A última chance para o amor - Prometeste
3 Maldigo el episodio
Notas iniciais
"...Ya tengo bastante con mi dolor
Maldigo el episodio
Lo peor es que yo fui quien lo escribió..."
O silêncio havia se instalado entre os quatros ali presentes. Ninguém teve reação aquela repentina revelação, mesmo todos, excluindo Bianca, soubessem, não evitou que o sentimento de surpresa tomassem conta de ambos.
— Como?! — perguntou Bianca se recuperando do impacto
— Sim cunhada. Você não sabia? Mas achei que soubesse, já que você demostra amar tanto Henrique, e como dizem "quem ama tem confiança na pessoa amada", eu achei que era reciproco. — disse provocando mais ainda, mas dessa vez Bianca reagiu
— Como pode?! Eu te confiei sobre minha mãe, algo doloroso pra mim e você, ficou calado. Sempre calado. — engasgou se com as lagrimas que já eram derramadas.
— Bianca eu posso explicar...
— Não, você não pode. Você simplesmente abandonou seu filho. Isso é pecado sabia?! — revoltou se
— Não diga coisas que não sabe! — se virou — Me acusa por não saber dos meus motivos.
— E qual motivos leva a um homem, renegar a existência de um filho, a qual seu sangue corre nas veias?!
— Não se intrometa na minha vida!
— Na sua vida?! Como pode dizer isso?! Somos namorados Henrique! Ou pelo menos eramos.
— Acho melhor vocês conversarem no escritório, a sós. — Eric por fim opinou
— É melhor — Henrique concordou
— Não. Não tenho nada para falar com um homem tão repugnante como você.
— Vamos conversar sim! — disse em tom opositivo
— Bianca, por favor. — Eric a pediu
— Pelo senhor, somente pelo senhor, eu aceito. Vamos.
Henrique e Bianca foram ao escritório.
Na sala
— O que queria?! — Eric perguntou ao filho que se fingia de inocente
— Eu? Nada.
— Como nada Hérnan?!
— Eu fui parabeniza-la, mas aconteceu isso. E isso é só.
— Não, não é "só". Você sabia que Henrique não tinha contado a ela do primeiro casamento e aproveitou a oportunidade para criar uma intriga entre eles. — decretou Eric
— Meu filho não é nenhum "vilão" de novela, Eric. — Samanta tentou defender o filho
— Seu filho é bem pior, ele é vilão real.
— Não ofenda a Hérnan. — defendeu novamente em vão
— Pode deixar mãe, ele é e sempre assim. — se fez de pobre coitado
No escritório
— Só me explica uma coisa.
— Sim. O que?
— Por que me mentir, ou melhor omitir. Tem vergonha do seu filho?
— Claro que não. Eduardo é meu único filho, a qual eu amo.
— Se o ama, por que esconde-lo? Abandona-lo?
— Eu não o abandonei, ele mora com a mãe. Minha ex mulher.
— Qual nome dela?
— Lívia.
Bianca se virou de costas a ele. De cabeça baixa, após respirar funda e encher o pulmão de ar, pergunta algo doloroso.
— Ainda a ama?
O silêncio se instala entre os dois.
— Eu... Eu te amo. — Henrique disse de modo inconfiável.
— Essa não foi minha pergunta. — se virou e o fitou com olhos cheios de lagrimas — A ama? — insistiu
— Não. — foi impositivo — A amei muito, errei em nome do meu amor por ela, mas este sentimento não era reciproco. — abaixou a cabeça — Pensei que nunca mais seria feliz, mas te conheci e vi que estava equivocado. — sorriu leve
Na sala.
— Não culpe meu filho.
— Ele é culpado!
— Não, não é!
— Escute Hérnan com bastante atenção. — Hérnan o olhou — Se Bianca sair daquela porta e ter terminado com seu irmão, saiba que eu vou me sentir — é interrompido
— Decepcionado? Seria horrível para você, além de não ter o sangue da santa Helena e ainda separar sua filha adotada do seu filho amado. Ou melhor dizer, sua amante.
