A última chance para o amor - Prometeste
4 Yo Te Extrañare
Notas iniciais
Mais tarde daquele mesmo dia
Samanta e Eric conversam por telefone sobre o almoço.
— Bem, então o almoço sera esse que eu disse. — concordou
— Esta bem. Tenho que desligar, até mais. — disse sem lhe dar muita atenção
— Tchau... — disse em contra gosto
— Até mais.
O silêncio se instalou, os dois esperavam o outro a desligar.
— Samanta? Quer me dizer algo? — questionou
— Não, quero dizer, sim. Porque não me ama? — o perguntou sendo direta
— De verdade?
— Sim.
— Porque sou casado com você a anos, e o problema é que com você eu não sou iludido, conheço você. Sei o tipo de pessoa que é, e isso evita de eu te amar.
Samanta já derramava lagrimas em silêncio.
— Bem, vou resolver aqui. Até. — desligou o celular permitindo as grossas lagrimas a escorre
— Você é muito estupida Samanta — disse a si mesma — Ele nunca vai te amar, mesmo que tem feito — se calou olhando em qualquer direção, como se lembra-se de algo, em sua mente ouvia se um disparo. — Não importa, eu já tenho o que sempre quis. — olhou ao redor — Já tenho poder, o resto eu não preciso.
Mais tarde. Hora do almoço
Bianca convidada por Eric, foi almoçar na mansão.
Todos estavam sentados na mesa. Eric e Samanta na cabeceira, Henrique e Bianca sentados um no lado do outro, no lado direito da mesa e mais próximos de Eric.
— Alguma novidade na empresa Eric? — Samanta já não aguentava ouvir os três falando de assuntos 'pessoais'.
— Não nenhuma. — não lhe deu atenção
— Samanta, e você tem novidades? — Bianca lhe pergunta mais por provocação do que por educação
— Infelizmente, nenhuma de grande importância querida.
— Que pena. Bem, vamos brindar todos?
— E o que minha nora tem em pensamento para brindarmos? — Eric sorri carinhoso a Bianca
— Bem. Vamos brindar a verdade.
— A verdade? Mas porque meu amor? — Henrique perguntou de modo tenso, por algum motivo, o "brinde a verdade" não lhe soava bem.
— Porque a verdade é a base de tudo. — sorri
— Bem, então, um brinde a verdade. — Eric prefere tomar a frente do brinde, percebeu o jeito do filho, e principalmente, ele sabia bem a o porque.
Um tempo depois Bianca já estava para ir embora, quando Henrique teve que atender um telefonema de um cliente da empresa. Bianca então ficou na sala o esperando, enquanto isso olhava aos a redores da sala principal.
— Sozinha querida? — Samanta entrou na sala se deparando com sua, já, inimiga.
— Sim. — A olha rápido e volta sua atenção a suas atividades anteriores
Samanta se aproximou e a agarrou pelo braço, cara a cara.
— Nunca mais brinque ou zombe de mim como fez ontem! — sussurrou
— Ou o que? — a enfrentou
— Não sei... Talvez eu te surpreenda... Sabe tem ótima mira. E meu alvo é você, mas sua mãe pode vim primeiro.
Bianca de pronto a esbofeteou, Eric entrava se assustou e correu para próximo delas.
— O que esta acontecendo aqui?! — ajudou a Samanta a se recompor de pé
— Essa garota me agrediu sem motivos!
— Não é mentira! Ela me ameaçou!
— Como?! Mas porque?!
— É mentira Eric. Meu querido, ela é uma criadinha. Me subornou dizendo que ia lhe contar que eu estava perto de um homem ontem a noite. Sendo que eu estava contigo ontem.
— É mentira! — Bianca contestou
— Não...
— O que?! Vai acreditar nela senhor Eric?! — seus olhos se lacrimejam rapidamente.
— Infelizmente, o que ela diz, é verdade. Samanta não saiu a noite ontem. — a olhou decepcionado
— Eu sei, digo, não sei. E nem quero saber. Não me interessa. Mas eu somente me defendi, tem que acreditar em mim senhor Eric. segurou nas mãos dele
— Eric! Ira ficar do lado dela mesmo ela tendo me agredido?!
