A mulher do meu destino

72 This lack self-control I fear is never ending


Notas iniciais
*This lack self-control I fear is never ending = Esta falta de auto-controle eu temo que nunca acabe - Trecho da música Crawling de Linkin Park. Olá gente!!! Mais uma vez obrigada pelos comentários. Gente to meio preocupada. Teve poucos comentários. Tem gente sumida.. Onde vocês estão? Bem estou bem melhor da gripe! Obrigada pelo apoio. O capítulo de hoje está cheio de revelações.. u_u Boa leitura!!

Na manhã seguinte acordei abraçado a Aredhel. O sol banhava o quarto. Notei que já passava mais da metade da manhã. Passei as mãos pelo rosto e fiquei lembrando a conversa que tive comigo mesmo. Eu havia usado a Gem do Tempo e voltado do futuro para me alertar que meu pesadelo se tornaria realidade. Que Thanos mataria toda minha família. Durante a conversa revelei o que deveria fazer para evitar que tudo aquilo acontecesse. Também confirmei que, de fato, a Gem do Tempo me tornava fraco, praticamente um Midgardian quando voltava no tempo. Os detalhes revelados por mim ainda rodavam em minha mente. Muita coisa tinha que ser feita e logo.

Eu faria de tudo para mudar aquele futuro sombrio, o qual o outro Loki alertara que poderia acontecer. Nada e nem ninguém tiraria de mim Aredhel e meus filhos. Eu não perderia Aredhel novamente.



Acariciei o rosto de Aredhel com pesar. Deslizei delicadamente meus dedos por seu pescoço todo marcado. Ela estava muito machucada. A intenção era dar mais prazer a ela e não fazê-la sentir dor. Aproximei-me dela, beijei seu rosto e depois seus lábios. Ela acordou e sorriu para mim.

– Você está bem, Aredhel? — perguntei me sentindo culpado.

– Estou ótima! — deu um suspiro se espreguiçando – Meu amor... O que foi aquilo? — sentou-se na cama toda animada – Eu nunca tive orgasmos tão longos e intensos. Eu.. Eu nem sei o que dizer.. — murmurou toda rubra.

– Não sente dor? Eu te machuquei demais. Estás com o pescoço e os pulsos todos roxos. — falei preocupado.

– Só estou com um pouco de dor no pescoço. — passou a mão pelo pescoço — Mas de resto, eu estou... Plena... — deu um novo suspiro com um sorriso bobo no rosto – Quanto aos hematomas, eu não ligo. Não depois da noite de ontem. — disse meio rindo.

– Então, você gostou? — perguntei meio chocado.

– Se eu gostei? Eu amei! — riu – Eu já tinha ouvido falar em asfixia auto-erótica, mas não sabia que realmente funcionava. Tudo que eu sabia era que diziam que um ator famoso tinha morrido praticando isso. — disse franzindo o cenho.

– Bem, ter esse risco sempre tem. Mas na hora eu estava irracional. Eu estava decidido em te fazer ter um longo orgasmo. Eu estava tão louco que, até mesmo a ideia do risco que você corria, me excitava. — confessei — Desculpe-me, fui muito imprudente. — disse triste.

– Não peça desculpas, Loki. — disse seriamente – Eu já disse que para mim foi maravilhoso. Mal espero a hora de repetir tudo isso. — deu um sorriso lascivo – Ai de você que não tente novamente! — ralhou.

– Aredhel. Você não tem ideia do que está fazendo. Não alimente esse meu lado obsessivo e violento. — alertei.

– Mas eu gosto tanto.. — fez beicinho.

– Você é muito tarada.. — ri – Você é perfeita para mim. — dei um beijo em seus lábios.

– E você é perfeito pra mim. Eu adoro esse seu lado violento e dominador. — disse cinicamente.

– E eu amo te dominar. — falei prendendo seus braços contra a cama.