Eric por já estar com os nervos altos, não suporta ouvir a ofensa do filho. Eric profere rapidamente um soco, onde é mirado na boca de Hérnan. Hérnan caí no chão com a mão na boca sagrando.
— Nunca mais me diga isso! — saiu
— Meu filho! — Samanta o ajudou a se levantar enquanto chamava a uma das empregadas
Escritório
Após conversarem, chegaram a uma decisão.
— Então é isso?
— Sim. Quero um tempo para pensar.
— Esta terminando nosso namoro na primeira prova?
— Não estou terminando e sim pedindo um tempo.
— Não acredito em tempos, por isso sei que esta terminando.
— Então aceite assim. Eu já vou.
Bianca saiu do escritório e foi embora rapidamente. No taxi a qual pegou em frente a mansão, chorou.
Henrique serviu se de wisky, bebendo tudo em gole, olhou o copo vazio na mão e relembrando o acontecimento, jogou o copo com toda força na parede.
No quarto de Samanta
Depois de conversar com o filho. Samanta vai pro seu quarto, pega uma caderneta e fica a procura do telefone de uma certa pessoa...
Quarto de Henrique
Henrique e o pai conversavam
— Filho, não queria lhe dizer isso. Mas você é o culpado.
— Mas pai
— Não há mais, nem menos pai. Você errou, omitiu uma parte importante da sua vida. Você a culpa de algo que a culpa é sua.
— Ela tinha que ter dado a mim, a chance de me explicar. Mas preferiu terminar.
— Talvez não era pra ser. — Eric disse querendo o provocar, mas de maneira seria
— Como assim?! Achei que nos apoiasse
— E apoio. Mas sei que da maneira que esta, ia acabar dizendo isso. Mas sabe, o que mais me dói? É que eu não te criei assim, não ensinei omitir e nem desistir. Eu não te reconheço.
— Pai
— Deixe eu terminar. Você é meu filho mais velho, meu orgulho nos negócios e fora deles. Um homem que aprendeu a lidar com a dor que a falta da mãe causava. Mas hoje, quando te olho nesse instante, só vejo um garoto rebelde, de 15 anos. E isso me causa profunda dor. Uma decepção pra mim.
— Pai — sussurrou
— Faz um favor pra mim, pede ao meu filho Henrique voltar e lutar pelo amor da vida dele. Mas lutar agora, não quando for tarde de mais. — Eric o olhou, levantou se e sem dizer mais nada saiu.
Henrique que estava sentado na ponta da cama, deitou se, somente a parte da cintura pra cima. Olhou o teto, de tudo que o pai já lhe disse, isso foi o que mais doeu.
Na casa de Bianca
— Filha se acalma. — pediu Dona Rosa a filha que chorava
— Como me acalmar? Ele mentiu — chorou
— Ele não mentiu, ele omitiu. — a corrigiu
— Não importa. Ele me traiu da mesma forma. — chorou
— Bianca... Ele não te traiu filha, você tinha que dar uma chance a ele de se explicar.
— Sabe mãe, eu não preciso de alguém que o defenda nesse momento, eu só preciso da minha mãe. — chorou deitada na cama
— Não, você não precisa da sua mãe. Você precisa aprender a ser mulher, uma mulher justa. E hoje você só esta sendo injusta com Henrique por não deixa-lo se explicar, e consigo mesmo por machuca-la a si mesma com sua decisão.
— Mãe, eu sou mulher, mas também sou um ser humano. Tenho um coração que agora esta ferido e magoado pela omissão de Henrique.
— Bianca Duarte! Deixe de o culpa-lo, ele pode ter seus motivos.
— Não há motivos para esconder, renegar um filho. Não existe isso!... Peço que me deixe sozinha.
— Esta bem. Não vou falar mais, é em vão. — a beijou na testa e saiu
— Vocês não entendem... Ele mentiu. — disse a si mesma, deitada na cama.
