A nova garota
5 Corando e Morango
Notas iniciais
– Kanato! – Eu murmurei tentando afasta-lo, mas ele segurava meus pulsos. E também tem o fato de que eu já estou me sentindo fraca, sentindo meu sangue ser drenado. – Kanato... Por favor... – Sussurre tentando empurra-lo novamente.
Percebi que fiquei mais anêmica. Droga! Se ele continuar assim eu vou acabar morrendo! Não! Não no meu primeiro dia!
– Kanato – Eu sussurrei já fraca – Por favor... – Falei já me sentindo tonta. Quando pensei que seria meu fim, ele retirou as presas de meu pescoço, me fazendo arfar de surpresa.
– Uma brincadeira divertida – ele falou balançando a cabeça – È uma pena que não possamos continuar a brincar – Ele falou fazendo uma carinha de pena – Da próxima vez procure não se cansar tão fácil – Ele falou enquanto eu me distanciava lentamente e ia para outro galho na arvore. Levei minha mão ao pescoço. Senti meu lábio tremer.
– V-você me mordeu – falei pasma.
– Sim – Ele disse rindo, fazendo uma carinha de fofa ( N/A : Correção: Carinha de Kawaii! :3) – Foi uma brincadeira divertida! Espero que possamos repetir de novo – Ele disse abraçando o urso. Eu estremeci com seu comentário. Fechei os olhos com força. Droga! Primeiro dia e já fui vencida. Quando abri meus olhos, Kanato já não estava ali. Olhei para baixo e me deparei com ele entrando na casa.
– Ei! – eu chamei – Como eu saio daqui? – Gritei sentindo meu estomago embrulhar.
– Engraçado – Eu o ouvi murmurar para o urso – Ela ainda não percebeu que isso também faz parte da brincadeira...
Ele está brincado com minha cara? (N/A: Se bem que ele acabou de falar que é uma brincadeira -_-‘) (N/Thammy: EU JÁ ENTENDI!).
Olhei para baixo. OKAY! Como eu saio daqui? Eu já estou fraca, como eu vou sair daqui neste estado? Voando é que não é!
Engoli um seco. Sou ter que descer. E agora. Escorreguei no tronco da arvore. Que escorreguei que nada, varias farpas perfuraram minha pele!
– Ai cacete! – Gritei ao chegar no chão, observando algumas farpas que rasgaram conseguiram perfurar o tecido da minha blusa. Observei-me, então constatei que usava a mesma roupa de que quando cheguei. Eu suspirei revirando os olhos indo em direção a casa novamente. Segui o caminho até o meu quarto. Tranquei a porta e fui em direção ao banheiro.
Me despi e entrei na banheira tomando um banho. Depois de cinco minutos eu me retirei da banheira. Me enxuguei e vesti.
Escolhi um suéter bege com gola “V” que tem mangas longas. Coloquei uma saia preta rodada que vai até o fim de minha coxa, uma bota marrom de couro que vem até meus joelhos. Aproveitei e coloquei um cachecol marrom para complementar. ( N/A: Complementar que nada, você só quer cobrir seu pescoço dos seus namoradinhos...) (N/Thammy: Quantas vezes vou pedir para você calar a boca? E eles não são meus namorados!) (N/A: Bravinha...)
Devem estar pensando que eu estou arrumado demais para ficar em casa, certo? Errado! Eu estou planejando sair, de verdade. Preciso sair, tomar um ar fresco ( N/A: Mas tu mora na cidade, ar fresco é que não tem!) (N/Thammy: O.K. Já entendi! Você quer atrapalhar minha historia*revirar os olhos*).
Bem... Prosseguindo... Vou sair, tomar um ar fresco, comer alguma coisa (para ver se meu sangue volta, é claro) E é claro, fazer compras!
Passei um pouco de batom, Blush, sombra, rímel, lápis de olho. Penteei meus cabelos e peguei minha bolsa. Pronto, agora eu estava pronta para sair de casa! Sai do meu quarto e fechei a porta. Comecei a ir em direção as escadas e desci os degraus. Comecei a pensar se a porta estaria trancada... Não, acho que não. Foi só naquela hora. E, aliás, quando eu entrei em casa ela já estava aberta...
Quando cheguei até o primeiro andar, fui andando até a porta, e a puxei. Trancada de novo? Droga!
– Porque está tão arrumada assim? – Ouvi uma voz me chamar. Me virei deparando-me com Ayato. Eu engoli um seco. (Corando, é claro).
– B-bem... – Eu falei meio sem graça – Eu estou querendo sair um pouco... – falei olhando para meus pés – Mas a porta está trancada...
– Claro que está, afinal, temos que impedi-la de fugir- Ele disse com um sorriso um tanto brincalhão. Eu lhe encarei incrédula. Respirei fundo e falei.
– Olha, você acha mesmo que eu iria fugir me vestindo assim? – Falei apontando para mim mesma. Ele me olhou de cima a baixo, me fazendo corar. Eu cocei a garganta antes de continuar a falar – Se eu fosse fugir provavelmente eu estaria com uma mochila nas costas e usando roupas pretas e discretas – Argumentei revirando os olhos.
Ele riu em um tom de deboche.
– Como se fosse esperta o suficiente para conseguir escapar – Ele disse revirando os olhos. Eu ruborizei.
– Saiba que eu tenho as melhores notas da turma... – Falei rangendo os dentes. Como ele ousa falar deste jeito (N/A: Lembre-se , ele é um vampiro que pode lhe matar a qualquer momento) (N/Thammy: Precisa me ficar lembrando disso? T-T)
– Você acha que eu ligo para isso? – Perguntou Ayato apoiando as mãos na porta, engaiolando-me, ele se inclinou um pouco para mim. Eu ruborizei totalmente. Quer dizer, virar um tomate seria pouco.
– B-bem... – falei tentando sair daquela situação embaraçosa. Ele segurou meu rosto, e o virou para o lado, e puxou meu cachecol, expondo meu pescoço.
– Fiquei quieta morango.
– D-do que você me chamou? – falei arregalando os olhos, e ruborizando também.
– Morango – ele disse dando ombros.
– P-por quê?
– Porque você está sempre vermelhinha – Ele disse com um sorriso brincalhão. Me fazendo corar ainda mais. Notei que seu olhar estava fixo em meu pescoço, como uma cobra preparada para o bote. Percebi que meu cachecol jazia no chão. Ele veio com rapidez tentando acertar meu pescoço, mas eu me agachei rapidamente, fazendo-o dar de cara na porta. Peguei meu cachecol no chão e coloquei no meu pescoço.
– OLÉÉÉ! – Eu disse gargalhando.
– Maldita – ele murmurou me encarando,ele segurava a mão na testa, que tinha um pequeno hematoma. Eu pisquei um olho, e subi indo em direção ao meu quarto.
Quando me vi sozinha, ri tanto que minha barriga doeu enquanto eu repensava no acontecido...
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