Notas iniciais
Temos grupo no face com o mesmo nome da historia.

[...Antes que pase más tiempo contigo amor
Tengo que decir que eres el amor de mi vida
Antes que te ame más, escucha por favor...]

— Sou alérgica a amendoim.

Agora tudo fez sentido na mente de Henrique. Ele não pode evitar de sorrir.

— Entendi. Desculpe. — abaixou a cabeça

— A culpa não é sua... Ai — gemeu

— O que foi Bianca?

Henrique se aproximou dela, ela estava de olhos fechados, apertava a barriga com expressão de dor.

— A alergia, ta doendo!

— Vem, vamos para minha casa.

— Não tenho forças para andar.

— Então eu te levo.

Henrique a pegou no colo, de forma que ficava deitada em seu colo, ela o segurou com seus braços ao redor do pescoço do mesmo.

Eric estava em seu quarto, no segundo andar, olhava seu jardim. De repente ele vê Henrique vindo com Bianca no colo, ela parecia passar mau. Ele estranha e desce.

Henrique entra com Bianca e a coloca deitada no sofá.

— Espera um momento. Vou chamar alguém.

Bianca segurou sua mão, o impediu de dar sequer mais um passo.

— Não... Me... Deixa aqui. — gemia

O rosto de Bianca já se encontrava pouco vermelhado. Ela de repente se virou para o lado vomitando tudo que havia comido no chão da sala. Eric desceu e a viu vomitar, se aproximou do filho que a ajudava sentar-se

— O que aconteceu?

— Bianca é alérgica a amendoim.

Eric sabia da surpresa feita pelo filho, e logo entendeu.

— Leve ela agora para o hospital, alergia não é coisa para se brincar. Vou pegar as chaves do carro, leva ela no colo.

Eric saiu depressa, Henrique levantou Bianca, deixou a de pé, mas ela desmaiou, ele a colocou em seu colo, saindo. Eric já estava no carro.

— Ela desmaiou pai.

— Se acalma, ela só precisa de soro.

— Ta bom. Vai rápido.

— Tem certeza que isso é só uma amizade?

— Do que esta falando?

— Dessa sua preocupação com Bianca. É preocupação de amigo? Ou algo a mais?

Um silêncio se instalou e só foi quebrado com a voz de Bianca que começava a despertar.

— Ai..

— Bianca. — sorriu por vê-la acorda

— Henrique? Onde estou?

— No carro, eu e meu pai estamos a levando no hospital.

— Por que?

— Por que você esta igual uma bolinha de tão inchada.

Os três riram.

— Me ajuda me sentar?

— Sim.

Bianca fica sentada, mas seu corpo todo doía.

— Já estamos chegando na clinica.

— Obrigada senhor Eric. — sorri

— Não há o que agradecer.

Minutos depois. Na clinica se encontravam, Bianca e Henrique, na sala de observação. Bianca tomava soro na veia. Bianca estava meio sonolenta, deitada na cama, com Henrique sentado numa poltrona ao seu lado, estavam de mãos dadas.

— Obrigada.

— Pelo quê?

— Por sentir preocupação comigo. Preocupação esta, que não lhe é obrigado.

— Não tem que ser obrigado. Pra eu realmente ter. Eu te... — se olham confusos — adoro. Eu te adoro demais chatinha.

— Bobo.

Bianca acaba fechando os olhos e adormecendo pelo efeito do soro. Henrique lhe acariciou o rosto e sorriu ao vê-la dormir. Eric ia entrar, mas na hora parou na porta e ficou os observar.

— Sera?... Sera que meu pai tem razão? E essa minha preocupação contigo não é exatamente carinho de amigos?... Você me deixa louco Bianca. Louco de... Amor?

Eric sorriu, se virou e saiu. Horas mais tarde. Bianca já havia ido para casa, Henrique e Eric a levaram até sua casa, mesmo com insistência de Bianca, eles somente a deixou e foram embora.

Bianca foi diretamente para um banho, relaxante e demorado. Depois de tomar seu banho, vai direto para o quarto da mãe. E o que viu trouxe lhe uma imensa alegria. Sua mãe, a senhora Rosa, estava de pé, sua aparência era bem melhor, agradável. Ela mexia em seus materias de costuras.

— Mãe?

— Filha. Que bom que chegou. — sorriu

— Sente-se bem? — sorriu e a abraçou

— Sim meu amor. Não se preocupe comigo.

