ACBAH - Academia de Belas Artes Hudson

20 Estava dando muito certo para ser verdade.


Notas iniciais
Olá gente linda! Esse não é um cap muito feliz.... espero que não me odeiem. Boa leitura!

A festa foi ótima, Sarah e Nick desapareceram no meio dela (Charlie não queria nem saber o que eles deveriam estar fazendo), Emily teve uma pequena impressão de que a morena não voltaria para casa naquele sábado.

Emily tomou três bebidas o que a fez ficar meio grogue... ela era bem fraca com relação a bebidas, um bombom de licor já a deixava meio aérea.

Charlie havia recebido uma mensagem de Nick pouco depois da meia noite avisando que chegaria bem tarde e como Emily estava meio grogue ele a levou para casa em seu carro.

– A minha cabeça ta doendo – ela gemeu.

– Calma, já estamos chegando.

Entrou com ela e subiu até seu quarto a segurando pela cintura para que a mesma não caísse no meio do caminho.

Ela precisava dormir, e com aquela roupa nunca conseguiria dormir.

Segurou o zíper de seu vestido o tirando tentando não se excitar com aquilo, mas não dava, bêbada ou não ela estava seminua em sua frente. Devagar ele tirou a coroa da cabeça dela, as luvas, as meias e os sapatos ficando só de lingerie branca. Charlie mordeu o lábio, que delícia...

– Vamos transar? – ela perguntou no tom mais inocente possível e Charlie sorriu.

– Eu bem quem queria, mas Sarah pode chegar a qualquer momento e você não está em sã consciência, isso seria um abuso da minha parte.

– E desde quando você liga pra isso?

Charlie sorriu.

– Você está uma delícia com esse macacão – ela disse com um sorriso bobo enquanto ele fuçava no guarda roupa dela procurando um pijama.

– Obrigado – ele sorriu metido – hã... o que você usa pra dormir?

– Se você for ficar aqui, nada.

– Não me excite sua loirinha – ele continuou fuçando e Emily gargalhou.

– Deixa de ser careta – ele levou um susto quando ela o abraçou por trás.

"Resista, resista, resista".

– Não negue que esta animadinho – ela passou as mãos pela barriga dele triste por não conseguir sentir o tanquinho dele por cima da camiseta e macacão, desceu mais um pouco e sorriu ao sentir o volume duro de seu membro e o apertou com força, mas não muita força para não machucar, mesmo bêbada ela tinha essa noção.

– Achei – ele levantou um short minúsculo rosa e uma camiseta manga curta da mesma cor.

Se virou para ela inclinando um pouco a cabeça para poder olhar nos olhos dela, eles estavam brincalhões como se estivessem se divertindo com a situação.

– Você vai dormir agora, moçinha – ele a pegou no colo como um bebê ainda com o pijama dela na mão.

Ela grunhiu em protesto e ele sorriu beijando a bochecha dela. A colocou na cama devagar como se ela fosse de vidro e não conseguiu simplesmente não olhar o copo perfeito dela, mordeu o lábio se lembrando de que ela estava meio bêbada, e aquilo não seria nada certo.

Colocou o pijama nela que era muito curto e sexy o que na situação que ele estava ali não era muito bom. A cobriu e sentou na ponta da cama ao lado da cabeça dela.

– Vai dormir comigo? – ela perguntou manhosa enquanto ele terminava de arrumar o pijama nela.

– Prometo que fico até dormir – ele disse deitando ao lado dela que o abraçou pousando a cabeça em seu peito.

– Eu te amo – ela disse do nada.

O coração de Charlie subiu até a boca e voltou, ela nunca havia falado aquilo para ele.

Ele engoliu seco, aquela sensação boa que sentia quando estava com ela, aquele aperto no coração quando estava longe, a pulsação acelerada quando ela o beijava, a sensação de ter que protegê-la de tudo e todos... tudo aquilo que ele sentia e não conseguia explicar era simplesmente amor.

Ele olhou para ela que o olhava sorrindo, quando as pessoas estão bêbadas falavam as verdades, e mesmo sabendo que ela não lembraria de nada no dia seguinte ele disse:

– Eu também te amo – ele sorriu passando o polegar de leve na bochecha dela.