Por sua cabeça passava todas as imagens, cenas a qual passaram juntos, beijos trocados, sorrisos, risos, felicidade. Tudo era tão doloroso.
Mientes, Me hace daño
y luego te arripientes
Musica Camila — Mientes
Dia seguinte
Empresa
O clima era bem chato. Bianca não havia ido trabalhar naquele dia, com a autorização de Eric, Bianca somente trabalharia lá em relação a advocacia, fora disso somente no hospital Rosa Vidas.
Henrique se afundou no trabalho, não queria saber de mais nada. Bianca igualmente. Eric e Dona Rosa já estavam aborrecidos com seu'sua filho'a.
Samanta estava no telefone
— Você tem que vir.
(Eu não vou, já disse)
— Se não vim até dois meses, todos aqui saberão seu segredinho e o que vem depois você já sabe.
(Esta me ameaçando Samanta?!)
— Entenda como quiser. Já lhe disse, tem dois meses para estar aqui com aquele moleque.
(Ele é meu filho!)
— Que seja. Dois meses. Tchau.
(Mas Samanta..) — desligou
— Quero ver agora essa Bianca perdoar o santo do Henrique. — ri ironicamente
Hospital
Bianca trabalha fiscalizando o prédio e para isso, tinha seu ajudante. Bruno, ele se mostrou boa pessoa e bom amigo.
— Bianca. Sua mãe não iria ficar internada aqui?
— E vai, mas ela não quer vim de jeito nenhum. Por enquanto esta em tratamento móvel.
— Entendo.
E assim continuaram conversando enquanto fiscalizavam.
Na empresa
Eric e Hérnan conversavam. Hérnan assumiria por enquanto a antiga posição de Bianca, secretario.
— Pai
— Senhor Eric. — o corrigiu
— Senhor Eric, o senhor tem uma reunião que começará em 15 minutos com os sócios de Nova Yorque.
— Obrigado.
— Não há de que senhor.
— Agora me dê licença.
— Como desejar. — saiu
No corredor
— Você querido papai e meu irmão vão me pagar. Eu secretario... Meu ódio por vocês dois só aumenta de proporção. Minha querida cunhada esta voltando, finalmente. — Hérnan dizia a si mesmo.
E assim foi de terça até sábado. Bianca e Henrique não se viram durante esse tempo. Bianca estava em casa, já havia tomado a decisão de dar a Henrique a chance de se explicar.
Casa Bianca
Bianca discou o número da mansão e ligou.
— Bom dia mansão Villa Real, o que deseja?
— Bom dia, sou eu Bianca.
— Ah sim, deseja falar com senhor Henrique?
— Sim, ele esta?
— Um momento por favor.
— Claro.
A empregada olhou ao redor, e perguntou algumas das empregadas e uma lhe disse não estar. Quando voltou ao telefone, Samanta descia as escadas.
— Quem é no telefone?
— A senhorita Bianca.
— E o que ela quer?
— Falar com o senhor Henrique. Mas ele não esta
— Deixa que eu mesma falo.
— Sim senhora. — entregou o telefone
— Saia. — a empregada saiu — Alô
— Alô.
— Bianca não é mesmo?
— Sim, quem fala?
— Samanta querida.
— Ah sim, Ola Samanta como vai?
— Bem e você?
— Bem. Poderia falar com Henrique?
— Ele estar no banho.
— Mais tarde eu ligo então.
— Deixe o recado é melhor.
— Acho melhor
— Não confia em mim?
— Não é isso, mas
— Mas nada. Diga logo o recado.
— Esta bem. Diga a ele que o espero hoje na praça. Ele sabe qual é.
— A que horas?
— As 20:00. Obrigada.
— De nada querida.
— Até mais.
— Tchau.
desligaram
— Quero ver o Henrique perdoar esse garotinha bastarda. — ri
Henrique estava na praia, fora da cidade, depois de caminhar na areia, foi pra casa que ele tinha ali perto. Cansado se deitou para descansar e acabou por dormir.