— Como não? Se te amo mais que tudo?

— Também te amo demais querida. Por que esta vermelha?

— A minha alergia atacou, longa história.

— Temos tempo. Vem.

— A onde?

— Sentar comigo na cama. Quero tirar suas medidas para uma roupa que quero fazer para você de crochê. E você aproveita e me conta essa história.

— Ay que bom, sabe que amo suas coisinhas de crochê. — sorriram

A noite se passou tranquilamente e com ela se foi dois meses.

Nesses dois meses que se passaram, nada de anormal aconteceu, por obra do destino Bianca e Hernan ainda não havia se conhecido. Haveria um coquetel, e nele, Bianca e Henrique representariam as empresas Villa Real, por decisão assim, de Eric. Era sexta, 19:30, Bianca terminava de se arrumar. Henrique já a esperava na sala, com a companhia de Rosa, que aproveitou a oportunidade para fazer um interrogatório.

— Em Henrique.

— Sim senhora Rosa?

— Você e minha filha?

— O que tem?

— Estão namorando?

Henrique bebia a água servida pela velha senhora, engasga.

— Eita menino! Só foi uma pergunta.

— Não... Não se preocupe. Me assustei pela sua determinação em ser direta.

— Entendi. Mas ainda não me respondeu a pergunta.

Na hora que Henrique ia abrir a boca para responder, ouve os passos na escada, ao direcionar seu olhar para lá, fica de boca aberta. Bianca esta divina. Seu vestido preto de decote V em renda escura e um corte na perna direita lhe causava imensa sensualidade, uma maquiagem leve, um delineador pretos nos olhos e um batom vermelho, maquiagem esta que destacou mais seus olhos verdes. Seu cabelo em um penteado de coque incomum, perolas no coque. E por fim, um salto preto de camurça, 12 cm.

Definitivamente, Bianca estava uma verdadeira rainha aquela noite.

Bianca em dois meses, mudou seu jeito de se vestir. Agora se via um pouco mais mulher madura. Roupas sociais era mais seu cotidiano de figurino. Mas naquela noite, com toda certeza expôs mais sua sensualidade.

Henrique a vê-la, diz em um sussurro a qual só Rosa ouviria

— Ainda não.

Rosa sorriu

— Esta linda.

— Obrigada Henrique. — sorriu

— Esta uma princesa filha. — sorriram

— Não. Ela estar uma rainha. — sorriu e estendeu a mão — Me acompanha?

— Claro bom cavalheiro. — sorriram

— Vão com Deus meus filhos.

— Beijo mãe.

— Tchau dona Rosa.

No carro. Bianca e Henrique iam em direção ao coquetel, até que Henrique para o carro de frente a praça, onde tiveram o "primeiro" encontro.

— Por que parou?

— Vem.

— Onde seu loco! — ri

— Vem logo Bianca. — a fita meio serio

— Ta bom. Calma.

Eles param de frente ao banco onde se sentaram.

— O que veio fazer aqui? Temos uma festa para ir, se esqueceu?

— Eu poderia dizer que sim, já que ao seu lado esqueço o resto do mundo.

— Como assim?

— Não me interrompa por favor. Bianca quando te olhei pela primeira vez, em frente a minha empresa, quando nos esbarramos, tinha algo em seu olhar que me deixou, confuso. Seus olhos me intrigam, me instigam, me ilusiona, me apaixona. — ela o olhou e sorriu — Nos tornamos amigos aqui, e aqui. Seu rosto desde que nos vimos pela primeira vez, não sai nem um só minuto de minha mente. — acariciou lhe o rosto, ela sorriu — Sua voz soa como música para meus ouvidos. Conheci muitas mulheres na vida, mas só uma que vi que um dia poderia ser minha mulher. — sorriram — Já sofri muito com amor... Mas, quero me dar, nos dar uma chance. Prometo nunca te ferir, sempre te cuidar e proteger. Quer ser minha namorada?

Henrique se ajoelhou a sua frente. E a olhou nos olhos, tirou uma caixinha preta de veludo, a abriu, revelando um anel unitário, delicado.

— Quer namorar comigo senhorita Bianca Duarte Acûna?

