florence estava conversando com as filhas, mas as quatro pararam quando viram Charlie acompanhado de Emily que não podia estar com mais vergonha.
– Maninhas e mãe – ele disse sorrindo – essa é Emily, minha namorada.
Flor sorriu.
– Emy, minha mãe Florence, e minhas irmãs, Megan, Taylor e Lindsay.
Emily sorriu simpática estendendo a mão a Florence.
– Muito prazer senhora Martin.
– Só flor, querida – a mulher sorriu segurando a mão e Emily a puxando para um abraço que Emily retribuiu apesar de ter ficado surpresa.
Ela se abaixou um pouco ficando na altura das meninas.
– Oi – ela disse e as três sorriram a abraçando devagar.
A loira sorriu com aquele gesto, elas eram tipo, mini versões femininas do Charlie, lindas.
Depois que os cumprimentos foram feitos Emily se levantou ficando ao lado de Charlie ainda morrendo de vergonha.
– A apresentação de vocês foi linda – Florence disse – você canta muito bem – ela olhou para Emily.
– Obrigada – Emily sorriu agradecida.
"Estou indo bem? Acho que sim" ela pensou.
– Ela é muito bonita Charlie – Lindsay disse e Charlie sorriu piscando para a menina.
– Eu sei – ele respondeu metido – escolhi bem.
– Charlie... – Emily disse meio envergonhada e Florence sorriu.
– Seja cavalheiro Charlie, não foi assim que eu te criei – Florence disse brincando – ele é um bom garoto?
– Ele é ótimo – Emily sorriu olhando rapidinho para Charlie – criou um ótimo filho senh... Flor.
– Te trata direitinho?
Emily assentiu.
– Eu também não sou um ogro né mãe, eu sei ser cavalheiro – ele disse com um bico e Emily sorriu negando com a cabeça, garoto sentimental.
– Eu sei que sabe – Flor sorriu e Charlie abraçou Emily de lado pela cintura – bom, eu tenho uma peça em duas horas, então preciso ir – ela disse – tchau tchau filho, foi um prazer te conhecer Emily, cuida do meu filho e se ele pisar na bola pode me falar que eu já venho dar um puxão de orelha nesse rapazinho.
– Obrigada, mas creio que não será necessário, não é? – ela olhou para Charlie que acabou sorrindo.
– Uma indireta para me manter na linha? Imagina – ele disse e Emily riu.
Assim que sua mãe e suas irmãs saíram Charlie abraçou Emily com força, ela levou um susto, mas não deixou de abraçá-lo pelo pescoço pousando a cabeça em seu ombro.
– Obrigado – ele massageou as costas dela – cada dia eu fico mais apaixonado por você.
Ela sorriu enfiando a cabeça na curva do pescoço dele sentindo seu cheiro de perfume masculino o cheiro particular dele que era uma delicia.
– Será que gostaram de mim? – ela perguntou baixinho.
– Não é óbvio?
Eles afrouxaram um pouco o abraço olhando nos olhos um do outro, fecharam os olhos passando de leve um nariz pelo outro sorrindo que nem bobos.
– Vamos para um hotel de novo? – ele sorriu dando um selinho nela.
– Hotel? – ela perguntou arranhando o couro cabeludo dele.
– É... pra nós dois dormimos juntinhos...
– Eu sei bem que você quer fazer bem mais que dormir.
Charlie riu.
– Você me conhece tão bem – ele sorriu a beijando.
Ele a colocou contra a parede intensificando o beijo.
– Ahhhhh eu não consigo te resistir – ele murmurou – dane-se o hotel, precisamos de um armário, agora.
Emily riu obviamente pensando que era brincadeira. Pois então... não era.
Ele a puxou para um armário qualquer e a pegou no colo tomando seus lábios nos dele.
– Você é louco – ela disse entre o beijo.
– Ainda bem que sabe – ele sorriu, não tinha uma mesa para apoiá-la ali então ia ter que ser na força... igual no chuveiro naquele hotel.
Bem rápido ele abriu a calça dela a tirando junto com a calçinha a deixando com a jaqueta e a camiseta, tirou apenas a jaqueta dela enquanto a mesma abria os botões da camisa do garoto.
– Que excitante – ela sorriu e Charlie soltou uma risadinha mordendo o pescoço dela.
