A última chance para o amor - Prometeste
1 O encontro
Notas iniciais
"... Lindo é quando dois olhares se cruzam e dois sorrisos aparecem..."
Era uma segunda comum, todos muito apressados, nas ruas se viam muita gente indo para seus devidos trabalhos, crianças indo e sendo levadas a escola. Era apenas 9:30 da manhã. Entre toda essa gente, toda a população de Nova York, havia uma mulher, Bianca. Desempregada e necessitando de um emprego, com bolo de currículos em mãos, ia os distribuindo em todas as empresas, já que era formada em advocacia e administração. Não pensava em começar do alto, mas preferiu ir primeiro onde sua especialidade era mais requisitada.
Bianca andava distraída se arrumando, sem olhar para a frente, acabou se chocando com um homem, chique e elegante. O impacto dos corpos, provocou que os currículos nas mãos de Bianca caísse todos as chão.
— Perdão senhorita, não foi minha intenção. — se desculpou já se agachando pra ajuda-la
— Sem problema, a culpa foi minha, vinha distraída e não o vi a minha frente. — se justificou
— Então ficamos assim, — levantou e a ajudou a se levantar. — te ofereço um café por minha conta, para me redimir com a senhorita... Alias, não me disse seu nome.
— Bianca Duarte — estendeu a mão
— Henrique Villa Real — a beijou na mão direita
— E sobre o café, infelizmente, vou ter que nega-lo.
— Porque me fará esta desfeita tão bela dama? — galanteou em tom divertido
— Tenho que distribuir currículos pela cidade. — desabafou com cara de contra gosto
— Especialidade em algo?
— Advocacia inacabada e administração.
— Que coincidência, minha empresa é a Villa Real, esta aqui — apontou a frente — e estamos a necessitar de uma secretaria. Somos uma empresa de advocacia, entre outras áreas, não posso te oferecer algo mais que isso... Por enquanto. — sorri
— Estas a me oferecer um emprego?! — desacreditada — É serio?
— Sim, claro. Se não quiser...
— Eu quero, eu aceito o emprego. — aperta a mão do mesmo sorrindo
— Então, preciso que me leve documentos, como certidão, CPF e etc. A secretaria do meu pai ira fazer seu registro. Na verdade, estou a te oferecer uma entrevista.
— Sinceramente, agradeço de todo o meu coração, eu precisava muito do emprego. Só somos eu e minha mãe, e ela é bem velhinha, precisa de cuidados especiais. — agradeceu emocionada
— Não foi por nada...Que tal agora, aceitar meu café?
Bianca ri pela insistência do mesmo.
— Você é bem insistente. Mas não posso negar um pedido de uma pessoa que acaba de me oferecer um emprego... Eu aceito. — sorriu
— Vamos a uma padaria, é bem perto, vamos a pé?
— Sem problemas. — sorriu
Caminhavam enquanto conversavam.
— Doce gusto, era padaria favorita da minha mãe. Quando eu era pequeno, até uns 8 anos, meu pai vinha trabalhar, eu e minha mãe vinhamos com ele, ( entraram na padaria, sentaram numa mesa, um de frente para o outro.) entravamos aqui, sentávamos sempre ali, ( apontou a uma mesa perto da janela, no lado oposto a qual sentaram) o pedido era sempre o mesmo, café pro meus pais, achocolatado para mim, e o doce do dia para os três. Depois íamos, meu pai para empresa, minha mãe me levava a escola, depois voltava para sua floricultura... ( olhava um ponto qualquer como se relembrasse daquela época.)
— Por que depois de grande, pararam? Não continuaram a 'tradição', porque? — questionou
— Por que aconteceu algo, a qual fez meu pai, não querer mais nem se quer passar aqui na frente... — abaixou a cabeça
— O que? Se não for muito abuso de minha parte.
— Minha mãe morreu... Um dia voltando de me levar a escola, estava indo para floricultura. Um carro bateu em sua lateral, o carro rodou, a parte do motorista bateu de frente com o poste. Morreu na hora. — uma lagrima escorreu em seu rosto
— Sinto muito,(tocou em suas mãos que estavam sobre a mesa. o confortou) me desculpe por faze-lo recordar.
— Você não teve culpa. Não se preocupe. — Retirou uma mão, debaixo das dela, pousou sobre a dela. A olhou nos olhos, estavam próximos, bem próximos. Se olharam. Algo havia naqueles olhos a qual não permitiam que Bianca deixasse de mirar. Assim também era para Henrique.
— Desculpa e obrigado pelo café. — Se levantou, pegou sua bolsa em cima da mesa e saiu.