Enquanto dormia tinha um pesadelo, flash's de seu passado passavam lhe em sua mente, coisas que sempre desejou esquecer, mas sua consciência nunca permitiu.
Flash's
Henrique brigava com uma mulher, aparentemente estavam num quarto de um luxuoso lugar. Eles discutiam, havia roupas no chão, malas, ele a esbofeteou.
***
Houve um disparou, um homem caiu de joelhos a sua frente. Havia também uma mulher ela chorava, havia gente perto que gritava "Assassinos!"
***
Um homem sendo algemado por policiais, uma criança pequena de uns três anos, chorava pedindo ao homem preso que não fosse.
***
Um homem estava abraçado a um menininho, o homem estava de joelhos no chão. Uma mulher o puxou a força, desmanchando o abraço de ambos, os dois choravam, ela pegou o menino e entrou no avião.
Agora
Henrique acordou soado e nervoso.
— Meu Deus... Por que tenho que ficar relembrando isso? o dia do disparo. — olhou um ponto qualquer como se revive-se aquela cena, o disparo eguando em seus ouvidos e logo após aquele homem caindo de joelho a sua frente. — Tenho que esquecer se não vou enlouquecer.
Já era noite.
Na praia, Henrique tomava wisky enquanto olhava o mar. Pensava na sua vida, o que resolveria daqui pra frente.
Bianca esperava Henrique a quase meia hora, já havia o ligado varias vezes mas só dava fora de área. Mais meia hora se passaram, Bianca pagou o vinho e foi embora.
No caminho, Bianca ia chorando.
— Eu o perdi... Não me esperou por 4 dias. Ele não me amava de verdade. — decretou
Samanta em casa estava radiante, sua felicidade transbordava ao imaginar como Bianca estaria.
Eric estranhou a felicidade repentina da esposa, mas não fez caso.
Dia seguinte.
Henrique já havia chegado em casa, já era noite e por Henrique não ter saído do escritório desde que chegou. Eric vai até a porta.
— Filho, abre aqui. O que foi?
Henrique nada disse, o silêncio se fazia presente.
— Henrique, filho... Por favor!
Novamente, o silêncio foi sua única resposta.
Eric abaixou a cabeça. Seu celular no bolso do terno vibrou. Ele pegou e lá estava uma mensagem.
"Bianca Filha
Boa noite senhor Eric, estou mandando essa mensagem só para relembra-lo da sua reunião amanhã no hospital. O senhor é nosso principal patrocínio, sua presença é de extrema importância."
— Esta ai seu remédio filho. — sussurrou
Eric digitou o numero de Bianca e ligou.
Casa Bianca.
Bianca havia ido ao seu quarto e tinha esquecido o celular em cima da mesa da cozinha. Dona Rosa cozinhava o jantar quando o celular tocou.
— Já vou... Já vou... E esse telefone? Como será que atende? — mexeu na tecla e houve um "alô"
Ligação
— Alô — disse em tom alto
— Bianca? É você?
— Não sou a mãe dela. Rosa. Quem fala?
— Eric, pai de Henrique.
— O sogro de minha filha?! — perguntou em tom animado
Eric riu
— Sim. Eu mesmo. Ela esta?
— Sim, mas esta ocupada.
— Ótimo.
— Por que?
— Porque tem como eu e a senhora planejamos melhor a reconciliação de nossos filhos.
— Reconciliação? Uhum, gostei. E ai o que faremos pra juntar aqueles dois jumentos?
Os dois riram
— Jumentos lerdos. — completou rindo — Ah minha época. — suspirou
— Bem, voltemos ao foco. Qual o plano?
Continuaram a conversar.
Segunda/Empresa
Sala da presidência
Bianca e Eric estavam em reunião privada. Eric conversava sobre a empresa, os dois organizavam a agenda de Eric.
Sala de Henrique
Henrique mexia no computador quando seu celular pessoal tocou.
— Alô?
— Henrique... — fingia falta de ar — Sou eu... Rosa... Tô passando... mau.
— Senhora Rosa?!
— Sim... Avisa... Bianca... Por favor...