Ela abriu o sorriso meigo que eu tanto adorava. Eu não pude resistir, então tomei seus lábios. Sentia a excitação tomando conta do meu ser. Eu estava debruçado sobre o corpo nu de Aredhel e podia sentir seu calor e seu cheiro me dominando. Separei-me dela e a olhei nos olhos.

– Quem é seu dono, Aredhel? — indaguei maliciosamente.

– É você, Loki. Você é meu dono. — sorriu.

– Minha.. Só minha.. Para sempre.. — murmurei enquanto beijava seu pescoço.

Olhei as marcas de meus dedos em seu pescoço sentindo culpa, mas esse sentimento foi aos poucos sendo substituído pela satisfação. Eu era quem a deixara marcada e isso me excitava. Estava novamente perdendo o controle e ficando insano. Desci por seu corpo beijando, mordendo e sorvendo sua pele de forma obcecada.

Aredhel, ao coadunar com meu comportamento possessivo, não fazia ideia do monstro que estava despertando. Depois de sugar seus seios calorosamente, a penetrei. Movia meu quadril com certa violência, enquanto que com uma das mãos eu apertava com força sua cintura, puxando-a contra mim. Fiquei observando as expressões de prazer que Aredhel fazia e sorri satisfeito.

– Loki.. Loki.. — gemia Aredhel.

– Isso, meu amor.. Geme para mim.. — murmurei enquanto aumentava o ritmo das estocadas.

Soltei sua cintura, levei a mão até seu pescoço. Aredhel abriu os olhos e sorriu.

– Eu.. Confio em você.. — sussurrou com a voz entrecortada.

– Você quem pediu.. — sorri com malícia.

Acelerei o movimento do meu quadril e gradativamente fui apertando o pescoço de Aredhel. Ela aos poucos foi ficando vermelha e podia ver seus olhos se encherem de lágrimas. Em pouco tempo a senti estremecer em um longo orgasmo e a começar a sufocar. Soltei seu pescoço e ela deu um suspiro alto. Continuei naquele vai-e-vem até me esvaziar dentro dela.

Debrucei-me sobre ela, sem fôlego. Olhei para Aredhel e ela arfava, mas sorria para mim.

– Eu te amo, Aredhel. — falei acariciando seu rosto.

– Também te amo, Loki.. — murmurou, fechou os olhos lentamente e adormeceu.

Acomodei Aredhel na cama e fui tomar um banho demorado. Fui direto para o salão guardar as Gems que havia retirado e em seguida para a biblioteca. Eu tinha muito que pesquisar.



Pouco depois do almoço, James apareceu na biblioteca.

– Loki, seus filhos estão à procura de Aredhel. Sabe dizer onde ela estaria? — indagou-me.

– Ela ainda está dormindo. — falei rapidamente.

– Ah.. — fez uma pausa — Ela está bem? Aredhel costuma acordar sempre cedo. — comentou.

– Ela está bem. — disse impacientemente.

– Você não brigou com ela por causa de ciúmes, não é? — questionou com o semblante sério — Ela estava sendo controlada, Loki. Você a machucou? — exasperou-se.

– Eu já disse que ela está bem! — dei um murro na mesa – Às vezes é irritante essa sua mania de superprotegê-la! — rosnei – Depois você não quer que eu sinta ciúmes de vocês. Vive a cercando! — sibilei.

– Loki, eu só fiquei preocupado. Eu lhe conheço, sei como é ciumento e possessivo. E com tudo o que aconteceu, claro que temi que fizesse algo a ela e... — começou a se explicar.

– E, afinal, eu já a matei uma vez por causa de ciúmes. Era isso que ia dizer, não é? – indaguei com raiva.

– Loki.. Eu sei que está mudando e que tem tentado se controlar, mas também sei que o que aconteceu entre Aredhel e eu foi demais para você. – deu um suspiro — Na verdade seria demais para qualquer um. – disse com tristeza.

– Você tem que decidir o que é mais importante para você. – falei percebendo o real motivo da tristeza de James – Greta ou sua vida de Midgard.