— É claro que sim. — sorriu derramando algumas lagrimas de emoção

Henrique se levanta e coloca o anel em seu dedo anelar, a olha nos olhos, havia muito amor entre eles, um amor puro e sincero. Henrique levou sua mão a nuca de Bianca, as mãos dela estavam repousadas sobre o peitoral do mesmo. Ele a puxou, se beijaram, um beijo de amor, sinceridade e reciprocidade. O primeiro beijo, o primeiro amor, a primeira chance. Ao cessarem o beijo com um selinho, se olham nos olhos.

— Te amo. — Dizem juntos sorrindo

2 horas depois. No coquetel, Henrique pegou o microfone e chamou atenção de todos, havia muitas pessoas importantes, entre elas jornalistas de todo o país.

— Um minuto de sua atenção por favor.

Todos o olhando, ele continuou.

— Bem, essa noite é de extrema importância para as empresas Villa Real. Meu pai e eu, pensamos muito, e aqui estou, representando a minha empresa, venho lhes apresentar o novo projeto. Um projeto diferente dos nossos, inovador e o primeiro a ser beneficente. Mas antes de lhe apresentar este projeto, quero chamar aqui, uma nova pessoa, minha namorada, Bianca Duarte.

Todos aplaudem, Bianca para ao seu lado, segurando sua mão, ela sorriu como agradecimento das palmas.

— Bem, acho melhor que seja a Bianca a lhe apresentar este projeto.

— Boa noite a todos.

Todos responderam.

— Este projeto, foi inicialmente planejado por mim, há alguns anos atrás. E este ano o senhor Eric Del Castilho, me ajudou a conclui-lo, e hoje tenho a honra de estar aqui hoje, junto a Henrique(o olhou e sorriram) para inaugura-lo. O projeto Rosa Vida, foi nomeado pelo senhor Eric, em homenagem a mim e minha mãe que sofre de câncer. Bem, como dizia, o projeto se retrata de uma, ainda, instituição de ajuda contra o câncer. Nosso objetivo é ajudar o numero máximo de pessoas incapazes de pagar seus tratamentos no país. Contamos com 38 médicos. Nosso projeto arca com as despesas físicas do hospital, os salários mensais dos médicos e os aparelhos para os tratamentos. Bem, queremos mostrar, a todos pela primeira vez, a instituição, Rosa Vida!

Bianca apertou o botão, a qual fez a cortina vermelha que tampava o telão, cair. Revelando assim um video-montagem mostrando de todos os ângulos o local. Todos aplaudiram e brindaram, aquela noite mesmo, já conseguiram muitos doadores financeiros. Bianca e Henrique, estavam em um quanto da festa, mas afastados dos demais. Sem perceber, estavam sendo observados e fotografados por um jornalista.

— Amor?

— Uhum?

— Já pensou o que seu pai pensará sobre nosso namoro?

— Na verdade, ele que me deu apoio.

— Pero como?!

Riram

— Sim, seu sogro te adora.

— Uhum, que bom. Agora só tenho que me preocupar com a esposa do seu pai.

— A Samanta?

— Sim. Essa mesma. Ela não foi com minha cara.

Riram

— Ela não vai nem com a dela.

Riram

— Bobo!

— É serio.

Riram

— Eu tenho que ir pra casa, já passou das dez.

— A cinderela não é meia noite, ou os créditos da fada madrinha estavam poucos?

Riram

— É serio. Eu tenho que ir, a vizinha, Neusa. Cuida da minha mãe até as dez. Eu não posso deixa-la sozinha por muito tempo.

— Dona Rosa parece bem agitada para ter uma doença tão avançada.

Bianca abaixou a cabeça, para ela aquele assunto não era fácil de lidar.

— Falei algo errado amor?

— Não. Só peço que me leve. Se quiser podemos ficar um tempo na sala, ou na varanda... Namorando. — sorriu

— Uhum, gostei. — sorriu

— Amo seu sorriso.

— Eu amo mais o seu. Alias, eu amo você da ponta do dedinho do pé, até o ultimo fio de cabelo.

— Uhum... Que romântico.

Riram

Três hora depois. Henrique já tinha ido para sua casa. Bianca já estava vestida pra dormir. Mas não era exatamente o que fazia. Sentada em sua cama, suas pernas estavam dobradas sobre a cama, seu computador no colo, pesquisava algo... Ou melhor, escrevia algo enquanto pesquisava sobre o assunto. Quando finalizado, olhou a tela e sorriu.