— Calma. A senhora esta em casa? Sozinha?
— Sim... Meu filho
— Eu vou avisa-la agora mesmo, tente ficar calma por favor.
— Sim...
— Já estou indo, fica calma.
desligaram
Henrique levantou, pegou sua maleta(o celular estava dentro da maleta), e saiu quase correndo em direção a sala do pai. Já na frente da sala, sem cerimônia ele entrou depressa na sala, assustando os dois.
— O que aconteceu Henrique?! Esta louca?! — perguntou supostamente revoltado com a ação do filho
— É uma emergência! Dona Rosa esta passando mau. — Bianca o olhou incrédula já de pé
— Minha... Minha mãe?! — gaguejou de nervoso
— Sim. Vamos!
— Vamos? — Eric questionou
— Sim pai. Não vou deixa-las sozinha.
— Vamos por favor! — pediu segurando no braço de Henrique o puxando
— É melhor. Bianca esta nervosa demais. Me mantenha informado.
— Sim pai. Até.
Os dois saíram depressa. Na recepção do andar, ainda, da presidência, enquanto esperavam o elevador.
— Neusa liga pra um dos manobristas, preciso do meu carro na entrada imediatamente. — pediu a secretária.
O elevador abriu e entraram.
Como esperado, o carro os esperavam. Henrique foi tão rápido que não tardaram a chegar. A casa estava com o portão aberto, assim como a porta. Entraram chamando, na sala, Henrique e Bianca deixaram seus pertences.
— Vamos lá nos quartos. — Henrique disse
— Sim. Mãe! — continuou a chamar
Olharam o quarto de Dona Rosa e nada. Quando entraram no quarto de Bianca, encontraram o quarto todo arrumado, de forma romântica. Bianca e Henrique se olharam confusos. Quando de repente ouviram o barulho de chave, ao se virarem perceberam a porta trancada.
— Quem esta ai?! Abrem esta porta! — ordenou Bianca
— Quem esta ai?! — gritou
— Não se preocupe comigo, o problema aqui é vocês. — disse Dona Rosa do outro lado da porta.
— Mãe. É serio, abre a porta. — pediu
— É serio também quando digo que só abrirei esta porta quando os dois se resolverem.
— Mãe!
— Tchau meus filho. — desceu as escadas
— Tchau?! Mãe! — gritou, mas já era tarde, Dona Rosa já havia ido.
— Acalme-se Bianca. — Pediu gargalhando
— Por que esta rindo? — o fitou
— Por nada, por nada. — repetiu em forma de ironia
— Quer saber? Ela quer nos prender, que nos prendar. Eu vou sentar naquela cama — apontou — e vou meditar até ela chegar. — decretou
— Esta sendo infantil!
— É melhor ser infantil do que ser Henrique Villa Real. — o fitou
Henrique abaixou a cabeça e se sentou-se em uma poltrona ali. Os dois ficaram em silêncio por bastante tempo, nem mesmo se olhavam. Henrique acabou dormindo sentado.
Dona Rosa na varanda, conversava pelo telefone fixo com Eric.
— Serio?! — Eric pergunta gargalhando do que Rosa havia dito
— Sim. É serio. Eu acho que eles se reconciliaram, e como se reconciliaram. — riram
— Então meu filho é mais esperto do que eu pensava. — gargalhou
No quarto de Bianca
Bianca meditava a bastante tempo, quando em fim abriu os olhos, não pode evitar de sorri ao se deparar com Henrique dormindo sentado, todo torto na poltrona. Ela se levanta e caminha até ele, delicadamente passa as costas de seus dedos no rosto de seu amado.
— Por que omitiu?... Dói tanto... — sussurrou — Henrique. — o chamou cutucando-o
— Ã? — perguntou coçando os olhos
— Vem, deita na cama. É melhor. — ela disse
— Não precisa, é melhor você ficar lá e descansar.