Bianca foi saindo depressa. Caminhava rapidamente, até que viu uma van e fez sinal, entrou. Aquela troca de olhares, incomodou algo em Bianca, mas na verdade, será que não foi a troca de olhares que a incomodou e sim o que ela a causou, a deixou confusa.
"Por que me senti assim? Ai meu Deus, aqueles olhos... Bianca pare de pensar besteiras! Se tudo der certo, ele sera seu patrão. Somente seu patrão...."
Enquanto Bianca viajava longe em seus pensamentos, havia alguém também confuso por aquele momento ocorrido.
Henrique na padaria, bebeu o ultimo gole do café olhando o vazio da xícara, lembrava do quase beijo. Sorriu contente. Olhou a mesa, viu os currículos, pegou um, viu o telefone e o endereço, sorriu. Tirou o celular do bolso do terno, adicionou o numero ao seus contatos. Olhou o endereço, iria entregar pessoalmente. Mas somente depois, querendo ou não, tinha a uma empresa a qual o necessitava. Após pagar a conta, saiu e foi, indo em direção a empresa.
Bianca chegou em casa, sua mãe estava de cama, tinha leucemia, precisava de tratamentos urgentes. Bianca chegou indo direto ao quarto da mãe, ela dormia serena. Parou na porta, olhar a mãe deitada, com seu semblante abatido. Trazia a Bianca más recordações...
Flash back
Bianca tinha apenas 5 anos, morava com seus pais. No quarto de seus pais, ela estava deitada na cama, abraçada ao pai. Chorava descontroladamente e dolorosamente, seu pai, o "papai" havia morrido. Depois de meses enfermo, com uma doença letal, câncer de pele. O pai de Bianca, Josué, foi levado a óbito.
Fim/Flash back
Bianca olhava a mãe, e esta cena lhe passava a mente, derramava algumas lagrimas. Se aproximou da cama, olhou a mãe e em seguida o terço pendurado a cabeceira.
— Vou conseguir este emprego. Vou arrumar os tratamentos. Não vou perde-la assim como perdi meu pai... Não vou! — alisou o rosto da mãe, a mesma se mexeu um pouco, mas não acordou.
Bianca foi ao seu quarto, assim que entrou foi direto pro banho, depois de tomada banho. Preparou o almoço, sua mãe e ela almoçaram. Após um tempo velando o sono da mãe, foi se deitar, dormiu. Somente acordou em certos horários para dar os devidos remédios a mãe.
18:00 Horas
Bianca havia acabado de acordar. Tomou um rápido banho, colocou uma roupa simples e leve, com alguns argumentos e uma leve maquiagem. Se preparava para sair. Bianca não era uma menina pobre, só estava desempregada no momento, mas mesmo com sua simplicidade, era uma mulher cheia de estilo que roubava olhares de muitos homens e provocava, sem desejar, inveja de muitas mulheres. Já pronta se olhou no espelho. Bianca estava vestida com uma camisa preta tomara que caia, uma saia meio rodada(não é armada) rosa bebê e uma jaqueta jeans branca, nos pés, sapatilhas pretas, um cordão bruto ouro velho, cabelos em um coque cheios.
Depois foi ao quarto da mãe e novamente a mesma estava dormindo, porém agora a vizinha estava com ela.
— Ola Bianca, como vai?
— Bem, obrigada. Neusa, vou precisar dar uma saída.
— Sem problemas, tenho que ir só as dez.
— Obrigada. Qualquer coisa me liga imediatamente.
— Claro.
— Então, até.
— Até.
Bianca pegou sua bolsa tira colo, já pronta, saiu. Depois de esperar cerca de dez minutos por um ônibus, no ponto, seu ônibus chegou. Entrou e partiu, assim, rumo a praia.
Henrique estava no bar, na verdade um tipo de quiosque próximo a praia. Sentado num banco junto ao balcão, bebia como todas as noites, mas naquele dia não planejava sair bêbado dali.
Bianca andou até um quiosque, a noite estava perfeita para uma caminhada na praia, então caminhou em direção a um quiosque, com o proposito de comprar uma água de coco.. Quando entrou no mesmo, muitos olhares de homens foram direcionados a ela, sem dar atenção, foi direto ao balcão.
— Me dê uma água de coco gelada por favor. Não tire do coco.
— Sim senhora.
— Bianca?
Ouviu uma voz grossa, de homem. Vindo de seu lado, se virou encontrando aqueles pares de olhos tão encantadores. Henrique se surpreendeu ao vê-la ali, mas foi uma surpresa muita... Amável.
— Henrique?
— Como vai?
— Bem, e você?
