Notas iniciais
Oi oi gente!! Leiam as notas finais e boa leitura!

Charlie encharcado do grudento líquido da Coca-Cola viu Emily sair em passos pesados pelo chão da lanchonete.

"Droga, droga, droga" ele pensou olhando o último rastro do cabelo dourado atravessando a porta

– Nossa, alguém precisa esfriar a cabeça – Vanessa disse observando Emily sair com as sobrancelhas arqueadas.

– Você tem ideia do que fez? – ele olhou furioso para ela – arrumou uma discussão desnecessária com ela!

– Depois você se acerta com a sua amiga – ela fez um gesto de desdém pronunciando "amiga" como se tivesse nojo.

– Ela não é minha amiga, é minha namorada!

– Eu sou sua namorada.

– Não, não é, nunca foi e nunca será. Só ficamos uma vez Vanessa, e acabou! – ele se levantou furioso pingando refrigerante e foi andando até sua mesa.

Os cinco arregalaram os olhos ao ver o estado do moreno, porém Sarah sorriu, adorava a desgraça dos outros, quando envolvia pagar mico em público, claro.

– O que houve com você? – Kate perguntou, a única caridosa de todos ali já que Sarah sorria feito idiota, Nathan e Nick riam como condenados e Abby apenas encarava aquilo confusa.

– Eu... eu só quero ir pra casa – ele pegou a chave de seu carro em cima da mesa.

– Cadê a Emy? – Sarah perguntou meio risonha já que a loira havia ido atrás dele.

– Deve estar em casa morrendo de raiva de mim – ele disse saindo sentindo seu corpo pegajoso e aquele cheiro muito "agradável" de Coca.

Os quatro se olharam e deram de ombros não entendendo nada, mas Nick soltou uma risada de novo.

– Nicholas – Kate o repreendeu.

– O cabelo dele ta escorrido, ta parecendo um emo! – ele riu logo depois e todos acompanharam.

Charlie entrou em seu carro sentindo muita dó de seu banco que iria ficar com cheiro de refrigerante, mas ligou o carro e foi até a casa tomar um BELO banho.

Entrou em sua casa indo tomar um banho, seu cabelo estava pegajoso e seu corpo estava grudento, até sua cueca estava grudenta.

Suspirou com raiva jogando as roupas no cesto e entrando no chuveiro deixando a água eliminar o refrigerante de seu cabelo e corpo.

Fez uma hora ali para relaxar um pouco e se preparar para a fera que Emily devia estar e não a culpava. Tentou formular uma desculpa na cabeça, mas pela primeira vez na vida ele não tinha culpa na situação... na verdade um pouco, mas ele não estava traindo Emily, e ela precisava saber isso.

Saiu do chuveiro enxugando seu cabelo com a toalha e a outra estava amarrada em sua cintura quase caindo, mas isso não era um problema para ele.

Olhou para a parede com preguiça de fazer qualquer coisa, mas era preciso, ele precisava se explicar e ela merecia uma explicação.

"E se ela não estiver em casa?" ele se perguntou, então resolveu enrolar mais um pouco, só para garantir que ela estaria em casa para não perder a viagem.

Mas a verdade é que ele estava nervoso, estava com medo de falar merda e Emily ficar com mais raiva ainda e... terminar com ele... não, ele não podia perdê-la... não podia.

– Espere ela ficar mais calma, espere ela ficar mais calma – ele disse a si mesmo enquanto colocava uma roupa, lembrou do belo tapa na cara, e se ela estivesse mais calma as chances de outro tapa acontecer era menor... era o que ele esperava pelo menos.

Ficou com raiva de si mesmo por ser tão estúpido. Ele podia ter evitado tudo aquilo, toda aquela confusão se tivesse dando um "fora" em Vanessa quando teve a oportunidade há um mês e meio atrás. MAS NÃO, ELE NÃO FEZ ISSO! Por quê? PORQUE BICHO BURRO É ASSIM!

Passou a mão no cabelo sentindo se estomago roncar, afinal de contas não havia conseguido comer direito.

Desceu as escadas ainda furioso e foi para a cozinha mexendo na geladeira que tinha as coisas com os nomes dos moradores, sabe, pra evitar confusões.

Abriu o armário tirando um lanche aleatório e sentando na mesa para comer.

– Porque tudo tem que ser tão complicado? – ele se perguntou colocando a cabeça entre os braços

. . .

Ele enrolou, enrolou, mas uma hora teve que deixar de se medroso e ir.

Enrolou duas horas na verdade, a duração de um filme que ele começou a assistir e quando percebeu... havia assistido o filme todo.

Foi andando porque seria uma preguiça muito grande ir de carro menos de um quarteirão né.

Enfiou as mãos nos bolsos do jeans e foi andando devagar até a casa de sua loira... bom, ele esperava que ela ainda fosse sua loira.