— Já meditei e não estou cansada. Deite lá. — insistiu
— E depois eu sou o insistente. — sorriu
— Você continua sendo. Agora vá! — o empurrou para joga-lo na cama mas tropeçou e também caiu, com a diferença que havia caído em cima dele.
As respirações de ambos, rapidamente se acelerou. Henrique tomou a iniciativa, a puxou pela nuca e a beijou. Um beijo de amor, de paixão, saudades. Se beijavam, até que ar faltou e por fim cessaram. Com as testas coladas e ambos de olhos fechados, tentavam recuperar o fôlego. O silêncio se instalou e somente se findou, quando a voz de Henrique sussurrando com um sorriso em seus lábios, soou.
— Isso é um "Te perdoo"? — levantou o olhar e a viu, ainda, de olhos fechados.
— Não — disse nada convicta
— Por que não simplesmente me perdoa? — a olhou, mas nem um dos dois saíram das posições antecedentes.
— Por que não simplesmente me disse a verdade? — o fitou
— Você parece não entender que eu sou um ser humano que erra.
— E você não entende que também sou ser humano e que no momento esta com o coração magoado.
— Deixa eu curar sua magoa? — perguntou já voltando as caricias ao seu pescoço.
— O pior de estar magoada com você é te amar tanto como te amo. — o olhou com amor — E sobre sua pergunta, a resposta é: Talvez. — o olhou sorrindo e com um olhar malicioso.
Dessa vez, foi Bianca a iniciar o beijo. Trocando as posições, Henrique estava por cima, aproveitou e aprofundou o beijo.
***
A noite, dona Rosa bateu na porta, e por não ouvir nada. Sorriu e foi direto ao seu quarto, já tendo deixado o quarto de Bianca, destrancado.
Dia seguinte.
Henrique é o primeiro a acordar. Por um tempo fica admirando a amada, mas não demora a se lembrar que estão "trancados". Depressa se levanta e quando vira a maçaneta, tem a surpresa de estar, já, aberta. Henrique sorrindo, ao lembrar do que dona Rosa havia sido capaz de fazer para junta-los, se aproxima de Bianca e a acordar distribuindo leves selinhos em todo o contorno de seu rosto.
— Ah... Bom dia meu amor. — o olha sorrindo
— Bom dia rainha do meu coração.
— Acordou cedo?
— Na verdade, acordei a alguns minutos. E você, dormiu bem?
— Maravilhosamente bem. — se deram um selinho
— Sua mãe já nos tirou do castigo. — gargalhou
— Que bom. Meu Deus! A reunião de ontem. — levou as mãos a boca
— Que reunião?
— Eu tinha uma reunião com os patrocinadores do projeto R.V(Rosa Vidas).
— Não pode ser adiada?
— Pode, mas
— Mas nada. — a cortou — Não acha melhor levantarmos?
— Sim. Vou me trocar, melhor, vou tomar um banho e me arrumar, já descemos pro café e depois vamos para empresa.
— Eu falei só pra levantarmos e não para cronometrar o resto do meu dia. — brincou gargalhando
Bianca o fitou, mas não conseguiu resisti e como ele, "caiu" nas gargalhadas.
Depois de se arrumarem, mesmo que quem mais tenha sido Bianca, já que Henrique ficou com sua mesma roupa do dia anterior, desceram.
Rosa estava na cozinha, havia preparado, praticamente, um banquete pro café da manhã. Alegando pra si mesma que era o genro a tirar o jejum com ela naquele dia. Quando chegaram a copa da cozinha, Rosa os recebeu com um sorriso de quem não sabia de nada sobre o dia anterior e o quarto com a porta trancada.
— Bom dia meus filhos. — sorri terna — Henrique você dormiu aqui? — se fingiu de surpresa
— Não brinca que a senhora não sabia mãe? — pergunta em tom de ironia
— Mas filha, você acredita que eu, realmente, não sabia. — Henrique e Bianca caem na gargalhada enquanto Rosa se mantinha seria — Não sei o motivo da graça. — os fitou
— Desculpe minha sogra. Mas nós sabemos que a senhora e meu pai estão juntos no plano de nos prender no quarto, como duas crianças de castigo a pensar na vida. — Rosa finalmente tira sua seridez.