James me encarou boquiaberto e franziu o cenho.

– Aredhel costuma dizer que não se pode ter tudo. – murmurou.

– Talvez ela tenha razão. – falei calmamente.

James nada falou e saiu da biblioteca cabisbaixo. Resolvi ir atrás de Aredhel. No caminho cruzei com Wilson. Ele simplesmente virou a cara e acelerou o passo. Eu odiava cada vez mais aquele velho.



Encontrei Aredhel ainda dormindo. Seu pescoço estava em pior estado do que antes. Peguei uma mistura de ervas para ajudar a desaparecer as marcas e comecei a passar nela. Aredhel despertou.

– Desculpe-me.. – murmurei acariciando seu pescoço.

– Eu já disse que está tudo bem. – disse dando um sorriso.

Aredhel sentou-se na cama e fitou-me por um tempo.

– Ontem esqueci de lhe perguntar.. Onde você esteve? Váli comentou que eu dormi por um dia inteiro, nem cheguei a ver Rebecca e Jane. – fez um muxoxo – Quando acordei e perguntei por você, disseram que você ainda não havia retornado. – disse em dúvida.

– Eu fui à sua Midgard. – falei rapidamente.

– O que você foi fazer lá, Loki? – indagou seriamente.

– Eu fui fazer o que deveria ter feito desde o início. Matei todos aqueles a quem eu havia dado uma chance. – disse friamente.

– Por Deus, Loki... – murmurou Aredhel.

– Eu não vou nem discutir isso com você, Aredhel. Sua compaixão é que nos conduziu a esse inferno! Se eu os tivesse eliminado de uma vez só, nada disso teria acontecido! – rosnei.

– Mas os inocentes.. – começou a dizer.

– Inocentes? – interrompi-a — Eles não tinham nada de inocente! E faça as contas Aredhel! Morreram bem mais humanos agora, do que teriam morrido se eu tivesse resolvido as coisas do meu jeito! Por pouco isso não custou sua vida, a de James e de seus amigos Avengers! – sibilei.

Aredhel baixou a cabeça e ficou encarando as mãos com o semblante triste. Saí do quarto ainda agastado e retornei à biblioteca. Eu tinha preocupações maiores que as mortes de inúteis Midgardians.



No fim do dia procurei os instrutores de luta e professores de meus filhos. Pedi a eles que intensificassem seus treinamentos e estudos sobre magia. Pouco antes do jantar William veio conversar comigo.

– Loki, o pai e a mãe querem saber se podem retornar à Terra. Meu pai está muito impaciente com toda essa situação. – explicou.

– Por mim seu pai pode ir até para Helheim. – fui ríspido – Far-me-ia um favor se ficasse longe de Aredhel. Ele só sabe magoá-la. – disse com sinceridade.

– É. O pai parece não ter muita paciência com a Ared. – falou tentando amenizar a situação.

– Ter paciência? – ironizei — Seu pai a odeia! Eu realmente espero que ele esqueça que ela é filha dele. – falei entredentes — Acredito que na realidade de vocês não há mais nada com o que se preocupar. Não haverá retaliações. – dei um sorriso cínico.

– É.. Eu sei.. A Ared me contou agora a pouco. – murmurou meio assustado.

– Enfim, vocês têm a liberdade para fazer o que quiserem. – dei de ombros.



Pouco depois do jantar, William, Mary e Wilson anunciaram sua partida. Mary e William despediram-se de todos. Wilson apenas se despediu dos netos e fitava-nos impaciente enquanto Mary e William despediam-se de nós.

– Tome cuidado, minha filha, não se arrisque demais. – abraçou Aredhel. – E você, cuide bem da minha filhinha. – disse Mary para mim.

– Vou cuidar. – sorri de leve.

– Tchau maninha. Se cuide e mais uma vez me perdoe por tudo. – William abraçou Aredhel.

– Tchau Will, venham nos visitar logo. – disse Aredhel.