Ela sorriu o abraçando com mais força e antes que pudesse perceber ela estava em cima dele o beijando enquanto desabotoava o macacão dele o abaixando até a cintura. Charlie cedeu apertando a bunda dela que segurou a barra da camiseta dele a levantando até o peito lambendo todo aquele corpo de deus grego do garoto.

Ele suspirou adorando aquela versão da loira bêbada.

No momento ela lambia o mamilo dele e com a mão dentro do macacão afagava o membro dele por cima da cueca o deixando cada vez mais duro.

– Emy... não faz isso, eu não aguento...

– É a intenção – ela sussurrou ainda beijando o peito dele.

Rapidamente ele girou ficando por cima prendendo as mãos dela ao lado da cabeça.

– Eu não vou fazer isso com você assim, não vai lembrar de nada amanhã – ele disse ofegante – vai dormir loirinha.

Ele se inclinou a beijando rapidamente abotoando seu macacão e novo bravo por sua ereção estar visível.

– Eu vou ao banheiro, já volto – ele se levantou saindo.

Voltou alguns minutos depois de estar "aliviado" e sorriu ao ver sua loira quase dormindo. Se ajoelhou ao lado da cama ficando de frente para ela e sorriu acariciando seu cabelo.

– Dorme bem minha baixinha – ele sussurrou e ela grunhiu já dormindo.

Sorriu novamente e beijou a testa dela bem devagarzinho, se levantou a cobrindo direito novamente e saiu.

. . .

Emily acordou com uma dor de cabeça muito chata.

Ressaca? Não, não podia estar de ressaca, só tomou três copos! Não podia estar de ressaca!

Porém, Emily sempre foi muito fraca com relação a bebida. Quando tinha 9 anos viu seu pai tomando vinho no ano novo e pediu logicamente um pouco, porém seu pai apenas disse "talvez depois querida" e com isso ela imaginou que poderia tomar depois, ou seja, quando voltassem para casa. Assim que seu pai dormiu ela desceu as escadas com sua camisola de joaninhas e abriu a geladeira subindo no bando para pegar a garrafa que estava no último andar da geladeira. A abriu sentindo um cheiro engraçado, pegou um copo qualquer e colocou metade dele fechando tudo e colocando a garrafa novamente na geladeira, ela, inteligente como sempre nem parou para sentir o gosto, apenas virou todo o conteúdo do copo garganta abaixo que desceu queimando seu esôfago, ela fez uma careta e colocou o corpo na pia se sentindo meio tonta e voltou cambaleando para o quarto, no dia seguinte passou mal por umas cinco horas, e desde esse dia descobriu que seu organismo não reagia muito bem ao álcool.

E com isso, sim, naquela manhã ela estava de ressaca.

Bufou enraivecida se levantando. Na cama ao lado havia um bolo em baixo das cobertas, Sarah devia estar na mesma situação que ela, então a deixou dormir, a morena já não gostava de ser acordada, piorava quando era Domingo e ela se encontrava de ressaca, depois de anos de convivência Emily deixou de acordá-la, só quando necessário, claro.

Sentiu um frio por ter saído de baixo das cobertas e quando olhou para seu pijama franziu o cenho. Ela não se lembrava de ter colocado aquele pijama... na verdade não lembrava de nada depois de um certo ponto da festa.

Deu de ombros se levantando colocando suas pantufas e seu roupão fino e quentinho e sem ligar para como estaria seu rosto saiu pela casa até a cozinha, estava morrendo de fome.

– Olá loira – Kate sorriu.

A menina estava no sofá embaixo de um cobertor roxo de microfibra encolhidinha como uma criança.

– Oi Kate.

O Cupcake franziu o cenho.

– Você está bem?

– Acho que não – ela sentou ao lado de Kate que a cobriu também, Emily a olhou agradecida.

– O que você tem?

– Sei lá... to com vontade de morrer.

– Ah, não fala isso, por favor – ela abraçou Emily com força acariciando seus cabelos.

– Desculpa – ela disse, às vezes esquecia que Kate era muito sentimental – por acaso foi você que me trouxe ontem? Se não... sabe quem foi?

Kate sorriu como se dissesse "você não lembra bobinha?".