— Em fim. Terminado. Agora sim, minha primeira proposta de trabalho executada. Meu primeiro cliente, chegarei aos tribunais, graças ao senhor Eric que me deu a oportunidade. Meu sogro. — sorriu olhando o anel de compromisso dado por Henrique.

Dia seguinte. Empresa Villa Real.

Bianca estava na recepção quando o mensageiro veio trazer os jornais e revistas do dia. Eric e Henrique vieram da sala, quando Henrique vê Bianca ficar branca olhando um jornal e duas revistas em suas mãos.

— O que foi Bianca? — Eric

— Henrique!

— Que foi?

— Olha!

Bianca deu as revistas e o jornal na mão de Henrique, nas capas estavam a foto do beijo e os tÍtulos: "Uma nova senhora Villa Real?" "Sera que dará casamento?" "Eric de Castilho teria ganhado uma nora?"

Henrique e Eric, que estavam um do lado do outro, começam a rir ao vê do que se tratava.

— Sabe, queria que a resposta a essas três perguntas fosse a mesma: Sim!... Vão lá pra sala de Henrique é melhor conversarem a sós. — Eric

— Vamos amor.

— Henrique! — o repreendeu por vergonha

— O que foi?

— Seu pai...

— A qual é seu sogro. — Eric

— Vamos.

Bianca envergonhada saiu na frente, Henrique veio logo atrás. Na sala.

— Como poderão fazer isso com a gente?! — brava

— Eu sou muito famoso no país, é normal.

— Não. Não é nada normal! Isso é invasão de privacidade! — brava

— Não quando estamos em um coquetel aberto a mídia.

— Henrique! Cale-se esta me irritando mais!

— Por que esta tão nervosa?

— Não entende?!

— Na verdade? Não.

— Você esta acostumado a isso, mas eu? Eu não! Eu gosto da minha privacidade, sempre gostei.

— Eu sei e respeito. Mas também não é motivo pra ter surto. — rispido

— Surto?! Por acaso sou alguma maluca que tem crise?! Surto?!

— Se não é, esta se fazendo!

Bianca o olhou, ele a olhou, percebeu o que havia feito, dito. Ela tinha os olhos cheios de lagrimas, mas não deixou nenhuma derramar.

— Nunca mas me fale assim. Não é por ser meu namorado, que terá direitos a me maltratar...

— Bianca...

— Não terminei de falar. Só não acabo com este namoro agora, por que te amo. Mas saiba que também me amo, não me maltrate e ache que vou seguir ao seu lado, por que não vou. Com sua licença, senhor Henrique.

Henrique ao ouvir a porta bater, abaixou a cabeça e passou a mão por seu cabelo, em ato simbólico de nervosismo.

O dia transcorreu bem. Não mais brigaram, quase não se falaram na verdade.

Na mansão V.R.

Samanta tentava convencer a todo custo, o filho mimado. Hérnan a ir trabalhar junto ao pai e o irmão na empresa.

— Hérnan!

— Não vou já disse!

— Você tem que ir!

— Mas não vou. Tenho tudo o que preciso, não vou trabalhar.

— Se não ir trabalhar na empresa do seu pai, amanhã. Você perderá tudo!

— Do que esta falando?!

— Perderá carro, roupas caras e dinheiros para festas. Acabou tudo!

Eric que entrava na casa, ao ouvir os gritos da esposa, que estava um pouco exaltada, resolve se esconder e ouvir a conversa, discussão.

— Você não pode fazer isso!

— Posso e vou!

— Mas mãe...

— Não há mais nem menos mãe! Se amanhã as 8:00 você não estiver nas empresas Villa Real. Esqueça todos os mimos, dinheiro, roupas, carros, ficará sem nada.

Eric sorriu, passou pelo canto e subiu as escadas, achou prudente ser a mãe, já que foi ela quem errou na criação, permitindo muitos mimos, a ter aquela conversa.

— Esta bem. Você ganhou. Vou trabalhar amanhã.

Samanta sorriu, pelo menos um passo já havia dado para seu plano.

Samanta não chagava a ser 'má'. Era uma boa mãe, mas mimou o filho para preencher o vazio do pai não presente. Assim como em relação a maternidade, era uma boa esposa, mas Eric não a via como sua esposa, e sim como uma parceira. Tinha um plano e faria e daria tudo para executa-lo.