— Melhor agora. Com toda a certeza. — sorriu galanteador
Bianca ficou envergonhada com tal comentário e ele percebeu
— Me desculpe, não quis constrange-la
— Não se preocupe...
— Aqui senhora. — entregou a água de coco. — Obrigado.
— Obrigada ao senhor. Bem Henrique nos vemos amanhã em sua empresa.
— Sim... Já vai embora?
— Não. Vou caminhar na areia da praia. Preciso de uma brisa, admirar o mar. Me trás paz, calmaria... Momentos de turbulências.
— Ah sim, ia oferecer minha companhia, mas acho que prefere ficar sozinha...
— Bem... Mentiria se não dissesse que na maioria das vezes a resposta a esta pergunta é não.
— Tudo bem, sem problemas. Uma próxima, talvez.
— Bem. Mas dessa vez pode fazer parte da menoria.- sorriu
Para Bianca, aquilo era algo diferente. Algo naquele homem mexia com seu interior com toda a certeza.
Henrique de pronto, sorriu.
— Fico feliz... Deixa eu apenas pedir uma água de coco, assim posso lhe acompanhar.
— Claro, vou ficar no lado de fora te esperando. — saiu
Henrique pediu a água e ficou a esperar.
Na porta, Bianca estava encostada numa cerca de madeira, olhava o mar um pouco distante, distraída. Um homem se aproximou, ela estava de costas a ele. Ele passou sua mão nas costas da mesma descendo e afirmando as na cintura, ela se assustou e se virou o olhando.
— O que pensa que esta fazendo?!
— Ah não se faça de santinha... Você tava gostando.
Bianca ao ouvi-lo falar, sentiu o bafo fortíssimo de álcool, ele estava bêbado.
— Por favor, me deixe em paz.
O homem novamente vai para cima da mesma, ela andou para trás, mas ficou encurralada com a cerca.
— Por favor, me deixe ir.
— Antes vamos nos divertir
— Não por favor!
O homem sem se importar, avançou em cima dela, forçando a ficar parada, cheirou seu pescoço, neste momento, já eram derramadas lagrimas dos olhos de Bianca. Até que ela sentiu que o homem foi arrancado brutalmente de cima de si, sendo jogado ao chão.
— Agora vai aprender a tratar uma mulher, desgraçado!
— Por favor... — pediu a Henrique que batia no homem
Bianca tremia e chorava pelo inicio de quase estrupo. Henrique quando ia dar outro soco no homem, a olhou, ao vê-la ali, chorando. Seu coração apertou, largou o homem caído com a boca sangrando no chão. Foi em direção a Bianca, sem nem um dos dois dizerem uma só palavra, se abraçaram. Bianca ainda chorava.
— Calma... — pedia abraçado a ela — Ele já não te fará mau. — assegurou a ela.
Bianca no silêncio que havia se instalado, chorava. Após uns minutos, o homem havia ido embora. Nem um dos dois repararam em sua ida. Bianca foi cessando o choro, Henrique ao perceber que ela havia se acalmado, se distancia um pouco, cessando o abraço, mas ainda bem próximos. Ele levantou seu queixo, ela estava de cabeça baixa, envergonhada, talvez. Ele a fez mira-lo.
— Esta mais calma?
Bianca apenas assentiu, abaixou a cabeça novamente, parecia ter vergonha de olha-lo nos olhos.
— Me leva daqui, por favor.
Foi a única coisa que disse...
Henrique a levou até seu carro, ela não se surpreendeu com seu modelo, já sabia que ele era "bem" de vida ainda mas por ser dono de uma empresa tão requisitada no país. Também não se deslumbrou, não ligava para exageros de dinheiro e nem para demostrações de poder. Ele abriu a porta para ela como um bom cavalheiro, ela entrou, ele também entrou, deu a partida.
— Me guie e eu te levo até onde deseja.
— Só me tira daqui.
Bianca pediu, estava em choque, nervosa. Não chorava fisicamente, mas seu corpo todo ainda estava em choque.
— Algum lugar em mente?
— Nenhum...
Foi a ultima coisa que ela disse. Henrique a levou a uma praça, não era tão longe da praia. Ele novamente abriu a porta dela, estendeu a mão a qual foi aceita pela mesma. Sentaram num banco da praça. O silêncio já havia se tornado incomodo. Uns minutos depois
— Bem... Eu acho melhor eu ir... Obrigado por... Você sabe.
— Não tenho o que agradecer.
Os dois se levantaram
— Até...
Bianca se virou para ir, mas ele a impediu segurando seu braço delicadamente.