Parou em frente a casa e bateu na porta três vezes aguardando pacientemente.

Na situação ele não sabia se Emily atender a porta era algo bom, mas também invadir o quarto dele poderia não ser tão bom... ah, não tinha nenhum opção que deixasse a situação melhor.

Tudo aquilo era algo novo para ele, nunca havia se preocupado com uma mulher daquela forma, como ela iria reagir e tudo mais... odiava admitir isso, mas ele não sabia como se comportar. Será que deveria dar um tempo para ela? Será que deveria ter ido atrás dela quando ela saiu?

E quando ele pensou na possibilidade de dar meia volta e sair Kate atendeu a porta com aquele costumeiro sorriso simpático que estava sempre em seus lábios capaz de cativar qualquer um.

– Oi Charlie.

– Oi... a Emy esta? – ele a olhou.

Kate franziu o cenho.

– Penei que estivesse com você.

– Não... porque pensou isso?

– Bem, ela não está aqui e não avisou nada, ela só faz isso quando está com você.

– Mas ela não... – Charlie coçou a nuca nervoso – faz mais de duas horas que ela saiu da lanchonete... devia ter chegado.

– Como assim? Charlie o que aconteceu? – ela cruzou os braços erguendo as sobrancelhas exigindo uma explicação com os olhos.

– Ela me viu conversando com uma menina que eu fiquei, rolou um mal entendido e ela ficou brava, jogou o refrigerante na minha cabeça, me deu um tapa na cara e saiu.

Kate arregalou os olhos.

– E você deixou ela ir seu idiota?

– E-eu não sabia o que fazer, eu não...

– A Emy é cabeça quente, não pode deixá-la sair sozinha na rua nesse estado! Eu vou ligar pra ela.

Kate entrou na casa e Charlie a seguiu preocupado. Mais uma besteira Charlie Martin? jura?

Kate pegou o telefone e ligou, a cara dela denunciava que Emily não atendia.

– Desligado – ela disse brava – Sarah! Abby!

– Tem gente tentando dormir! – Charlie ouviu uma voz desconhecida.

– Vá a merda Samantha! – Kate gritou de volta e Charlie arregalou os olhos.

Kate, é você?

Sarah e Abby desceram as escadas.

– O que? – Abby disse.

– Charlie estressou Emily e ela saiu sozinha da lanchonete – ela disse rápido demais – ela deu noticiais a vocês?

– Não – disseram em coro.

– Legal, ela não atende o celular também – Kate colocou as mãos na cabeça.

– Você é burro ou o que Charlie? – Sarah perguntou descendo meio desesperada.

– Eu não fiz por mal... – Charlie sentia seu coração doer.

Ele estava preocupado.

– Ai meu deus! – Abby sentou na escada.

A preocupação das três só deixava Charlie cada vez pior.

– Porque vocês estão assim? – ele as olhou confuso, mas evidentemente assustado.

– Talvez ela não tenha falado... mas Emily tem alguns problemas – Sarah disse.

– Problemas? – Charlie levantou as sobrancelhas – que tipo de problemas?

– Ela perde a calma muito fácil, e fica totalmente desnorteada quando está com raiva ou muito triste... não é seguro deixá-la sair assim sozinha.

– S-seguro? Isso já aconteceu alguma vez?

– Já e ele quase...

Kate se calou ouvindo o som do telefone, todos olharam naquela direção e Kate (que sem dúvida era a mais preocupada) voou nele – alô?

. . .

Pi... Pi... Pi... Pi... Pi... Pi... Pi... Pi... Pi.

Emily abriu os olhos devagar se acostumando com a claridade.

Aquele não era seu quarto.

Ela se sentou assustada e um fio saiu de seu braço o que doeu por sinal. Todo o seu corpo doeu na verdade, principalmente a barriga.

– Bom dia senhorita, como se sente? – um médico entrou derepente na sala enquanto ela colocava sua mão sobre o local que doía.

Emily grudou na maca assustada, o que estava acontecendo?

– Porque eu estou no hospital?

– Oh meu Deus, o cano saiu de seu braço – ele foi até ela pegando o tubinho e espetando o braço dela o colocando ali novamente.

– Porque eu estou aqui? – ela repetiu.

– A senhorita foi atropelada por um veículo que não foi identificado – ele disse.

E então, tudo voltou como um grande borrão na mente de Emily. A discussão com Charlie, o celular sem bateria, o barulho estrondoso e duas luzes fortes.

Ela olhou assustada para o homem.

– Atropelada?

– Sim – ele disse – agora deite-se porque a senhorita está com vários ferimentos e escoriações no corpo.

– Há quanto tempo eu estou aqui?

– Algumas horas, três ou quatro. Você estava sem documentos, seu celular não tinha bateria e não conseguimos contatar a ninguém próximo da sua situação – ele disse e Emily assentiu conferindo tudo mentalmente – qual o seu nome?