Dia seguinte.

Empresas V.R.

Bianca se encontrava entrando no prédio. Correu para entrar no elevador, mas a porta já se fechava.

— Segure pra mim por favor! — gritou

Hérnan que estava sozinho no elevador, segurou a porta. Bianca entrou

— Obrigada.

Hérnan somente assentiu, a olhou de baixo a cima.

Bianca estava linda, cabelos soltos e cacheados, elegante, sua roupa: um vestido rosa de mangas curtas e com um cinto doura acima da cintura, era sensual. Mas leve, sua roupa mostrava, ou melhor, caracterizava seu humor.

Hérnan, este estava fascinado pela beleza da mesma, de pronto se sentiu atraído pela mesma, mas nada que não passasse de atração. A olhava discretamente. Quando chegaram ao ultimo andar, Hérnan a deixou passar primeiro.

— Obrigada. — sorriu

— Nada senhorita. Seu sorriso é lindo. — elogiou

— Bem, obrigada. Até mais ver.

— Até mais.

Bianca vai direto a sua sala, ao lado da sala da presidência. Hérnan na recepção, após saber que seu pai havia tido uma reunião fora da empresa, decide ir dar uma volta na cidade.

Bianca trabalhava atentamente. Henrique decide brincar com ela. Henrique vai caminhando em silencio até a mesma, e por trás a agarra.

— Ah

— Bu!

— Ta maluco Henrique?! Quase me matou de susto..

— Estava brincando meu amor.

— Pós não gostei nem um pouco da brincadeira.

— Desculpa então...

— Ah, me desculpa também. Estava de bom humor, mas tem tanto trabalho, estou atolada e descontei em você.

— Esta bem. Hum, quer jantar comigo hoje em algum restaurante?

— Eu preferia que por hoje, jantássemos na minha casa, se não se importar.

— Claro que não, amor da minha vida. — sorrindo

Henrique se aproxima e se beijam...

Na sala de Eric. Eric estava sentado em sua mesa, falava com sua esposa.

— Samanta já lhe disse que aqui ele não apareceu.

— Já tentei telefone, amigos e nada. Onde Hérnan se enfiou?

— E eu vou lá saber daquele irresponsável?!

— Desculpa!

— Tudo bem Samanta. A culpa foi minha, estou super cansado pela reunião de hoje, foi tipo um debate.

— Entendi. Bom, quer algo especial para o jantar? — mudou o tom de voz, foi mais carinhosa.

— Sim.

— O que?

— Que jantássemos no terraço, só eu e você.

— Serio Eric?!

— Claro.

— Meu amor, fico tão feliz. Mas com certeza, só nós.

— Tenho que desligar.

— Esta bem, te amo.

O silencio se instalou e aquilo partiu o coração de Samanta. Até que Eric disse.

— Eu... Eu também te amo. Beijos

— Muitos beijos.

Encerraram a chamada...

Samanta podia ser tudo, esnobe, calculista, frívola, mas não era sem coração. Se casou por interesse, mas se apaixonou por Eric com o passar dos anos. E lhe machucava por saber que ele não a amava. Seu defeito era sua ambição, a história de Samanta e Eric era resumida em apenas uma pergunta: Amor ou ambição?. Porem sem respostas.

O dia novamente, foi cansativo na empresa, para todos. Mas em fim, a noite chegou.

Na mansão, Samanta estava pronta, esperava ansiosa esperava seu marido. Que por sinal, Eric parecia nunca chegar, já se havia passado uma hora da hora prevista para jantarem.

— Cadê o Eric?! Ele sempre faz isso... — seus olhos se encheram de lagrimas.

Samanta estava sentada na mesa posta para ela e Eric, a mesa estava com ar romântico, velas, vinho tinto e o jantar, frango a passarinho com molho madeira. Samanta estava linda, apesar da idade, havia se preservado muito bem. Usava um vestido azul caneta fosco quadrado, um blazer branco e um salto branco.

O tempo começou a esfriar, 21 horas marcava no relógio. Samanta desistiu, magoada, foi pro quarto.

Eric entrou de carro pelo quintal da mansão. Entrou e foi direto ao terraço, mas a única que achou, foi o local do jantar, todo escuro, as velas apagadas. Foi pro seu quarto, mas ao virar a maçaneta, a descobre trancada.

— Samanta, abre a porta por favor!