— Antes de ir, me acompanha num sorvete? Prometo te deixar livre depois. — sorriu
Bianca por um momento pensou em dizer não, mas lembrou se do que ele havia feito por ela, não que ele tivesse cobrando, mas por que não?...
— Aceito, claro. — deu um leve sorriso
— Que bom. Vamos?
— Vamos. — disse rápido se não poderia desistir
Foram os dois, como um casal de namorados. Na barraquinha de sorvetes, compraram dois, os sabores favoritos de ambos. Henrique, menta. Bianca, graviola. Sentaram num banco, conversavam, riam, brincavam...
Um hora depois, em frente a casa de Sofia, havia um carro estacionado, chique. Dentro do carro estava Bianca e Henrique, que com muita insistência do mesmo, ela aceitou sua carona.
— Obrigado por tudo. Hoje me diverti como a muito não fazia.
— Eu que agradeço por ter tido a honra de passar um momento com tal bela dama.
— Para que assim fico envergonhada. — corada
— Percebo, esta toda vermelhinha. — apertou as bochechas da mesma delicadamente.
— Bobo... Bem eu preciso ir. — abriu a porta e se virou para o mesmo. — Quero que tenha uma próxima viu. — brincou
— Com toda a certeza que haverá.
— Até Henrique.
— Até Bianca.
Bianca deu lhe um beijo na bochecha e saiu do carro, fechou a porta, entrou em sua casa. Henrique que do carro a olhava entrar, tinha a mão onde ela havia dado o beijo, sorrindo.
— Bianca... Ah o que sera que tem em ti que me provoca um turbilhão de sentimentos?...
Henrique ligou o carro e deu partida. Foi para casa, mansão Villa Real.
Na casa de Bianca, nada de diferente ocorreu aquela noite. Bianca preferiu esconder da mãe o que havia quase acontecido aquela noite. Contando apenas que havia conseguido uma entrevista de trabalho e que havia conhecido um jovem muito simpático, conversaram pouco já que a mãe precisava descansar.
Na casa de Henrique, assim que chegou dando de cara com os pais e o irmão mais novo. Surpreendeu a todos por ter além de ter chegado cedo e em pé, sozinho! Na sala, os três estavam sentados quando ele entrou. O primeiro que o cumprimentou foi o pai, Eric de Castilho V. R.
— Aí esta o meu filhão. O orgulho do pai! — apertaram as mãos
A madrasta e o irmão que os observavam, não gostaram do elogio dedicado ao filho mais velho.
— Oi pai. Samanta? Hérnan?
A madrasta de Henrique, Samanta V.R. Se casou-se com Eric por interesse e ele a aceitou sem ama-la, não liga mais para o amor. Helena foi seu primeiro e único amor, a qual foi mãe de seu primeiro e favorito filho.
O irmão, Hernán V.R. Filho de Eric de seu segundo casamento
— Oi Henrique. Como foi o dia?
Samanta tinha preferencia pelo filho mais novo. Não se dava bem com o mais velho, tinha ciumes por ser o filho preferido do marido. Mimando assim o mais novo, Hernán.
— Bem Samanta, obrigado.
— Oi Henrique.
Cumprimentou quase sendo obrigado pelo olhar fuzilante do pai.
— Oi maninho.
— Mas me diz filho, por que chegou tão cedo hoje? — interrompeu o momento chato que se produzia
— Não gostou da minha ilustre presença pro jantar?
— Você sabe que sim. Você é meu primogênito e braço direito, em tudo.
— Me deu vontade.
— Ah tá. Contra outra Henrique! — zombou
Hernan adorava provocar o irmão, ainda mais a frente do pai.
— Esta bem. Conheci uma menina. Na verdade, uma mulher. Uma linda mulher. Porem sua aparência é de uma menina. — sorriu
— Mais uma ficante Henrique? — perguntou em tom de deboche
Samanta a madrasta de Henrique, era esnobe e assim como o filho, gostava de o provocar.
— Não! Não era uma "ficante". Ela é diferente.
— Diferente? Como assim filho? — Eric perguntou curioso
— Não é como as outras... Não sei explicar. Nos tornamos amigos.
— Amigos?! Henrique meu filho tendo uma "amiga" mulher?! — zombou do filho
— Hahaha, engraçadinho o senhor né pai! — irônico
Assim a noite se foi e o dia se transformou. A madrasta de Henrique, Samanta não gostou nem um pouco da nova 'amiga' do enteado. Seu maior pesadelo parecia começar a se tornar real. Não queria que Henrique casasse, sabia como o marido queria netos e não podia ser o querido Henrique a lhe dar.
Na empresa, Bianca chegava. Com um look estilo romântica-executiva. Sua roupa era uma saia azul(parecida com essas de faculdade), uma camisa de braços longos, listrada azul e branca, por fim uma bolsa de coro e tamancos.
