A nova garota

4 Tentativa de fuga e primeira mordida


Notas iniciais
Gente, quero fazer uma pergunta : preferem capítulos grandes ou pequenos? Saibam que isso é essencial para eu saber.

Eu acordei arfando.

Sentei-me, ainda assustada. Foi somente um sonho? Isso! Somente um sonho. Eu respirei fundo, enquanto olhava em volta. Então percebi que este não era meu quarto. Eu pisquei atordoada.

– Não – sussurrei – Não, não, não, não, não, não, não! – Eu sai da cama, e me coloquei em pé.

Não pode ser! Não pode ser!

– Calma Thammy – sussurrei me sentando na cama – Você ainda está sonhando – Falei fechando os olhos, tentando me acalmar – Você vai contar até três, e constatar que tudo passou de um longo – eu suspirei — e terrível sonho. Vamos lá, vou abri os olhos em um... Dois... Três... – Abri os olhos, e fiquei desapontada. Não foi um sonho. Isto é totalmente real. Eu fechei os olhos de novo, contei até dez, e os abri.

Eu arfei assustada ao deparar que não estava sozinha no quarto.

Laito se encontrava encostado na porta a minha frente.

– Falando sozinha Bitch-Chan? – Ele falou esboçando um sorriso.

– N-não... – Falei engolindo um seco – E-eu acabei de acordar...

Ele sorriu de lado, dando um passo em minha direção. Eu estava com medo demais para me mover.

– Bitch-Chan, como você consegue me deixar tão excitado? – Ele falou se aproximando de mim. Eu engoli um seco. Senti uma mãe segurando meu quadril. Então eu pensei “Seu não quero essa mão em mim”. Se vou ter que morar com seis vampiros, que eu more com seis vampiros. Contanto que eles não toquem em mim.

Empurrei Laito com a maior força que tinha, então reuni voz para falar.

– Saia do meu quarto! – berrei, assumindo uma forma de superioridade.

– Awwwwnn Bitch-Chan, pare de baboseiras, e me dê logo seu sangue... – ele falou lambendo os beiços. Ele não devia ter falado isso. Eu dei um passo a frente de uma maneira intimidadora.

– Uma pergunta, vampiros são idiotas? – Falei entre os dentes

– Como assim? – ele respondeu franzindo o rosto.

– Além de burros são surdos – Falei revirando os olhos. – Eu perguntei se vocês são idiotas! – Falei m mais força na voz. Ele me encarou curioso antes de responder.

– Não, não somos – Ele falou friamente.

– Pois é o que parece – Falei cruzando os braços – Olhe para mim, que vê? – Falei levantando uma sobrancelha.

– Uma garota? – Ele diz curioso. Eu dei uma risada seca.

– Sim, uma garota, não um brinquedinho de sangue que vocês podem pegar a qualquer hora e qualquer dia para sugar o sangue! – gritei bem alto, na esperança de todos ouvirem isso – E eu não sei o que aconteceu com a Yukki, mas sei que eu não vou me entregar sem fugir! Sem reclamar! Sem lutar! – Falei deixando a raiva me consumir – Isso é um recado para cada um de você ouviram! – Gritei bem alto elevando minha voz ao máximo – Não sou uma bolsa de sangue, não sou um brinquedinho, eu não sou uma bonequinha frágil! Eu sou Thammiry Litok!

E com isso eu sai do meu quarto batendo a porta. Surpreendi-me ao constatar que todos estavam no corredor, e me encaravam curiosos, espantados, surpresos. Mas não com medo. Droga, eles expressam tudo menos medo. Logo o que eu queria eles não sentem. Todos ficaram me encarando em um silencio assustador.

– È engraçado – Falou Kanato quebrando o silencio – Não é Teddy – Ele sussurrou para o urso – Como as garotas conseguem se senti superiores em até mesmo neste momento – Ele sussurrou na sua voz meio rouca, e assustadora, me fazendo estremecer. Ok, admito logo, de todos aqui quem mais me mete medo é o Kanato.

Gente! Ele parece que saiu de um filme de terror! Daqueles filmes de terror inocente. È só prestar atenção, ele olhando de longe aparenta ser a pessoa mais fofa que você conheça, mas é só falar com ele durante uns segundos, que ele começa com aquela voz rouca fofa e tenebrosa, e sempre fala de uma maneira tão...tão... Sombria, e também tem aquele urso! GENTE! O que tem de tão especial neste urso? Enfim, de todos, considero Kanato o mais assustador.

– Awwwnn Bitch-Chan – falou Laito atrás de mim encostado na porta – Como você pode ser iludir tanto a ponto de iniciar um chilique?

Eu arregalei os olhos. Todos me encaravam sedentos. O que eu fiz? Corri! Isso, o que mais eu poderia fazer? Correr mais ainda ,é claro!