– Emily, Emily Davis.

– Certo senhorita Davis, tem alguém próximo para contatarmos?

– Tem, tem sim – ela assentiu – eu posso ligar para as minhas amigas?

– Claro que pode, fiquei deitadinha que eu irei trazer o telefone.

Ela assentiu agradecida enquanto o homem ia até a porta.

– A propósito, está com fome?

Novamente ela assentiu e ele sorriu.

– Imaginei que estaria, vou mandar prepararem algo para você.

– Obrigada.

– Disponha.

Emily respirou fundo. Atropelada, é, infelizmente aquilo era verdade e cada vez que mexia um músculo e sentia dor era uma das coisas que provavam isso.

Olhou para o lado e viu seu celular na mesinha, o pegou rapidamente fazendo uma bela certa ao ver a tela estraçalhada.

"Droga" ela pensou.

O médico logo chegou com o telefone e o entregou a ela que agradeceu e logo discou o numero de sua casa, não deram nem dois toques quando Kate atendeu.

Alô? – ela parecia meio aflita.

– Oi Kate.

Emily! Graças a deus! Onde você está?

– Calma, eu estou bem – mais ou menos.

Onde você está?

A menina pode ouvir uns murmúrios no outro lado da linha.

– Eu... – ela ia ter que falar para Kate que estava no hospital? Justo pra ela? A menina ia ter um enfarto e cair dura – eu fui atropelada, estou no hospital.

A linha ficou muda alguns segundos.

Kate! Meu deus, trás um pouco de água! – era Sarah.

– Emy, Emy. O que aconteceu? – agora era Abby.

– Oi, eu fui atropelada, estou no hospital, mas estou bem.

– Você o que?

– Toma a água Kate – ela ouviu Sarah ao longe

Em que hospital você está? – Abby perguntou.

Emily olhou em volta e viu na parede uma plaquinha.

– Magnus – ela disse.

Ok, fica ai que estamos chegando.

E dito isso Abby desligou o telefone.

Emily o deixou na bancada e respirou fundo finalmente analisando seu corpo.

Havia arranhões em seus braços, e ao levar um pouco a camiseta viu um belo curativo abaixo no umbigo, e pela dor naquela região o corte devia ser feio, tirou o cobertor das suas pernas e se condenou por estar de shorts, com certeza o estrago teria sido menor se ela estivesse com calça, mas felizmente não havia nada mais do que arranhões, os maiores concentrados nos joelhos porque ardiam mais e tinham curativos, nos superficiais não tinham porque se não ela ia ficar com a perna toda remendada. E sua cabeça doía como se batessem com um martelo nela várias vezes e ao colocar a mão naquela região devagar sentindo que havia um pano enrolado em sua cabeça.

Fez uma cara de dor se cobrindo devagar para não machucar. Suspirou fechando os olhos lembrando de Charlie.

Lembrou de como ele conversava com aquela vagabunda enquanto a mesma segurava a perna dele.

Ele estava a traindo... e ela burra e ingênua nem desconfiou...

Ela não entendia, ele era tão doce com ela, tão fofo, cuidadoso, preocupado, prestativo... não entrava em sua cabeça que ele tinha outra, que tudo que ele dizia para ela... outra também ouvia.

Fechou os olhos sentindo as lágrimas virem.

Quando tinha dez anos, ela jurou a si mesma que nunca choraria por um homem, e lá estava ela, chorando por alguém que a tria que não merecia uma sequer lágrima que ela derramava.

E justo quando ela foi se arriscar no amor, se entregar aquele sentimento aparentemente tão lindo... o mesmo a esfaqueia pelas costas.

Como ela olharia na cara deles depois daquilo? Ela não sabia, só sabia que teria que dividir a mesma sala com ele por quase três anos.

– Com licença, sua comida senhorita Davis – uma mulher entrou com uma bandeja no quarto e em meio as fracas lágrimas ela abriu um sorriso enxugando os olhos.

– Obrigada, muita obrigada.

A mulher sorriu.

– Qualquer coisa é só chamar.

E assim ela saiu.

Embora seu estômago roncasse e implorasse por aquela comida, seu corpo a rejeitava, ela tinha fome, mas não tinha apetite.

Notas finais
Gente. estou realmente preocupada com o número de comentários, então estou repensando em fazer uma segunda temporada dessa fic, porque se ninguém ta gostando e comentando não adianta. Realmente desanima tirar um tempo de sabe-se deus onde para escrever e ninguém se manifestar, parece que a fic não ta boa e isso desestimula os autores a escrever, então quem está lendo essa fic pelo amor me deus nem que seja pra dar oi se manifeste, porque no final isso vai pesar na hora da decisão de uma segunda temporada ou não, ok? Comentem ai pliss porque eu to esperando!! BY BY Darllings! Até os comentários!