Na recepção, do andar da presidência. Ela se aproxima das secretárias, dando bom dia a todos pelo caminho. Bianca encantou a todos com sua beleza e simpatia.
— Bom dia senhorita.
— Bom dia — sorriu
— Em posso ajuda-la?
— O senhor Henrique me mandou vim aqui hoje.
— Horário marcado então?
— Mais ou menos.
— Me diga o seu nome por favor.
— Bianca Duarte.
— Perdão senhorita, mas seu nome não esta na lista de horários marcados.
— Eu poderia falar com ele?
— Somente com horário marcado. Desculpe-me.
— Não. Entendo. Obrigado mesmo assim.
— Não há de que.
Bianca se vira para sair, o elevador abriu e de lá saiu, os presidentes. Pai e filho. Bianca e Henrique não puderam evitar de sorri ao se verem.
— Bianca, que bom que veio. — deu lhe um beijo na bochecha.
— Eu disse que viria.
— Esta linda.
— Obrigada. — cora
— Desculpe esqueci que não posso elogia-la.
— Olá, bom dia senhorita... Bianca não é seu nome?
— Sim, Bianca Duarte. Prazer. — apertou a mão de Eric
— O prazer é todo meu. Meu filho não mentiu ao dizer de sua proporção de beleza.
— Filho?
— Sim, este é meu paizão. O temido Eric de Castilho. — apresentou
— Que honra. — brincou
— Bem, meu filho disse que viria para uma entrevista para ocupar o lugar da minha secretaria.
— Exato.
— Acompanhe-me até minha sala por gentileza.
— Claro. Até Henrique.
— Até Bianca.
— As damas primeiro.
— Obrigado.
Bianca e Eric foram a sala da presidência. Já Henrique foi para sua sala, tinha muitos papéis a revisar, assinar ou passar para o pai quando necessário.
Na sala da presidência. Os dois já estavam sentados, um de frente ao outro, somente a mesa os separava. Ele revisava o currículo de Bianca enquanto fazia lhe algumas perguntas. Após alguns minutos, Eric toma uma decisão.
— Bem seu currículo é modesto, não teve muitos empregos. Nunca foi demitida, isso mostrar ter potencial. Bem, geralmente pedimos um tempo e retornamos a avisar a decisão... Mas, tenho motivos pessoais por querer-la contratada. Então, — se levantou seguida por ela. — seja bem vinda, a empresa Villa Real.
Apertaram as mãos.
— Muito obrigada senhor Eric, prometo lhe deixar orgulhoso.
— Eu espero, confio em ti. — sorriu
— Quando começo?
— Vou mandar seus documentos para o RH, amanhã, as oito horas.
— Novamente obrigada.
— Até amanhã Bianca.
— Até senhor Eric.
Bianca sai da sala, se esbarrando em Henrique. Os riram ao se verem.
— Estamos destinados a nos esbarra.
Riram.
— Bem, como foi?
— Infelizmente... — faz mistério — Consegui o emprego! — eufórica
Henrique sem pensar a pegar no colo a abraçando, levantando a no ar. Se rodam, rindo.
— Me bota no chão seu maluco!
Henrique para de rodar, quando estava a colocando a no chão, seus rostos estavam bem próximos, o próximo passo ia ser um beijo. Mas ouvem uma voz que os faz se separar rapidamente, Bianca totalmente envergonhada.
— Arrumei uma nora e não sabia? (Eric)
Henrique e Bianca se olham e riem.
— Pai, por favor.
— Desculpe senhor. É... Até Henrique, senhor. — os olhou rápido e saiu depressa entrando no elevador. No corredor, Eric ria pela reação da moça.
— Ela é bem envergonhada. Quando é assim vale apena a luta. — alerta e novamente entra em sua sala.
— Tô com a impressão que isso foi um aviso...
Depois disto nada de "anormal" ocorreu durante o dia daquela terça.
A noite/23:14
Na recepção, do andar da presidência. Ela se aproxima das secretárias, dando bom dia a todos pelo caminho. Bianca encantou a todos com sua beleza e simpatia.
— Bom dia senhorita.
— Bom dia — sorriu
— Em posso ajuda-la?
— O senhor Henrique me mandou vim aqui hoje.
— Horário marcado então?
— Mais ou menos.
— Me diga o seu nome por favor.
— Bianca Duarte.
— Perdão senhorita, mas seu nome não esta na lista de horários marcados.
— Eu poderia falar com ele?
— Somente com horário marcado. Desculpe-me.
— Não. Entendo. Obrigado mesmo assim.