Emily não se deu ao trabalho de tirar a camisa dele, apenas a abriu... ficava mais sexy daquele jeito, depois ela abriu a calça dele a abaixando até os joelhos juntamente com a cueca revelando o membro já duro dele. Ela sorriu de lado se ajoelhando na frente dele segurando seu membro com força o masturbando.
Charlie dobrou um pouco os joelhos sentindo aquela camiseta queimar em sua pele, então a tirou a jogando em qualquer canto ali sentindo a mãozinha delicada da menina o masturbar muito bem.
Ela percorreu com a língua lentamente por toda a extensão do membro de Charlie o colocando na boca logo depois.
– Ah me deus – ele gemeu baixo – me chupa, Emy – ele gemeu segurando a cabeça dela praticamente penetrando sua boca pelos movimentos involuntários que fazia com a cintura.
Quando ele gozou na boca dela Charlie a segurou a levantando até si e batendo contra a parede, tirou a camiseta dela abrindo depressa seu sutiã chupando o seio direito, depois o esquerdo e por fim subindo para a boca. Acariciou com os dedos a intimidade dela enquanto chupava seu seio se deliciando com aqueles gemidos e suspiros. Se endireitou colocando as pernas dela em seus quadris roçando suas intimidades os excitando mais ainda.
Bateu as costas dela na parede como apoio e a penetrou sem avisar. Um gemido alto, parecido com um grito saiu dos lábios da menina, Charlie sorriu abertamente a beijando começando a se movimentar dentro dela.
Os corpos relaxaram ao mesmo tempo e gemeram alto, haviam chegado ao ápice juntos.
– Precisamos fazer mais dessas rapidinhas – ele murmurou enquanto se vestiam.
– Concordo – ela sorriu com a respiração ainda falha.
– Não desmerecendo passar uma noite inteira transando com você, claro – ele a abraçou por trás beijando a bochecha dela.
. . .
Kate andava de um lado a outro de seu quarto. Apesar do que ela ter feito ter tido um belo motivo, ainda sim a culpa pesava em seus ombros a cada segundo mais.
Literalmente estava inquieta, quase roendo as compridas unhas roxas perfeitamente pintadas.
– Você é trapaceira Kate, é uma idiota – ela se xingava – você tem que falar a verdade, tem que falar.
– Falar o que? – Abby entrou no quarto.
Kate pulou de susto grudando na parede.
– O que? – ela gaguejou.
– O que está aprontando, Cupcake?
– E-eu? Nada.
Como devem ter notado, Kate mentia MUITO mal.
– Vai me forçar interrogá-la? – Abby ergueu as sobrancelhas andando sinistramente até Kate que grudou ainda mais na parede.
– Eu não fiz nada.
– Fala logo que é melhor – Abby a ameaçou.
Elas se olharam por alguns segundos e Abby fez aquele olhar persuasivo e sinistro de interrogadora.
– Ta legal! – Kate se rendeu – a Samantha não ter aparecido na apresentação é culpa minha!
Abby processou aquela frase por algum tempo.
– É o quê?
– Eu sou uma pessoa horrível – ela choramingou.
– Não é não – Abby a abraçou – mas como?
– Eu estava indo para o auditório e ouvi alguém batendo na porta do depósito pedindo ajuda, acho que ela se trancou sem querer lá dentro, não sei – Kate respirou fundo – e quando eu fui abrir ela disse "por favor, alguém me solta, eu preciso fazer a Eliza" e juntando os pontos eu vi que era Samantha. Lembrei de como el sabotou Sarah e... tranquei a porta por fora jogando a chave em algum lugar e sai correndo.
Abby arregalou os olhos e sorriu.
– O Cupcake está se revelando! – ela abraçou Kate de novo.
– Não estou! – Kate disse desesperada – eu não sou uma pessoa ruim, eu só a deixei lá porque ela arruinou as chances da Sarah, mexeu com a minha amiga mexeu comigo.
– É por isso que você é nosso Cupcake. Estou tão orgulhosa de você!
. . .
Nick suspirou. Estava na sala de ensaio apenas mongando.
Era sábado, ele não tinha nada de realmente interessante para fazer e desde a noite anterior na apresentação... ele estava de certa forma, triste, chateado... na verdade ele não sabia distinguir seus sentimentos, sempre foram muitos confusos para ele.
Ele havia achado nos arquivos ali o roteiro da peça da equipe dois, e relia pela décima quarta vez a cena da segunda consulta, a qual Sarah tinha feito muito bem até aquele... beijo.