– Quando eu estava entrando vi o Charlie saindo, ele disse que você não estava muito sã. Ele ficou até você dormir! – ela fez sua típica cara de apaixonada – disse pra eu ficar de olho em você.

Emily sorriu. É claro que Charlie havia a levado pra casa, e claro que ele que trocou a roupa dela.

– Espero que ele tenha se divertido trocando minha roupa – ela olhou para o próprio pijama e Kate riu – tenho que agradecê-lo depois – ela disse ainda sorrindo.

– Ah, por sinal, Abby ficou impressionada com vocês dançando ontem. Onde aprendeu aquilo tudo?

– Ah, ele me deu umas aulinhas – ela deu de ombros.

– Bonito, gentil, fofo, canta bem e ainda por cima dança! – Kate foi listando nos dedos – estou com inveja de você! – ela brincou e Emily sorriu metida.

– Sai fora que ele é meu.

Emily foi levantar dizendo que estava com fome, mas Kate não deixou.

– Eu faço o café pra você – ela disse se levantando e cobrindo direito a loira – volto logo – e dito isso foi para a cozinha.

Emily sorriu, quem namorasse Kate teria muita sorte, não havia menina mais fofa, meiga, gentil e caridosa do que ela, e ainda por cima ela era muito bonita, todas as quatro eram, na verdade.

– Obrigada Kate, mesmo – a loira sorriu e Kate piscou para ela entrando na cozinha.

A loira ouviu passos na escada pensando ser Abby ou Sarah, mas era Chloe. A menina usava um vestido verde clarinho, seu cabelo estava preso e as várias pulseiras de pano estavam em seus pulsos.

– Olá Emily – ela cumprimentou a loira com um aceno de cabeça.

– Oi Chloe – a loira sorriu e Chloe sorriu de volta saindo da casa.

– Ah, eu já ia esquecendo – Kate disse da cozinha – fomos convidadas para almoçar com os meninos.

– Um convite ou intimação?

Kate riu.

– Nick parecia bem persistente – ela disse.

– Então é mal dos garotos.

Novamente Kate riu.

. . .

Juntaram duas mesas do restaurante e se sentaram para comer. Todos falavam da festa da noite anterior e como ela havia sido legal e tudo mais.

– Está melhor? – Charlie perguntou de repente.

– Como? – Emily perguntou.

– Sabe – ele sorriu – é que você estava meio grogue ontem.

Ela riu baixinho de si mesma.

– Desculpa, eu perco a noção fácil – ela sorriu – Kate me contou que me levou pra casa ontem, obrigada.

Charlie sorriu.

– Como se eu fosse deixar uma garota linda e gostosa vestida de Princesa Peach bêbada voltar sozinha para casa – ele ergueu as sobrancelhas – cuido do que é meu – ele piscou para ela que sorriu.

Passou a mão pela perna descoberta dela por baixo da mesa e ela se arrepiou, a mão dele estava bem gelada.

– E ontem... – ele disse com um sorriso de lado – você estava bem assanhadinha.

Emily o olhou e riu um pouco.

– Te assediei, é? – ela ergueu as sobrancelhas.

– Um pouco – ele riu também.

– E o que eu fiz? – ela ficou com o rosto bem perto do dele.

– Quase me estuprou – ele riu um pouco e Emily também.

– E você adorou seu safado!

– Vamos, eu sou homem – ele disse como se fosse óbvio – e se minha namorada vem pra cima de mim, me beijando e... – ele chegou perto do ouvido dela – me masturbando por cima da cueca – se afastou de volta – é claro que eu vou adorar.

Ela revirou os olhos sorrindo.

– Mas eu como um digno cavalheiro não fiz nada – ele sorriu metido.

– Uhh falso garoto comportado – ela sorriu o beijando.

Ele sorriu pegando o copo de refrigerante da menina e tomou o resto. Emily o olhou com aquela cara de "faça o que quiser, mas não mexa na minha comida" e ele sorriu piscando pra ela levantando.

– Clama, eu já estou indo comprar mais – ele disse saindo.

Charlie atravessou a lanchonete para chegar ao balcão de forma que ele não tinha vista para sua mesa que estava atrás da divisão do mesmo.