— Não há de que.
Bianca se vira para sair, o elevador abriu e de lá saiu, os presidentes. Pai e filho. Bianca e Henrique não puderam evitar de sorri ao se verem.
— Bianca, que bom que veio. — deu lhe um beijo na bochecha.
— Eu disse que viria.
— Esta linda.
— Obrigada. — cora
— Desculpe esqueci que não posso elogia-la.
— Olá, bom dia senhorita... Bianca não é seu nome?
— Sim, Bianca Duarte. Prazer. — apertou a mão de Eric
— O prazer é todo meu. Meu filho não mentiu ao dizer de sua proporção de beleza.
— Filho?
— Sim, este é meu paizão. O temido Eric de Castilho. — apresentou
— Que honra. — brincou
— Bem, meu filho disse que viria para uma entrevista para ocupar o lugar da minha secretaria.
— Exato.
— Acompanhe-me até minha sala por gentileza.
— Claro. Até Henrique.
— Até Bianca.
— As damas primeiro.
— Obrigado.
Bianca e Eric foram a sala da presidência. Já Henrique foi para sua sala, tinha muitos papéis a revisar, assinar ou passar para o pai quando necessário.
Na sala da presidência. Os dois já estavam sentados, um de frente ao outro, somente a mesa os separava. Ele revisava o currículo de Bianca enquanto fazia lhe algumas perguntas. Após alguns minutos, Eric toma uma decisão.
— Bem seu currículo é modesto, não teve muitos empregos. Nunca foi demitida, isso mostrar ter potencial. Bem, geralmente pedimos um tempo e retornamos a avisar a decisão... Mas, tenho motivos pessoais por querer-la contratada. Então, — se levantou seguida por ela. — seja bem vinda, a empresa Villa Real.
Apertaram as mãos.
— Muito obrigada senhor Eric, prometo lhe deixar orgulhoso.
— Eu espero, confio em ti. — sorriu
— Quando começo?
— Vou mandar seus documentos para o RH, amanhã, as oito horas.
— Novamente obrigada.
— Até amanhã Bianca.
— Até senhor Eric.
Bianca sai da sala, se esbarrando em Henrique. Os riram ao se verem.
— Estamos destinados a nos esbarra.
Riram.
— Bem, como foi?
— Infelizmente... — faz mistério — Consegui o emprego! — eufórica
Henrique sem pensar a pegar no colo a abraçando, levantando a no ar. Se rodam, rindo.
— Me bota no chão seu maluco!
Henrique para de rodar, quando estava a colocando a no chão, seus rostos estavam bem próximos, o próximo passo ia ser um beijo. Mas ouvem uma voz que os faz se separar rapidamente, Bianca totalmente envergonhada.
— Arrumei uma nora e não sabia? (Eric)
Henrique e Bianca se olham e riem.
— Pai, por favor.
— Desculpe senhor. É... Até Henrique, senhor. — os olhou rápido e saiu depressa entrando no elevador. No corredor, Eric ria pela reação da moça.
— Ela é bem envergonhada. Quando é assim vale apena a luta. — alerta e novamente entra em sua sala.
— Tô com a impressão que isso foi um aviso...
Depois disto nada de "anormal" ocorreu durante o dia daquela terça.
A noite/23:14
Bianca Henrique conversavam por mensagens, os dois deitados em suas devidas casas e camas.
Celular:
Bianca: Aguarde, amanhã começarei e não deixarei você queto um só instante. kkkkk
Henrique: Até parece! kkkk Você vai pedir arrego no primeiro dia comigo.
Bianca: Eu duvido!
Henrique: Então vamos fazer uma aposta?
Bianca : Que tipo de aposta?
Henrique: Se você durar uma semana sem reclamar, você ganha e escolhe algo. Se reclamar, eu ganho.
Bianca: Essa é mole. O que quer se ganhar, o que não vai acontecer.
Henrique: Um jantar na minha casa.
Bianca : Por que uma aposta? Poderia me convidar.
Henrique: Mas se você conhecesse minha madrasta antes, não ia querer ir.
Bianca: Ela é chata?
Henrique: Muito
Bianca: Eita. E se eu ganhar?
Henrique: O que quiser.
Bianca: Qualquer coisa?!
Henrique: Sim.
Bianca: Hum... Contarei somente depois.
Henrique: Que mistério!
Bianca; Tchau, vou dormir.
Henrique: Até amanhã.
Bianca: Espera! Qual tipo de roupa é pra ir, não me deram uniforme.
Henrique: Você é secretaria do presidente. Não usa uniforme.
Bianca: Ta bom. Até.
Desligaram...