– Até, Loki.. – disse William sem jeito para mim.

Apenas acenei com a cabeça. Eu nunca perdoaria William pelo que houve. Mary abraçou James e Greta.

– Bem.. Fique de olho na Ared. E cuide dela. Sei que ela confia mais em você do que em mim. – disse William dando um leve soco no ombro de James – A gente se vê por lá... – olhou para Greta – Ou não.. – ergueu as sobrancelhas.

– Eu vou cuidar dela. Até. – sorriu James timidamente.

– Qualquer coisa vocês voltam correndo para cá. Por favor. – falou Aredhel meio aflita.

– Pode deixar maninha. E vou ver como ficou a situação para você, James. Vou dar o seu recado ao seu assessor. – afirmou William.

– Obrigado, Will. – agradeceu James.

William e os pais de Aredhel finalmente partiram. Aredhel ficou meio abatida com o fato do pai não ter nem falado com ela. Eu já achei que fora melhor assim, pelo menos ele não falara nenhum disparate à filha.



Nos dias em que se seguiram nossa vida aos poucos voltava ao normal e novidades surgiram. Sif estava namorando Leir. Depois de retornarem da batalha de Midgard, os dois não se separaram mais. Viviam juntos vagando pelo palácio trocando juras de amor. Sif ficava muito irritada quando Fandral e Volstagg faziam comentários sobre alguém finalmente ter conseguido “amansar” a guerreira. Leir chegou a levá-la para conhecer sua família.

Hogun retornara à sua terra natal. Aredhel voltara a treinar e James a acompanhava nos treinos. As crianças estavam cada vez mais compenetradas em seus estudos e em seu treinamento. Continuei auxiliando os três no controle de suas habilidades. Váli já dominava sua transmutação com maestria. Narfi conseguia iniciar incêndios com facilidade e, diga-se de passagem, tinha o maior prazer em causá-los. E, por fim, Hela conseguira finalmente trazer de volta à vida alguns insetos. Seu próprio êxito a deixou maravilhada.

– Papai, agora nenhum bichinho precisará morrer. – disse toda sorridente.

– Não é bem assim, Hela. Um dia todos irão morrer. Você os trás de volta, mas não pode fazê-los ficar mais jovens. Irão morrer de velhice. É a lei da natureza. É o ciclo natural da vida. – expliquei.

– Hum.. – ficou pensativa – Para onde será que os insetos vão depois de morrer? Céu, mundo espiritual ou Helheim? – perguntava-se

Percebi que Aredhel havia ensinado a nossos filhos as teorias de vida após a morte de Midgard. Ela defendia que os filhos tinham que ter sua própria opinião sobre quase tudo e liberdade para escolher no que crer. De certa forma eu concordava com ela. A verdade que nós conhecemos é relativa.



James e Greta eram a imagem da infelicidade. Várias vezes encontrei Greta chorando pelos cantos. James parecia outra pessoa, não tinha o mesmo sorriso irritante no rosto. Como consequência, Aredhel também andava triste. Uma manhã encontrei Aredhel e James conversando no jardim. Sentei-me um pouco distante, à sombra de uma árvore para ler um pouco, mas podia ouvir claramente a conversa dos dois.

– Eu tomei uma decisão, Aredhel. — James passou uma das mãos pelos cabelos — Eu vou ficar em Asgard. Eu amo a Greta, não posso viver longe dela. — afirmou decidido.

– Oh! Que bom! — Aredhel o abraçou e deu um beijo em seu rosto – Fico tão feliz por vocês! — disse toda sorridente.

– Agora que tomei a decisão, preciso arranjar alguma atividade, um emprego, algo assim. Tenho que encontrar uma forma de sustentar-nos. — deu um sorriso tímido.

– Ah, vocês podem viver aqui, com a gente. Você tem vivido como nosso hóspede a tanto tempo, não vejo problema algum em continuar desse jeito. — disse Aredhel calmamente.