"Me conte sobre a sua infância" ele leu em pensamento.
– Porque sempre fazem essa pergunta? Como se o problema estivesse lá e não aqui – ele leu em voz alta a fala do personagem masculino – minha infância foi maravilhosa se quer saber, meu presente é que tem problemas, e no estado de agora, o meu futuro também terá.
"Já que sabe tanto, quando seus problemas começaram?"
– Dois anos atrás, eu até sei por que, a morte da minha mãe.
"E... o que está fazendo aqui então?"
– Quero que me ajude superar isso.
– E como acha que eu posso te ajudar? – Sarah apareceu do nada com um sorrisinho recitando o resto do texto.
Nick sorriu e o olhou para o roteiro.
– Você é psicóloga, não é? – ele levantou as sobrancelhas.
– Psicóloga, não milagreira.
Ele sorriu.
– Seu diploma desmente isso, está ali, pendurado em cima de sua cabeça e ele diz que pode me ajudar.
Sarah sorriu.
– Pois bem.
Ela chegou perto dele se sentando ao seu lado.
– Pergunta: – ela disse agora fora do roteiro – porque esta aqui, e porque está lendo o meu roteiro?
– Resposta: não sei e não sabia que o roteiro era seu.
– O S.J na frente não denunciou? – ela ergueu as sobrancelhas sorrindo.
Ele fechou o roteiro plastificado e viu um S.J com uma letra bonita assinado na frente.
– Nem percebi, desculpe – ele disse.
– Tudo bem.
Sarah estranhou ele não ter feito nenhuma gracinha ou zoado dela por terem ganhado na apresentação.
– O que aconteceu com você?
Ele deu de ombros.
– Nada demais.
– Então aconteceu alguma coisa – ela ergueu as sobrancelhas.
– Não.
– Eu não sou burra Nicholas.
– Não me chame de Nicholas – ela disse – sinto como se estivesse brigando comigo.
– E vou brigar se não me contar o que aconteceu.
– Porque quer tanto saber?
Sarah deu de ombros, ela não gostava de ver as pessoas incomodadas ou tristes.
– Eu apenas gosto de ter a realização pessoal de ter ajudado alguém.
Nick permaneceu quieto e Sarah suspirou.
– Você foi muito bem ontem – ele disse.
– Obrigada, você também não foi nada mal.
– E... quem era aquele cara?
– O meu "paciente"?
Nick assentiu.
– Ah, era o Peyton, um aleatório bonito – ela fez um gesto de desdém como se ele não importasse.
– Ontem ele não parecia um aleatório – o loiro murmurou.
– Como?
– Nada – ele se levantou indo para a porta.
– Qual é o seu problema? – ela se levantou indo atrás dele.
– O meu problema? – ele se virou para Sarah – vou te dizer qual o meu problema.
– Por favor.
– Aquilo ontem não foi um beijo técnico, foi um belo de um beijo de língua!
– E...
Nick suspirou.
– E que devia ter sido técnico!
– E o que você tem a ver com isso?
– Tudo! Porque ele... ele não te merece!
Sarah levantou as sobrancelhas.
– É o quê?
– Você é incrível e ele não te merece! – agora Nick deu um soco na porta.
Sarah se calou por um instante.
– Você...
– Sim, eu estou com ciúmes! – outro soco na porta – porque eu gosto de você droga, e não tinha percebido isso até ontem quando te vi...
Sarah o olhou com aquela carinha de criança que estava ouvindo atentamente o pai falar. Nick se calou e fechou os olhos passando as mãos nos cabelos.
Ela o olhou ali na sua frente, com os olhos fechados e as mãos na cabeça.
– Quer saber? – ele abriu os olhos – eu vou...
Ele calou a boca quando Sarah o agarrou pela nuca o beijando, um beijo nada técnico.
Ele a abraçou pela cintura com força se deixando levar pela língua macia e gostosa dela.
Depois de longos minutos eles enceraram o beijo. Nick estava absolutamente abobado, primeiro por conta da atitude de Sarah e depois pela magnitude do beijo.
– O que estava dizendo? – ela sorriu debochando dele que ainda devia estar com cara de bocó.
– Que o manezão tinha toda razão de tornar o beijo técnico não técnico – ele riu a puxando para seus lábios de novo.
Haveria outro casal entre os seis?
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