A paixão da morte
2 Capítulo I: Os Martinelli
Mas em um certo tempo, em algum lugar da Europa as coisas para mim começou a mudar.
Era outono as folhas já caiam e por do sol era o mais lindo, naquela tarde visitei milhares de pessoas pelo mundo todo. Uma Senhora em especial chamou muita a minha atenção, ela já era velhinha com seus oitenta e um anos, mas dona de uma história memorável, as pessoas de seu país estão certamente este momento lamentando meu feito, não faço isso de maldade, é meu trabalho, tenho que fazer. Entre outras pessoas tinha um garotinha que lutava contra o câncer, a muitos como ele todos os dias que passa por mim, mas ele era diferente ele no fundo sabia que um dia eu iria visitá-lo mas nem por isso ele temia, me via como uma amiga e que depois ele teria a paz que tanto desejava.
Como já ia dizendo era final da tarde e eu caminhava por uma pequena cidade do leste Europeu, as Senhoras já fechavam as janelas os meninos estavam entrando para as casas, e no final daquela rua de pedras irregulares uma casa muito modesta me chamou a atenção. Era uma casa simples, pequena e de tijolos a vista, com uma chaminé a todo vapor e az luzes de dentro que dava um toque de aconchego, me adentre naquela humilde residência. Risos de crianças ressoavam por toda a casa, três crianças brincavam com algum jogo no carpete da sala em frente a lareira, e mais atrás um homens, robusto com seus quarenta anos lia seu jornal de ontem , muito curioso com a notícia que trazia na capa. DIAS RUINS PARA A INDUSTRIA E COMERCIO, era algo que lhe preocupava muito, saber que a indústria cada dia mais estava de mal a pior, na cozinha uma linda mulher colocava o jantar sobre a mesa, e em um balanço de bebê perto dali estava ela, a mais doce criatura que minha pobre alma podia ter sentido, me debrucei sobre o balanço e olhei fixamente em seus olhos, e El sabia que eu estava lá, mas não chorou como as outras crianças faziam sorriu para mim, como se eu fosse uma velha amiga de longa data.
Os Martinelli era uma família tradicional da Europa, se reuniam toda noite em torno da lareira, mas tinha algo entre eles que os destacavam dos demais eles se amavam, amavam muito, mesmo com todas aquelas dificuldades que estavam vivendo o amor sempre falava primeiro, a felicidade reinava naquela casa, era uma família especial.
Senhor Thomas Martinelli era o patriarca um simples operário de uma fabrica de lã, que vivia com os nervos a flor da pele temendo a crise na industria operaria, era um homem robusto, bonito, de olhos verdes e nariz curvo, que desfrutara dos teus 39 anos de idade. Sarah Martinelli a matriarca, a doce Sarah como era conhecida pelos mais íntimos, uma moça alta, magra, podia muito bem ser modelo, com seus cabelos quase platinados, e os olhos azul da cor do céu, estava na cozinha preparando o jantar, que estava muito cheiroso por sinal. As crianças Matheus, Eduard, Lourenço, todos os três gêmeos, crianças sapecas que faziam a mão perder vários fios de cabelos por dia, e a linda e encantadora Elisabeth o bebê mais lindo da redondeza, tinha apensa onze meses, o aniversário de um ano já estava chegando e a família não sabia como iria fazer uma festa, só sabiam que iriam, e pronto.
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