Dia seguinte.
Bianca e Eric estavam na sala da presidência. O dia estava sendo bem agitado.
— Bianca, por favor.
— Sim senhor.
— Quero que chame meu filho aqui. Já liguei pelo interfone mas só da ocupado.
— Sim senhor.
— Obrigado.
— De nada senhor. Com sua licença.
— Toda.
Bianca sai da sala de Eric, na frente da porta de Henrique ela dá dois toques, e ouvi um "pode entrar" vindo de dentro da sala.
— Bom dia senhor Henrique.
— Senhor?
— Sim. Assim que me referirei a ti dentro da empresa.
— Então ta. O que deseja senhora Bianca?
— Senhorita. — piscou pra ele que sorriu. — Seu pai, senhor Eric. Pediu sua presença na sala dele.
— Obrigado. Me espere e nós dois vamos juntos.
— Como desejar.
Henrique pega seu notebook e sua maleta de papéis e etc. Os dois já na sala de Eric, Bianca anotava tudo que Eric lhe dizia no papel. Eric e Henrique conversavam sobre um processo.
— Pai... Já não sei o que argumentar.
— Henrique você tem que saber. Filho! É o nosso melhor cliente depois de anos, e ele pode ser preso se não fazemos algo para impedir e para já.
— Mas pai! O juiz pediu uma testemunha. Não temos. Uma prova de inocência, não temos. Não temos nada!
— Meu Deus! Cadê meu filho?! Este não desistiria.
— Não disse que desisti. Mas sei que vamos falhar nesse processo.
— Senhor Eric?
— Sim Bianca?
— Posso dar uma ideia?
— Sobre?
— Sobre este processo que iram enfrentar.
— Ah, claro.
— O senhor Henrique disse não ter nada para provar a inocência do cliente. Mas ai eu lhe pergunto tem algo concreto que o acuse?
— Não.
— Bem sendo assim. Se a testemunha da parte acusadora for comprada?
— Não temos como provar.
— Mas seria uma duvida ao juiz. Ele tem uma testemunha da parte acusadora, que acusa. Só. Ela pode ser comprada, assim como seu cliente pode ser culpado. Plante essa duvida no juiz, lhe dará tempo. Ele não pode botar alguém atrás das grades por acreditar de olhos fechados, é somente uma testemunha.
— Bem Bianca. Sua ideia é excelente.
— Obrigado senhor. — sorriu
— Pai, se eu planto a duvida. O juiz pedirá algo concreto, eles não terão, nosso cliente estará livre. — sorriu
— Agradeça a Bianca, a nossa nova parceira. — sorriram
— Parabéns Bianca.
— Obrigado senhor Henrique.
— Bem vou a minha sala. Até pai.
— Até filho.
— Bianca?
— Até Henrique. — sorriu
Henrique saiu.
— É administradora e advogada, mas já exerceu algum dos cargos?
— Não tive oportunidades. — abaixou a cabeça
— Eu tenho uma novidade.
— Sobre?
— Sobre o "não tive oportunidades". — sorriu
— Não entendo.
— Quero dizer que, te darei uma oportunidade.
— Serio?! — sorriu — Como, não entendo...
— Me mostre um projeto. Qualquer tipo de projeto. Analisarei e se me agradar, tornaremos ele real.
— O senhor é uma ótima pessoa senhor Eric, eu realmente lhe agradeço de coração. Mas não entendo onde se relaciona a minhas especialidades.
— Não precisa agradecer. Quero que me mostre a planta(desenho arquitetônicos) do projeto daqui a 5 meses no máximo. E esse projeto lhe ajudará, por que se ele me agradar, daria a ele a vida que necessita. Você exercerá ele em forma de administração.
— Entendi... Bem. Senhor Eric, eu tenho um projeto.
— Um projeto? Pronto? — se surpreendeu
— Na verdade, esta quase. Preciso somente das pessoas.
— Se refere ao patrocínio?
— Patrocínio, as estruturas, documentos civis e promover.
— O patrocínio é fácil. Estruturas? precisa de um arquiteto.
— Sim. Mas não é tão fácil. Pois meu projeto é beneficente, unicamente as pessoas necessitadas de tratamentos de câncer.
— Tratamentos contra o câncer? — sorriu
— Sim. Planejei esse projeto desde minha adolescência. — sorriu
— Então, minha nora é caridosa. — sorriu
— Nora?!
— Henrique gosta de você e sei que é correspondido.
— Henrique?! Eu não acho...
— Ele gosta de você. — insistiu — O Henrique, gosta de você. Assim como você gosta dele. Ou estou errado?
— Sinto em lhe dizer isso senhor. Mas nunca esteve tão equivocado.