– Preciso de uma atividade. Preciso estar em movimento. Só assim me sinto vivo. Além disso, não me sentiria bem vivendo às custas de vocês. Mesmo que fosse por apenas algumas décadas. — franziu o cenho – Preciso arranjar uma forma de deixar Greta segura após a minha morte, afinal não viverei o mesmo que ela. — disse com amargura.

O sorriso de Aredhel morreu. De fato, Aredhel jamais se atentara para o fato de que James não viveria o mesmo que Greta e ela. James partiria do mundo dos vivos em algumas décadas. Se James continuasse vivendo na outra realidade, pela diferença de tempo, Aredhel desfrutaria de sua companhia por mais alguns anos. Entretanto, com a nova decisão de James, isso não mais seria possível.

Os dois ficaram em silêncio por um longo tempo.

– Você pode continuar atuando aqui. — disse Aredhel de repente – Pode montar um grupo de teatro e fazer apresentações. — sugeriu.

– Tem razão! Eu não tinha pensado nisso. — sorriu James.

– Mas peço que aceite morar aqui no palácio. Eu ficaria muito feliz em ter vocês dois morando definitivamente aqui. Você é como um irmão para mim e gosto muito de Greta. As crianças são muito ligadas a você e a ela. Vocês são praticamente parte de nossa família. — disse Aredhel.

– Tem certeza de que não vamos incomodar? Será que Loki concordaria? — indagou James.

Aredhel olhou em minha direção.

– Loki! Jim e Greta vão morar conosco! — gritou.

Eu apenas levantei os olhos do livro e meneei a cabeça afirmativamente. Eu não tinha nada contra eles morarem no palácio e sabia que Aredhel ficaria triste se eles fossem morar na vila.

– Pronto! Resolvido, Jimmy! — riu Aredhel.

Nos dias seguintes passei a frequentar mais vezes a biblioteca e o salão das relíquias. Eu tinha que aperfeiçoar meus conhecimentos sobre as Gems. Aredhel e eu apenas nos víamos pela noite. Ela passava o dia entre os treinos com James e seus estudos sobre magia. Os dois começaram a circular pelo palácio cheio de segredinhos. Eu começava a ficar irritado com esse comportamento quando, após algumas semanas, Aredhel me procurou.

– Loki, precisamos conversar. — disse meio nervosa.

– Pelo jeito, não será muito agradável. Você está com uma cara de quem andou aprontando. — falei severamente.

– Deixe de ser desconfiado. É só uma coisa que preciso lhe contar. — mordeu os lábios.

– Imagino que tenha algo a ver com James. Vocês dois andam cheios de segredos. — falei impacientemente.

– Er... É. — falou toda desconfiada.

– Diga logo do que se trata. — fui ríspido.

– Bem.. — fez um pausa apertando nervosamente as mãos – Eu estou ensinando magia a Jimmy. — disse rapidamente.

– E esse nervosismo todo era por isso? — perguntei incrédulo.

– Bom, eu pensei que você não aprovaria.. Você sempre diz que eu sou imprudente.. E.. — começou a falar.

– Você foi imprudente quando começou a ensinar magia às crianças. James é diferente, ele é adulto. Não vai usar magia de forma leviana ou descuidada. — rebati.

– Ufa. Que bom que não ficou bravo comigo. — sorriu.

– Se ele vai viver aqui, creio que é bom que aprenda a se defender. — falei calmamente – Só tome cuidado para não exigir demais dele. Vocês têm a mesma origem, mas ele é menos resistente e mais fraco que você. Lembre-se que você comeu a maçã. — expliquei.

– Eu sei. Vou tomar cuidado. — murmurou.



Um mês se passou. Eu continuava compenetrado em meus estudos das Infinity Gems. James e Greta estavam namorando novamente. Sif ficara noiva de Leir e James avançava em seus estudos de magia.