— Não estou de lado de ninguém. A única coisa que quero é que... Bianca. — ela o olhou — Vá embora. — a olhou e abaixou a cabeça e saiu. Foi pro jardim
Samanta a olhou com olhar de vitória, sorriu cinicamente e saiu.
Bianca ao vê-la sair, não aguentou e derramou as grossas lagrimas que insistiam em cair. Pegou a bolsa e saiu rapidamente. Na frente da mansão um táxi passou e ela acenou e foi rumo a sua casa.
Eric no jardim, foi até um local especifico, um pouco distante do quintal principal da casa. O local era um canteiro de rosas, havia uma parte pequena, lisa e sem plantações, tampada ao redor pelos flores e suas folhas e espinhos. Eric agachou-se, estava emocionado, passou as mãos pela terra lisa, revelando a parte de cima de uma caixa grande antiga, media por volta de 50cm, antiga e de madeira, a caixa era trancada a cadeado. Eric pegou uma pequenina chave de seu bolso e a destrancou. Na caixa havia apenas três coisas, uma caixinha de aliança, um jornal e uma arma enrolada num pano branco. Eric nem sequer tocou olhou a arma, pelo menos, não mais que o necessário. Pegou a caixinha menor e abriu.
— Helena... Nosso filho finalmente arrumou uma pessoa para construir sua vida. Mas parece que o destino esta gostando de aprontar umas com ele. Bem, vim aqui busca sua aliança, vou entrega-la ao nosso filho. Acho que esta é a hora certa. — olhou a aliança em sua mão, colocou no bolso. Guardou a caixa, tampou do mesmo jeito que estava e entrou.
Escritório
Henrique mexia em alguns documentos, enquanto falava com um cliente ao telefone. Eric entrou e nada disse, sentou se a frente do filho. Henrique por fim, finalizou a conversa juntamente a ligação.
— Oi
— Oi pai. Bianca? — queria saber da amada, não podia deixa-la com a bruxa, digo Samanta.
— Foi embora. — foi direto. Sem rodeios
— Embora?! — surpreendeu-se. — Mas porque?
— Eu pedi a ela que fosse.
Henrique se levantou imediatamente, não andou, só levantou-se.
— Mas porque diabos o senhor a mandou ir embora?! — revoltou-se surpreso
— Porque ela bateu em Samanta.
— Bianca?! Bianca bateu em Samanta? — sentou — Agora não entendo mais nada. — o olhou
— Sua madrasta, generosamente ofendeu a Bianca, ela se defendeu e Samanta se fez de vitima pra mim.
— Se o senhor sabe porque a mandou ir embora?
— Porque a surpresa vai ser muito mais surpreendente.
— Que surpresa?
— Terá um congresso, em Boston, daqui a dois dias. Não tô a fim de ir e como sou seu patrão te ordeno a ir. E Bianca terá que também ir, e meu segundo braço direito e esta mais por dentro do assunto do congresso do que você. — por fim sorriu
— Entendi... Eu acho.
— Meu Deus, ta lerdo em menino. Fiz ela ir embora e se magoar comigo para não desconfiar que daria a vocês uma viagem paga. — Gargalhou olhando que o filho finalmente havia entendido por estar rindo com malicia.
— Entendi. Obrigado pai.
— Por nada meu filho, faço tudo por você. Até mesmo os menores detalhes, mas de grande valor sentimental, tipo isso. — pega a caixinha e abre em cima da mesa de frente a Henrique.
— É lindo pai. Era da mamãe, não?
— Sim. Dei a sua mãe quando a pedi em casamento. — sorriu se recordando
— A amava muito, não?
— De mais, mais do que a mim mesmo. — abaixou a cabeça.
— E Samanta?
— O que tem ela? — o olhou
— A ama? A ama pelo menos um terço do que amou minha mãe?
Eric olhou o filho, praticamente uma frase, que mais significava uma vida. Eric ao ouvi-lo, veio como um meteoro veloz em sua mente, todos e cada um dos momentos em que viveu com Helena. Mas também, tinha Samanta, certo ou errado, viveram momentos felizes. O nascimento de seu caçula, dia dos namorados, que mesmo ela sabendo que ele não demostraria animação, ela não deixou de preparar algo nos primeiros anos. Mas parece que a vida lhe foi injusta tirou seu primeiro amor e quando supostamente havia encontrado sua segunda chance, quando começou a ver quem era Samanta, cinco anos depois viu que sua visão, era ficção.