— Então, perdoe-me a indiscrição.
Duas horas se passaram. Bianca já havia ido embora. Seu turno terminou um pouco mais cedo naquele dia. Eric teria que sair e Bianca não teria o que fazer. Sendo assim liberada.
Por dias foi assim. Bianca e Henrique se tornaram bons amigos. Bianca e Eric, próximos, Eric a tratava como uma filha e ela já lhe tinha um carinho grande. Bianca ainda não tinha conhecido o resto da família de Henrique. Mas exatamente naquele dia, em um domingo, teria o prazer de conhecer Samanta, a madrasta. Bianca ganhou a aposta, mas ficou tão curiosa que aceito o 'almoço' na mansão. Henrique tinha lhe convidado para fazerem um piquenique na mansão.
Bianca e Henrique costumavam a andar de bicicleta, ela gostava. E ele fazia mas para agrada-la. Bianca foi até a casa dele de van. Henrique preparou uma surpresa para ela. Quando ela chegou, depois de fazerem as apresentações.
— Bem, Bianca vamos ao nosso piquenique?
— Henrique, estou conversando com a empregada de seu pai.
Samanta disse a palavra "empregada" para envergonha-la e faze-la se sentir mau. E ao ver a reação de Bianca, viu seu plano dar certo.
— Samanta. — disse a esposa com um olhar de repreensão
— Ai me perdoe, ela não é sua empregada, ela é empregada da empresa — foi interrompida por Bianca
Bianca respirou fundo e a respondeu em tom de ironia.
— Sim, sou a empregada da empresa. E sinceramente, não é pelo Henri (o apelidou), mas este trabalho esta sendo o melhor emprego doméstico.
Samanta sentiu pela resposta, não poderia dizer algo a mais, sabia que os homens ali defenderia a Bianca, por ela mesma ter começado primeiro.
— Bem, vocês não tinham um piquenique?
— Sim, pai. Falando nisso, vamos madame?
— Claro bom cavalheiro.
Os dois riem, junto a Eric que se alegrava ao vê-lo os dois juntos assim, como um casal. Algo em Bianca despertava em Eric, seu amor paterno.
Henrique foi a cozinha, pegou a cesta que havia pedido para uma das serventas para preparar. Bianca e Henrique foram para o jardim, o quintal da mansão eram demasiado grande. Flores para todos os lados, de todos os tipos, uma lago pequeno, tudo ali lembrava de Helena, quando ela morreu, Eric não permitiu nenhuma mudança em seu jardim. O local onde fariam o piquenique, já estava arrumado, foram até lá cada um em uma bicicleta. Uma grande manta jogada na grama, almofadas e um lençol fino fazendo se de teto, somente colocarão a cesta, arrumando assim as comidas no pano.
— Gostou?
— Esta tudo lindo Henrique. — admirada
— Que bom que gostou. Bem vamos sentar?
— Ah, você não tinha trago uma bola de ar?
— Sim. Ta dentro da bolsa, junto com chapéus e nossos óculos de sol.
— Posso pegar?
— Claro que sim.
Bianca tirou da bolsa, a bola e seu chapéu.
— Vamos jogar vôlei?
— Sou excelente nisso... Só que não!
Os dois riram
— Serio que não sabe jogar?
— Serio.
Bianca riu
— Desculpa, mas é engraçado.
— Não ta bem. Mas que tal "não deixar cair"?
— Ta bom. — riu
Henrique que a presenciava rir, a admirava com carinho.
Bianca e Henrique riam e brincavam, sempre alegres. Após um tempo, sentaram para comer.
— Bianca, pedi para uma das cozinheiras da casa preparem a especialidade para você.
— Hum... O que é?
— Escondidinho de surpresa.
— Como?
— Sim, você vai come e terá que adivinhar o que vem dentro.
— Ta bom. É doce ou salgado?
— É de gênero doce, mas não é muito.
— Entendi. Me dá.
— Vou pegar.
Henrique pegou o bolinho de massa clara, parecia um sonho desses de padaria, mas era todo fechado, por este motivo não dava para ver o que vinha dentro. Henrique botou mesmo assim, um tampão nos olhos de Bianca, levou o bolinho a boca dela e ela mordeu.
— E ai? Já sabe o que é?
— Não...
Sofia mastigava a bolinho. Até que em fim descobriu do que se tratava seu recheio, rapidamente cuspiu, assustou Henrique que a olhava cuspir todo o bolinho no guardanapo
— O que aconteceu? Não gostou de minha surpresa? — decepcionado
Bianca ao terminar de cuspir, limpou sua boca e o olhou.
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