Em um fim de tarde, James nos convidara para uma peça que apresentaria no jardim do palácio. Aredhel, Greta, as crianças e alguns servos participariam da peça. Reunimo-nos todos no jardim e nos acomodamos em algumas cadeiras que foram arrumadas no local. Fora montado um palco com um balcão. A peça a ser apresentada seria Romeu e Julieta.

Ao final da peça, todos os atores participantes vieram ao palco e agradeceram os aplausos. James, que interpretara Romeu, pediu a palavra.

– Primeiramente, gostaria de agradecer a todos pela atenção. — sorriu.

Ele então pegou a mão de Greta e trouxe-a para a frente do palco.

– “O curso do amor verdadeiro nunca flui suavemente”. E eu posso afirmar que isso é a mais pura verdade. Precisou que o improvável acontecesse. Que dois mundos se cruzassem, que eu conhecesse uma nova realidade, para finalmente encontrar o meu verdadeiro amor. — sorriu timidamente – Greta, sabes da veracidade do sentimento que nutro por ti. Depois de tantas dificuldades e incertezas sei que, mais do que nunca, fiz a escolha certa quando decidi permanecer em Asgard. Eu jamais seria feliz longe de ti. Eu te amo e seria capaz de gritar aos quatro ventos essa verdade. Desta forma... — ajoelhou-se e segurou uma das mãos de greta — ...é que lhe pergunto. Greta de Asgard, você aceitaria ser minha esposa? — indagou com a voz trêmula.

Greta estava rubra e lágrimas escorriam por seu rosto.

– Aceito.. — murmurou abrindo um largo sorriso.

Todos aplaudiram de pé. James pôs-se de pé e puxou Greta para um beijo apaixonado. Passado o momento romântico, todos foram um a um parabenizar o casal. Entretanto pude notar uma certa tristeza no semblante de Aredhel. Perguntei a ela se estava tudo bem e ela disse que apenas estava emocionada com o ocorrido.



Nos dias seguintes Aredhel andava estranhamente sombria. Quase não sorria. Passara a se dedicar arduamente ao seu treinamento e começara a passar um tempo considerável na biblioteca. Como eu andava muito ocupado com as Gems, não dei muita importância.

Uma manhã Aredhel veio falar comigo, enquanto eu estava ocupado com os assuntos de Asgard.

– Loki, eu vou até Midgard. Vou visitar Jane e Thor. Estou louca para conhecer Rebecca. Até sonhei com isso! — disse toda animada.

– Você vai sozinha? — perguntei.

– Vou, mas será rápido. Voltarei antes do final da tarde. — sorriu.

– Certo. Mas tome cuidado. — alertei.

Aredhel deu-me um beijo demorado e deixou o salão. Passei o resto do dia muito ocupado. Só fui perceber o avançar da hora quando um servo veio avisar que o jantar estava servido.

Ao entrar no salão, fui surpreendido. Thor e Jane estavam à mesa.

– Olá, irmão! Viemos lhe fazer uma visita. — disse Thor se levantando da cadeira.

– Onde está Aredhel? — indaguei de supetão.

– Aredhel? Não a vimos. — disse Jane.

– Como não? Ela saiu esta manhã para ver vocês. Disse que queria conhecer Rebecca. — falei aflito.

– Não vimos Aredhel, irmão. — disse Thor.

Quase como um clarão, as palavras de meu eu do futuro vieram à minha mente. “Tome cuidado com Aredhel. Não a deixe sumir um segundo de suas vistas”. Senti meu sangue gelar.

– Meu Deus, onde estará Aredhel? — perguntou James preocupado, aproximando-se de mim.

– Pai.. Acho que sei para onde a mamãe foi.. — disse Váli entrando no local.

Váli estendeu-me um livro.

– Ela estava lendo esse livro há semanas. — falou Váli franzindo o cenho.

Olhei para a capa do livro e logo reconheci. Olhei para James e ele me fitou boquiaberto. Logo tudo fez sentido.

– Aredhel... — tranquei os dentes.

Era o livro de Iduna.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Comentem. Nota: citação feita por James é de Shakespeare.