— Pai? — Henrique o chamou
— Oi?
— Estava longe hem. Bem, não vai me responder?
— Não.
— Não?
— Não. Porque o assunto aqui não sou eu. E sim você e Bianca.
— Hoje o senhor conseguiu fugir, mas ainda teremos essa conversa, senhor Villa Real.
— Esta bem. Mas continuando...
E assim, pai e filho ficam bastante tempo conversando. Para Eric ajudar o filho a pedir sua amada em casamento era uma honra, se via como seu pai, há mais de vinte anos.
A noite.
Henrique liga para Bianca, já que durante o resto do dia, ela foi ao hospital e não se falaram mais.
Bianca em sua casa, saia do banheiro quando ouve o celular tocando, atende-o.
— Alo?
— Oi amor.
— Ah desculpe amor, eu não vi seu nome na tela.
— Não tem problema. Tudo bem?
— Sim. — mentiu, a verdade é que ainda estava triste pela atitude do sogro.
— Que bom. E como foi seu dia, depois da minha casa?
— Bem, fui ao hospital, o evento que fizemos para inauguração do hospital nos rendeu muitos contribuidores.
— Que maravilhosa noticia. Bem, eu queria lhe fazer um convite.
— Uhum, sobre?
— Sobre um congresso que haverá em Boston, daqui a dois dias.
— Quer que eu vá contigo? — sorri
— Com todo meu amor.
— É claro que vou.
— Sera como nossa lua de mel.
— Mas sem casamento. — completou.
— Sim.
— Eu vou adorar meu amor.
— Ai podemos passar o final de semana, ou até mesmo a semana toda.
— É melhor não, tem minha mãe.
— É perdão, havia me esquecido.
— Mas podemos passar quatro dias e voltar no quinto de manhã. Que tal?
— Ótimo. Então, até amanhã.
— Até amor.
— Te amo.
— Eu também me amo. Beijos. Te amo. — desligaram, ambos sorrindo.
Mais tarde. 2:00 p.m
Rosa acorda com um pouco de falta de ar.
— Ar... Essa...Falta... De ar... Que... Droga... — Começa a melhorar — Em esta passando. — sente que vai vomitar e corre ao banheiro do quarto. Lá vomita sangue. Depois de lavar a boca, se deita e pega um livro, liga o abajur.
— Não posso contar a Bianca, é capaz dela desistir desta viajem com Henrique. Só atrapalho. — tristemente
Dois dias depois/Boston
Henrique e Bianca estavam no carro, chegavam naquele instante em frente ao hotel que ficariam hospedados.
Depois de pegarem as chaves, e empregados levarem as malas ao quarto. Bianca e Henrique olham toda a suite, até que chega ao quarto.
Bianca olhava tudo encantada, Henrique a abraçou por trás e lhe disse em seu ouvido.
— Te amo... Gostosa
Bianca de pronto corou
— Te amo... Mi pasion
Se viram e se beijam ferozmente, com amor e paixão. Os dois sem se separarem caminham até a cama, Bianca por cima de Henrique o beijava enquanto tirava a camisa e gravata do mesmo. As mãos de Henrique levantavam o vestido de Bianca até a altura das coxas, onde ele as apertava. Após um tempo, Henrique já, apenas de calça e Bianca já, sem seu vestido, apenas com trajes intimos. Se beijavam com desejo, um beijo completamente molhado e desejoso, Henrique ficou por cima, desceu seus beijos ao pescoço, colo e ombros, Bianca revirava os olhos com desejo.
Com amor e paixão, desejo e loucura, dois pessoas, um amor e uma entrega se findou.
Em Nova Iorque
Rosa em casa, sozinha dormia agitadamente, parecia ter um pesadelo, ou falta de ar, algo do tipo. Mas de repente, sua respiração, se acalmou. Não... Parou.
Um dia
O sol pode nascer
A noite luar
Mas no dia seguinte
Você pode nunca mais
ver o dia clarear
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