— Então nos descobriram? Que bom, pelos menos é sinal de lerdeza só entre os dois. — Rosa e Henrique ri enquanto Bianca os fita
— Ah, então agora me chama de lerda e ainda por cima na minha cara? Bom saber. E você Henrique ta rindo porque?
— Osh, já vão começar a brigar de novo? Vocês tão muito acostumados. Na minha época não era assim não...
E assim continuaram a conversar, entre brincadeiras e assuntos diversos, os três tomam seu café. Bianca e Henrique passam na mansão antes da empresa, para Henrique terminar de se arrumar.
Mansão
Quando Bianca e Henrique já estavam saindo, ao descerem as escadas, dão de cara com Samanta, que por sinal quando vê Bianca muda de cor.
— Samanta, como vai? — com sorriso cínico, por já imaginar o porque Samanta não ter dito a Henrique sobre o jantar, já que Henrique já lhe havia dito ter passado o final de semana na praia.
— Oi... Sim. Digo, estou bem e você? — estava evidentemente sem graça com aquele encontro repentino.
— Ótima. Sabe, o Henrique me disse ter ido a praia, porque não marcamos um dia pra irmos todos? — perguntou a fitando, queria a provocar. A assustava
— Excelente ideia. — sorri leve
— Bem. O Henrique me disse ter ido bem cedo, antes mesmo do horário em que eu ligue pra cá no sábado. — a provocou a ponto
— Você ligou? — Henrique se surpreendeu-se com a revelação
— Liguei. Não disseram? — perguntou a Henrique, mas não tirou os olhos de Samanta em nem um único estante.
— Ela ligou queria falar com
— Com seu pai. — a interrompeu
— Com meu pai? Por que? — realmente Henrique a cada palavra ficava mais confuso do que já estava.
— Para avisar daquela reunião de ontem, aquela que lhe disse. — finalmente o olhou
— Ah sim, me lembrei. Bem — olhou o relógio no pulso esquerdo — Acho que já esta na nossa hora. Vamos?
— Claro meu amor. — deu lhe um rápido selinho para evidenciar a Samanta que estavam juntos, e como. — Bem, tchau Samanta, até mais.
— Até querida. — sorri cínica
— Tchau Samanta.
— Tchau.
Eles saíram.
No carro
— O que foi aquilo com Samanta? — Henrique questionou
— Aquilo?
— Lá em casa.
— Ah, nada amor. Só queria provoca-la. — ambos ri
— Olha ela, nem parecia aquilo bobinha que conheci a mais de dois meses.
— Eu sou ingênua. Não boba ou trouxa. As vezes não sei ver maldade, ou deixo as pessoas me fazer de boba. Mas isso não quer dizer que sempre deixarei. — ela o olha de relance e volta a olhar o espelho do quarto enquanto passava batom
— Entendi... — a olhou rápido — Por que batom vermelho? Vamos trabalhar. — reclamou
— Por que eu quero usar. — nem se quer o olhou
— Os homens vão ficar te olhando, desejando. — reclamou
— Que bom para eles. Por que eu tenho dono.
— Dono? Uhum, gostei. — sorriu convencido
— Eu errei, quis dizer dona. — deu enfase — A dona disso aqui, — o olhou — se chama Bianca Duarte e ela permite a mim usar o que eu quero e quando quero. Não importa ocasiões. Se eu quiser vou até de calcinha e você não poderá me proibir. — o fitou — E outra, se eles querem olhar, que olhem. O que é bonito é pra se admirar. — provocou
— Então ta, não quero mais falar deste assunto Bianca. — falou com raiva
Bianca simplesmente sorriu, conseguiu o irritar. Ela gostava de o ver com ciumes, não que ela gostasse deste sentimento, mas Henrique com ciumes, pra ela era fofo. Ele não era possessivo ou brigão, ele simplesmente falava o que achava.
Mais tarde daquele mesmo dia.
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