— Não.

— Por favor!

— Você estava ocupado demais? De novo, é claro.

Samanta se lembrou, de um dia parecido com este, diferente que na outra vez, Eric estava no bar com Henrique. E desta, onde ele estava?

— Desculpas.

— Eu preciso de um tempo Eric.

— Eu estava numa reunião da empresa. — explicou

— Eu não me importo. Por favor, me deixe.

Eric já havia percebido sua voz chorosa

— Mas eu quero explicar. Samanta, por favor abre a porta.

— Já falei que não. Eu estava de esperando a uma hora, e você não se preocupou como eu estava, não precisa fingir que se preocupa agora.

— Desculpas. Meu celular descarregou e a minha secretaria já havia sido dispensada.

— Muito conveniente sua resposta, mas eu não acredito.

— Samanta! Pare se comporta como uma criança e abre esta porta! Sou seu marido!

— Marido?! — riu debochada — Por favor! — exclamou — Isso que temos não é casamento, não é nem pacto. Nossa união é resumida em interesses, você pra tentar abafar a dor da morte de sua querida e santa Helena e eu por interesse financeiro. Sempre foi e será assim!

— Esta certa... — respondeu em tom triste — Esta é a uma das poucas verdade entre tu e eu.

— Agora, sai.

— Não.

— Me deixa em paz!

— Não.

— Qual seu problema Eric?!

— Você é o meu problema!

O silêncio havia se instalado, fora e dentro daquele quarto

— Eu não quis dizer isso...

— Não quis, mas disse. Uma palavra pode machucar mais que cem atos.

— Já lhe pedir desculpas.

— Desculpas não são a borracha da vida.

— Esta bem. Aceito o meu erro. Mas por favor, eu quero te ver, abre a porta. — diminuiu o tom

— Eu vou abrir, mas não me perturbe.

Samanta, levantou se da cama, limpou o rosto e as partes boradas pelas lagrimas derramadas. Abriu a porta e foi surpreendida por um assalto. Eric entrou no quarto e puxou pela cintura, com os corpos já colados, ele não lhe deu tempo de reação, simplesmente a beijou. Um beijo selvagem, desejoso e prazeroso. Já sem fôlego, cessam o beijo. Se olhavam confusos. Eric a abraçava pela cintura, estavam com as costas coladas. O silêncio havia se instalado entre eles, até que...

— Pai? Samanta?

Henrique os chamou lá de baixo. Eric abaixou a cabeça, parecia que o destino nunca estava a favor da ideia dele de recomeçar.

— Vou ver o que ele quer. — se afastou

Samanta se virou indo em direção ao banheiro, como se nada tivesse acontecido, disse.

— Vou tomar um banho e já desço pra jantarmos todos.

Eric concordou com a cabeça e saiu. Henrique por fim, nada de mais queria. Henrique e Eric conversaram um pouco sobre negócios, e depois jantaram todos.

Dia seguinte.

O dia já havia começado agitado para Bianca. Sua programação do dia era: Levar D. Rosa para consulta de quimioterapia, atender pela primeira vez (pessoalmente) seu primeiro cliente de advocacia e almoço na mansão, a qual incluiria D. Rosa e serviria para comunicar formalmente a família sobre o namoro seu e de Henrique. A tarde, teria que ir ao prédio do hospital (Rosa Vidas) para coordenar a mobiliação dos quartos.

Na empresa.

Henrique estava em sua sala, quando sua secretaria, Virginia, lhe avisa que Eric o esperava na sala da presidência. Henrique, agradece e estranhando o motivo de o pai o chamar, se apressa e vai a sala do pai.

Sala da presidência.

Eric explicava a Hérnan como era o desenvolvimento e o cotidiano da empresa. Hernan lhe dava atenção, sempre quando, se referia as partes financeiras. Henrique bateu na porta, e quando ouviu a permissão para entrar, entrou.

— Olha ele. Até que fim veio nos visitar maninho.

— Oi filho. Hérnan não veio nos visitar.

— Não?

— Não Henrique, vim trabalhar e tomar pra mim o que me pertence por direito.

— Isso mesmo.

— Mas você não sabe nada da empresa...

— Mas ele aprenderá. — afirmou

— Esta bem. Boa sorte.

— Obrigado.