– Oi, uma Coca grande com dois canudos, por favor.

Ele podia até imaginar a cara de Emily quando ele aparecesse com dois canudos, sorriu.

– Charlie? Charlie Martin?

Charlie fechou os olhos, merda, merda, merda.

A menina se sentou ao lado dele. Fugir? Bom, não era uma boa escolha porque ela era rápida e ia alcançá-lo e sem dúvida a coisa ficaria pior para o lado dele.

Ele respirou fundo. Vanessa Sanders, sua ex-ficante (que não sabia que era ex) estava ali, BEM ALI.

– Vanessa – ele olhou para ela com um sorriso simpático.

– Por onde andou? – ela franziu o cenho obviamente enraivecia, e com razão porque Charlie havia simplesmente sumido do mapa.

– Eu... eu estou fazendo um curso – de certo modo era verdade.

– Curso?

– É.

– E você não poderia ter me avisado desse curso?

– Bem, é que...

– Charlie, porque está demorando? Eu estou com se... – o olhar da loira paralisou na morena ao lado de SEU NAMORADO com a mão na perna do SEU NAMORADO – quem é você?

Emily, curta, grossa e delicada como sempre.

A morena franziu o cenho.

– Eu que te perguntou querida, quem é você?

– Emily não-te-interessa Davis, e você? – ela estendeu a mão sarcasticamente a ela.

– Vanessa Sanders – a morena apertou a mão da loira de forma presunçosa.

Charlie não podia estar mais nervoso com a situação.

– Agora se não for pedir demais, você pode dar licença? – a morena a olhou.

Agora o limite de Emily excedeu.

– Ô querida, quem você pensa que é?

– Acho que já me apresentei e novamente vou pedir licença porque estou tentando falar com meu namorado.

Os olhos de Charlie se arregalaram. FERROU!

– Como é? – Emily cruzou os braços jogando seu peso para a perna direita e seu olhar foi para Charlie o fuzilando.

– É um engano Emy – ele tentou se defender.

– Um engano? Então você foge de mim e é um engano? – Vanessa disse.

Emily semicerrou os olhos para Charlie.

– Então Charlie, teria sido bem menos desconfortável você ter dito que tinha outra namorada.

– Outra namorada?

– Meninas...

– Calado! – disseram em coro.

Emily suspirou com raiva se controlando.

– Sua Coca – a mulher deixou o copo na frente de Charlie e saiu.

– Dois canudos, que adorável – Emily sorriu irônica pegando o copo e tirando os canudos e sem dó nenhuma despejando o liquido na cabeça de Charlie.

– Galinha – ela deu um tapa bem dado na cara dele antes de sair andando com raiva.

Ela arrombou a porta da lanchonete saindo em passos pesados sentindo as lágrimas quentes descerem por seu rosto.

Estava tudo dando muito certo para ser verdade.

A loira pegou o celular para ligar para um taxi já que não voltaria mesmo com Charlie, as lágrimas atrapalhavam sua vista, mas ela estava muito triste e com muita raiva para ligar para um detalhe como esse.

Seu celular estava sem bateria, ótimo, então saiu andando em busca de um ponto de taxi, andou belos 10 minutos chutando tudo o que via pela frente quase gritando de raiva.

Parou de frente para a rua olhando para os lados, nenhum carro, então saiu atravessando a rua ainda chorando descontroladamente enxugando a cada dois segundos suas lágrimas.

Os momentos seguintes pareceram ser em câmera lenta. Emily enxugou as lágrimas logo antes de ouvir um barulho estrondoso, levantou a cabeça a tempo de ver duas luzes brilhantes. Uma dor forte e depois um imenso vazio.

Notas finais
Quem quer me matar? Então, quem leu minha outra fic sabe que sou bem cruel com final dos caps e com tragédias, sorry, mas a fic precisa de emoção para ter graça! Me processem se eu estiver errada! Certo, quero ver os lindos comentários de vocês hj pq já foi decidido por mim que haverá uma 2 temporada, mas eu to pensando em fazer um belo hentai Nickrah (Nick e Sarah pra quem não entendeu), mas como sou cruel só vou fazer se tiverem muitos comentários esse cap, então vamo lá gente! Até segunda!