Corri como se minha vida dependesse disso (E depende né?). Tentei pensar em algum lugar para me esconder. Meu quarto já não é uma opção, e eu não conheço mais nada da casa. Talvez se eu conseguir sair eu me esconda na cidade. È isso! Já bolei meu plano!

Encontrei as escadas, e nem desci os degraus. Me sentei no corrimão, e deslizei até o fim da escadaria. Ao pisar no chão comecei a correr até a porta. Eu a puxei, tentando abri-la. Trancada! Droga droga droga droga! Eu puxei a posta de novo, e de novo.

– Vocês garotas são tão esquisitas... – Falou Kanato ao meu lado, mas fazendo saltar de susto. Eu nem havia o visto ali. — ... Tentando abrir uma porta trancada? – Ele falou revirando os olhos e bufando. Eu engoli um seco, dando um passo para trás. Ele me encarou nos olhos, dando um sorriso que mostrasse seus dentes. Nem pensei duas vezes antes de começar a correr novamente.

Sai em disparada até o andar de cima novamente, e me tranquei no quarto. Considerei a hipótese de pular a janela. Eu corri até a mesma, abrindo-a. Sorte que havia uma arvore perto. Eu subi na sacada, e impulsionei os joelhos até alcançar o primeiro galho. Eu arfei, ficando pendurada. Tentei fazer esforços para subir, mas escorreguei um pouco.

– Teddy... – virei a cabeça e me assustei ao deparar com Kanato novamente, sentado em um galho próximo -... È tão engraçado como os humanos fazem coisas estupidada repetidas vezes... Tentar abrir uma porta trancada, e agora pular da janela? – Ele falou revirando os olhos e bufando.

– Kanato! – Eu o chamei – O-o que está fazendo aqui?

– Está arvore é um local publico – Ele falou frustrado – A não ser que você já seja dona dela. Será que ela a plantou? – Ele preguntou a altima frase para Teddy.

– Você está me seguindo? – perguntei incrédula, ainda pendurada na arvore.

– Teddy, está vendo como as humanas são convencidas, não se pode trombar com ela duas vezes que já pensa que estamos afim dela – Ele disse bufando. Eu corei.

– N-não! E-eu não d-disse isso! – Falei gaguejando. Ele começou a rir, quer dizer, gargalhar.

– Como você é estupida! – Ele fala gargalhando feito um louco. Se bem que ele é meio louquinho... Suspirei tentando me apoiar no galho novamente, mas acabei escorrendo, ouvindo um leve “Crek”

– Hmm... – murmurei corada. Se eu quiser impedir uma queda, teria que pedir a ajuda do maluco ao lado. – Kanato – falei com uma voz de inocente, e tentando copiar o olhar do gato do Sherk – Kanato, você me ajuda a sair deste galho? – Falei fazendo biquinho.

– Porque eu a ajudaria? – ele falou balançando a cabeça – Achei que quisesse que ninguém lhe toque – Ele disse com um sorriso inocente e maníaco. Me pergunto como ele consegue misturar inocência com loucura.

– Desculpa, eu deixo você me tirar daqui, por favor... – Eu falei. Tentei imitar o meu jeito de falar com crianças.

– Teddy – ele cochichou com o urso – Será que devo ajuda-la? Ela não fez nada legal até agora... Quem sabe eu não a ajudo colocando-a no chão?- Ele falou com um sorriso assustador e inocente enquanto tamborilava os dedos nos meus, ameaçando-me a cair. Eu arregalei os olhos.

– Não! Kanato! Por favor! Me ajuda a subir – Falei já assustada. Ele gargalhou, cochichando algo na orelha do urso que não pude ouvir. Ele assentiu para a pelúcia e se virou para me olhar. Ouvi mais um “Crek” Droga, vai rápido Kanato!

– Só irei ajuda-la porque o Teddy implorou muito, mas depois nem tente vir atrás de mim – Ele disse revirando os olhos. Eu corei levemente com seu ultimo comentário.

Ele segurou e minha cintura, e começou a me puxar. Mas neste momento o galho rachou novamente a caiu. Ele me puxou rapidamente para cima.

Eu arfei, observando o galho cair no chão. Olhei para Kanato, e corei ao constatar que eu estava em cima dele, com as mão em seu peito, e ele segurava minha cintura. Senti o sangue nas minha bochechas.

– Hmm... – Não sabia se me desculpava ou agradecia. Quando fiz menção de se levantar, ele me puxou novamente, me fazendo arfar. Ele segurou meus pulsos com uma mão, e com a outra ele afastou o cabelos de meu pescoço. A não! Não!

– Shhhh – ele sussurrou roçando os lábios em minha orelha – Estamos trocando favores – Ele sussurrou.

Fechei os olhos enquanto sentia as presas perfurarem minha pele

Notas finais
Então, ja começaram a montar os Shipps? Quero saber para quem vocês torcem viu?