— Só lembre-se de algo muito importante: Aqui dentro, esqueça que é filho de Eric Del Castillo e lembre-se: Você só é mais um funcionário, assim como eu e como o faxineiro.

— Não me compare ao faxineiro, por favor. Nós dois, somos muitos mais.

— Não. Não somos. Eu sou Henrique, meu pai é Eric, não somos a mesma pessoa, meu pai conquistou tudo isso com o suor dele. Assim como eu vou conquistar todo o que desejo com o meu. E você com o seu. Não somos milionários, nosso pai é. Não tente criar sua vitória em cima de outra.

— Isso ai Henrique. Por isso é meu orgulho. Sempre independente do meu dinheiro, enquanto você Hérnan, não posso falar o mesmo.

— Para! Que saco. Sempre me comparando a ele.

— Não é comparar, é mostrar a realidade. Sua mãe te mimou demais, e olha no que deu.

— Acalmem se. — pediu

— Henrique e Hérnan, dispensados.

— Não. A conversa não terminou.

— Eu sou o pai e o patrão, e eu digo: Dispensados.

Os dois se levantam, Hérnan sai primeiro a contra gosto.

— É pai, se prepara que vai ser difícil.

— Eu sei que vai.

Henrique acenou com a cabeça e saiu.

Henrique parou na recepção para falar diretamente com a secretária.

— Virginia?

— Sim senhor Henrique.

— Peça a alguém para preparar a sala ao lado da minha.

— Sim senhor. Mais alguma coisa?

— Sim. Peça a outra pessoa que apresente a empresa ao meu irmão.

— Ao senhor Hérnan?

— Sim. Acho que ele foi a cafeteria.

— Sim senhor, é pra já.

— Obrigado.

— Desponha.

Henrique vai a sua sala e volta ao seu trabalho normalmente.

Bianca depois de ter levado sua mãe para casa, vai para empresa.

"Bianca como ganhou a oportunidade de administrar o projeto 'Rosa Vidas'. A qual por sinal, estar indo de 'vento em poupa'. E novamente Eric lhe dá a oportunidade de mostrar o que sabe em relação a advocacia. Passando lhe um caso simples, sobre guarda de paternidade. E por estas oportunidades, Bianca ganha um sala na empresa (porem continua a ser a secretária, ou como Eric prefere, continua sendo sua ajudante)."

Empresa/sala de Bianca.

Bianca e Rodolfo conversavam sobre a psicologa que teria que ir na casa de Rodolfo, para avaliar o ambiente.

— Mas doutora, se a psicologa ir e não se agradar com a casa?

— Você não pode deixar isso acontecer. Vou lhe falar o que deve e o que não deve ter em sua casa no dia da visita.

E assim conversaram por mais um tempo. Depois Bianca ajudou o sogro, a revisar as contabilidades do mês.

13 horas — Mansão

Na sala de jantar, todos sentados em seus devidos lugares, finalizavam já o almoço.

— Por favor sirvam o vinho para todos. — Henrique ordenou a uma das empregadas

— Sim senhor.

Após terem servidos os patrões e suas visitas. Henrique pega sua taça, bebe um gole e novamente a coloca na mesa, todos os olhavam.

— Bem, este almoço foi ideia de meu pai. Mas o objetivo é meu e de Bianca. — segurou na mão de Bianca, sorriram — Nós dois planejamos este almoço para compartilhar a noticia que eu e Bianca, — beijou sua mão — estamos namorando.

Eric como já sabia nada disse, assim como dona Rosa. Samanta de cara não gostou da noticia. Hernan pouco se importou, mas com um plano em mente, disse.

— Parabéns Henrique por encontrar uma mulher como Bianca.

— Obrigado mano. — sorriu ao irmão caçula

— Mas deixe eu também parabenizar minha cunhada. — se levantou indo em direção a Bianca com uma taça na mão, a levou ao ar e disse

— Um brinde e parabéns, você realmente é uma grande mulher. Aceitar um namorado que já foi um "crápula", — fez o gesto das aspas — e ainda tem segredos terríveis, um passado vergonhoso, é muita "bondade" sua. E ainda por cima, fingir que nada aconteceu, que seu namorado tem um filho abandonado em outro continente e estar aqui sorrindo alegremente, como se a vida fosse um jardim de rosas em pleno dia ensolarado.

Bianca, assim como todos ficaram pasmados com as palavras de Hérnan. O silêncio se instalou entre todos ali.